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terça-feira, 2 de junho de 2026

"Culpa Minha" - Culpados 1 de Mercedes Ron

 

Lisboa: Presença, 2025
ISBN:978-972-23-6888-9

A fronteira entre amor e ódio pode ser muito fácil de passar...
Perigo, paixão, amor. Duas pessoas que são o oposto uma da outra. Noah e Nicholas são um fogo intenso...

Nicholas Leister foi criado para complicar a minha vida. Alto, olhos azuis, cabelo preto... Parece lindo, não é? Pois, mas se vos disser que representa tudo, mas mesmo tudo aquilo de que fujo desde que me lembro de existir… Se calhar, já não parece tão lindo assim… Perigo. Foi esta a primeira coisa em que pensei quando o conheci e descobri que ele mantém uma vida dupla escondida do pai milionário. Como é que acabei por me apaixonar? Fácil: com aqueles olhos, ele virou o meu mundo de cabeça para baixo.

A nova trilogia sensação para fãs de Alice Kellen e Anna Todd.
Fonte: Contracapa do Livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 12 de maio de 2026

"O Hospital de Alfaces" de Pedro Chagas Freitas

 

Alfragide: Oficina do livro,2025
ISBN: 978-989-581-422-0

A história de três gerações: avô, pai e filho entrelaçam-se em momentos tocantes que nos fazem refletir sobre o efémero da vida e como o amor nos salva em todos os momentos.

Este livro é uma história de amor. A mais bela das histórias de amor.

Aqui há hospitais, é verdade.
Há pais que choram, há mães que esperam, há filhos que resistem.

Acima de tudo, há amor.

Amor como cura, como anestesia, como diagnóstico.
Amor que não cabe nas paredes de um quarto de hospital,
nem nas palavras que tentam explicá-lo.

O Hospital de Alfaces é isso.
Uma história que dói, mas que abraça.
Uma história que sangra, mas que salva.

Uma história para quem já amou ao ponto de se perder.
E que descobriu que, mesmo perdido, ainda é possível continuar.

Fonte: Contracapa do Livro

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terça-feira, 14 de abril de 2026

"Terra Ferida" de Clare Leslie Hall

 

Lisboa: Suma, 2025
ISBN: 978-989-583-661-1

Beth e o seu amável marido, Frank, têm um casamento feliz, mas ambos guardam segredos, e a sua relação depende do facto de o passado permanecer enterrado. Mas quando Jimmy, o cunhado de Beth, mata um cão que invade a quinta onde moram, Beth não se apercebe de que o tiro irá alterar o rumo das suas vidas. O cão pertencia a Gabriel Wolfe, o homem que Beth amava na adolescência e que lhe partiu o coração.

Gabriel regressou à aldeia com o seu filho Leo, um rapaz que faz lembrar muito a Beth o seu próprio filho, que morreu alguns anos antes num trágico acidente. À medida que Beth é puxada de volta para a vida de Gabriel, as tensões na aldeia aumentam e perigosos segredos e ciúmes do passado ressurgem, desta vez com consequências fatais. Beth é, então, forçada a fazer uma escolha entre continuar a ser a mulher que se tornou ou transformar-se na mulher que um dia desejou ser.

Fonte:Bertrand

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quarta-feira, 8 de abril de 2026

"Um Verão de Ouro" de Carley Fortune

 

Lisboa: Topseller, 2025
ISBN:978-989-583-978-0

Alice passou um único verão em Barry’s Bay com a sua avó Nan quando tinha 17 anos. Foi lá que tirou a fotografia de três adolescentes sorridentes num barco amarelo, uma imagem que havia de mudar a sua vida para sempre.

Agora, Alice é uma fotógrafa profissional que se sente mais confortável atrás da lente, sem dar nas vistas e deixando outras pessoas brilhar. Porém, ultimamente tem sentido falta de algo mais, tanto na vida profissional como pessoal, e, quando a avó parte a anca e se vê com longos meses de recuperação pela frente, Alice tem uma ideia: voltar ao lago, o lugar mágico que marcou a sua adolescência. Contudo, assim que lá se instalam, a sua calma é perturbada pelo som de um familiar barco amarelo e por quem o está a manobrar.

Charlie Florek tinha 19 anos quando Alice tirou aquela fotografia à distância. Agora, é um homem atraente e cativante que provoca gargalhadas a Nan e faz Alice desejar ter novamente 17 anos. E era mesmo disso que ela precisava: dias quentes e ociosos de verão na companhia de Charlie. Na verdade, ela só queria uma amizade descomprometida... o que não esperava era encontrar tanto carinho naqueles olhos verdes.

Porque embora Alice estivesse habituada a observar os outros, nunca tinha conhecido ninguém que olhasse verdadeiramente para ela.

Fonte: Contracapa do livro

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quinta-feira, 2 de abril de 2026

"Sete anos entre nós" de Ashley Poston

 

Porto: Singular, 2025
ISBN: 978-989-789-156-4

A minha tia apenas impunha duas regras dentro do apartamento.
A primeira, descalçarmo-nos à entrada.
A outra, nunca nos apaixonarmos.

Pode não parecer, mas Clementine West encontra-se numa encruzilhada. Ainda não tem trinta anos, está à beira de ser promovida no emprego que adora e mudou-se recentemente para um apartamento mágico no Upper East Side. No entanto, há seis meses teve o pior dia da sua vida. Para sobreviver, optou por ignorar os conselhos da sua formidável tia: guardou o passaporte cheio de carimbos na gaveta, passou a ir a jantares de trabalho em vez de a encontros amorosos, fechou o coração a sete chaves e parou de perseguir a Lua.
Por enquanto, o plano tem corrido sobre rodas. Quase sempre.
Até que, após um dia particularmente difícil, lhe aparece em casa um estranho, Iwan – um homem com olhos bondosos, um sorriso torto e um gosto particular por tartes de limão. Alguém pelo qual, outrora, ela se teria apaixonado logo. Ou pelo qual pode vir ainda a apaixonar-se. Com um senão.
A tia de Clementine sempre lhe disse que o apartamento era um lugar onde o passado e o presente se misturavam, como aguarelas: num momento, aqui e agora, no instante seguinte, há sete anos. Que é onde Iwan está. Ao passo que Clementine existe sete anos no futuro.
É então que, perante a oportunidade de recuperar o passado, ela escolhe arriscar novamente o seu coração. E Clementine não tem a certeza de que, desta vez, consiga sobreviver à dor.

Fonte: Contracapa do livro

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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

"Eu Disse que Não" de Rita Robalo Rosa

 

Odivelas: Alma dos Livros,2025
ISBN: 978-989-570-368-5

Laura tem tudo: a vida perfeita. Namora com o rapaz mais giro e popular da escola - e também o mais poderoso, carismático e popular -, tem um grupo de amigos fantástico e sempre unido, tem a sorte de passar férias em sítios incríveis, nunca lhe faltou nada, tem boas notas e é bonita (mesmo que não o saiba). Ela própria acredita nisso, que tem a vida resolvida, mas está longe de saber o que lhe espera.

Quando o Manuel deixa de ser a pessoa por quem a Laura se apaixonou, revelando um lado obscuro e cruel, ela não sabe o que fazer nem para onde fugir, e sente o chão desaparecer sob os pés. Presa num relacionamento tóxico e sufocante, vê-se num beco sem saída... até encontrar um refúgio inesperado em Guilherme - o melhor amigo de Manuel.

Entre os dois nasce uma conexão que desafia o improvável, mas ambos terão de viver para o resto da vida com as suas escolhas. A Laura nunca mais vai ser a mesma. O Guilherme nunca mais vai esquecer o que viu. Mas as escolhas mais difíceis são aquelas que nos definem.

Eu Disse Que Não é uma história crua e arrebatadora sobre o impacto da toxicidade, a força da independência, a busca pela emancipação e o valor do respeito e da amizade, mas acima de tudo, fala sobre encontrar o amor por entre as adversidades da vida. E sobre nunca desistir de quem realmente importa: nós próprios.

Fonte: Contracapa do Livro

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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

"A todos os rapazes que amei" da autora Jenny Han

 

Amadora:Topseller, 2020
ISBN: 978-989-8800-00-8

«Guardo as minhas cartas numa caixa de chapéu verde-azulada que a minha mãe me trouxe de uma loja de antiguidades da Baixa. Não são cartas de amor que alguém me enviou. Não tenho dessas. São cartas que eu escrevi. Há uma por cada rapaz que amei — cinco, ao todo.
Quando escrevo, não escondo nada. Escrevo como se ele nunca a fosse ler. Porque na verdade não vai. Exponho nessa carta todos os meus pensamentos secretos, todas as observações cautelosas, tudo o que guardei dentro de mim. Quando acabo de a escrever, fecho-a, endereço-a e depois guardo-a na minha caixa de chapéu verde-azulada.
Não são cartas de amor no sentido estrito da palavra. As minhas cartas são para quando já não quero estar apaixonada. São para despedidas. Porque, depois de escrever a minha carta, já não sou consumida por esse amor devorador. Se o amor é como uma possessão, talvez as minhas cartas sejam o meu exorcismo. As minhas cartas libertam-me. Ou pelo menos era para isso que deveriam servir.»

Fonte: Contracapa do Livro

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quinta-feira, 23 de outubro de 2025

"Todas as palavras" um sucesso da escritora Tamara Ireland Stone

 

Porto: Porto Editora,2022
ISBN: 978-972-0-03602-5

"Se conseguisses ler os meus 
pensamentos, não sorrias assim."

À primeira vista, Samantha McAllister parece uma típica adolescente. 
Mas por detrás do seu cabelo esticado e da maquilhagem cuidadosamente aplicada, esconde-se um segredo que as suas amigas de sempre jamais saberiam compreender: Sam sofre de transtorno obsessivo-compulsivo.

A jovem questiona cada passo e decisão que toma. E as amigas, que torcem o nariz a tudo, só atrapalham. Mas são as miúdas mais populares na escola e seria uma estupidez deixar de lhes falar. Certo?

Entra em cena Caroline, uma verdadeira lufada de ar fresco, com um sentido de humor e roupas inacreditáveis. E vem com bónus: um passado complicado como o de Sam e um clube secreto onde todas as palavras merecem ser ouvidas, o Canto do Poeta.

Entre as quatro paredes pretas de uma sala esquecida, Sam encontrará num grupo de exilados românticos uma nova oportunidade para sonhar e amar – para ser ela própria.

Fonte: Contracapa do Livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

" Os pássaros no fim do mundo" um romance de Charlie Jane Anders

 

Amadora: TopSeller, 2017
ISBN:978-989-8869-31-9
 

Um romance original sobre o fim do mundo… e o princípio do nosso futuro.

Patricia e Laurence tornaram-se amigos quando o resto da escola decidiu marginalizá-los: Laurence, por ser um geek dos computadores, e Patricia, por ser uma suposta bruxa que fala com animais. Mas a interferência das famílias e a ocorrência de circunstâncias muito invulgares acabam por ditar o fim da amizade.

Quando chegam à idade adulta, os dois têm vidas muito diferentes, mas um objetivo em comum: Laurence tornou-se um génio da engenharia e está envolvido na criação de uma máquina de viagens intergalácticas, para salvar os humanos do colapso do planeta; e Patricia, formada na academia secreta de magia, trabalha para reparar os eternos problemas da Terra e dos seus habitantes.

Inevitavelmente, os dois amigos voltam a reunir-se, graças a uma força maior do que eles: algo gigantesco e imperial que trará o Apocalipse.
E Patricia e Laurence nem imaginam que serão as suas escolhas a determinar o destino do planeta e de toda a Humanidade.

Cheio de magia e ciência, humor negro, amor, geeks e um universo no apocalipse, este é um livro demasiado importante para deixar passar ao lado.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sábado, 15 de fevereiro de 2025

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Um poema de amor em dia de S. Valentim




Soneto do amor total

Amo-te tanto, meu amor… não cante
O humano coração com mais verdade…
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade
Amo-te, enfim, como grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo, de repente
Hei-de morrer de amar mais do que pude.

                                                Vinicius de Moraes

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Tempo para a Poesia: "Soneto já antigo e outros poemas"

Todas as cartas de amor

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser 
Ridículas.

Mas, afinal, 
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera o tempo em que escrevia 
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje 
As minhas memórias 
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

Soneto já antigo e outros poemas in
Álvaro de Campos

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas Públicas do Concelho de Arganil.

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segunda-feira, 27 de novembro de 2023

Novidade na Biblioteca: "O vento conhece o meu nome" de Isabel Allende

Porto: Porto editora, 2023
ISBN: 978-972-0-03693-3

"Viena, 1938. Samuel Adler tem apenas 5 anos quando o pai desaparece, na infame Noite de Cristal - a noite em que a sua família perde tudo. Para garantir a segurança do filho, a mãe consegue-lhe lugar num comboio que transporta crianças judias para fora do país, agora ocupado pelo regime nazi. Samuel embarca sozinho, deixando a família para trás, tendo o seu violino como única companhia.

Arizona, 2019. Anita Díaz e a mãe tentam entrar nos EUA, fugindo à violência que reina no seu país, El Salvador. No entanto, são separadas na fronteira, ao abrigo de uma nova lei que regulamenta a imigração, forçando à separação das famílias. A mãe desaparece sem deixar rasto, e Anita é colocada em sombrias instituições de acolhimento. O caso desperta a atenção de Selena Durán, uma californiana de ascendência latina, e de Frank Angileri, um promissor advogado, que tudo farão para reunir de novo mãe e filha. Juntos, vão conhecer de perto a violência que muitas mulheres sofrem em silêncio, sem que dela consigam escapar.

Entrelaçando o passado e presente, O vento conhece o meu nome conta-nos a história destas duas personagens inesquecíveis, ambas em busca da família e de um lar. É uma sentida homenagem aos sacrifícios que fazemos em nome dos filhos e uma carta de amor às crianças que sobrevivem a perigos inimagináveis - sem nunca deixarem de sonhar."
Fonte: contracapa do livro.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.
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segunda-feira, 13 de novembro de 2023

Sugestão de leitura: "Amor" de Luís Osório

Alfragide: Oficina do Livro, 2016
ISBN: 978-989-741-524-1

"AMOR não tenta matar as sombras, assume-as e vive com elas. É um livro em que me enfureço e faço as pazes, em que me apaziguo e me perco. Há páginas em que as janelas estão escancaradas para o mundo e para os outros, mas há outras em que a casa nem sequer tem janelas à vista.

É um livro que acredita na pureza das ideias absolutas. Que acredita que as palavras matam. E salvam.

AMOR é uma provocação de felicidade. Por vezes, uma ferida aberta. Que está à vista de todos, única forma de curar, única maneira de prosseguirmos sem contas para ajustar."
Fonte: contracapa do livro.
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas Publicas do Concelho de Arganil.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2022

Novidade na Biblioteca: "Nadar no escuro" de Tomasz Jedrowski

Lisboa: Clube do autor, 2022
ISBN 978-989-724-632-6
Lírico e sensual, envolvente e intenso, Nadar no Escuro explora a liberdade e o amor em todas as suas encarnações.
Da embriaguez do primeiro amor à melancolia silenciosa do crescimento e da separação, este livro é uma combinação potente de romance, intriga e história. Lírico e sensual, envolvente e intenso, Nadar no Escuro explora a liberdade e o amor em todas as suas encarnações.

Tudo começa durante um verão mágico e irrepetível, em que dois jovens descobrem a paixão e uma certa liberdade. Mas com o fim da época estival chega o escrutínio, a intolerância e a censura.
Dilacerados pelas suas escolhas, os dois têm de decidir qual o futuro que desejam.

Nadar no escuro é um romance inesquecível sobre juventude, amor e perda e os sacrifícios que fazemos em prol de uma vida com significado.

Fonte: badana e contracapa do livro

Leia aqui as primeiras páginas. Gostou?

Requisite na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sábado, 5 de março de 2022

"Pão, mel e amor" de Jenny Colgan

Alfragide: Quinta Essência, 2015
ISBN 978-989-7413-57-5

Polly Waterford está a recuperar de um relacionamento tóxico. Incapaz de pagar a prestação do apartamento, tem de se mudar para longe de toda a gente que conhece, e vai parar a uma pequena estância balnear sonolenta, onde vive sozinha por cima de uma padaria abandonada.

Polly começa então a sublimar as frustrações no seu passatempo favorito: fazer pão. O que antes era uma ocupação de fim de semana torna-se de repente muito mais importante, à medida que ela extravasa as suas emoções no amassar e no bater da massa, e o pão se vai tornando cada vez melhor. Com nozes e sementes, azeitonas e chouriço, com mel da região (cortesia do belo apicultor, Huckle), e com reservas de determinação e criatividade que Polly nunca julgou ter, ela coze e coze e coze... 

E as pessoas começam a ouvir falar disso. Às vezes, o pão é realmente a vida...

E Polly está prestes a reclamar a sua.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

14 de fevereiro - Dias dos Namorados

Amar

Que pode uma criatura senão,

entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de
amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração
expectante, e amar o inóspito, o cru, um vaso sem flor, um chão de
ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de
rapina. Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas
pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na
concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa amar a água
implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Carlos Drummond de Andrade


O Dia dos Namorados, ou Dia de São Valentim, celebra-se a 14 de Fevereiro. Este dia é conhecido por ser o dia mais romântico do ano, celebra-se o amor, a paixão entre amantes e a partilha de sentimentos e emoções.

Num âmbito mais alargado poderemos considerar que este é o dia em que basicamente se comemora o AMOR: Amor de mãe, de pai, filhos, homem e mulher, família, amigos. Por essa razão a Biblioteca Municipal de Arganil não poderia deixar de fazer referência à data, uma vez que o sentimento do AMOR é fundamental nas nossas vidas.

Para assinalar este dia está patente, entre o dia 10 e 28 de fevereiro, uma mostra de poemas de amor de autores de língua portuguesa, para ler, apreciar e partilhar!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Sugestão de leitura: "Amores imperfeitos" de Helena Sacadura Cabral

Lisboa: Clube do autor, 2021
ISBN 978-989-724-592-3

Amores imperfeitos inclui histórias sobre mais de cinquenta vidas. "Umas que aconteceram. Outras, que podiam ter acontecido. Leia-as devagar e no fim de cada uma delas pergunte a si própria: «E se tivesse sido comigo, como reagiria?» Porque quando alguém escreve um livro que é publicado, ele deixa de ser seu, para passar a ser o que cada um vê nele. Possivelmente, é na resposta a esta questão e na fusão que se dá com o leitor, que residirão a beleza e mais-valia de um livro!" (Helena Sacadura Cabral)

Histórias de amores, intensos e verdadeiros, efémeros e volúveis, inesquecíveis e perdidos no tempo, narradas com a ternura e o humor que caracterizam Helena Sacadura Cabral. Retratos de mulheres inspiradoras que cumpriram o seu destino e nos dão um vislumbre da complexidade da alma e da força do carácter feminino.

Este livro apresenta várias histórias de vida. Umas são fruto da imaginação da autora. Outras aconteceram, de facto. E outras, ainda, conquistam-nos pela combinação entre ficção e realidade. Mas todas têm algo que aconteceu ou poderia ter acontecido. Profundamente humanas e inspiradoras, estas histórias abordam alguns dos temas mais sensíveis da sociedade, desde as grandes conquistas no feminino (nos mais variados campos), até questões fracturantes como o aborto, a violação ou a homossexualidade.

Contadas na perspectiva feminino, as histórias fazem pensar por vezes no seu reverso, naquilo que se teria passado no coração e na cabeça dos homens que também as viveram. Ao colocar a tónica na mulher, Helena Sacadura Cabral revela feitos por vezes esquecidos e como tem sido longo e difícil o caminho da afirmação feminina.

Fonte: Badana do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Tempo para a poesia LXXXIX

Na solidão

Pedi ás selvas um consôlo amigo,
e um dôce abrigo quiz achar então,
abrindo ás auras o sacrário da alma,
aonde a calma êu procurava em vão.

E mêsmo lá, n'um delirar de louco,
vi que era pouco algum prazêr, que tive!
É que, inda à sombra de florífera râma,
longe do que âma, o coração não vive.

Tudo nos bosques era gala e festa!
tôda a floresta pâra mim sorria!
Sentei-me... ergui-me... dôidejei... ás flôres
contei amôres, que ninguem sabia.

Por entre as matas de um odôr selvagem,
corria aragem, não faltava luz!
o sol gravava, em sêu formôso manto,
o mago encanto, que a solidão produz!

Mâs... ai! fui triste! Olhei ao longe e ao perto,
e o olhar incerto não te viu, amôr...
a ti, ó ente, que a minha alma entendes,
e que me prendes, com estrânho ardôr.

Êu quiz mirar-te n'um gentil regato,
que d'entre o amto se escoava a mêdo,
parei... fugiste, celestial miragem,
bem como a aragem, por entre o arvorêdo

Quiz a cabêça recostar-te ao braço,
no têu regaçõ delirar... cair...
sentir o arfar do têu virgínio sêio,
e em dôce enlêio a tua fala ouvir.

- Engâno! engâno! - dizia êu tremênte!
- Engâno! - a mente me bradava ainda!
Fôi-se o desêjo... tudo lá faltava...
só me restava uma suade infinda.

E essa saudade, que êu então sentia,
e essa gonia, que êu então sofri,
estão na FLÔR - que te mandei -, objecto
que diz o afecto, que me prendi a ti.

Maio - 1872

Sanches de Frias in Horas perdidas
(livro disponível para consulta na Biblioteca Municipal de Arganil)