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terça-feira, 25 de junho de 2019

Novidade na Biblioteca: Nem todas as baleias voam de Afonso Cruz

Lisboa: Companhia das Letras, 2016
Será possível vencer uma guerra com a música? Em plena Guerra Fria, a CIA engendrou um plano, baptizado Jazz Ambassadors, que tinha como missão cativar a juventude de Leste para a causa americana. Organizando concertos com grandes nomes de jazz nos países do bloco soviético, os americanos acreditavam poder seduzir o amigo e ganhar a guerra.

É neste pano de fundo que conhecemos Erik Gould, pianista de blues, exímio e apaixonado, que vê sons em todo o lado e pinta retratos tocando piano. A música está-lhe tão entranhada no corpo como o amor pela única mulher da sua vida, que desapareceu de um dia para o outro, sem deixar rasto, sem deixar uma carta de despedida.

Erik Gould tentará de tudo para a reencontrar, mas não lhe resta mais esperança do que o acaso. Será o filho de ambos, Tristan, cansado de procurar a mãe entre as páginas de um atlas, que fará a diferença graças a uma caixa de sapatos.

Fonte: contracapa

Para saber mais consulte: 



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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Novidade na Biblioteca: O que fica somos nós de Jill Santopolo

Numa luminosa manhã de fim de Verão, Lucy e Gabe encontram-se na universidade, em Nova Iorque, e apaixonam-se. Parece o começo de uma história como muitas outras, mas estamos a 11 de setembro de 2001 e, enquanto a cidade está envolta em poeira e detritos, eles beijam-se e trocam promessas. Assumem que têm de encontrar um significado para as suas vidas, tirar proveito dela, deixar uma marca. Jovens e apaixonados, pareciam ter o mundo a seus pés. Não esperavam que os seus próprios sonhos os separassem. Mas Gabe aceita trabalhar como fotógrafo de imprensa no Médio Oriente e Lucy decide continuar a sua carreira em Nova Iorque.
Treze anos depois, Lucy está numa encruzilhada. Sente a necessidade de revisitar as épocas fundamentais do seu relacionamento com Gabe, marcado por escolhas que os conduziram por diferentes caminhos, ao longo de diferentes vidas. Escolhas que, no entanto, nunca romperam o vínculo profundo que os une. Então, é chegado o momento, naquele dia... Lucy mantém um último segredo, e é hora de o revelar a Gabe. Todas as suas escolhas os conduziram até ali. Agora, uma última escolha decidirá o seu futuro.

Fonte: contracapa do livro


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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Grandes amores

Lisboa: Guerra & Paz, 2017
Em dia de S. Valentim destacamos o livro Grandes histórias de amor: o livro dos amantes da autoria de José Jorge Letria.

Conforme se pode ler na introdução, neste livro "contam-se histórias de amor heterossexual e homossexual, antigas e modernas, famosas ou menos conhecidas, mas todas elas capazes de confirmar e ilustrar o princípio glosado por clássicos e contemporâneos, segundo o qual, desde o início dos tempos, o amor, por aspirar à imortalidade e à universalidade, se recusa a ter idade, sendo capaz de renascer, de se revitalizar e de nos incendiar de cada vez que nos toca com a chama claríssima e total que engrandece a própria vida."

Histórias de amores arrebatadoras como a de Pedro e Inês, Mozart e Constanze, Fernando Pessoa e Ofélia Queiroz, entre muitas outras povoam as páginas deste livro, que "ardem de amor e desejo".

O livro conclui com o poema Último poema dos amantes, que tal como as histórias relatadas "nos faz suster a respiração".


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Novidade na Biblioteca: Foi sem querer que te quis de Raul Minh'Alma

Quando menos esperamos a vida traz-nos aquilo que tentamos rejeitar. Como era possível Beatriz ter-se apaixonado, sem querer, por Leonardo? A primeira impressão que teve dele foi a pior possível. Era um jovem rico, mal-educado e mimado. Tudo o que mais desprezava em alguém. No entanto, o avô de Leonardo, um homem sábio e profundo conhecedor da vida, viria a aproximá-los.

Ao perceber a necessidade de Beatriz em reencontrar o caminho da felicidade depois de várias desilusões amorosas, ele promete dar-lhe a receita para ser feliz no amor. Um segredo escrito e guardado num envelope que ela só poderia abrir depois de cumprida uma tarefa: ajudar Leonardo a fazer as pazes com o seu passado e a tornar-se uma pessoa melhor. O que Beatriz não sabia é que esta missão iria transformar a sua própria vida para sempre.

Foi sem querer que te quis é o romance de estreia de Raul Minh’alma, autor bestseller de Larga quem não te agarra e Todos os dias são para sempre.

Uma história arrebatadora, que nos prende da primeira à última página e que redefine o significado de amor que tínhamos até hoje.

Fonte: contracapa do livro

"- Acabou.
Esta simples palavra parecia ter a forma de uma mão gigante que me agarrava e começava a apertar-me o corpo esvaziando-me o ar dos pulmões. Senti-me repentinamente submersa num oceano de lágrimas desejosas de me abandonarem os olhos.
- Como assim, acabou, Gabriel? Perguntei por impulso, com a inútil expectativa que me desse uma resposta contrária.
- Desculpa! Eu tenho andado muito confuso. Não sei se é isto que eu quero, não sei se é isto que preciso. Eu tenho de ser o mais correto possível contigo e isso implica afastar-me de ti para assentar as minhas ideias, refletir sobre aquilo que sinto e tentar perceber porque é que eu não estou bem.
- Não, Gabriel! Não pode ser. Como é que isso é possível? Eu sempre fiz tudo por ti, sempre dei... Falhou-me a voz. Sempre dei o meu melhor por esta relação. Abdiquei de muitas coisas por nós e esforcei-me sempre por corrigir as minhas falhas e melhorar os meus defeitos. E estás a dizer-me que não sabes se é isto que tu queres e precisas? Não, isto não pode estar a acontecer!
- Beatriz... tem calma. Isto também não é nada fácil para mim porque sei que estou a magoar uma pessoa que me é muito importante, mas eu não consigo nem posso estar ao teu lado incompleto. Não estaria a ser justo contigo e de certeza que tu também não irias querer isso. E é assim que eu me sinto. Incompleto. Não penses que a falha é tua ou que cometeste algum erro. O problema é meu e sou eu que tenho de o resolver."
Excerto do primeiro capítulo
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Tempo para a poesia XXXVIII


AMIZADE

Penso por instantes no amor,
e enquanto penso
o amor é para mim um mundo,
carne única, a mais doce bebida,
íntimo e comunicante
elo de união
entre o céu e a terra.

Sei apenas
que é a minha maior felicidade,
não sei como nem porquê;
por mais que tente,
nem que estivesse a morrer
lograria explica-lo.

Ao meu amigo bem perguntaria
como pode isso ser,
mas chegado o momento
o amor é para mim mais amoroso
que tudo o resto
e fico mudo.

Pois se a verdade fosse conhecida,
o amor não pode falar,
pode apenas pensar e actuar;
embora por certo isso transpire
sem ajuda do grego
ou qualquer outra língua.

Um homem pode amar a verdade
e praticá-la,
admirar a beleza,
não omitir a bondade,
tanto quanto isso possa convir
à reverência.

Mas só quando estas três e conjugam,
como elas sempre predispõem
e dão lugar a uma só alma
e a um refúgio favorito
da beleza;

quando sob forma afim, quais amores e ódios
e afim natureza,
elas proclamam que sejamos amigos
a iguais destinos expostos
eternamente;

e que cada qual pode o outro ajudar,
e auxílio prestar,
entrançando faixas de amor mais apertadas,
de tal nunca esse homem se arrependerá
enquanto um mais um forem dois
e dois forem um;
com isso só demonstra o homem por inteiro,
tão plenamente quanto o possa fazer,
o poder que há no amor.
E a sua alma mais íntima faz avançar
Irresistivelmente.
-----
Dois robustos carvalhos,
ou seja, ao lado um do outro,
enfrentam a tempestade da invernia,
e apesar do vento e da maré
o orgulho da campina cresce
porque ambos são fortes.

Por cima mal se tocam, mas escavando
até à sua fonte mais profunda
admirados veremos
que as raízes estão entrelaçadas
inseparavelmente.

Henry David Thoreau

tradução e versão de Júlio Henriques
In: A ideia: revista decultura libertária nº 81-83 (Outono 2017)

Nota biográfica: Henry David Thoreau (1817-1862) foi um ensaísta, poeta e memorialista norte-americano. As suas obras mais conhecidas são o ensaio Desobediência Civil (1849), no qual defende as liberdades civis e a resistência passiva contra os abusos do poder estatal, e a obra-prima Walden (1854).

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Tempo para a poesia XXXI


“Há uma certa loucura no amor, mas também uma certa razão na loucura”

Vamos falar de amor…
Deixa tantas marcas no tempo,
E serão tantas as histórias desse sentimento inebriante,
Imprevisto, que não se faz anunciar.
Com tanto de louco como de apaixonante.

Mas nem sempre é fácil falar de amor,
Na sua ausência, criam-se espaços vazios,
Instalam-se as dúvidas, permitem-se incertezas,
Com a mente desalinha do coração, procrastinante,
Definir prioridades é tão doloroso, quanto dúbio!
Talvez esperar pelo nascer do sol, ou repousar na penumbra,
E num abrir e fechar de olhos, voltar ao ponto de partida.

Mas quando há amor, não há limites,
Sente-se a brisa enquanto se desprende a euforia,
Ao sentir o coração e a mente juntos, num ato só!
Invade-nos a loucura e a energia de querer viver,
Partilhar sorrisos, dividir momentos,
Tomar o horizonte como uma dádiva,
E sentir a vida!

Porque afinal, morrer de amor é viver dele.

                                             Cecília Peixoto in Revista Olhares nº 17

sábado, 3 de março de 2018

Amor


Não me proponho dissertar sobre o tema. Amor é o título que Teresa Nunes deu à sua terceira apresentação de desenhos, expostos, até final de fevereiro, no átrio da Biblioteca Municipal Miguel Torga. 

O homem exprime-se através da arte desde os tempos mais remotos. 

A arte é comunicação. Comunica até o incomunicável. 

Teresa Nunes perante folhas em branco fez surgir vários desenhos. São o espelho de qualquer coisa: de si própria, de um estado de espírito ou simplesmente a procura de um caminho. 

Todos somos habitados por uma ou outra quimera. Afastá-las nem sempre é fácil. Há que amansá-las e conviver com elas. Ousar a magia de convertê-las em arte, qualquer que ela seja, talvez signifique libertação ou a aventura de um sentido para um labirinto de ideias. 

Ninguém está completamente seguro do percurso a seguir, nem das escolhas a fazer. Por vezes a arte percorre vias sinuosas que nem o autor sabe explicar. Nem precisa. 

Nas duas primeiras exposições Teresa Nunes construiu um diálogo inquietante e viajou pelo interior do seu próprio mundo. 

Desta vez colocou em cada traço uma linguagem única: a do amor. 

Parece-me estar perante uma renovação, uma metamorfose e crescimento. 

A arte pode ser um consolo para a mente. 

A busca de novas fontes de inspiração resulta, quase sempre, da escutação e observação do que nos rodeia. São os fios condutores de um esboço moldado no silêncio da alma. Depois de interiorizada e retocada a imagem surge a qualquer momento. 

Um dia Miguel Torga após visitar uma exposição de arte disse: 

Não vou muito mais rico. Levo praticamente o que trazia. Um quadro não muda um homem. Falta às artes plásticas a graça da palavra. Impressionam mas não dizem. Não implicam o esforço conjunto de todas as nossas faculdades. 
Num verso sim, se é genial há nele uma carga emotiva e um fascínio intelectual tão denso e coerente que pode virar o leitor do avesso… 

Talvez entenda a linguagem de Miguel Torga por também ser mais de palavras do que de artes plásticas, mas acredito na força da imagem, na sua beleza e na intensidade emocional que algumas nos podem transmitir. 

A interpretação da linguagem de qualquer processo criativo é um desafio à imaginação e à inteligência. 

Em cada um dos desenhos de Teresa Nunes pode existir toda uma história. Uma comunicação que foge às palavras. Um apelo aos sentidos de quem observa. 

Entrar pela porta do amor exige sempre ousadia. 

A autora está, em crescendo, a acreditar nela própria. Atitude fundamental e indispensável para uma abertura à criatividade. 

O caminho faz-se caminhando. O segredo é não desistir. 

Maria Leonarda Tavares 

Visite a exposição "Amor" de Teresa Nunes na Biblioteca Municipal Miguel Torga

sábado, 8 de outubro de 2016

Novidade na Biblioteca: Na casa dos teus braços de Paulo André Freire

"Arco-íris

Está um dia bipolar - uma chuva desalmada e um sol radioso alternam entre si com frequência e agilidade. o Verão e o Inverno parecem lutar um com o outro. Ora está um por cima. Ora uma reviravolta altera tudo outra vez. A Primavera e o Outono apenas fitam o duelo das estações titãs e não ousam colocar os pés no ringue.
Ele assiste a este espectáculo natural sentado na tribuna do carro enquanto circula na A1. O destino é o aeroporto de Lisboa para resgatar o filho duma relação falhada. A história é curta e, na verdade, podia ser a dele próprio há trinta anos. Ele e o filho são uma prova genética clara e inequívoca - atiram-se de cabeça sem vacilar perante os conselhos, abraçam o amor até ao limite das suas forças, sobem ao pico da montanha, enredam-se nas complicações dos dias e nas suas próprias compilações, angustiam-se pelo desfasamento entre as ilusões e a crueldade da realidade e desistem com a mesma irreversibilidade com que encetaram os primeiros passos. Há dois dias, uma chamada de Londres anunciou o fim do que há três meses era para sempre. Ao telefone ouviu as palavras embriagadas do filho e resistiu à tentação do: Eu bem te avisei!(...)" (p. 59-60)

"Na Casa dos Teus Braços [é] um livro singular. Pode ser entendido como um conglomerado de crónicas. (...) 
A verdade é que Paulo Freire tem o Amor como tema e não o interpela por um só olhar. Faz uma abordagem polissémica do tema. Por vezes é lírico, muitas vezes aborda o caso com uma ironia glaciar, como se fizesse uma autópsia. Analisa com poesia, diagnostica com minúcia clínica, apresenta-nos o Amor como uma unidade complexa e totalizante, polissémica, que, página a página, se revela como um bisturi inteligente que, interpelando-nos, quer e deseja provocar-nos. (...)
Este Na Casa dos Teus Braços, escrito numa prosa escorreita e viva, parece-nos, por vezes, produto de um homem que olha o passado com raros cabelos brancos, rosto encarquilhado pela velhice dos amores vividos. É o paradoxo maior da obra. São reflexões de um jovem que ainda não chegou aos quarenta anos. (...)"

Exerto do prefácio de Francisco Moita Flores

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil


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