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quinta-feira, 10 de outubro de 2024

O caminho do sal de Raynor Winn

"Começamos a nossa caminhada naquele dia, debaixo das escadas, ou no dia em saímos da carrinha de um amigo em Taunton, deixados à chuva, à beira da estrada com as mochilas no asfalto? Ou será que a caminhada já estava para acontecer havia anos, à espera, no nosso horizonte, pronta para ser lançada sobre nós apenas quando não houvesse mais nada a perder?" (excerto do capítulo 2)
Poucos dias depois de Raynor Winn descobrir que Moth, o marido de 32 anos, tem uma doença terminal, a sua casa e quinta são-lhes retiradas, juntamente com o seu sustento. Sem nada, e com pouco tempo, tomam a decisão impulsiva e arrojada de caminhar os 1013 quilómetros do Caminho da Costa Sudoeste.

Levando às costas apenas o essencial para sobreviver, vivem uma vida selvagem no deserto, entre penhascos desgastados pelo tempo, o mar e o céu. No entanto, em cada passo, em cada encontro e em cada provação ao longo do percurso, a sua caminhada transforma-se numa viagem marcante e libertadora.

Poderosamente escrito e inabalavelmente honesto, O Caminho do Sal é uma história verdadeira, sincera e otimista sobre como lidar com a dor e os poderes curativos da natureza. É um retrato do lar — de como pode ser perdido, reconstruído e redescoberto das formas mais inesperadas.

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Novidade na Biblioteca: " A hermafrodita e a Inquisição portuguesa", de François Soyer

Lisboa: Bertrand, 2024
ISBN: 978-972-25-4673-7
"Baseado na investigação de um processo inquisitorial, François Soyer faz-nos um relato biográfico e vívido de Maria Duran, desde a fuga do seu casamento com um homem, na Catalunha, até à sua passagem pelo Sul de França, e por Barcelona, onde, assumindo a sua vertente masculina, virá a integrar o exército espanhol como soldado. Posteriormente, viaja para Portugal, onde, como mulher dará entrada em sucessivas casas de recolhidas em instituições eclesiásticas para mulheres. Com uma personalidade complexa, seduz diversas freiras e recolhidas, é acusada de ser um homem que se faz passar por mulher num contexto conventual e de ter tratos com o Diabo.

Um percurso por várias organizações conventuais leva-a a Évora, onde após novas aventuras, será finalmente detida pela Inquisição. O Santo Ofício reuniu vários médicos, cirurgiões e parteiras para realizar exames minuciosos ao corpo de Maria, e em particular aos seus órgãos sexuais. Os relatórios e discussões dos inquisidores oferecem relatos fascinantes das atitudes em relação ao sexo e género na Europa do início da era moderna.

Com base nos extensos arquivos do julgamento, o autor utiliza a história de Maria para trazer novas perspetivas sobre aspetos da vida muito raramente registados em documentos do início da era moderna: a transgressão das normas de género, a sexualidade e a violência sexual em instituições religiosas femininas, para além dos medos e debates sobre o poder que o Diabo poderia exercer sobre o corpo humano. E tudo isto num contexto português."

Fonte: contracapa do livro.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas Públicas do Concelho de Arganil.

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quarta-feira, 3 de abril de 2024

Novidade na Biblioteca: "As meninas proibidas de Cabul: a tradição secreta de resistência e luta das meninas afegãs" de Jenny Norberg

Afragide: Asa, 2015
ISBN: 978-989-23-3062-4

"Nas cidades e aldeias afegãs, há raparigas que se movimentam livremente e sem medo de represálias. Num país onde a mulher não tem valor nem privilégios, há meninas que vão à escola e brincam na rua. Elas existem mas ninguém sabe quem são. Porquê?
Porque estão disfarçadas de rapazes. São as suas próprias famílias a fazê-lo ao abrigo de uma tradição secreta ancestral chamada bacha posh.

No Afeganistão, a mulher nasce como ser inferior e morre com o mesmo estatuto. Para uma família, não ter varões é uma tragédia. De forma a contornar este estigma, muitos vestem e apresentam ao mundo as suas filhas como se fossem rapazes. Mas este estado de graça só dura até à puberdade, altura em que são obrigadas a assumir a sua identidade feminina e a liberdade tem um fim abrupto. Para as meninas que tiveram um vislumbre de autonomia, o choque é dilacerante e os seus efeitos são frequentemente devastadores.

A jornalista premiada Jenny Nordberg deparou-se com este costume e ficou fascinada. Pouco a pouco, conseguiu reunir um grupo de mulheres corajosas. Entre elas, está Shukria, casada e que viveu vinte anos como rapaz; Zahra, pré-adolescente que não quer regressar à infernal condição feminina; Nader, que já é adulta e desempenha ainda o seu papel de homem; e Mehran, filha de uma rrojada deputada do Parlamento afegão.
As suas histórias são fascinantes e dão-nos uma perspetiva totalmente nova sobre o que significa ser mulher e os sacrifícios a que obrigada ainda nos dias de hoje."
Fonte: contracapa do livro.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas Públicas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Novidade na Sala jovem: "O rapaz de Auschwitz" de Steve Ross


Lisboa : Clube do Autor, 2020
ISBN: 978-989-724-508-4
"Esfomeado, espancado e molestado: assim foi a vida de Steve Ross nos anos que passou nos campos de morte de Hitler. Ross nunca perdeu a esperança, mesmo quando foi deixado inconsciente numa pilha de corpos para incinerar. Sobreviveu a 10 campos de concentração e esta obra é o seu testemunho de dor e crueldade, mas também uma demonstração da resiliência e da capacidade de superação do ser humano."

«Ross ajudou outros para cicatrizar as suas feridas. Mas é impossível que alguém que sofreu os atos mais cruéis possa alguma vez esquecer o que aconteceu.»
The Washington Post

«Um livro extraordinário que mantém viva a esperança.»
The Boston Globe

«Ross passou seis anos a tentar sobreviver às condições inumanas em 10 campos de concentração, incluindo Auschwitz-Birkenau e Dachau. Neste livro, revela as suas memórias nos campos de morte para recordar uma nova geração dos horrores da Segunda Guerra.»
Daily Mail
Fonte: contracapa do livro.
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas Públicas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 22 de junho de 2023

Dia Mundial do Refugiado: sugestões de leitura

Dia 20 de junho assinalou-se o Dia Mundial do Refugiado, que tem o objetivo de realçar a coragem, os direitos, as necessidades e a resiliência dos refugiados.

Este ano, o tema da celebração é «Esperança longe de casa. Um mundo onde os refugiados são sempre incluídos».

Destacamos um conjunto de livros sobre esta temática, no sentido de sensibilizar a comunidade para a importância de apoiar os refugiados no recomeço das suas vidas e de lhes permitir contribuir para os países que os acolhem.

Malala, a menina que queria ir à escola de Adriana Carranca
Lisboa: Nuvem de Letras, 2016
ISBN: 978-989-665-118-3


Malala Yousafzai, nasceu no Paquistão, em 1997.
A pequena Malala cresceu nos corredores da escola e era uma das melhores alunas da turma, até ao dia em que os talibãs invadiram a sua cidade e proibiram a música, a dança e obrigaram as mulheres a ficar em casa e decretaram que apenas os meninos poderiam estudar.
Malala não aceitou esse facto e continuou a ir às aulas.
Um dia, quando voltava da escola, foi alvejada por membros dos talibãs, e quase perdeu a vida.
A jornalista Adriana Carranca visitou o local depois do atentado e decidiu escrever este livro-reportagem.


O rapaz escondido de Katherine Marsh
Amadora: Topseller 2018
ISBN: 978-989-8917-37-9

“(…) Ahmed fugiu da guerra, embarcando numa perigosa viagem da Síria até à Europa. Apesar de perder o pai nesta dura jornada, mantém a esperança de encontrar uma vida melhor em Bruxelas. Mas depressa percebe como é difícil sobreviver sozinho, e acaba por se esconder secretamente na cave de Max (…)
Quando os caminhos destes dois rapazes se cruzam, nasce uma amizade inesperada e secreta. Juntos, desafiando todas as regras, preconceitos e convenções, iniciam uma luta heroica e reencontram a esperança e a coragem para mudarem os seus destinos.”


Nós somos Refugiadas de Malala Yousafzai
Lisboa: Presença, 2019
ISBN: 978-972-23-6448-5

Maria fugiu com a mãe após terem assassinado o seu pai.
Zainab não foi à escola enquanto fugia da guerra e a sua irmã, Sabreen sobreviveu a uma viagem arriscada.
Ajida lutou com todas as suas forças para colocar a sua família em segurança.
Malala Yousafzai, também ela vítima de uma migração forçada, vencedora do Prémio Nobel da Paz e autora bestseller conta-nos no livro “Nós somos refugiadas” algumas histórias sobre deslocados, onde são partilhadas experiências de adaptação a um país seguro e testemunhos de raparigas refugiadas que conheceu ao longo das suas viagens.

O rapaz do pijama às riscas de John Boyne
Lisboa: Edições ASA, 2009
ISBN: 978-972-41-5357-5

Bruno tem apenas nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto. Não tem consciência das crueldades que são praticadas no seu país.
Teve de se mudar da sua confortável casa, em Berlim, para uma casa numa zona desértica, onde não existia nada para fazer e ninguém com quem brincar, até conhecer Shmuel.
Shmuel vive do outro lado da vedação de arame que delimita a sua casa e ao que parece usa um pijama às riscas.
Esta amizade entre Shumuel vai levar Bruno à bruta revelação. E, ao descobrir aquilo de que, involuntariamente faz parte, Bruno vê-se enredado nesse monstruoso processo.


A viagem de Francesca Sanna
Amadora: Fábula, 2018
ISBN: 978-989-707-680-0

Havia uma família que vivia em paz, até a guerra começar.
Todos os dias aconteciam coisas horríveis, até que um dia decidiram refugiar-se.
Ao longo de vários dias fizeram muitas travessias e atravessaram muitas fronteiras.
Esta família tem a esperança de um dia poder recomeçar a sua história num local em paz.


Uma esperança mais forte do que o mar de Melissa Fleming
Porto: Porto Editora, 2017
ISBN 978-972-0-04894-3

Este livro conta a história dramática pela qual milhões de refugiados sírios passam até encontrarem abrigo na Europa, tentando fugir da guerra que destruiu o país.
Este livro conta uma extraordinária história de uma jovem corajosa que luta pela sua sobrevivência.


Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados de Jean Trier
Porto: Edinter, 1995
ISBN 972-43-0262-8

Milhões de homens, mulheres e crianças fogem das suas casas, tornando-se refugiados.
A sua migração forçada deve-se a perseguições por causas religiosas, políticas, raça ou a fugir à guerra.
O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) é a maior organização que lida com os refugiados.
Desde 1951, o ACNUR ajuda os refugiados nas suas necessidades imediatas, através da disponibilização de água e alimentos.
O ACNUR forma alianças com governos e líderes mundiais de forma a alcançar uma solução para a situação difícil dos refugiados. Esta organização tenta, recorrentemente, encontrar um país capaz de ajudar e aceitar novas pessoas e dar um recomeço a milhares de refugiados em todo o mundo.

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

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terça-feira, 27 de julho de 2021

Novidade na Biblioteca: "O demónio na cidade branca" de Erik Larson

 

Lisboa: Bertrand, 2014
ISBN 978-972-25-2631-9

Em "O demónio da cidade branca", Erik Larson, escritor norte-americano de True Crime e especializado no estudo de assassinos em série, constrói um cuidadoso perfil do homem que, à época, foi considerado o mais pérfido dos Estados Unidos.
Chicago. 1893. Um homem construiu um paraíso na terra. Outro construiu um inferno ao lado. Em O Demónio na Cidade Branca, Erik Larson, autor do best-seller No Jardim dos Monstros, cruza a história da Feira Mundial de 1893 com o percurso de H. H. Holmes, um serial killer astuto que, através da feira, atraiu dezenas de pessoas para a morte. Um livro que combina uma pesquisa meticulosa da recém-descoberta História e as emoções da melhor ficção, dignas de um thriller.


Leia aqui as primeiras páginas. Gostou?
Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Sugestão de leitura: Vozes de Chernobyl de Svetlana Alexievich

Com a sua multidão de vozes, Svetlana Alexievich fez entrar o mundo em Chernobyl. Um lugar de morte de onde não se pode fugir. Um mundo que arde e já não está sozinho. Nós estamos lá. (excerto do prefácio por Paulo Moura)
A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.

Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich da voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.

Fonte: contracapa do livro


Requisite na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Novidade na Bbiblioteca: Não digas nada à mamã de Toni Maguire


“Não digas nada à mamã”. A frase dita pelo pai de Antoinette todas as vezes que ele a abusava sexualmente acompanhou a menina dos 6 aos 14 anos.

Esta é uma história verídica, passada na Irlanda da década de 1950, contada na primeira pessoa e pretende servir de alerta sobre a importância de denunciar, e não silenciar, o abuso sexual.

Quando o pai teve a sua primeira atitude obscena, a pequena Toni arranjou coragem para contar à mãe o que tinha acontecido, certa de que esta traria a normalidade de volta à sua vida. Mas a mãe fez o impensável: disse-lhe para nunca mais falar nesse assunto.  Esse foi o começou de quase uma década na qual Antoinette foi constantemente abusada pelo pai e silenciada pela mãe.
“O único segredo que escondi do meu pai era o segredo que escondia de mim mesma. A minha mãe sabia. O único medo dele era que ela descobrisse. Foi nesse dia que começou o nosso jogo; o jogo chamava-se «o nosso segredo», e ele e eu haveríamos de o jogar por mais sete anos.”
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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