quarta-feira, 14 de abril de 2021

Novidade na Biblioteca: Apneia de Tânia Ganho

Alfragide: Casa das Letras, 2020
ISBN 978-989-660-810-1

Apneia narra a reverberação contínua, à superfície e nas profundezas, causada pela violência doméstica, pelos abusos familiares e pela manipulação. (In:Visão)
Quando Adriana ganha finalmente coragem para sair de casa com o filho de cinco anos, pondo fim ao casamento com Alessandro, mal pode imaginar que o marido, incapaz de aceitar o divórcio, tudo fará para a destruir - nem que para isso tenha de destruir o próprio filho.

Apneia é uma viagem ao mundo sórdido da violência conjugal e parental, através de um labirinto negro em que os limites da resistência psicológica são postos à prova, ameaçando desabar a qualquer instante, e dos meandros tortuosos de uma Justiça por vezes incompreensível, desumana e desfasada da realidade.

Escrito com uma sobriedade e frieza inquietantes, Apneia é um romance intenso, absorvente e perturbador, que ilustra com uma autenticidade desarmante o estado de guerra em que vivem milhares de famílias estilhaçadas, e com o qual, inevitavelmente, muitos leitores se vão identificar, encontrando nestas páginas ecos da sua própria experiência.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 9 de abril de 2021

Sugestão de leitura: O céu está em toda a parte de Jandy Nelson

Lisboa: Presença, 2019
ISBN 978-972-23-6349-5
«Uma abordagem sensível e intensa à forma como a dor e o amor podem estar lado a lado. Um livro vibrante, poético e emocionante.» (The Guardian)

Lennie Walker, de dezassete anos, é uma leitora compulsiva, apaixonada por música, toca clarinete na orquestra da escola e tem uma vida protegida e feliz à sombra de Bailey - sua irmã mais velha, confidente e melhor amiga.

Mas Bailey morre subitamente e Lennie passa a confrontar -se sozinha com os seus próprios problemas. Apesar de não se lhe conhecerem antecedentes amorosos com rapazes, ela vê -se de repente a ter de escolher entre dois: Toby, o namorado de Bailey, cujo desgosto pela morte desta espelha bem a dor de Lennie; e Joe, recém-chegado à cidade, vindo de Paris, com um sorriso quase mágico e um grande talento para a música. Para Lennie, eles são o Sol e a Lua - Toby ajuda-a a libertar-se da dor; Joe dá-lhe conforto e alívio.

Mas, tal como acontece com os seus corpos celestes congéneres, os dois rapazes não podem colidir sem que o mundo inteiro deflagre.

Ao mesmo tempo uma celebração ao amor e um testemunho da dor e da perda, a luta de Lennie para isolar a sua própria melodia do ruído que a rodeia é sempre sincera, muitas vezes jovial, e inesquecível.

Fonte: contracapa do livro

Leia aqui as primeiras páginas. Gostou?
Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 1 de abril de 2021

Sugestão de leitura: O buraco da agulha de Ken Follett

Lisboa: Presença, D.L. 2020
ISBN 978-972-23-6618-2

O Buraco da Agulha, primeiro bestseller internacional de Ken Follett, é uma narrativa emocionante sobre como o destino da guerra depende de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa.

A vitória está no horizonte.

1944. Nas semanas que antecedem o Dia D, os Aliados camuflam os seus planos de invasão com elaborados engodos constituídos por imitações de navios e de aviões. Se forem bem-sucedidos e conseguirem fazer chegar as tropas aliadas à Europa continental, ficarão mais perto de pôr termo a uma guerra que assolou o mundo durante anos a fio, vencendo a ameaça nazi.

Um assassino de sangue-frio.

A sua arma é um punhal, o seu nome de código: Agulha. É o melhor agente ao serviço de Hitler - um assassino profissional impiedoso. Em Inglaterra, descobre os planos dos Aliados para o Dia D, mas o seu disfarce é posto em causa durante a missão.

Uma perseguição mortal.

Deixando um rasto de corpos atrás de si, o agente Agulha abre caminho de forma implacável, em direção ao submarino que espera para o recolher e transportar, a ele e à mensagem crucial que leva consigo, para a Alemanha, com o MI5 no seu encalce. Mas não tinha planeado parar numa ilha fustigada pela tempestade onde habita uma mulher inesquecível…

Fonte: contracapa do livro


Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil!

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quinta-feira, 25 de março de 2021

Seremos poetas de Graça Moniz


“Seremos poetas?
Ser poeta é ser sensível ao mundo que nos rodeia
Ser poeta é sentir amor pela escrita
É escrever com o coração
Ser poeta é escrever o que a alma sente
é sentir em cada palavra o pulsar do coração.
Ser poeta é saber sentir e exteriorizar
O que a alma está a sentir e as palavras querem dizer.
Não sou poeta, nem pretensões de o ser
Sou apenas alguém a quem as palavras muito têm para dizer.
Neste dia da poesia
Num ano de confinamento
Por culpa de um tal vírus, que não vemos
Mas não nos é indiferente…
Será bom que todos meditemos
Como o mundo está diferente…!
Da Ásia partiu, em dois mil e dezanove
E por isso lhe chamaram COVID 19
Tal como tempestade de areia, depressa se espalhou
E da Europa à Oceânia, nenhum continente escapou.
Pôs todas as raças, religiões, etnias, ricos pobres,
Civis militares, políticos e outros que tais
A usarem uma máscara que lhe afronta a respiração!
Conseguiu este malvado, fazer uma grande destruição.
E neste mundo globalizado onde tínhamos tanto e com valor
Passámos a estar comandados, por um vírus invasor.
Hoje sentimos saudade dos tempos que já vivemos
E que sem darmos valor…tão felizes que nós éramos!
Mas por que ser poeta também é ser sonhador
Sejamos poetas …
Sejamos como a primavera que vai e volta sempre
Sejamos como a natureza que nesta época se volta a engalanar
E com o mais belo dos vestidos, se nos vem apresentar
Trazendo com ela a alegria, a cor, a vida a renovação da esperança
Essa esperança que é a última a morrer
E que nos deixa a pensar …
Como é tão bom viver!”

                                            Graça Moniz
                                            março 2021

quinta-feira, 18 de março de 2021

Novidade na Biblioteca: Ready player One de Ernest Cline

Barcarena: Presença, 2016
ISBN 978-972-23-5823-1

Em 2044 o mundo tornou-se um lugar triste, devastado por conflitos, escassez de recursos, fome, pobreza e doenças. Wade Watts só se sente feliz na realidade virtual conhecida como OASIS, onde pode viver, jogar e apaixonar-se sem constrangimentos. Quando o criador do OASIS morre, deixa a sua imensa fortuna e o controlo da realidade virtual a quem conseguir resolver os enigmas que aí escondeu. Os utilizadores têm apenas como pistas a cultura pop dos anos 1980. Começa assim uma frenética e perigosa caça ao tesouro.

Nos primeiros anos, milhares de jogadores tentam solucionar o enigma inicial sem sucesso. Até que Wade por acaso desvenda a primeira chave. De um momento para o outro, vê-se numa corrida desesperada para vencer o prémio, uma corrida que rapidamente continua no mundo real e que põe em risco a sua vida.

Fonte: contracapa do livro


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 9 de março de 2021

Paris da minha ternura

 




Mário de Sá-Carneiro nascido em 1890, em Lisboa, passou grande parte da vida em Paris, onde contactou com os grandes artistas do seu tempo. Assistiu à maior revolução artística do seu século — a Vanguarda –, algumas vezes com grande cepticismo, outras com entusiasmo. O relato dessa aventura está nas cartas que trocou com Fernando Pessoa, escritor, “irmão de Alma”. Com ele fundou em 1915 a revista Orpheu, um dos mais importantes acontecimentos literários do século XX em Portugal.

Sá-Carneiro partiu para Paris em 1912, com o pretexto de cursar a Faculdade de Direito, atraído pela vida cultural e boémia, sustentada pelas mesadas que o pai lhe remetia com intermitências.

Sá-Carneiro escreveu todos os seus poemas entre 1913 e 1916, a maior parte deles em Paris. Em 1914 saiu o seu primeiro livro de versos, Dispersão, em edição do autor, e apenas em 1937, vinte e um anos após a sua morte, a Editorial Presença publica o seu segundo livro do mesmo género, Indícios de Oiro. Os manuscritos que viriam a compor esse volume haviam sido enviados a Fernando Pessoa antes de Sá-Carneiro, a 26 de Abril de 1916, se suicidar num quarto do Hotel Nice, em Paris, e ficado a seu encargo para que os publicasse da maneira que lhe parecesse melhor. 

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A ideia de cosmopolitismo é um traço da mentalidade modernista. Os autores desta corrente veêm a cidade como sendo fonte de inspiração. Um meio de expandir ideias e mundo.

Para Sá-Carneiro, foi mais de que isso. Tratou de se distanciar do quotidiano que o rodeava, de Lisboa e dos conhecidos. De algum modo isolar-se e afastar-se do que lhe gerava ansiedade.

No poema  Abrigo, Sá Carneiro canta a cidade luz com a nostalgia e o distanciamento de um exilado, de quem se projecta para longe dela.

Mais de que cantar Paris pelos sentidos, parece cantá-la pelos afectos. Os estudos em torno da obra poética do autor, levam a crer que a forma como Sá Carneiro evoca Paris é muito maternal, relacionando-se de algum modo com a sua própria infância e a perda da mãe em terna idade. Quer a relação com Paris, quer a relação com a infância parece ser feita da dualidade entre o que é sonhado e o que é vivido. Embora o aproxime da infância, Paris é também um bem distante, ao mesmo tempo sua “febre” e sua “calma”, “Mancenilha e bem-me-quer”, “lobo e amigo”, sua “Lua” e sua “Cobra”.

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O texto acima publicado foi contributo para o serão dos Amigos de Ler de março, que teve como tema a palavra CIDADE(S).

segunda-feira, 8 de março de 2021

Novidade na Biblioteca: Mary John de Ana Pessoa

 

Carcavelos: Planeta Tangerina, 2016

ISBN 978-989-8145-77-2

Um livro sobre amor e desamor, desentendimentos, fugas, ausências, saudade.

Numa longa carta dirigida a Júlio Pirata, Maria João faz o balanço dos anos vividos na praceta que ambos partilharam durante a infância e a adolescência.
Entre a mágoa e o humor, Maria João organiza os seus pensamentos e emoções, concentrando forças para inaugurar um novo capítulo da sua história.

Depois de “Supergigante”, Ana Pessoa regressa com uma história intensa que capta magistralmente a adolescência, num livro com ilustrações de Bernardo P. Carvalho que vai conquistar todos os leitores adolescentes e adultos que apreciem grandes obras literárias.


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 4 de março de 2021

Como desenvolver a inteligência emocional de Oliver James

Alfragide : Lua de Papel, 2019

Oliver James, psicológico britânico, é especializado em psicologia relacional. “Como desenvolver a inteligência emocional” é um livro em que o autor reflete sobre o que é a felicidade e o significado que o termo assume de pessoa para pessoa.


Destacando os cinco elementos principais da boa saúde emocional – insightfulness (capacidade de introspeção ou de autoconhecimento), um forte sentido de si, relacionamentos fluidos, autenticidade e entusiasmo com a vida, o autor dá-nos dicas para nos ajudar a superar padrões negativos de comportamento e alcançar um maior nível de autoconsciência de forma a construirmos uma vida mais gratificante.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil!

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