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segunda-feira, 27 de outubro de 2025

Para além das estantes: IA, bibliotecas e o futuro das histórias

 

Vivemos tempos de mudança acelerada. O avanço das novas tecnologias, e em particular da inteligência artificial, tem vindo a transformar profundamente a forma como comunicamos, aprendemos e criamos. Hoje, praticamente ninguém se pode dar ao luxo de ignorar estas ferramentas que moldam o nosso quotidiano e o nosso futuro. A inteligência artificial veio para ficar, e é inegável o seu potencial para apoiar o desenvolvimento humano em inúmeros domínios — da educação à ciência, da arte à gestão da informação.

Contudo, num mundo cada vez mais digital, as bibliotecas continuam — e continuarão — a ser espaços de encontro, de partilha e de humanidade. Mais do que simples repositórios de livros, são lugares onde o conhecimento ganha vida, onde as ideias se cruzam e onde as histórias são contadas e recriadas, geração após geração. Cabe a todos os que nelas trabalham preservar e afirmar este papel, reforçando o valor das bibliotecas como pilares da democracia, da inclusão e da aprendizagem ao longo da vida.

Na internet, podemos encontrar milhares de histórias. Mas nenhuma se compara àquela que nasce num espaço acolhedor, rodeado de pessoas, olhares e vozes que se cruzam. O poder das bibliotecas reside precisamente nesse calor humano que nenhuma tecnologia consegue reproduzir — na emoção de ouvir uma história contada, na partilha de um livro, na descoberta feita em conjunto.

A inteligência artificial pode ajudar-nos a explorar novas formas de contar e preservar histórias, a ampliar o acesso à informação e a tornar o conhecimento mais inclusivo. Mas, por mais avançadas que sejam as máquinas, nunca substituirão o ser humano: as emoções, as sensações, a empatia e a criatividade — os verdadeiros lugares onde nascem as histórias.

Assim, ao olharmos para além das estantes, somos convidados a imaginar o futuro das bibliotecas como espaços híbridos, onde a tecnologia e a humanidade se encontram, dialogam e se completam. Um futuro em que a inteligência artificial é uma aliada, e não uma ameaça; em que as histórias continuam a ser partilhadas — não apenas por ecrãs, mas entre pessoas, com o coração aberto à escuta e à imaginação.

Tendo em conta os desenvolvimentos tecnológicos e sociais referidos, é oportuno recordar que o Manifesto das Bibliotecas Públicas da IFLA/UNESCO foi atualizado em 2022. Esse documento reafirma o papel das bibliotecas públicas como agentes essenciais de inclusão social, acesso equitativo à informação, liberdade intelectual, literacia e preservação da memória coletiva — valores que adquirem nova urgência numa era de mudança rápida.

Mas não é somente nas bibliotecas públicas que este compromisso de renovação se faz sentir. Em 2025, foi publicada uma nova versão do Manifesto da Biblioteca Escolar da IFLA/UNESCO, que atualiza e amplia os princípios anteriormente definidos, adaptando-os ao contexto contemporâneo das escolas.

Segundo este novo manifesto, a biblioteca escolar deve constituir-se como um espaço de aprendizagem físico e digital, operado por profissionais qualificados, colaborativo com a comunidade educativa, e orientado para o desenvolvimento das literacias, do pensamento crítico, da criatividade e da cidadania global.

A atualização do documento reconhece que as bibliotecas devem evoluir e adaptar-se à era digital, mas sem perder a sua vocação humana e comunitária. Concordando com estas orientações internacionais, podemos compreender as bibliotecas como espaços dinâmicos, onde as estantes coexistem com algoritmos, e onde o compromisso com o cidadão permanece inalterado.

Fundamentalmente, é necessário que cada um de nós consiga estabelecer um equilíbrio saudável entre o digital e o físico, entre a inovação e a tradição. Num mundo globalizado e interligado, a tecnologia pode — e deve — ser um apoio precioso para aproximar pessoas e ampliar o acesso às histórias e às ideias. No entanto, é no encontro real, no diálogo face a face e na experiência partilhada que se constrói o verdadeiro sentido das bibliotecas e da humanidade que as habita.

Miriella de Vocht
Outubro de 2025

terça-feira, 23 de abril de 2024

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 2024

Mensagem da directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, 23 de abril de 2024

No ano em que se assinalam os 500 anos do nascimento de Camões, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas homenageia o poeta através do seu cartaz comemorativo do Dia Mundial do Livro 2024,
concebido por Luís Mendonça/Gémeo Luís,.

Os livros são convites à viagem e ao encontro com os outros: a cada nova página virada, outro mundo surge diante dos nossos olhos. No Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor de 2024, desejamos celebrar o poder e a beleza dos livros.

Os livros, em todas as suas formas, permitem-nos aprender e manter-nos informados. Eles também nos divertem e ajudam-nos a compreender o mundo, ao mesmo tempo que oferecem uma janela para a alteridade.

Para que os livros possam libertar todo o seu potencial, é essencial que reflitam a diversidade linguística do nosso mundo. Contudo, isto está longe de ser o caso hoje; a maioria dos trabalhos é publicada em apenas algumas línguas e a tecnologia digital levanta a questão da homogeneização linguística.

No entanto, cada linguagem escrita traz consigo uma visão de mundo particular, com os seus símbolos e os seus valores.

É por isso que, no âmbito da Década Internacional das Línguas Indígenas (IDIL), lançada em 2022, a UNESCO apoia a publicação de livros em línguas indígenas e regionais. Desde 2023, trabalha com editoras de todo o mundo para publicar What Makes Us Human, de Victor D.O. Santos e Anna Forlati – um livro infantil ilustrado que celebra a riqueza linguística e cultural – em 14 línguas, incluindo Mapuche, Galego e Marathi.

A UNESCO também apoia a indústria do livro em África, especialmente o sector dedicado aos livros para jovens. Para ajudar a contar a história da escravidão e discutir as suas repercussões no mundo atual, lançou em 2022 a série “Bintou & Issa” em parceria com a editora Langages du Sud. O objetivo da série é consciencializar as crianças sobre o assunto desde cedo. Também em parceria com Langages du Sud, e por ocasião da Feira Internacional da Edição e do Livro de Rabat, em maio de 2024, lançará o primeiro volume da série Les Balades de Nour. O livro convida os jovens marroquinos a aprenderem sobre o seu património cultural listado pela UNESCO a partir de uma perspectiva diferente.

Finalmente, a UNESCO apoia o sector editorial e o poder da leitura através da sua rede de Capitais Mundiais do Livro, concebida para reforçar a alfabetização e promover a protecção dos direitos de autor e da liberdade de expressão. Estrasburgo, França, foi designada Capital Mundial do Livro de 2024. O objetivo é fazer dos livros o meio preferido para comunicar as preocupações ambientais do nosso tempo e partilhar o conhecimento científico associado.

Por último, a UNESCO está empenhada em apoiar a remuneração justa de todos os envolvidos na indústria do livro, a começar pelos autores. Afinal, por trás de cada livro existe toda uma cadeia de saberes e competências que levou à sua criação.

Neste dia, a UNESCO convida não só a celebrar a leitura e a cultura, mas também a assumir o compromisso de apoiá-las.

Para saber mais sobre este dia ou ler a mensagem original siga os links abaixo:

https://en.unesco.org/commemorations/worldbookday 

http://livro.dglab.gov.pt

terça-feira, 23 de abril de 2019

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 2019

Mensagem da directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, 23 de abril de 2019 

Os livros abrem uma janela nas nossas vidas interiores, e também o caminho para o respeito e a compreensão mútua entre as pessoas, independentemente das fronteiras e das diferenças. 

Nesta época turbulenta, os livros representam a diversidade da genialidade humana, dão forma à riqueza das nossas experiências, transmitem a busca pelo significado e pela expressão que todos nós compartilhamos, e que fazem avançar as sociedades. 

Os livros ajudam a unir a humanidade numa só família, compartilhando um passado, uma história e um património, a fim de construir um destino comum, onde todas as vozes são ouvidas num grande coro de aspiração humana. Eles são nossos aliados na difusão da educação, das ciências, da cultura e da informação em todas as partes do mundo. 

Os livros também são uma forma de expressão cultural que ganha vida e faz parte de uma língua específica. Cada publicação é criada numa língua distinta e é dedicada a um público leitor daquela língua. Assim, cada livro é escrito, produzido, trocado, utilizado e apreciado num dado contexto linguístico e cultural. Este ano, destacamos este aspecto importante porque 2019 marca o Ano Internacional das Línguas Indígenas, que é liderado pela UNESCO para reafirmar o compromisso da comunidade internacional em apoiar os povos indígenas na preservação das suas culturas, conhecimento e direitos. 

Este Dia oferece uma oportunidade para reflectirmos juntos sobre as formas para melhor disseminar a cultura da palavra escrita e permitir o seu acesso a todos os indivíduos, homens, mulheres e crianças. 

Esse é o mesmo espírito de inclusão e de diálogo que norteia a cidade de Sharjah (Emirados Árabes Unidos), Capital Mundial do Livro de 2019. Esta designação entra em vigor neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor de 2019. Sharjah foi seleccionada pelo reconhecimento do seu programa “Leia, você está em Sharjah”, que pretende atingir os grupos marginalizados ao oferecer propostas criativas para encorajar a participação das populações migrantes e favorecer a inclusão social, a criatividade e o respeito. 

Nos unimos a Sharjah, aos nossos parceiros, à Associação Internacional de Editores, à Federação Internacional de Livrarias e à Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas, bem como a toda comunidade internacional, para celebrar os livros, considerando-os como a representação da criatividade, assim como o desejo de compartilhar ideias e conhecimento, de modo a inspirar a compreensão, o diálogo e a tolerância. Esta é a mensagem da UNESCO neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autor. 

Para saber mais sobre este dia ou ler a mensagem original siga o link:
Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Declaração dos Direitos de Literacia dos Cidadãos Europeus




Conscientes de que ainda falta fazer muito para os cidadãos dos países europeus atingirem níveis adequados de literacia, um grupo de especialistas internacionais da European Literacy Policy Network (ELINET) desenvolveu a Declaração dos Direitos de Literacia dos Cidadãos Europeus, com  a qual pretende demonstrar que “com o apoio certo e no momento certo, tanto crianças e jovens como adultos podem desenvolver e melhorar as suas competências e, deste modo, ocuparem o lugar a que têm direito na sociedade.” 

Na Declaração são enumeradas as 11 condições necessárias para pôr em prática o direito à literacia:
  1. As crianças devem ser estimuladas para a literacia em casa.
  2. Os pais devem receber apoio para ajudarem os seus filhos na aquisição da literacia.
  3. O desenvolvimento da linguagem e da literacia emergente exige um ensino pré- escolar acessível e de alta qualidade.
  4. A qualidade do ensino da literacia para as crianças, adolescentes e adultos deve ser entendida como uma questão central de todas as instituições educativas.
  5. Todos os professores devem ser preparados eficazmente para o ensino da literacia, tanto na sua formação inicial como contínua, para responder às exigentes tarefas que têm de desempenhar.
  6. As competências digitais devem ser promovidas em todos os grupos etários.
  7. A leitura por prazer deve ser ativamente promovida e estimulada.
  8. As bibliotecas devem ser acessíveis e ricas em recursos.
  9. As crianças e os jovens que têm problemas com a literacia
  10. Os adultos devem ser apoiados no desenvolvimento das competências de literacia necessárias para a sua participação plena na sociedade.
  11. Os políticos, os profissionais, os pais e as comunidades devem trabalhar juntos no sentido de garantir a igualdade no acesso à literacia, reduzindo as diferenças sociais e educativas.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor


Mensagem da Diretora Geral da UNESCO 
por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor - 2018

Em 23 de abril de 1616 perderam-se dois gigantes da literatura mundial, dois precursores cuja obra revolucionaria o estilo de escrita e de conceção da criação literária: Cervantes e Shakespeare. Esta coincidência é a razão pela qual o dia 23 de abril foi escolhido para celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.

Ao celebrarmos o livro, celebramos atividades – escrita, leitura, tradução, publicação – através das quais o ser humano se eleva e se realiza; e celebramos, fundamentalmente, as liberdades que as tornam possíveis. O livro é o ponto de encontro das mais essenciais liberdades humanas, nomeadamente a liberdade de expressão e de edição.

Estas liberdades são frágeis. Enfrentam imensos desafios, do questionamento dos direitos de autor à diversidade cultural, passando pelas ameaças físicas às quais estão hoje expostos autores, jornalistas e editores, em muitos países. Estas liberdades continuam a ser negadas, num momento em que são atacadas escolas e destruídos livros e manuscritos.

É nosso dever proteger estas liberdades no mundo inteiro, promovendo a leitura e a escrita para combater o analfabetismo e a pobreza, fortalecer os baluartes da paz bem como proteger e valorizar as profissões e os profissionais do livro.

A UNESCO, em parceria com a União Internacional de Editores (UIE/IPA) e a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA), apoia a atividade dos editores, que merece o devido reconhecimento e proteção, uma vez que que a circulação das obras escritas contribui grandemente para a liberdade de expressão, para o debate público e para o diálogo. Neste sentido, a UIE/IPA lançou o Prémio Voltaire que recompensa, anualmente, a coragem dos editores que se negam a ser silenciados e permitem que autores exerçam a sua liberdade de expressão.

A cidade de Atenas foi designada Capital Mundial do Livro 2018, em reconhecimento da qualidade dos seus programas de apoio ao setor editorial, que facilitaram o acesso aos livros, ao conjunto da população e, em especial, aos migrantes e refugiados.
Juntemo-nos a Atenas e à comunidade internacional para celebrarmos o livro, símbolo de criatividade, que permite a partilha de ideias e conhecimento, transpondo fronteiras e fortalecendo o entendimento mútuo e o diálogo.
Audrey Azoulay

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Universo Abierto - um recurso a explorar

Universo Abierto é o Blog da Biblioteca de Tradução e Documentação da Universidade de Salamanca, e pretende ser um referencial para o mundo profissional das bibliotecas e documentação em geral.

Neste blog podem-se encontrar inúmeros artigos e livros sobre as ciências da Informação e da Documentação, sobre a importância dos livros, da leitura e da escrita, sobre as bibliotecas, as novas tecnologias e as diversas faces da literacia, entre outros.

É sem dúvida um recurso a explorar.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Plano Nacional de Leitura

Ler + todas as palavras do mundo é o lema do Plano Nacional de Leitura (PNL) 2027, apresentado no dia Mundial do Livro de 2017, que começa agora a ser implementado.




Toda a informação, novidades e recursos do PNL 2027 estão disponíveis no site http://www.planonacionaldeleitura.gov.pt/, que se constitui sem dúvida como uma mais-valia para todos nós e merece ser explorado. No site para além de se encontrarem as listas de leitura recomendada, os utilizadores têm acesso à Biblioteca de Livros Digitais, à plataforma de E-learning e a um conjunto de estudos sobre literacia, entre diversos outros recursos.

Leia porque ler é um prazer!
Leia porque ler é enriquecer!

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Bibliotecas por Eugénio Lisboa

Sonhei, desde muito novo, com bibliotecas: as que pudesse visitar e as que eu próprio viesse a possuir. As paredes de uma sala, cobertas de estantes carregadas de livros, pareciam-me o suco da barbatana, em matéria de decoração. Adorava ler livros e adorava ter livros. Aí pelos meus 15 anos, tive finalmente a minha biblioteca, quando um generoso amigo e colega do meu pai me ofereceu um belo acervo de cerca de cem livros e uma pequena estante para lá os acomodar. Era pequena, mas boa: livros de ficção. De história, de filosofia, de teatro, de poesia… de ciência. Fiquei deliciado e não havia dia em que não lesse um pedacinho daquela excelente colecção. Os melhores escritores do mundo, ali, em concentrado. Depois, aquela pequena biblioteca foi crescendo, à medida que crescia o meu poder de compra. E foi também crescendo, em desproporção do meu poder de ler tudo aquilo que comprava. Fui tendo, por assim dizer, uma biblioteca em expansão, como são todas as verdadeiras bibliotecas, e conheci, de caminho várias bibliotecas públicas e privadas, em vários países.

As bibliotecas são, como se sabe, bons lugares para consulta, leitura e empréstimo de livros (e, hoje em dia, de livros em vários suportes, além de discos com música, DVD’s, etc.) mas as bibliotecas não servem apenas para o ato nobre de ler ou consultar: têm outras inesperadas serventias (…)”

Excerto do texto “Bibliotecas” de Eugénio Lisboa
in Jornal de Letras, Artes e Ideias nº 1224 (30.08.2017), p. 33

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Partilhar para crescer


No próximo dia 23 de Setembro vai realizar-se na Biblioteca Municipal de Arganil o V PARTILHAR PARA CRESCER, Encontro de Bibliotecas Municipais da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.

Estes Encontros que tiveram o seu início na Biblioteca Municipal de Penacova em 2013 e posteriormente em Cantanhede, Mira e Tábua, têm como objectivo partilhar experiências do trabalho realizado nas Bibliotecas Municipais, com vista ao desenvolvimento de um trabalho em rede, mas também perspectivar o futuro no sentido de melhorar os serviços que as Bibliotecas prestam aos Munícipes e enquadrá-los em objectivos concretos de desenvolvimento da literacia e da aprendizagem ao longo da vida, contribuindo para a melhoria da inclusão social e da vida profissional de todos os utilizadores e potenciais utilizadores das Bibliotecas Públicas.

Neste V Partilhar para Crescer queremos envolver Bibliotecários e Assistentes Técnicos bem como Professores Bibliotecários e trazer até nós as Entidades que superiormente traçam o caminho a percorrer.

O Encontro, organizado pela Câmara Municipal de Arganil através da sua Biblioteca Municipal, conta com a colaboração da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra; Direcção- geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas; Rede de Bibliotecas Escolares; Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas e ainda do Agrupamento de Escolas de Arganil.

As inscrições estão abertas até 21 de Setembro!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Serão

SERÃO

Deram-me um papel
Que entretanto machuquei
Fiz nele um buraco
E logo ali espreitei.
Espreitei bem aquele mundo
E como que num baú
Espreitei bem até ao fundo.
E o que descobri?
Descobri uma bela palavra.
Sabeis qual é?
É a palavra AMOR
Lida ao contrário é Roma
Com um til fica Romã
Esse fruto tão lindo
Que brilha ao sol da manhã!
Um raio de sol
Que pode ser de inverno ou verão.
Um raio de luz
Como o que me trouxe a este serão.

Graça Moniz
Arganil, 4 de Dezembro de 2015
Auditório da Biblioteca

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Ebooks, leitura e bibliotecas

Da autoria de Carlos Pinheiro, professor bibliotecário e coordenador interconcelhio da Rede de Bibliotecas Escolares, a RBE, acaba de publicar o nº 5 da colecção “Biblioteca RBE”, intitulado EBooks e Bibliotecas

Neste trabalho o autor faz uma breve introdução sobre o que são os Ebooks, a sua evolução ao longo do tempo e o seu impacto nos modos de ler, bem como sobre o papel das bibliotecas neste novo contexto, o contexto digital.

É sem dúvida um texto que vale a pena ler!

Aqui
ou
aqui.

Leia, porque ler é um prazer!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Bibliotecas são instrumentos para as competências leitoras

4 de dezembro de 2008 - Arganil, lançamento do Portal da Rede de Bibliotecas de Arganil
Teresa Calçada, Coordenadora do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares no período de 1996 a 2014, foi entrevistada para o Público por Bárbara Wong. Numa extensa entrevista reflete sobre o percurso de mais de 17 anos das Bibliotecas Escolares, sobre as suas funções e ainda sobre os novos desafios que lhes são colocados.

Apesar das grandes mudanças com que as Bibliotecas e os seus profissionais são confrontados fruto do impacto da era digital, cabe-lhes continuar a demonstrar que são um instrumento fundamental para o desenvolvimento de competências leitoras nos mais variados domínios.
“Hoje há multiliteracias que são mais completas. O que as bibliotecas têm é a obrigação de ajudar à capacitação leitora. Não há resultados a Matemática ou a qualquer outra disciplina curricular que não passe pelas competências leitoras.”
 “Porque a função da biblioteca é fazer leitores e isso é difícil porque não se é naturalmente leitor. É cada vez mais difícil fazer leitores porque o tempo é mais rápido e, paralelamente, o tempo da leitura é lento. É um paradoxo, o qual somos convocados a contrariar.”
Uma entrevista que sem dúvida vale a pena ler. Aqui.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Dia das bibliotecas (poema)

Dia das Bibliotecas

Cai a chuva no horizonte
Vejo-a através da janela
Atravessa a rua e o monte
E a brisa vai com ela…
Essa brisa do vento
Que bate leve na cara
Leva o meu pensamento
tal como uma ave rara!
E essa ave rara
Que é muito inquieta
Trouxe-me, hoje, aqui
A esta nossa biblioteca.
E nesta nossa biblioteca
Onde estamos a conviver
Como é agradável ouvir
Mais velhos e mais novos
Todos eles a ler!!!!
E se ler é uma beleza
Como podemos comprovar
Não havia melhor forma
Deste dia celebrar.

Graça Moniz

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Dia internacional das Bibliotecas Escolares. Da informação ao conhecimento

 
Da informação ao conhecimento
 
Vivemos no mundo da informação tecnológica. A Galáxia de Gutenberg consistentemente assente na escrita e no suporte papel, cede lugar a uma nova era, a era tecnológica, baseada na informação virtual que inunda totalmente o nosso quotidiano. A sua presença é de tal forma avassaladora que viver fora dela é uma forma de exclusão.

O acesso à informação que as novas tecnologias permitem está ao alcance das nossas crianças, dos nossos jovens, de todos nós em locais públicos e cada vez mais em casa de cada um, nas mais recônditas localidades. No entanto, aquilo a que acedemos é apenas informação. Como transformar essa informação em conhecimento?

Neste processo é fundamental dispor de ferramentas intelectuais que permitam fazer o “caldeamento” da informação recolhendo no “cadinho” da pesquisa e da investigação, o que essa informação acrescentou ao nosso conhecimento.

Na base de todo este processo estão as competências de leitura e de escrita. Sem saber manejar perfeitamente estas ferramentas, não será possível aceder ao mundo da informação com espírito crítico sabendo retirar desta amálgama o que de bom nos interessa para os nossos objectivos. Sem dominar perfeitamente a leitura e a escrita, todo o edifício intelectual fica sem alicerces e facilmente se desmorona.

Neste processo, onde entram as Bibliotecas? Jules Ferry, advogado e político, ministro francês da educação entre 1879 e 1881, que instituiu em França o ensino primário obrigatório, gratuito e laico, escreveu em documentos oficiais que “podemos fazer tudo pela escola, pelos liceus, se não tivermos bibliotecas ainda não fizemos nada”. Sem bibliotecas as nossas escolas ficam amputadas de um elemento essencial para que cumpram com eficácia as suas funções educativas.

A esta frase de Jules Ferry, eu acrescento: no entanto poderemos ter as melhores bibliotecas, com o melhor fundo documental, bem organizadas, dinâmicas e agradáveis. Se não desenvolvermos o hábito, o gosto e o prazer de ler nas nossas crianças, ainda não fizemos nada.

O insucesso e o abandono escolar são um problema com muitas vertentes de causa e efeito: causas económicas, sociais, do nível cognitivo, familiar. Contudo, é também um problema de falta de hábitos de leitura. A criança que termina o 1º ciclo do ensino básico sem dominar perfeitamente a mecânica da leitura e da escrita tem muita dificuldade em acompanhar a maior exigência e complexidade das matérias que vai encontrar no 2º ciclo e se, chegado aí, não conseguir recuperar essas competências então é um potencial candidato ao fracasso escolar.

A criança quando termina o 1º ciclo do ensino básico deve ter atingido níveis muito elevados de competência da leitura. É fundamental que ela esteja em condições de passar do estado de ledor para o estado de leitor. Segundo Edmir Perrotti em “Leitores, ledores e outros afins” (1999), os ledores são «sujeitos que se relacionam apenas mecanicamente com a linguagem, não se preocupando em actuar efectivamente sobre as significações e recriá-las. (…) Os leitores, ao contrário, são seres em permanente busca de sentidos e saberes». Quer dizer que se alcançou um nível muito elevado da mecânica da leitura e que também se adquiriu o hábito, o gosto e o prazer de ler.

Estas competências de leitura vão permitir passar do “como” ao “porquê”. O “como” é o estado bruto em que a informação se nos apresenta. Para que ela se transforme em novos conhecimentos é necessário passar ao “porquê”, estado em que o leitor se interroga sobre o significado da informação que analisa e ao mesmo tempo faz a ligação a outros textos que já leu. O leitor recorre à sua “biblioteca” interior onde tem armazenado o conhecimento adquirido anteriormente: palavras, significados, imagens. Esta intertextualidade, este recorrer à sua biblioteca interior, vai-lhe permitir fazer a ligação à informação que analisa e transformá-la em novos conhecimentos. Isto só acontece porque há já um suporte intelectual preparado para acolher novos conhecimentos.

Todo o processo de transformação da informação em conhecimento está dependente da capacidade de ler, interpretar, sintetizar.

Se não dominar a mecânica da leitura, se não lê habitualmente, terá mais dificuldade em dominar o texto escrito. Por outro lado se ao longo da sua vida não teve um contacto intenso com a leitura, principalmente a leitura literária, o seu vocabulário é muito reduzido. A pobreza vocabular e a falta de um percurso de leitura impede a organização objectiva das ideias e a capacidade de fazer a síntese, o que se traduz num empobrecimento do trabalho intelectual que pode ser determinante para a exclusão do indivíduo nesta sociedade de informação tecnológica.

Tudo isto a propósito do Dia Internacional das Bibliotecas Escolares. Parceiras fundamentais para as literacias devem ser, nas Escolas, o centro nevrálgico de todas as estratégias para o sucesso escolar.
22 de outubro de 2012 
Margarida Custódio Fróis
 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Open Library

Integrada no projecto Internet Archive, sem fins lucrativos fundado em 1996, a Open Library pretende ser uma página Web para todos os livros publicados. Até à data foram já disponibilizados gratuitamente 200 mil títulos.

Trata-se de um projecto ambicioso, mas de acordo com os seus responsáveis, exequível. O projecto Open Library é um projecto aberto: o software é aberto, o acesso é livre e qualquer pessoa pode contribuir/ colaborar.

Entre as obras disponíveis pode por exemplo encontrar a Ilustre Casa de Ramires de Eça de Queirós, Lendas e Narrativas de Alexandre Herculano, Viagens na minha terra de Almeida Garrett, Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente, entre muitos outros.

Visite esta grande biblioteca e descubra tudo o que ela tem para lhe oferecer.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Poema à leitura

Ai! Ai! Ai!
Quero sair daqui e ver o mundo.
Foi o que meu ser sentiu
No momento de nascer.
Abri os olhos à vida
A tudo o que nos rodeia
E numa aplicação desmedida
Senti o pulsar do mundo
Senti o rodopio da vida.
Sonhei, idealizei, meditei…
Enfim, cresci!
Cresci e aprendi a ler!
Que coisa maravilhosa!
Que me faz viajar na realidade,
Na utopia, no silêncio, no barulho,
Na monotonia ou mesmo na confusão...
Aprendi a ler, que bela sensação!
O que mais me enche a alma
é uma bela leitura
Que me conduz no sonho
Que me abre o pensamento
Que me enche o ego
Que me transforma a alegria
ou a tristeza do momento .
Ai, se no meu tempo houvesse
O que hoje podemos ter…
Bibliotecas magnificas
Tantos, tantos livros para ler…
Ai, se no meu tempo houvesse
Plano nacional de leitura
Tenho a certeza que haveria
Muito, muito, mais cultura.
Aproveitem meus amigos
O que a vida vos oferece
Sejam amigos dos livros
Pois a leitura enobrece
Dá prazer e alegria
Dá força, empenho e alento
Dá asas ao nosso pensamento...
Ainda bem que nasci!
Que abri os olhos p’rá vida
Para ainda hoje sonhar
Para ainda hoje pensar
Que no fundo do meu ser
Uma grande conquista da vida

FOI APRENDER E GOSTAR DE LER!!!

Graça Moniz, Outubro 2011

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Encontro Bibliotecas Públicas e Escolares


No âmbito do dia Internacional das Bibliotecas Escolares realizou-se no passado dia 26 de Outubro o Encontro Bibliotecas Públicas e Escolares, promovido pela Câmara Municipal de Arganil e o Agrupamento de Escolas de Arganil.
O principal objectivo deste encontro foi a discussão dos aspectos mais relevantes de ambas as redes, que no Concelho se fundem na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.
As intervenções dos palestrantes, bem como a participação do público presente foram de muita qualidade, dando vida e enriquecendo o debate. Falou-se de bibliotecas e de leitura, e uma das grandes conclusões do encontro foi que existe uma grande cumplicidade nesta rede de bibliotecas.

Consulte http://www.bib-arganil.org/ para saber mais sobre este evento ou consulte aqui a Comunicação Bibliotecas públicas: caminhos e desafios nos tempos actuais, apresentada pela Drª Margarida Coimbra, Bibliotecária da Biblioteca Municipal de Miranda do Corvo.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Dia das Bibliotecas do Concelho de Arganil - 26 de Outubro



Enquadrado no mês que internacionalmente é dedicado às Bibliotecas Escolares, a Câmara Municipal de Arganil e o Agrupamento de Escolas de Arganil vão organizar um Encontro de Bibliotecas Públicas e Escolares onde se pretende discutir vários aspectos, positivos e negativos das duas redes, que no Concelho de Arganil se fundem na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Consulte aqui o programa e faça a sua inscrição!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O papel das bibliotecas públicas

Na Notícia BAD on-line: jornal dos profissionais de informação, podem ler-se dois artigos da autoria de Sérgio Mangas, responsável pela Biblioteca Municipal de Figueiró dos Vinhos, sobre o actual papel das Bibliotecas Públicas. Trata-se de artigos de opinião, mas que são um excelente contributo para a reflexão sobre as funções e serviços que estas bibliotecas desempenham ou deveriam desempenhar.
2 textos, cuja leitura recomendamos.

- Para que serve uma biblioteca municipal.

- O papel político da biblioteca pública