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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Ficção distópica

A ficção distópica começou a surgir no início do século XX em resultado das ansiedades e medos criados pelos efeitos das grandes guerras mundiais, e é por assim dizer a antítese da utopia. Enquanto que as utopias se apresentam como projectos realizáveis em que se pensa ou imagina um mundo melhor, as distopias são ficções que mostram um futuro sem esperança, alienado, sem liberdade e absurdo. 

Sociedades fictícias com governos totalitários e repressivos, manipulação psicológica, tecnológica e em alguns casos, científica dos indivíduos são frequentemente “ingredientes” das narrativas distópicas, que acima de tudo põem em causa o sonho utópico de um mundo perfeito.

Alguns exemplos de distopias disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:

Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley 

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das palavras 'pai' e 'mãe' produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e instruídas para cumprir o seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. 
1984 de George Orwell

Segundo Orwell, «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro» é uma sátira. De aparência naturalista, trata das realidades e do terror do poder político, não apenas num determinado país, mas no mundo — num mundo uniformizado. Foi escrito como um ataque a todos os factores que na sociedade moderna podem conduzir a uma vida de privação e embrutecimento. 
A Laranja mecânica de Anthony Burgess 

Narrada pelo protagonista, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário que então domina a sociedade. 
Fahrenheit 451 de Ray Bradbury 

Fahrenheit 451 é uma novela distópica, que retrata uma sociedade ficcional no século XXI, onde o regime totalitário está determinado a garantir a felicidade dos seus súbditos, e para a alcançar proíbe severamente a posse e a leitura de livros considerados como fonte de problemas e teorias conflituosas. Este é um livro interessantíssimo que retrata uma sociedade altamente tecnológica e embrutecida, mas onde não há felicidade, apenas esquecimento e escuridão.
A máquina do tempo de H. G. Wells

Em A máquina do tempo, um viajante no tempo, depois de mergulhar mais de oitocentos mil anos no futuro, vislumbra uma trágica sociedade dividida em duas facções: os ociosos e pacíficos Eloi, à imagem das classes altas da época vitoriana, e os bárbaros e predadores Morlocks, confinados aos subterrâneos do planeta. Paralelamente, A Máquina do Tempo encerra uma filosofia da evolução humana e uma crítica à sociedade do tempo de H. G. Wells, com inevitáveis ecos no presente, alertando para as consequências do fosso crescente entre classes e para a exploração e miséria humana. Escrito na viragem do século, numa era vitoriana de progresso científico e industrial, este livro viria a conhecer um enorme êxito e perduraria como uma das principais fantasias da literatura e do cinema.

Para saber mais consulte:

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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

200 anos de Frankenstein

Mary Shelley (1797-1851) começou a escrever Frankenstein quando tinha apenas 18 anos. A ideia para a criação deste icónico romance, publicado pela primeira vez em 1818, surgiu lhe de um pesadelo. Frankenstein, obra pioneira da moderna ficção científica constitui um relevante contributo para a literatura de terror e é, ainda hoje, mundialmente famoso. 

Frankenstein é uma história profundamente perturbadora acerca de uma criação monstruosa, resultante das experimentações científicas do Dr. Victor Frankenstein. 

“Numa curiosa reinterpretação do relato do Génesis, o romance estuda as complexas relações que se estabelecem entre o criador e as criaturas, contando a história de certo cientista que dá vida a um homúnculo hediondo. Escorraçado pela sociedade devido à sua aparência, o monstro, que se mostrara sedento de compreensão e amor, acaba por encarnar o próprio espírito da destruição e do ódio.”

João de Almeida Flor in Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura
Para saber mais sobre a obra e o seu autor consulte: 
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quarta-feira, 11 de abril de 2018

Novidade na Biblioteca: Illuminae de Amie Kaufman e Jay Kristoff

Estamos em 2575 e duas empresas rivais, estão em guerra por um planeta que fica para lá dos confins do Universo. Infelizmente, ninguém se lembrou de avisar os habitantes do malogrado planeta Kerenza.

Debaixo de fogo inimigo, Kady e Ezra, que acabaram de se separar, tentam fugir numa frota de evacuação composta por três naves diferentes: Kady e a mãe ficam numa; Ezra, noutra.

Como se não bastasse estarem a ser perseguidos por naves inimigas que tentam aniquilar as últimas testemunhas da catástrofe em Kerenza, uma praga mortífera deflagra a bordo da nave. Kady descobre que o sistema de inteligência artificial da frota, que deveria protegê-los, poderá ter-se transformado no seu pior inimigo.  Quando tenta descobrir a verdade, torna-se claro que só Ezra, a quem jurou nunca mais dirigir a palavra, poderá ajudá-la a impedir uma calamidade.

Fonte: Badana do Livro

Gostou?


Para saber mais sobre a trilogia Illuminae e a sua autora consulte:

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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Júlio Verne: da ciência ao imaginário

Júlio Verne (08.02.1828-24.03.1905)

Na data de aniversário de Júlio Verne aproveitamos para destacar a obra Júlio Verne – Da Ciência ao Imaginário, com prefácio de Michel Serres, publicada por ocasião do centenário da sua morte.

Esta obra é por si só uma proposta de viagem. Através de uma incursão pela vida e obra de Júlio Verne vivemos uma magnífica aventura através das contradições de uma época de descobertas e dúvidas, ao mesmo tempo que descobrimos a personalidade e turbulenta vida de um dos grandes vultos da literatura mundial.

“Hoje em dia, para animar a interface entre ciência e sociedade, falta-nos um Júlio Verne. As angústias contemporâneas sobre o racional e as técnicas associadas devem-se, em parte a esta falta. Quem nos conta, nos dias que correm, como funciona esta ou aquela inovação? Par ocupar o espaço das mensagens, encontram-se apenas juízes, muitas vezes incompetentes, acusadores… Uma espécie de inquisição obscura multiplica as condenações. Ora, o filósofo ou o historiador das ciências ocupam mal esta interface, só a literatura, o romance, a narrativa, histórias, aventuras… podem fazê-lo.
A ciência torna-se rapidamente um facto social total. Começa a acontecer no século XIX. Satura a sociedade. Técnicas sofisticadas produzem uma percentagem elevada dos objectos que manipulamos: óculos, fogões, automóveis, computadores, telefones… cresce o fosso que nos separa da ciência, ao mesmo tempo que é ela que estrutura o nosso quotidiano e as nossas comunicações. Carecemos de romancistas que descrevam em tempo real esta remodelação das nossas sociedades. Para várias gerações, entre as quais a minha, Júlio Verne criou esta interface e tornou culturais tanto o quotidiano da ciência como a reestruturação das relações.
Senhor de um grande talento, Júlio Verne tentou um golpe admirável, uma viagem extraordinária: tornar a ciência cultural. (…) 
Excerto do prefácio de Michel Serres

“Quando evocamos Júlio Verne e a ciência, a primeira coisa que nos ocorre são as máquinas, as ciências físicas, as ciências da natureza. Pensamos menos vezes nas ciências humanas, que nasceram no seu tempo, e na ciência da história moderna, iniciada por Michelet e revolucionada pela filosofia alemã. No século XIX, o homem na sociedade e no trabalho torna-se pela primeira vez herói do seu destino. A mudança é profunda, Júlio Verne instaura um diálogo entre as ciências conhecidas e as recém-nascidas. Foi provavelmente o que o levou a desenvolver a tal ponto a ciência e a consciência como os dois pilares de um futuro próximo.

Júlio Verne parece sentir desde a primeira infância o apelo dos horizontes longínquos. Mais tarde, a formação de jurista, as relações que travará em Paris, a euforia perante as ciências, a indústria e as explorações que caracterizam a sua época constituirão a base das suas viagens extraordinárias."

Excerto do primeiro capítulo “Uma vida, uma obra” de Jean-Paul Dekiss




Aceda ao catálogo concelhio para saber quais as obras de Júlio Verne que temos disponíveis para si!

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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Novidade na Biblioteca: O prestígio de Christopher Priest

Colecção: Admiráveis Mundos da Ficção Científica

O Prestígio é uma história de segredos obsessivos e curiosidades insaciáveis. Actuando nas luxuosas salas de espectáculos vitorianas, dois jovens mágicos entram num feudo amargo e cruel, cujos efeitos podem ser ainda sentidos pelas respectivas famílias mais de um século depois.
Os dois homens assombram a vida um do outro, levados ao extremo pelo mistério de uma espantosa ilusão que ambos fazem em palco. O segredo da magia é simples, mas para os antagonistas o verdadeiro mistério é outro, pois ambos os homens têm mais a esconder do que apenas os truques da sua ilusão.

Fonte: www.wook.pt

Esta obra valeu ao autor a atribuição do prémio World Fantasy Award.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil!

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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Novidade na Biblioteca: Duna de Frank Herbert

S. Pedro do Estoril : Saída de Emergência, 2016.
2 volumes
Duna é considerado o melhor romance de ficção científica de sempre. Uma obra que arrebatou a crítica com o estilo poderoso de Frank Herbert e conquistou milhões de leitores com a sua imaginação prodigiosa. Prepare-se para uma viagem que nunca irá esquecer, até um longínquo planeta chamado Arrakis… O Duque Atreides é enviado para governar o planeta Arrakis, mais conhecido como Duna. Coberto por areia e montanhas, parece o local mais miserável do Império. Mas as aparências enganam: apenas em Arrakis se encontra a especiaria, uma droga imensamente valiosa e sem a qual o Império se desmoronará.

O Duque sabe que a sua posição em Duna é invejada pelos seus inimigos, mas nem a cautela o salvará. E quando o pior acontece caberá ao seu filho, Paul Atreides, vingar-se da conspiração contra a sua família e refugiar-se no deserto para se tornar no misterioso homem de nome Muad’Dib. Mas Paul é muito mais do que o herdeiro da Casa Atreides. Ao viver no deserto entre o povo Fremen, ele tornar-se-á não apenas no líder, mas num messias, libertando o imenso poder que Duna abriga numa guerra que irá ter repercussões em todo o Império…

Fonte: www.wook.pt

Frank Herbert nasceu em Tacoma, Washington, e estudou na Universidade de Washington, Seattle. Teve uma grande variedade de empregos - incluindo operador de câmara de TV, comentador de rádio, apanhador de ostras, instrutor de sobrevivência na selva, psicanalista, professor de escrita criativa, repórter e editor de vários jornais da Costa Oeste dos EUA... antes de se tornar escritor a tempo inteiro. Em 1952, Herbert começou a publicar ficção científica com "Looking for Something?" na revista Startling Stories. Mas o seu verdadeiro aparecimento como escritor de primeira importância só aconteceu em 1965, com a publicação de Duna. Seguiram-se Dune Messiah, Children of Dune, God Emperor of Dune, Heretics of Dune e Chapterhouse: Dune, completando a saga a que o Chicago Tribune chamaria "um dos monumentos da moderna ficção científica". Herbert também é autor de cerca de vinte outros livros, incluindo The Jesus Incident, The Dosadi Experiment e Destination: Void. Morreu em 1986.


Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

O adeus a Ray Bradbury

Ray Bradbury, premiado com a Medalha da Fundação Nacional do Livro, 2000 (EUA) pela contribuição às letras norte-americanas e com a Medalha Nacional de Artes 2004 (EUA), morreu a 5 de junho de 2012, aos 91 anos, vítima de doença prolongada. Ao longo de uma carreira de mais de setenta anos, Ray Bradbury tem inspirado gerações de leitores a sonhar, pensar e criar. Um autor prolífico de centenas de contos e cerca de 50 livros, assim como de numerosos poemas, ensaios, óperas, peças de teatro e roteiros, Bradbury foi um dos escritores mais célebres do nosso tempo e é considerado um dos fundadores da literatura fantástica contemporânea. Os seus trabalhos pioneiros incluem Fahrenheit 451, Crónicas marcianas, O Homem Ilustrado, entre outros. Fahrenheit 451 foi adaptado ao cinema por Truffaut, fazendo dele um filme de culto.

OPINIÕES

“O mundo literário ficou mais pobre com a morte de Ray Bradbury mas não há qualquer dúvida que o seu trabalho inspirou toda uma geração de artistas, que hoje levam o seu legado mais longe do que o próprio escritor alguma vez imaginou.”

Francisco Guerra (retirado do site: http://www.tecnologia.com.pt/ )

“O talento criativo e fantasioso de Bradbury permitiu à ficção científica ganhar dignidade como estilo literário, mas o escritor também quis desconstruir essa ideia. «Não sou um escritor de ficção científica. Só escrevi um livro de ficção científica, o Farhrenheit 451. Todos os outros eram fantasia. As fantasias são coisas que não podem acontecer, a ficção científica é sobre coisas que podem acontecer», repetiu várias vezes ao longo da sua vida.”


LIVROS DO AUTOR DISPONÍVEIS NA REDE DE BIBLIOTECAS DO CONCELHO DE ARGANIL:

Fahrenheit 451. Porto : Público Comunicação Social, imp. 2003.
A árvore sagrada. Lisboa : Livros do Brasil, cop. 1972.
Crónicas marcianas. Lisboa : Caminho, imp. 1985.
A morte é um acto solitário. Lisboa : Dom Quixote, 1987.
A cidade fantástica. Lisboa : Caminho, imp. 1986.

PÁGINA OFICIAL DO AUTOR: http://www.raybradbury.com/

POST ANTERIORES NO BLOG SOBRE FAHRENHEIT 451:


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Novidade na biblioteca para os apreciadores de Ficção Científica!

O homem do castelo alto de Philip K. Dick

Integrado na colecção Não Nobel do Jornal Público, colecção de autores premiados pelo tempo, O homem do castelo alto de Philip K. Dick, publicado originalmente em 1962, é uma obra de ficção científica, que parte de factos históricos concretos, propondo um desenvolvimento alternativo ao que na realidade aconteceu.

A acção do romance decorre nos Estados Unidos na década de 60 do século XX, e parte da hipótese de as forças do Eixo terem saído vencedoras na Segunda Guerra Mundial, ou seja, a Alemanha nazi e o Japão fascista saíram vitoriosos do conflito bélico em questão, e ambas partilham o mundo. Uma visão assustadora, mas que contém um convite à reflexão.

Um livro a não perder, disponível a partir de hoje para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil!

Outros títulos do autor disponíveis na BMA:

Ubik. Mem Martins : Europa América, Cop. 1969

Os 3 estigmas de Palmer Eldritch. Mem Martins : Europa América, Cop. 1964.

Universos paralelos. Lisboa : Edições 70, D.L. 1991

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Será que a ficção científica pode ser considerada um recurso didáctico?

A ficção científica de qualidade pode, sem dúvida, ser um bom auxiliar para o ensino de determinadas matérias, na medida em que pode despertar o interesse dos estudantes por temas da área das ciências, enriquecer o vocabulário com termos científicos e promover o raciocínio sobre o impacte social dos avanços científicos e tecnológicos.

Ora vejamos a posição de alguns críticos sobre esta matéria:

“O género pode fornecer às crianças e igualmente aos adultos uma janela para o futuro, um meio de prever como a vida poderia ser em alguma data no futuro. O estudo da história conta-nos como eventos no passado afectaram o presente; a ficção científica dá-nos uma ideia de como as decisões que fazemos agora, podem afectar as nossas vidas no futuro”
NAUMAN, Ann K. e SHAW, Edward.
Sparking Science Interest through Literature: Sci-Fi Science. Science Activities.
Vol 31, No. 3. Fall, 1994. 18-20.

“Comercialmente a ficção científica possui uma história impressionante e, visto que para muitas pessoas a principal exposição à ciência se dá através da ficção científica, tanto as visões sobre os cientistas, quanto as relativas à natureza da actividade científica são de crucial importância para questões relacionadas com às atitudes públicas perante a ciência.”
BRAKE, Mark et al. Science fiction in the Classroom.
Physics Education 38(1) Jan. 2003. 31-34.

“A ficção científica veio a ser reconhecida como um género literário distinto, em grande parte por tão insistentemente se ter ‘imposto’ como um fenómeno social. Sociólogos, psicólogos, historiadores de ideias e cientistas políticos começaram a voltar-se para ela assumindo que se tratava de um importante aspecto do ‘sinal dos tempos’. Não foram os seus escritores que previram a bomba atómica, o pouso na Lua, e a crescente influência da pesquisa e do desenvolvimento sobre as flutuações da política mundial? Não foi a ficção científica uma inescapável projecção de anseios e receios a respeito da direcção para a qual se está a sociedade movendo?”

PARRINDER, Patrick. Science Fiction: it´s Criticism and Teaching.
Londres: Methuen, 1980.

“Diversos autores identificam na FC a veiculação das preocupações humanas que a ciência e a tecnologia suscitam, tornando-a um canal para a abordagem não apenas de fenómenos e leis científicas, mas da própria natureza da actividade científica e tecnológica e da sua relação com a sociedade.
A ficção científica, mais do que se fixar no aspecto das leis naturais envolvidas na bomba atómica ou de qualquer outro tema, suscita um debate sobre as implicações sociais das possíveis descobertas, invenções e fenómenos concebíveis. Põe em questão a tecnologia, que é fundamental na vida, que está visceralmente ligada à ciência.”
Luís Paulo Piassi e Maurício Pietrocola. De olho no futuro:
ficção científica para debater questões sociopolíticas de ciência e tecnologia na sala de aula.
Ciência & Ensino, vol. 1, número especial, novembro de 2007