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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Reggae jamaicano é Património Imaterial da Humanidade

Foi hoje inscrita na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade a música reggae jamaicana.

De acordo com um comunicado divulgado hoje, a UNESCO destacou "a contribuição" desta música para a consciência internacional "sobre questões de injustiça, resistência, amor e humanidade".

O reggae "preserva toda uma série de funções sociais básicas da música - sujeita a opiniões sociais, práticas catárticas e tradições religiosas - e continua a ser um meio de expressão cultural para a população jamaicana como um todo", sublinha-se no mesmo comunicado.

Bob Marley and The Wailers foram os ícones mais importantes e influentes da música jamaicana e da sua difusão pelo mundo.

Se pretende saber mais sobre este tema consulte:
Na Biblioteca Municipal de Arganil temos disponíveis:

DVD Marley Magic Live in Central Park at Summerstage (1996)
DVD Catch a Fire
No women no cry: a minha vida com Bob Marley
De Rita Marley com Hettie Jones
Cruz Quebrada: Casa das letras, 2006

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

2018 - Ano Europeu do Património Cultural


O Ano Europeu do Património Cultural, pela sua escala e pelo contexto de mudanças que se vivem na Europa, será um momento importante para chamar a atenção não só para as oportunidades que o Património Cultural oferece, mas também para os imensos desafios que hoje se colocam – a globalização, o desenvolvimento acelerado da utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, as crises de valores e de identidade, as alterações climáticas e os conflitos, as pressões e contradições geradas pela cada vez maior mobilidade humana por todo o planeta. 

São objetivos gerais do AEPC 2018 incentivar e apoiar, designadamente através do intercâmbio de experiências e boas práticas, os esforços da União Europeia, dos Estados-Membros e das autoridades regionais e locais, para proteger, valorizar e promover o património cultural europeu. 


O património cultural não é um conceito fechado e estático. Estamos a falar de monumentos, de sítios, de objetos com valor histórico, de acervos de museus, bibliotecas e arquivos, de tradições, de referências. Reportamo-nos à memória viva, como a língua ou a ciência. Mas, fundamentalmente, tratamos de conhecimentos, de cultura e de humanidade… Ter memória é respeitarmo-nos, é estudar a História e conhecer as raízes. Cuidar do que recebemos é dar atenção, é não deixar ao abandono, é conhecer, estudar, investigar, proteger e conservar. (…) O Ano Europeu do Património Cultural (…) visa sensibilizar para a história e os valores europeus e reforçar o sentimento de uma identidade europeia, aberta e inteligente, considerando a preservação do que é próprio em diálogo com as outras culturas. 

Guilherme d'Oliveira Martins in Visão nº 1277 (23.08.2017)

Para saber mais sobre este assunto consulte:


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O passeio de Santo António de Augusto Gil declamado por João Bilha


O passeio de Santo António

Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado.

Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando…

E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo…

O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Perto, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.

De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia… o coração no peito.

Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
– Ó Frei António, o que foi aquilo?…

O Santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
– Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…

Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
– Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
– Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.

– Tu não estás com a cabeça boa…
Um passarinho a cantar assim!…
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,

Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
– Se o Menino Jesus pergunta mais,
…Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou:
– Jesus, são horas… E abalaram pró convento.

Augusto Gil in Luar de Janeiro

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um poema a propósito do 20º aniversário da Biblioteca

Poema lido pela autora por ocasião do 
20º aniversário da Biblioteca Municipal de Arganil, 
no encontro cultural intergeracional 
realizado no dia 7 de dezembro de 2016.