Mostrar mensagens com a etiqueta Idosos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Idosos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A vida

A VIDA

Quando eu era pequenina
Mal poderia pensar
Que se à velhice chegasse
Teria alguém para me animar!
Como é bom poder ter
Quem connosco se preocupe
E num trabalho de bem-fazer
O nosso tempo nos ocupe!
O tempo de vida vai encurtando
Pois, assim o diz o destino
Mas é tão bom ser estimado
E ser de novo menino!
Já são alguns janeiros
Que sobre os ombros acarreto
Mas o meu amor à vida
É reflectido nos netos!
Como é bom ser velho
E ter tanto para contar
Quantos partiram em novos
E não puderam destes momentos desfrutar!
Ser velho, não deve ser pesadelo
Nem tão somente uma condição
Ser velho é ser Experiente
E ter em cada gesto uma lição!

                                           Graça Moniz

Poema declamado pela professora Graça Moniz no Encontro Anual de Idosos, realizado na Biblioteca Municipal de Arganil a 31 de Janeiro de 2018

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A DGLB e o Dia Mundial do Livro


No Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações 2012, e aproveitando a comemoração do Dia Mundial do Livro, a Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas criou o passatempo “Avô, como era no teu tempo?”, destinado a alunos entre os 9 e os 13 anos, que tem como objectivo estimular o diálogo entre gerações, pretendendo ao mesmo tempo a recolha de memórias dos mais velhos através do olhar dos jovens.

Ainda no âmbito do Dia Mundial do Livro a DGLB propõe às Bibliotecas Municipais um trabalho de identificação de projetos na área do livro e da leitura que se cruzem com a temática do ano em causa: Campanha Envelhecimento Ativo e Diálogo entre Gerações.

Siga os links no nome dos projectos ou aceda ao site: http://www.dglb.pt/ para obter mais informação sobre estas iniciativas.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A importância da leitura na terceira idade

Durante o século XX a esperança de vida dos habitantes dos países desenvolvidos aumentou bastante, o que actualmente se traduz numa população cada vez mais envelhecida.

De acordo com os dados do Banco Mundial de Indicadores para o Desenvolvimento Mundial a esperança média de vida dos Portugueses era em 1960 de 63,04 anos. Em 2009 a esperança média de vida dos Portugueses era de 78,73 anos. E em 2010 existiam em Portugal por cada 100 jovens, cerca de 118 idosos.

A maior parte das pessoas deseja chegar à Terceira Idade com saúde e capacidades para enfrentar o dia-a-dia, porém chegados a esta etapa da vida muitos idosos sentem-se abandonados pela sociedade e por isso ficam sujeitos a vários distúrbios psíquicos, entre eles a depressão. A depressão na Terceira Idade é provocada por alterações afectivas, efeitos fisiológicos do envelhecimento, consciência da aproximação do fim da vida, reforma e consequente inactividade profissional, sensação de inutilidade, solidão, isolamento, etc. A depressão dos idosos está ainda relacionada com o modo como a sociedade encara a velhice: vivemos numa sociedade que valoriza o novo e subestima o velho. Não só a morte é indesejável, também a velhice o é. Porém a Terceira Idade deveria ser compreendida como apenas uma nova fase de vida e a imagem que deveríamos ter das pessoas idosas, deveria ser a da experiência, da luta diária, da sabedoria e do conhecimento.

Diversos estudos apontam que para minimizar os efeitos negativos do envelhecimento, a estimulação é o melhor caminho. E uma das formas de fazer essa estimulação é através do lazer: ver filmes, visitar exposições, participar em tertúlias, dançar, cantar, ler, etc.

O lazer, de acordo com Clarissa Benassi Gonçalves da Costa Sueli Bortolini autora do estudo A Terceira Idade e as acções de leitura dos bibliotecários de duas instituições, “é uma forma de resgatar a cidadania da pessoa idosa, minimizar as desigualdades sociais, injustiças e ainda, melhorar a sua convivência na família e na comunidade.”

Dentre as actividades de lazer destacamos a leitura que em muitos casos possibilita ao leitor adquirir novos conhecimentos, desenvolver a inteligência, extravasar sentimentos, exercitar a memória e o raciocínio.

O exercício da leitura, e também o da escrita, são instrumentos poderosos que ajudam a revigorar o cérebro. A actividade intelectual na terceira idade é crucial para manter os idosos activos e evitar ou retardar o aparecimento ou a progressão de doenças neurológicas degenerativas (por exemplo, a doença de Alzheimer) que levam a memória e trazem as demências.

O nosso cérebro é um organismo vivo que aprende e cresce ao interagir com o mundo através da percepção e da acção. A estimulação mental, bem como o exercício físico, melhora o funcionamento cerebral e protege este órgão do declínio cognitivo. O cérebro humano tem a capacidade de se adaptar e modificar continuamente. Mesmo em idade avançada novos neurónios podem nascer. Muitos problemas de declínio mental são o resultado da inactividade ou falta de estímulo cerebral.

Tornando a citar Clarissa Bortolini “A leitura, seja ela qual for, pode tornar uma pessoa alegre ou deprimida, despertar a curiosidade, estimular a fantasia, provocar descobertas, lembranças, libertar emoções, levar as pessoas a outros tempos e lugares, imaginários ou não, provocar satisfação, promover a compreensão do indivíduo e do mundo.”

A leitura realizada em grupo pode tornar-se ainda mais estimulante, pois um mesmo texto terá várias interpretações diferentes o que pode dar azo a conversa, troca de ideias e opiniões, e em último promove a sociabilização, que pode ajudar a diminuir a sensação de isolamento, a carência afectiva e social.

As bibliotecas devem perante o exposto e tendo em conta o seu papel social desenvolver actividades de promoção de leitura junto à população que constitui a terceira idade, proporcionando-lhe iniciativas que a aproxime dos livros. O mediador de leitura para este grupo alvo deve ser criativo, dinâmico, informado e inovador para que ao mediar a leitura possa contribuir para o desenvolvimento sensorial, emocional e/ou racional do idoso, pois desempenha um importante papel na reintegração social dessa população.

Miriella de Vocht
Arganil, 13 de Janeiro de 2012

Bibliografia consultada:

Pont Géis, Pilar – Actividade física e saúde na terceira idade. Porto Alegre: Artmed, 2003. ISBN 85-363-0064-7

Santos, Figueiredo. Encarnação, Fernanda – Modernidade e gestão da velhice. [Faro]: Centro Regional da Segurança Social, D.L. 1998

Zenhas, Armanda – Ler e escrever um elixir de vida na terceira idade.
Disponível em:

Bortoline, Clarissa Benassi Gonçalves da Costa Sueli - A terceira idade e as ações de leitura dos bibliotecários de duas instituições
Disponível em: http://eprints.rclis.org/handle/10760/13267  (acedido em 12.01.2012)

McCluskey, Robert - The Critical Importance of Recreation For Senior Citizens
Disponível em: http://EzineArticles.com/?expert=Robert_McCluskey (acedido em 12.01.2012)

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Novidade na biblioteca: Avaliação comunitária de uma população de idosos

O livro Avaliação comunitária de uma população de idosos foi um trabalho elaborado por Rogério Manuel Clemente Rodrigues, professor na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, especializado em Enfermagem de Saúde Pública, Mestre em Saúde Pública, pela faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e Doutorado em Ciências da Enfermagem, pelo Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.

Neste estudo o autor descreve com rigor científico os determinantes no processo de envelhecimento. “A evolução demográfica verificada nas sociedades ocidentais, com aumento da longevidade e baixa na natalidade, tem conduzido a uma estrutura etária que se caracteriza por envelhecimento demográfico”. Nesse sentido e pensando na qualidade de vida dos cidadãos com 65 anos ou mais, o autor avalia “duas componentes essenciais para o planeamento da prestação de cuidados de saúde e para a alocação: o estado funcional e a utilização e necessidade sentida de serviços.”

Este trabalho é sem dúvida um excelente contributo para todos aqueles que trabalham com idosos na medida em que faz um diagnóstico minucioso sobre o estado da saúde funcional dos idosos e de quais os recursos de que mais precisam.

Nota: O livro apresentado encontra-se disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal.