| Porto: Porto Editora,2022 ISBN: 978-972-0-03602-5 |
"Se conseguisses ler os meus
Um blog de partilha de experiências e sugestões de leitura!
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Assinala-se a 21 de Março o Dia Mundial da Poesia que tem como
objetivo, entre outros, a promoção de valores culturais através da expressão
poética.
Como forma de assinalar a data e
chamar a atenção para a importância da poesia, as Bibliotecas Públicas do
Concelho de Arganil desafiam a criatividade da comunidade convidando à criação
de um poema em que a nossa terra é o
tema.
São aceites participações até ao dia 12 de março e estas efetivam-se através
do envio do poema, devidamente identificado para o endereço de e-mail: bib.arganil@cm-arganil.pt.
Os poemas recebidos serão avaliados por um
júri de acordo com critérios de criatividade, originalidade, qualidade e
adequação ao tema do concurso. Os 5 poemas com melhor classificação serão
publicados na página do Facebook das Bibliotecas Públicas do Concelho de
Arganil no dia 15 de março, sem referência ao nome do autor. Caberá ao público
escolher os 3 vencedores da 3ª edição do concurso de poesia “Escreva um poema…
a nossa terra é o tema”.
Dê asas à sua criatividade e participe!
Consulte as normas de participação aqui!
“Do novelo emaranhado da memória, da escuridão dos nós cegos, puxo um fio que me parece solto.Devagar o liberto, de medo que se desfaça entre os dedos.É um fio longo, verde e azul, com cheiro de limos, e tem a macieza quente do lodo vivo.É um rio.Corre-me nas mãos, agora molhadas.Toda a água me passa entre as palmas abertas, e de repente não sei se as águas nascem de mim ou para mim fluem.Continuo a puxar, não já memória, apenas, mas o próprio corpo do rio.Sobre a minha pele navegam barcos, e sou também os barcos e o céu que os cobre, e os altos choupos que vagarosamente deslizam sobre a película luminosa dos olhos.Nadam-me peixes no sangue e oscilam entre duas águas como os apelos imprecisos da memória.Sinto a força dos braços e a vara que os prolonga.Ao fundo do rio e de mim, desce como um lento e firme pulsar de coração.Agora o céu está mais perto e mudou de cor.É todo ele verde e sonoro porque de ramo em ramo acorda o canto das aves.E quando num largo espaço o barco se detém, o meu corpo despido brilha debaixo do sol, entre o esplendor maior que acende a superfície das águas.Aí se fundem numa só verdade as lembranças confusas da memória e o vulto subitamente anunciado do futuro.Uma ave sem nome desce donde não sei e vai pousar calada sobre a proa rigorosa do barco.Imóvel, espero que toda a água se banhe de azul e que as aves digam nos ramos por que são altos os choupos e rumorosas as suas folhas.Então, corpo de barco e de rio na dimensão do homem, sigo adiante para o fulvo remanso que as espadas verticais circundam.Aí, três palmos enterrarei a minha vara até à pedra viva.Haverá o grande silêncio primordial quando as mãos se juntarem às mãos.Depois saberei tudo.”
O texto acima publicado foi o meu contributo para o serão dos Amigos de Ler de fevereiro, que teve como tema a palavra SILÊNCIO.
Neste ano atípico não nos é possível festejar como gostaríamos, reunindo nos espaços da Biblioteca públicos de todas as faixas etárias e oferecendo um programa de atividades diversificado.
Não obstante queremos marcar a data. Preparamos este vídeo comemorativo e queremos voltar a assegurar a todos os nossos utilizadores que estamos de portas abertas como habitualmente, respeitando as normas de higiene e segurança, para a todos receber e continuar a oferecer os nossos serviços.
Parabéns à Biblioteca Municipal de Arganil, a toda a sua equipa e a quem a integrou no passado e também aos seus utilizadores que são a razão pela qual existimos!
O Plano Nacional de Leitura 2027 iniciou a publicação de uma revista digital - a ENTRELER.
Trata-se de uma revista digital de acesso livre e gratuito, com periodicidade anual, que tem como objetivo divulgar estudos e reflexões sobre a leitura, a escrita e a literacia, em todas as faixas etárias e nas suas múltiplas dimensões e contextos, bem como projetos e atividades de promoção da leitura e formação de leitores.A ENTRELER dirige-se a mediadores, docentes, formadores, investigadores, bibliotecários, técnicos e a todos os que partilham o interesse pela leitura, pela escrita e pelas literacias. (PNL2027)
O nº 0 da revista já está disponível e merece leitura atenta. Apresenta um conjunto variado de artigos, abordando temas da leitura infantil e juvenil, da literacia mediática e digital, da investigação e da prática da leitura partilhada, bem como uma entrevista de Carlos Fiolhais a Alberto Manguel.
Leia, porque ler é um prazer!
Nascido a 30 de Setembro de 1937, Artur Portela Filho, formou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi redactor do Diário de Lisboa nas décadas de 50 e 60, e fundou e dirigiu o Jornal Novo, entre 1975 e 1977. Fundou também a revista Opção, durante a década de 70, e colaborou com outros jornais como o República, A Capital ou o Jornal do Fundão. Mais recentemente colaborou com o jornal i.
Enquanto escritor dedicou-se à ficção em prosa, teatro, contos e crónicas, tendo ao longo da sua vida publicado mais de 20 livros.
Aproveitamos para destacar um excerto do texto "A ameaça dos livros" de Setembro de 1966, publicado no 1º volume da obra "A funda"
Porquê ler este livro e não outro?
Porquê ler Namora e não Pratolini? Porquê ler Cesariny e não Breton? Porquê ler Margarido e não Robbe-Grillet?
A solução parece fácil. É lê-los a todos. E, depois, recusá-los, ou aceitá-los. Só que - há muitos livros e pouco tempo para ler.
E se ler é essencial, se ler os livros-chave é indispensável, - a escolha pode, ser muitas vezes é, dramática.
O livro é elemento-base da cultura. A cultura estrutura e dinamiza o indivíduo. Logo, a escolha de um livro, de um autor, pode estabelecer a trajectória desse indivíduo, marcar-lhe o carácter, pautar-lhe o comportamento, Somos, também, os livros que lemos. (...)
Aceda ao catálogo da Rede de Bibliotecas de Concelho de Arganil para saber que livros temos para si deste autor.
Leia, porque ler é um prazer!
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| Barcarena: Presença, 2017 |

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| Alfragide: Asa, 2019 |
A história de Martha é ficção, mas inspirada na realidade: entre 1947 e 1952, 5500 crianças austríacas participaram num programa da Cáritas que lhes permitiu passar vários meses em Portugal, integradas em famílias que, até aí, não conheciam. Entravam no comboio em Viena com destino a Génova e, daí, apanhavam o barco para Lisboa. Traziam uma mala e um cartão, pendurado ao pescoço, com o nome e um número. Não conheciam ninguém nem sabiam a língua, mas rapidamente fizeram amigos, esquecendo, pelo menos por algum tempo, todo o trauma da guerra e da destruição. (Maria João Caetano in Diário de Notícias)
