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sexta-feira, 17 de dezembro de 2021

Novidade na Biblioteca: "Judeus portugueses: uma história de luz e sombra" de Esther Mucznik

Barcarena: Manuscrito, 2021
ISBN 978-989-8975-89-8

O que nos diz a história de quase dois mil anos de presença judaica no território que é hoje Portugal? Partindo desta pergunta, a investigadora em temas judaicos Esther Mucznik escreveu um livro que pretende mostrar como “a vida dos judeus portugueses é indissociável da história de Portugal”. (fonte: 7margens)
O que nos diz a história de quase dois mil anos de presença judaica no território que é hoje Portugal?

O judaísmo português é resultado de uma longa história: umas vezes trágica, outras vezes mais serena, mas sempre muito rica. Como financeiros e médicos, filósofos e exegetas, matemáticos e astrónomos, os judeus contribuíram para o desenvolvimento económico, cultural, científico e filosófico de Portugal. Mas esse contributo foi tanto maior quanto maior era a liberdade, a tolerância e a interacção social e política entre os diferentes povos.

A vida dos judeus portugueses é, por isso, indissociável da história de Portugal. Neste livro, Esther Mucznik, escritora e cronista especializada em temas judaicos, cruza a história dos judeus e a história de Portugal em momentos, episódios e personalidades concretas que demonstram essa relação íntima - uma relação feita de convivência e de perseguição, de amor e de ódio, de desterro e de saudade, de reencontro e de reconciliação… de luz e de sombra.

Uma viagem por dois milénios.

Uma história judaica, mas também uma história portuguesa.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Novidade na Biblioteca: Quem me dera cá o tempo

"Fiel à herança da memória antiga, recebida ainda na juventude, e aos valores e tradições que instituíam as nossas comunidades rurais, Jorge Lage teve a inteligência de quanto era importante a preservação desse espólio antigo e quase perdido da nossa civilização" - Telmo Verdelho, in prefácio

Chegou recentemente à Biblioteca mais um livro da autoria de Jorge Joaquim Lage sobre a castanha e o castanheiro. Desde o final do século XX Jorge Lage tem-se dedicado ao seu estudo e este é o quinto livro da sua responsabilidade sobre esta temática.

Na nota introdutória de "Quem me dera cá o tempo" pode ler-se que com esta Antologia o autor pretende encerrar este trabalho, "reunindo escritores ligados ao país castanícola e de diferentes níveis sociais. Foi pedido aos mais de 80 autores um texto curto e inédito, sobre o tema da castanha/ castanheiro, que elevasse quem o escreveu e enriquecesse os que o lerem".

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Dia Mundial da Filosofia - 19 de Novembro de 2020

Em 2002 a UNESCO instituiu o Dia Mundial da Filosofia, como resultado da necessidade da humanidade refletir sobre os acontecimentos atuais, fomentando-se o pensamento crítico, criativo e independente, contribuindo assim para a promoção da tolerância e da paz. Desde então este dia é celebrado em todo o mundo na terceira quinta-feira do mês de novembro, que este ano terá lugar a 19 de novembro.

A edição de 2020 pretende convidar o mundo inteiro a refletir sobre o significado da atual pandemia, sublinhando a necessidade, mais do que nunca, de recorrer à reflexão filosófica para enfrentar as múltiplas crises que vivemos. A crise da saúde questiona múltiplos aspetos das nossas sociedades. Neste contexto, a filosofia ajuda-nos a percorrer a distância necessária para melhor avançar, ao estimular a reflexão.

Gosta de Filosofia, de refletir, questionar, pensar?
Siga os links e encontre diversas propostas para assinalar este dia:
Para quem gosta de ler, na Rede de Bibliotecas de Arganil existe um vasto conjunto de livros sobre Filosofia. Siga o link, consulte o nosso catálogo e requisite!

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quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Artur Portela Filho

Artur Portela Filho, jornalista, escritor e tradutor, faleceu a 10.11.2020.

Nascido a 30 de Setembro de 1937, Artur Portela Filho, formou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi redactor do Diário de Lisboa ​nas décadas de 50 e 60, e fundou e dirigiu o Jornal Novo, entre 1975 e 1977. Fundou também a revista Opção, durante a década de 70, e colaborou com outros jornais como o República, A Capital ou o Jornal do Fundão​. Mais recentemente colaborou com o jornal i.

Enquanto escritor dedicou-se à ficção em prosa, teatro, contos e crónicas, tendo ao longo da sua vida publicado mais de 20 livros.




Aproveitamos para destacar um excerto do texto "A ameaça dos livros" de Setembro de 1966, publicado no 1º volume da obra "A funda"

Porquê ler este livro e não outro?
Porquê ler Namora e não Pratolini? Porquê ler Cesariny e não Breton? Porquê ler Margarido e não Robbe-Grillet?
A solução parece fácil. É lê-los a todos. E, depois, recusá-los, ou aceitá-los. Só que - há muitos livros e pouco tempo para ler.
E se ler é essencial, se ler os livros-chave é indispensável, - a escolha pode, ser muitas vezes é, dramática.
O livro é elemento-base da cultura. A cultura estrutura e dinamiza o indivíduo. Logo, a escolha de um livro, de um autor, pode estabelecer a trajectória desse indivíduo, marcar-lhe o carácter, pautar-lhe o comportamento, Somos, também, os livros que lemos. (...)

Aceda ao catálogo da Rede de Bibliotecas de Concelho de Arganil para saber que livros temos para si deste autor.

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No dia Dia de S. Martinho, há fogueiras, castanhas e vinho...

Corria o ano de 337, no século IV, e um outono duro e frio assolava a Europa. Reza a lenda que um cavaleiro gaulês, chamado Martinho, tentava regressar a casa quando encontrou a meio do caminho, durante uma tempestade, um mendigo que lhe pediu uma esmola. O cavaleiro, que não tinha mais nada consigo, retirou das costas o manto que o aquecia, cortou-o ao meio com a espada, e deu-o ao mendigo. Nesse momento, a tempestade desapareceu e um sol radioso começou a brilhar. O milagre ficou conhecido como "o verão de São Martinho". (…) 

Foi a 11 de novembro que São Martinho foi sepultado na cidade francesa de Tours, a sua terra natal, e é por esse motivo que a data foi a escolhida para celebrar o Dia de São Martinho. Em Portugal este dia é por tradição consagrado à abertura nas adegas do vinho novo e da água-pé e associado ainda ao ritual dos magustos que se realizam de Norte a Sul do país, reunindo à volta de fogueiras, os apreciadores das castanhas e dos vinhos.

Aproveitamos a data para apresentar algumas sugestões de leitura relacionadas com a Tradição de S. Martinho em Portugal e os magustos:





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terça-feira, 5 de maio de 2020

Dia Mundial da Língua Portuguesa

O Dia Mundial da Língua Portuguesa comemora-se a 5 de maio. Foi proclamado pela 40.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em novembro de 2019.

O português é a 3.ª língua europeia mais falada no mundo. É falado por mais de 260 milhões de pessoas nos cinco continentes, ou seja, 3,7% da população mundial. É a língua oficial dos nove países-membros da CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) e Macau, bem como língua de trabalho ou oficial de um conjunto de organizações internacionais como a União Europeia, a União Africana ou o Mercosul.
O PORTUGUÊS é a língua que os portugueses, os brasileiros, muitos africanos e alguns asiáticos aprendem no berço, reconhecem como património nacional e utilizam como instrumento de comunicação, quer dentro da sua comunidade, quer no relacionamento com as outras comunidades lusofalantes.
Esta língua não dispõe de um território contínuo (mas de vastos territórios separados, em vários continentes) e não é privativa de uma comunidade (mas é sentida como sua, por igual, em comunidades distanciadas). Por isso, apresenta grande diversidade interna, consoante as regiões e os grupos que a usam. Mas, também por isso, é uma das principais línguas internacionais do mundo.

sábado, 14 de setembro de 2019

Revista Electra



Na Biblioteca Municipal de Arganil estão disponíveis para consulta o nº 2, 3 e 4. Visite-nos e descubra tudo o que esta revista tem para lhe oferecer!



Leia, porque a leitura tem muito para lhe oferecer!

terça-feira, 16 de julho de 2019

Tempo para a poesia LIV

In: A Ideia: revista de cultura libertária nº 84/85/86

"A ideia é uma revista que faz da cultura o seu campo de acção. Através da criação poética e plástica, da expressão filosófica, da pesquisa social, da investigação histórica, da abertura a uma ciência humanizada. desligada dos interesses lucrativos do dispositivo industrial/militar, a publicação visa criar as bases dum espírito livre, criativo, gratuito e solidário, contributo efectivo para a realização plena de todos os seres vivos. (...)"

Excerto do editorial da revista

A revista A Ideia está disponível para consulta na Biblioteca Municipal de Arganil e pode também ser consultada gratuitamente no site A Ideia.

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terça-feira, 23 de abril de 2019

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 2019

Mensagem da directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, 23 de abril de 2019 

Os livros abrem uma janela nas nossas vidas interiores, e também o caminho para o respeito e a compreensão mútua entre as pessoas, independentemente das fronteiras e das diferenças. 

Nesta época turbulenta, os livros representam a diversidade da genialidade humana, dão forma à riqueza das nossas experiências, transmitem a busca pelo significado e pela expressão que todos nós compartilhamos, e que fazem avançar as sociedades. 

Os livros ajudam a unir a humanidade numa só família, compartilhando um passado, uma história e um património, a fim de construir um destino comum, onde todas as vozes são ouvidas num grande coro de aspiração humana. Eles são nossos aliados na difusão da educação, das ciências, da cultura e da informação em todas as partes do mundo. 

Os livros também são uma forma de expressão cultural que ganha vida e faz parte de uma língua específica. Cada publicação é criada numa língua distinta e é dedicada a um público leitor daquela língua. Assim, cada livro é escrito, produzido, trocado, utilizado e apreciado num dado contexto linguístico e cultural. Este ano, destacamos este aspecto importante porque 2019 marca o Ano Internacional das Línguas Indígenas, que é liderado pela UNESCO para reafirmar o compromisso da comunidade internacional em apoiar os povos indígenas na preservação das suas culturas, conhecimento e direitos. 

Este Dia oferece uma oportunidade para reflectirmos juntos sobre as formas para melhor disseminar a cultura da palavra escrita e permitir o seu acesso a todos os indivíduos, homens, mulheres e crianças. 

Esse é o mesmo espírito de inclusão e de diálogo que norteia a cidade de Sharjah (Emirados Árabes Unidos), Capital Mundial do Livro de 2019. Esta designação entra em vigor neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor de 2019. Sharjah foi seleccionada pelo reconhecimento do seu programa “Leia, você está em Sharjah”, que pretende atingir os grupos marginalizados ao oferecer propostas criativas para encorajar a participação das populações migrantes e favorecer a inclusão social, a criatividade e o respeito. 

Nos unimos a Sharjah, aos nossos parceiros, à Associação Internacional de Editores, à Federação Internacional de Livrarias e à Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas, bem como a toda comunidade internacional, para celebrar os livros, considerando-os como a representação da criatividade, assim como o desejo de compartilhar ideias e conhecimento, de modo a inspirar a compreensão, o diálogo e a tolerância. Esta é a mensagem da UNESCO neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autor. 

Para saber mais sobre este dia ou ler a mensagem original siga o link:
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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Reggae jamaicano é Património Imaterial da Humanidade

Foi hoje inscrita na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade a música reggae jamaicana.

De acordo com um comunicado divulgado hoje, a UNESCO destacou "a contribuição" desta música para a consciência internacional "sobre questões de injustiça, resistência, amor e humanidade".

O reggae "preserva toda uma série de funções sociais básicas da música - sujeita a opiniões sociais, práticas catárticas e tradições religiosas - e continua a ser um meio de expressão cultural para a população jamaicana como um todo", sublinha-se no mesmo comunicado.

Bob Marley and The Wailers foram os ícones mais importantes e influentes da música jamaicana e da sua difusão pelo mundo.

Se pretende saber mais sobre este tema consulte:
Na Biblioteca Municipal de Arganil temos disponíveis:

DVD Marley Magic Live in Central Park at Summerstage (1996)
DVD Catch a Fire
No women no cry: a minha vida com Bob Marley
De Rita Marley com Hettie Jones
Cruz Quebrada: Casa das letras, 2006

segunda-feira, 4 de junho de 2018

"Saudades..."


Tenho fome dos sorrisos de sol a iluminarem-me a brancura da pele e da preguiça do vento a agitar a folhagem ao lusco-fusco de um fim de Junho quente, embalando os afazeres esvoaçantes dos pássaros antes do recolher. Das falaças e gargalhadas das gentes, que, de ferramentas ao ombro e cestas à cabeça, enchiam os caminhos por entre pinhais e veredas a cheirarem a erva fresca. Da embriagante languidez do entardecer, espraiando-se sob os campos de trigo doirado, quase maduro. Dos dias cálidos a prometerem sinfonias de grilos, de cigarras, de ralos e de rãs noites adentro. Tenho saudades do bailado ondulante das borboletas na Primavera, beijando todas as flores e do verde fluorescente dos luzecus na parede do meu quintal. Dos gafanhotos saltitantes que me deliciava a tentar apanhar nas ervas secas junto à eira onde se malhava o centeio e se estendia o milho ao sol. Tenho ainda frescos na memória, os lírios que enfeitavam o jardim abandonado, em frente à casa alta de xisto da prima Augusta, na mesma rua da minha avó e em cujo telhado de lajes quentes, me sentava junto dela e me demorava a ouvir as suas histórias de encantar, que me contava por entre costuras de dedal e agulhas difíceis de enfiar.
Lembro-me das dálias rubras sem canteiro, nascidas da terra, junto ao corrimão das videiras. Das tangerinas que salpicavam o chão de cor-de-laranja em volta da tangerineira e das outras que colhíamos com a escada da azeitona. Dos abrunhos de frança junto à passagem da casa, a pingarem de mel... das abelhas gulosas e da bilha de barro onde se guardava a água fresca que nos matava a sede quando em tardes de trabalhos intermináveis e longe das nascentes onde bastava pousar os lábios sobre a água corrente da levada.
Tenho saudades dos enfeites e das festas, da música e do largo cheio de alegria e de gente...!


Texto da autoria de Cleo (Lurdes Dias), 
natural da aldeia de Pai das Donas

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Pedaços de ontens


De vez em quando, coisas despropositadas a povoarem-me a memória. Restos de colecção de tempos de outrora a intrometerem-se e a misturarem-se com as coisas de agora. Não roupas nem móveis. Episódios longínquos e inconformados, porque atirados ao vão do esquecimento. Por exemplo, uma cesta de verga à cabeça de uma mulher, tapada com um pano de xadrez branco e encarnado a surgir lá ao longe no caminho em que fetos altos a engolirem-lhe o corpo. Apenas a cesta apoiada na rodilha de trapos e à medida que se aproximava, uma nuvem invisível com cheiro a guisado a poluir o aroma dos pinheiros. Seria perto do meio-dia, porque ao meio-dia horas de almoço para quem ao romper da aurora se tinha já feito ao caminho. Isto, porque o lugar onde as heranças das terras de cultivo, perto das nascentes da serra numa fartura de águas porque as sementeiras e o renovo a carecerem de amiúdes regas, mas, está visto, que distantes das casas da aldeia. Portanto, meio dia de trabalho no corpo e sonoros roncos a protestarem do vazio do estômago. De maneira que, chegada a cesta, um outro ânimo a iluminar o rosto onde o suor em bica e que um lenço puxado do bolso se apressava em limpar. Toalha estendida no chão de uma assentada de sombra e coisas que se tiravam da cesta a encherem-na de farturas variadas para além do guisado de bacalhau que já se havia antes anunciado. E num instante, todos sentados de roda do farnel e entre uma garfada e um pedaço de broa molhado no molho cor de laranja por causa do colorau, uma estória ou uma chalaça a puxar o riso fácil de quem, para ser feliz, não precisava de muito mais que a dureza da vida herdada de geração em geração desde tempos ancestrais. Não conheciam nem ambicionavam outra visto que aquela já lhes ocupava a quase totalidade da existência. Aliás, a história do "Corecho" que a minha avó me contava vezes sem conta, era um bom exemplo disso mesmo - nem tempo para arranjar uma esposa o pobre do homem tinha - pois que da sementeira até à recolha do renovo, era uma trabalheira que ninguém fazia ideia! Ele era o sacho, a assenta e a rega... os molhos de mato para os currais onde o estrume... a azeitona... as batatas... as videiras... os feijões e o milho...

Texto da autoria de Cleo (Lurdes Dias), 
natural da aldeia de Pai das Donas

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

2018 - Ano Europeu do Património Cultural


O Ano Europeu do Património Cultural, pela sua escala e pelo contexto de mudanças que se vivem na Europa, será um momento importante para chamar a atenção não só para as oportunidades que o Património Cultural oferece, mas também para os imensos desafios que hoje se colocam – a globalização, o desenvolvimento acelerado da utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, as crises de valores e de identidade, as alterações climáticas e os conflitos, as pressões e contradições geradas pela cada vez maior mobilidade humana por todo o planeta. 

São objetivos gerais do AEPC 2018 incentivar e apoiar, designadamente através do intercâmbio de experiências e boas práticas, os esforços da União Europeia, dos Estados-Membros e das autoridades regionais e locais, para proteger, valorizar e promover o património cultural europeu. 


O património cultural não é um conceito fechado e estático. Estamos a falar de monumentos, de sítios, de objetos com valor histórico, de acervos de museus, bibliotecas e arquivos, de tradições, de referências. Reportamo-nos à memória viva, como a língua ou a ciência. Mas, fundamentalmente, tratamos de conhecimentos, de cultura e de humanidade… Ter memória é respeitarmo-nos, é estudar a História e conhecer as raízes. Cuidar do que recebemos é dar atenção, é não deixar ao abandono, é conhecer, estudar, investigar, proteger e conservar. (…) O Ano Europeu do Património Cultural (…) visa sensibilizar para a história e os valores europeus e reforçar o sentimento de uma identidade europeia, aberta e inteligente, considerando a preservação do que é próprio em diálogo com as outras culturas. 

Guilherme d'Oliveira Martins in Visão nº 1277 (23.08.2017)

Para saber mais sobre este assunto consulte:


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Novidades na Biblioteca: colecção Aprender/ Fazer Ciência

No âmbito das comemorações do Dia Nacional da Cultura Cientifica que decorre nas Bibliotecas do Concelho de 18 a 27 de novembro, a Biblioteca Municipal apresenta as seguintes novidades bibliográficas da colecção aprender/ fazer ciência da Gradiva:
São 5 livros que de uma forma simples e apelativa convidam os leitores a percorrer os caminhos da ciência e da física de forma divertida e rica em imaginação. 

COLE, K. C. - Primeiro constrói-se uma nuvem : e outras reflexões sobre a física como modo de vida. 1ª ed. Lisboa : Gradiva, 2002. 234 p. ISBN 972-662-830-X 

Embora a física seja desde há muito algo misterioso e complexo, K. C. Cole transforma-a em filosofia e poesia. Cole conduz-nos numa viagem ao mundo das maravilhas da física, partilhando connosco as suas conversas com mentes científicas lendárias como Richard Feynman, os irmãos Oppenheimer, Victor Weisskopf e Philip Morrison. 

FIOLHAIS, Carlos - Nova física divertida. 1ª ed. Lisboa : Gradiva, 2007. 194 p. ISBN 978-989-616-159-0 

A Nova Física Divertida aborda a paradoxal teoria quântica e a extraordinária teoria da relatividade, revelando os avanços da física até aos nossos dias. Essas teorias, com as espantosas experiências que as confirmaram, mudaram a nossa visão do mundo - desde os núcleos atómicos às estrelas - e o modo como nele vivemos: agora vivemos melhor! 

Carlos Fiolhais recorreu à sua singular capacidade de comunicação e ao seu conhecido sentido de humor para realizar uma obra de um rigor científico e uma qualidade didáctica admiráveis. 

FISHER, Len - Como ensopar um donut. 1ª ed. Lisboa : Gradiva, 2005. 289 p. ISBN 989-616-000-7 

Como ensopar um donut é um livro que oferece respostas científicas para questões tão familiares como o melhor modo de ensopar um biscoito, a forma de verificar rapidamente uma conta de supermercado, a utilização eficaz de ferramentas de bricolage e a aplicação das leis da termodinâmica à cozedura de um ovo perfeito. Ensina o leitor a apanhar uma bola cientificamente, explica-lhe quais os vegetais que absorvem mais molho e até o modo como a ciência pode melhorar a sua vida sexual. 

A ciência está em toda a parte e este livro brilhante mostra-lhe onde a encontrar e como lhe dar bom uso. 

GAMOW, George ; STANNARD, Russell - O novo mundo do sr. Tompkins. 1ª ed. Lisboa : Gradiva, 2005. 279 p. ISBN 989-616-030-9 

O Sr. Tompkins está de volta! 

Este empregado bancário bem-educado, distraído e de imaginação fértil, tem inspirado, conquistado e ensinado os mais jovens e os mais velhos desde a publicação de As Aventuras do Sr. Tompkins, de George Gamow, em 1965. Ele está agora de volta num novo conjunto de aventuras em que explora os limites extremos do Universo - o mais pequeno, o maior, o mais rápido, o mais longínquo. Através das suas experiências e dos seus sonhos, estamos perto dele observando e participando na dança feliz dos mistérios cósmicos: a relatividade de Einstein, efeitos bizarros na proximidade da velocidade da luz, o nascimento e a morte do Universo, buracos negros, quarks, antimatéria, o mundo desfocado dos quanta, o jogo de demolição dos desintegradores de átomos e o mistério cósmico mais fantástico de todo... o amor. 

Os porquês dos quês : perguntas e respostas sobre ciência do quotidiano. 1ª ed. Lisboa : Gradiva, 2001. 254 p. ISBN 972-662-777-X 

A revista New Scientist, na sua mais famosa secção, «The Last Word», convida os leitores a fazerem perguntas e a darem respostas sobre questões de ciência. Neste volume, durante longo tempo nas listas dos livros mais vendidos, reúnem-se as mais interessantes dessas questões, abarcando um variadíssimo leque de assuntos, muitos deles aparentemente triviais, desde plantas e animais até ao corpo humano, aparelhagens, mecanismos, invenções, peripécias e fenómenos de «todos os dias» 

Divertido e cheio de imaginação, um livro que alimenta a curiosidade, desafia a inteligência, promove a imaginação. 

Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dia Nacional da Cultura Científica

Hoje, dia 24 de novembro, pelas 21h00, no Auditório da Biblioteca Municipal de Arganil, vamos ter o grato prazer de ouvir o Prof. Doutor João Fernandes docente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra falar sobre "Um Universo Cheio de Luz" a propósito do Dia Nacional da Cultura Científica. 

Nesta palestra será abordado o papel fundamental da luz para o conhecimento do Universo, com a apresentação de curiosidades e factos históricos e modernos da observação dos astros, do Sol às Galáxias mais distantes, passando pelos planetas e pelas outras estrelas. Propomos uma "viagem" pelo Universo, onde a luz é o fio condutor.

Ainda relacionado com esta data, partilhamos aqui uma sugestão de leitura proposta pelo Prof. Dr. João Fernandes – Um pouco mais de azul de Hubert Reeves.


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Hoje na feira do Livro, espectáculo de Sinde Filipe

Hoje, pelas 21.30, na XVIII Feira do Livro de Arganil, poderá assistir a um espectáculo do actor Sinde Filipe baseado nos CD's de poesia por ele editados: um com poesia de Fernando Pessoa e outro com poesia de Alexandre O'Neill.

Compareça e assista a este momento cultural!

Nota biográfica:

Sinde Filipe, actor e encenador prestigiado nasceu em Coja em 1937. Estudante de Direito na Universidade de Coimbra cedo abandonou os estudos e optou pela carreira de actor e encenador tendo contracenado ao lado dos maiores actores e actrizes. Graças a uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian estabeleceu-se em França, onde estudou Encenação no Centre Dramatique de L' Est. Foi ainda aluno de Marcel Marceau, Jacques Lecoq e René Simon. Daí foi para o Brasil, em 1962, onde dirigiu, entre outras, a peça As visões de Simone Marchad de Bertolt Brecht, no Teatro da Bela Vista (em São Paulo). Regressou a Lisboa para ingressar na companhia Rey Colaço-Robles Monteiro, sediada no Teatro Nacional D. Maria II. Nos últimos anos Sinde Filipe tornou-se mais conhecido do grande público pela participação em várias telenovelas portuguesas.
Editou dois cd’s de poesia, um com poesia de Fernando Pessoa e outro com poesia de Alexandre O’Neill. Nos dois CD’s é acompanhado pela música de seu filho Laurent Filipe prestigiado compositor e músico com carreira internacional.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, 2010
Excerto da Mensagem da directora geral da Unesco, Irina Bokova

“Este ano, a décima quinta edição do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, celebra-se no âmbito do ano Internacional para a Reaproximação de Culturas. O dia 23 de Abril dar-nos-á a oportunidade de determinar o papel atribuído ao livro num mundo em constante mudança. Os responsáveis políticos, os editores, os educadores e a sociedade civil em conjunto devem interrogar-se sobre quais as melhores formas de promover o livro, instrumento insubstituível do conhecimento.

O livro fornece-nos o conhecimento dos outros e das suas ideias, e nessa medida, permite uma melhor compreensão do universo. (…)

Os livros são simultaneamente obras de arte e ciência, e transmissores de ideias. Encarnam de modo magnífico a diversidade criadora. Conduzem ao conhecimento universal e participam no diálogo entre culturas. São instrumentos de paz. (…) ”

Tradução: Miriella de Vocht

Clique aqui para ler o texto na íntegra

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sítio recomendado: Biblioteca Digital Camões

Uma das missões do Instituto Camões é a promoção da língua e cultura portuguesas, e no âmbito dessa missão foi criada a Biblioteca Digital Camões, que disponibiliza um vasto conjunto de textos e documentos relevantes a nível cultural e linguístico, que estão disponíveis de forma gratuita e livre na Internet.

De acordo com o Instituto Camões “A Biblioteca Digital Camões pretende ser um repositório da cultura em língua portuguesa, tendo como principal critério a publicação de obras integrais, para leitura gratuita, sem necessidade de registos ou subscrição.”

A Biblioteca Digital Camões disponibiliza já, em formato PDF, mais de 1900 obras (1974) relacionadas com diversas áreas do conhecimento, entre elas Arte, Biografia, Estudos Literários, História e Música, bem como obras literárias de escritores de língua portuguesa, tais como Antero de Quental, Agustina Bessa Luís, Luís de Camões, Fernando Pessoa, José Cardoso Pires, etc.

Um sítio que vale a pena visitar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Sítio recomendado: Culturaonline.pt

Está disponível desde o dia 8 de Setembro o Portal Cultura Online. Impulsionado pelo Ministério da Cultura, “o portal ambiciona afirmar-se como o sítio de referência na divulgação da Cultura Portuguesa, em Portugal e no Mundo. (…)

O portal http://www.culturaonline.pt/ é um espaço interactivo, dinâmico, aberto à comunidade, um ponto de encontro entre a criação e o público, que vive da participação de todos.”

Um sítio que recomendamos vivamente.