Mostrar mensagens com a etiqueta Nobel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nobel. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Novidade na Biblioteca: A mulher de cabelo ruivo de Orhan Pamuk

Perto de uma pequena cidade nos arredores de Istambul, um escavador de poços e o seu aprendiz são contratados para procurar água num terreno baldio. À medida que escavam o poço, metro a metro, sob um calor abrasador, vai-se desenvolvendo uma forte ligação entre ambos, como se fossem pai e filho, de uma forma nunca antes sentida quer pelo homem de meia-idade e fracos recursos quer pelo rapaz, de uma família da classe média, cujo pai desaparecera após ter sido detido por envolvimento em atividades políticas subversivas. 

Os dois trocam histórias que refletem diferentes visões do mundo e acabam por depender um do outro. Mas na cidade, onde se abastecem de provisões e onde procuram distrair-se ao final do dia, o rapaz encontra uma atração irresistível. A Mulher de Cabelo Ruivo, uma artista encantadora ligada a uma companhia de teatro itinerante, atrai o seu olhar e parece igualmente fascinada por ele. O maior sonho do rapaz é realizado e, obcecado com este arrebatamento, esquece o escavador que vem a sofrer um acidente. o rapaz parte de regresso a Istambul e somente anos depois sabe qual o destino do seu mestre, e descobre finalmente quem era a misteriosa mulher de cabelo ruivo.

Uma envolvente história de amor, laços familiares e mistério, tradição e modernidade, escrita por um dos maiores escritores do nosso tempo.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 2 de outubro de 2018

José Saramago – Prémio Nobel da Literatura



“A 8 de Outubro de 1998 foi anunciado que o Prémio universalmente considerado como o mais importante ou prestigiado a distinguir, em diversas áreas, criadores e cientistas, tinha sido atribuído ao escritor português, autor de Memorial do ConventoO ano da Morte de Ricardo ReisA Jangada de PedraO evangelho Segundo Jesus CristoEnsaio sobre a Cegueira, entre outros romances maiores das nossas letras de sempre e marcantes na ficção contemporânea”

Jornal de Letras, Artes e Ideias nº 1252 (26.09.2018)* passados 20 anos sobre a atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago, evoca numa série de artigos a sua vida e obra.

Aproveitando o repto, aqui no Blog convidamos os nossos leitores a conhecer ou a recordar a obra de José Saramago que um dia disse “escrevo para desassossegar, não quero leitores conformados, passivos, resignados”, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998.

Aceda ao catálogo concelhio da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil e descubra quais os livros de e sobre o autor que temos disponíveis para si.

Leia, porque ler é um prazer!

* Jornal disponível para consulta na sala de adultos da Biblioteca Municipal de Arganil

segunda-feira, 18 de junho de 2018

José Saramago - Colecção RTP Arquivos

"No dia em que se assinalam oito anos sobre o falecimento de José Saramago, o portal RTP Arquivos disponibiliza uma nova colecção dedicada ao grande escritor português, Prémio Nobel da Literatura de 1998".

Aceda ao catálogo da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil e descubra as obras de e sobre José Saramago que temos disponíveis para si.

Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 15 de maio de 2018

Sugestão de leitura: O gigante enterrado de Kazuo Ishiguro

Um grande romance de um dos maiores autores da literatura contemporânea.

Tudo se passa há muitos, muitos anos, num local de fronteiras bem diferentes das actuais e marcado por grandes extensões de solo árido. Nalgumas zonas, os aldeões viviam em abrigos, parte dos quais cavados na encosta dos montes, ligados uns aos outros por passagens subterrâneas. Era num sítio assim que habitava o casal de idosos que tem lugar central nesta história: Axl e Beatrice. Um dia os dois decidiram ter chegado a hora de procurar o filho que há muito não viam e do qual pouco se recordavam. Naquele tempo longínquo esta era uma viagem que, previsivelmente, traria perigos. Mas aquela proporcionou muito mais do que isso.

Uma amnésia colectiva parecia ter-se instalado naquela zona, como uma névoa que descera à terra para fazer esquecer em parte o passado, individual e colectivo. Mas a viagem de Axl e Beatrice revela-se um regresso à lembrança. E esta nem sempre deixa um rasto feliz.

Esta é uma história sobre memórias perdidas, amor, vingança e guerra. É ainda uma história que recua ao passado, transportando o leitor para terrenos percorridos por cavaleiros do rei Artur e monges, ogres e dragões. Um dragão em particular – Querig – é o foco das atenções. E, em relação a ele, as missões dividem-se. A diferença entre poupá-lo ou tirar-lhe a vida pouco tem de fantasia.

Fonte: www.gradiva.pt 

Para saber mais sobre este livro consulte:


Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 7 de março de 2018

Sugestão de leitura: Terra do Pecado de José Saramago

In: A Comarca de Arganil nº 3424 (09.03.1948), p. 4


Terra do pecado é o primeiro romance de José Saramago. A primeira edição data de 1947. E só cinquenta anos depois, em 1997, o autor concordou em publicar a segunda edição. No ano seguinte, José Saramago é galardoado com o Prémio Nobel da Literatura. Entre uma e outra data é toda uma vida de trabalho árduo e persistente, de que resultou uma grandiosa obra conhecida e admirada em todo o mundo. No prefácio a esta edição José Saramago afirma que «escreveu este livro porque numa antiga conversa entre amigos, daqueles que têm os adolescentes, falando uns com os outros do que gostariam de ser quando fossem grandes, disse que queria ser escritor». O sonho cumpriu-se.

Fonte: badana do livro

Terra do pecado é um romance centrado nos amores proibidos entre uma jovem proprietária ribatejana que enviuvara e o seu cunhado. O título originalmente escolhido para este romance foi A Viúva, no entanto foi rejeitado pelo director da Minerva por ser pouco apelativo. 

Para saber mais sobre José Saramago e a sua obra consulte:


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Arquivo digital Gabriel García Márquez

O Centro Harry Ransom da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, disponibilizou um arquivo digital com cerca de 27 mil documentos do escritor Gabriel García Márquez para acesso e download gratuito. A colecção reúne cartas, manuscritos, desenhos, fotografias, anotações e áudios do aclamado escritor colombiano.

Alguns destaques são a gravação do discurso de aceitação do Prémio Nobel em 1982; fotografias de García Márquez na sua cidade natal, Aracataca, na Colômbia; e os manuscritos dos livros: “Cem Anos de Solidão” (1966), “Ninguém Escreve ao Coronel” (1957), e “Crónica de Uma Morte Anunciada” (1981).

Siga o link e explore este recurso para saber mais sobre um dos mais prestigiados escritores do século XX.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Nobel da Literatura 2017 - Kazuo Ishiguro

Kazuo Ishiguro nasceu em Nagasáqui, no Japão, em 1954 e foi para Inglaterra aos 5 anos. Publicou o seu primeiro livro Colinas de Nagasaki aos 27 anos, ao qual se seguiu Um artista num mundo transitório, publicado em 1986. Embora elogiado por estes dois romances, o prestígio internacional de Ishiguro viria com o título seguinte: Os despojos do dia publicado em 1989, que venceu o Booker Prize. Seguiram-se Os inconsolados (1995), Quando éramos órfãos (2000), Nunca me deixes (2005), Nocturnos (2009) e O gigante enterrado (2015).

Kazuo Ishiguro tem a sua obra traduzida em mais de três dezenas de países, e viu a sua obra premiada por diversas vezes. O autor foi ontem anunciado como Prémio Nobel da Literatura 2017. Para a Academia Sueca justifica-se o Nobel da Literatura devido a ter "nos seus romances uma força emocional muito grande, e ter revelado o abismo entre o sentido do ilusório e a sua ligação ao mundo".

Obras do autor disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:
Os despojos do dia. 2ª ed. Lisboa : Gradiva, 1995. 208 p. ISBN 972-662-209-3
Os inconsolados. 1ª ed. Lisboa : Gradiva, 1995. 425 p. ISBN 972-662-428-2
Quando éramos órfãos. 1ª ed. Lisboa : Gradiva, 2000. 308 p. ISBN 972-662-761-3

Para saber mais consulte:


Leia, porque ler é um prazer!

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Alice Munro - Prémio Nobel da Literatura, 2013


Nascida na província canadiana de Ontário em 1931, a escritora Alice Munro venceu Prémio Nobel da Literatura - 2013, atribuído pela Academia Sueca, que nela reconheceu um “mestre do conto contemporâneo”. Munro recebera já alguns dos mais importantes prémios literários, incluindo, em 2009, o prestigiado Man Booker International Prize, e era há muito uma candidata recorrente ao Nobel da Literatura.

Nascida numa família de criadores de raposas, Alice Munro começou a escrever na adolescência, tendo publicado o seu primeiro conto, The Dimensions of a Shadow, em 1950, quando frequentava a universidade. 

A sua primeira colectânea de histórias, Dance of the Happy Shades, saiu em 1968 e foi um sucesso imediato, tendo ganho o mais importante prémio literário canadiano e recebido o elogio unânime da crítica. O livro seguinte, Lives of Girls and Women (1971), é ainda hoje o seu único romance, e não falta quem ache que se trata, na verdade, de uma sucessão de contos articulados entre si.

Munro publicou mais de uma dúzia de colectâneas de histórias curtas, muitas delas editadas em Portugal pela editora Relógio d’Água, incluindo a mais recente, Amada Vida (Dear Life, 2012), traduzida pelo poeta José Miguel Silva.


“[Alice Munro] nunca ascendeu ao estrelato nem alimentou o grande circo literário mundial. Os livros de Munro nunca foram objecto de estrondosas campanhas de marketing, antes se mantiveram como bons segredos partilhados entre pessoas que se querem bem. (…) a escritora compatriota de Munro, Margaret Atwood [afirma] «Não vemos o seu nome nos cartazes das livrarias. Chega-se a ela como por acaso ou destino, mergulha-se e pousa-se o livro a pensar: De onde veio Alice Munro? Por que não me disseram antes? Como tal excelência parece ter vindo do nada?»

(…) A aparente simplicidade da sua escrita aproxima os seus contos do tom íntimo daquilo que, em música, se chama peças de câmara. Destinam-se a ser executadas por um pequeno grupo de músicos, para um pequeno grupo de ouvintes…”

Martins, Maria João – Alice Munro, Prémio Nobel Literatura de Câmara. 
Jornal de Letras Artes e Ideias nº 1123 (16.10.2013), p. 17

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Nobel da Literatura 2011

O prémio Nobel da Literatura 2011, foi atribuído pela Academia Sueca a TOMAS TRANSTRÖMER, poeta e tradutor sueco nascido em 1931.

Na edição de hoje do Público on-line pode ler-se que “Tomas Tranströmer escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas. É um poeta que tem uma produção pequena, (…) embora esteja traduzido em várias línguas. Em Portugal, Tranströmer tem poemas publicados em duas antologias, uma delas chama-se "Vinte e um poetas suecos" (Vega ,1987)”

DESDE A MONTANHA

Estou na montanha e vejo a enseada.
Os barcos descansam sobre a superfície do verão.
«Somos sonâmbulos. Luas vagabundas.»
Isso dizem as velas brancas.

«Deslizamos por uma casa adormecida.
Abrimos as portas lentamente.
Assomamo-nos à liberdade.»
Isso dizem as velas brancas.

Um dia vi navegar os desejos do mundo.
Todos, no mesmo rumo – uma só frota.
«Agora estamos dispersos. Séquito de ninguém.»
Isso dizem as velas brancas.

(1962)

Se deseja saber mais sobre este autor consulte:

http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/2011/bio-bibl.html
http://www.revista.agulha.nom.br/ag60transtromer.htm
http://poesiailimitada.blogspot.com/2011/02/tomas-transtromer.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tomas_Transtr%C3%B6mer

Nota: A Biblioteca Municipal de Arganil tem disponível para empréstimo a antologia “Vinte e um poetas suecos”

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Herta Muller, Nobel da Literatura de 2009


Herta Müller nasceu a 17 de Agosto de 1953, na aldeia de Nitzkydorf, perto de Timisoara, na Roménia. Estudou alemão e literatura romena e trabalhou depois como tradutora numa fábrica de Timisoara, função da qual foi demitida em 1979 por se ter recusado a colaborar com a polícia política de Nicolae Ceaucescu.

A estreia literária de Herta Muller deu-se em 1982 com a colectânea de contos Niederunge, censurados na Roménia e publicados dois anos depois na Alemanha.

Proibida de publicar na Roménia por ter criticado publicamente o regime de Ceausescu, a escritora emigrou em 1987 para a Alemanha com o marido, o escritor Richard Wagner.

Müller é autora de livros como “O homem é um grande faisão sobre a terra”, editado em Portugal pela Cotovia, e “A terra das ameixas verdes”, publicado a nível nacional pela Difel. Ambos estão esgotados em Portugal.

Em 1984, foi distinguida com o Prémio Aspekte, em 1995, recebeu o prémio europeu de literatura Aristeion e foi eleita para a Academia Alemã para Língua e Poesia. Em 1998, recebeu o prémio irlandês IMPAC, no ano seguinte o Prémio Franz Kafka. Em 2003, o prémio Joseph Breitbach de literatura alemã, em 2004 o prémio de literatura da Fundação Konrad Adenauer e, em 2006, o Prémio Würth de literatura europeia.

A obra desta escritora destaca-se pelos seus relatos acerca das árduas condições de vida na Roménia sob o regime político comunista de Ceaucescu e valeu-lhe agora a atribuição do Nobel de Literatura por "com a densidade da sua poesia e a franqueza da sua prosa, retratar o universo dos desapossados”.

Se ainda não conhece a obra de Herta Muller pode ler aqui um conto da sua autoria publicado na antologia “O Melhor do Conto Alemão no Século 20” (Brasil: L&PM, 2004).

Mais informação em:

nobelprize.org

Dickinson College

Wikipedia

Público