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| Lisboa: Pórtico, D.L. 1972 |
Há livros que, apesar de terem sido escritos há várias décadas, continuam a colocar questões muito atuais. Carta Aberta a um Jovem, de André Maurois, é um desses livros.
Escritor e ensaísta francês, nascido em 1885 e falecido em
1967, Maurois escreve esta obra sob a forma de uma carta dirigida a um jovem
que está a iniciar o seu percurso na vida.
Ao longo do livro, reflete sobre temas como a educação, o
trabalho, a amizade, o amor, as escolhas e as relações com os outros,
procurando responder a uma questão essencial: como construir uma vida com
sentido?
Mais do que apresentar regras ou receitas para viver,
Maurois partilha a experiência de alguém mais velho com quem está a começar o
seu caminho. Algumas das suas ideias continuam surpreendentemente atuais, como
a importância de estudar, cultivar a curiosidade, construir relações e assumir
responsabilidade pelas próprias escolhas. Outras, pelo contrário, permitem-nos
perceber quanto a sociedade e a forma de encarar a vida mudaram.
Ao ler este livro, surge naturalmente uma outra pergunta:
“Que conselho daríamos nós hoje a um jovem?”
Talvez as respostas fossem muito diferentes consoante a
nossa idade e experiência. E é precisamente aí que esta obra continua a ser
interessante: embora escrita noutra época, fala de inquietações que permanecem
presentes.
Carta Aberta a um Jovem é, assim, mais do que um
livro sobre juventude. É um convite a pensar sobre as escolhas que fazemos, o
caminho que construímos e aquilo que procuramos para a nossa vida.
Uma reflexão que, afinal, pode fazer sentido em qualquer
idade.
Miriella de Vocht
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de ArganilLeia, porque ler é um prazer!
