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quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Tempo para a poesia LV

SUL

É ao sol que eu pertenço
é ao sul
é ao céu mais azul
ao imenso mistério
dos figos maduros
dos muros beijados
pelo mar.

É ao sol que pertenço
É ao céu
É ao sul
É ao mar

José Fanha in José Fanha Poesia
[Lisboa]: Lápis de Memórias, 2012

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Um poema de Sophia de Mello Breyner Andresen para saudar a chegada do verão


Estações do ano

Primeiro vem Janeiro
Suas longínquas metas
São Julho e são Agosto
Luz de sal e de setas

A praia onde o vento
Desfralda as barracas
E vira os guarda-sóis
Ficou na infância antiga
Cuja memória passa
Pela rua à tarde
Como uma cantiga

O verão onde hoje moro
É mais duro e mais quente
Perdeu-se a frescura
Do verão adolescente

Aqui onde estou 
Entre cal e sal
Sob o peso do sol
Nenhuma folha bole
Na manhã parada
E o mar é de metal
Como um peixe-espada.

In O nome das Coisas

O Nome das Coisas", publicado pela primeira vez em 1977, é uma das obras mais emblemáticas de Sophia de Mello Breyner Andresen: na poesia, refere às coisas pelos nomes, fala da realidade, que a inspira também na prosa. Por esta obra foi atribuído a Sophia, no ano da publicação, o Prémio Teixeira de Pascoaes.

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

Leia, porque ler é um prazer!