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segunda-feira, 29 de julho de 2024

Sugestão de leitura: "Por instinto", de Rita Ferro

Lisboa : Editorial Notícias : 2000
ISBN: 972-46-1186-8

"Nada a fazer. Nada a fazer contra este estigma que nos persegue e que as crónicas demonstram melhor do que livros: o escritor, todo o escritor tem um valor atribuído pelos outros, variável de pessoa para pessoa. E sempre diferente do que pensa o próprio. Nada a fazer, claro, a não ser esperar. Esperar que o leitor nos perceba e se perceba melhor através de nós. Não sabemos quem, não sabemos como, nunca saberemos. Alguém qualquer dia e já não é mau."
Fonte: contracapa do livro.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas Públicas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 10 de agosto de 2022

Sugestão de leitura: "Um dia atrás do outro" de Laurinda Alves

 

Cruz Quebrada: Oficina do Livro, 2004
ISBN 989-555-091-X

"Ali onde o Sol nasce silencioso, inundando o mundo de uma luz púrpura e líquida, onde o mar permanece adormecido, onde a manhã se anuncia em cada dia como se fosse a primeira e onde tudo é tão perfeito e luminoso, apetece ficar para sempre. Mudos e quietos como o mar àquela hora." (excerto da crónica O princípio de tudo)

Crónicas de Laurinda Alves, escritas no jornal Público e na revista XIS, Um dia Atrás do Outro é a maneira como a vida se tece e, ainda, a forma como Laurinda Alves gosta de olhar o mundo e de viver a sua própria vida. No presente, sem se importar demasiado com o dia que há-de vir.
A vida em Um dia Atrás do Outro compõe-se de dias tristes, dias felizes, dias nostálgicos, dias comoventes e dias mágicos. Como tudo. Como sempre.

Fonte: badana do livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Artur Portela Filho

Artur Portela Filho, jornalista, escritor e tradutor, faleceu a 10.11.2020.

Nascido a 30 de Setembro de 1937, Artur Portela Filho, formou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi redactor do Diário de Lisboa ​nas décadas de 50 e 60, e fundou e dirigiu o Jornal Novo, entre 1975 e 1977. Fundou também a revista Opção, durante a década de 70, e colaborou com outros jornais como o República, A Capital ou o Jornal do Fundão​. Mais recentemente colaborou com o jornal i.

Enquanto escritor dedicou-se à ficção em prosa, teatro, contos e crónicas, tendo ao longo da sua vida publicado mais de 20 livros.




Aproveitamos para destacar um excerto do texto "A ameaça dos livros" de Setembro de 1966, publicado no 1º volume da obra "A funda"

Porquê ler este livro e não outro?
Porquê ler Namora e não Pratolini? Porquê ler Cesariny e não Breton? Porquê ler Margarido e não Robbe-Grillet?
A solução parece fácil. É lê-los a todos. E, depois, recusá-los, ou aceitá-los. Só que - há muitos livros e pouco tempo para ler.
E se ler é essencial, se ler os livros-chave é indispensável, - a escolha pode, ser muitas vezes é, dramática.
O livro é elemento-base da cultura. A cultura estrutura e dinamiza o indivíduo. Logo, a escolha de um livro, de um autor, pode estabelecer a trajectória desse indivíduo, marcar-lhe o carácter, pautar-lhe o comportamento, Somos, também, os livros que lemos. (...)

Aceda ao catálogo da Rede de Bibliotecas de Concelho de Arganil para saber que livros temos para si deste autor.

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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Novidade na Biblioteca: O Angolano que comprou Lisboa (por metade do preço) de Kalaf Epalanga


O Angolano Que Comprou Lisboa (Por Metade do Preço)” é uma colectânea de crónicas que o escritor e músico Kalaf Epalanga publicou no jornal português Público e no portal Rede Angola. É um livro onde o autor aborda as tensões e as relações entre Portugal e Angola. Mas é também uma “declaração de amor à cidade de Lisboa”.


Reparem, a seguir a Luanda, o lugar onde todas as idiossincrasias deste povo ganham maior visibilidade é Lisboa. Dai, mesmo que eu quisesse, é impossível ficar imune a essa banga, basta alguém identificar-me o sotaque (ou a ausência dele). A verdade é que a vaidade angolana já se tornou monumento de fama internacional. Uma atração turística ambulante, que onde quer que estejam angolanos, uma multidão de curiosos aparece para tirar fotografias, entregar currículos ou propor negócio, como me aconteceu recentemente. Quando terminava o meu almoço, sai da cozinha o proprietário e propõe-me que lhe compre o restaurante, com todo o recheio, licenças, cozinheiros e empregados de mesa incluídos. E eu, do alto da minha vaidade, tão afetado pela crise financeira em Portugal quanto o pobre senhor, lanço-lhe a pergunta:
Quanto é que custa?

Fonte: Badana do livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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