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quinta-feira, 9 de outubro de 2025

"A essência da lâmina" uma criação genial do autor Filipe Faria

 

Lisboa: Presença, 2005



Pearnon, o Escriba, continua zelosamente a contar a história de mundo que um dia foi seu, ao longo de incontáveis e conturbadas Eras desde a sua criação. No livro anterior, a dolorosa e sangrenta demanda que levou Aewyre Thoryn e os seus companheiros através de Allaryia, saldou-se numa pesada derrota, apesar de terem conseguido escorraçar os exércitos de Asmodeon, pois O Flagelo regressou das sombras.

Agora que o pai de Aewyre morreu para salvar o próprio filho, este parte para a Cidadela da Lâmina, um inquietante local de segredos ocultos. O jovem príncipe terá de aprender a dominar a Essência da Lâmina, que partilha com Kror, ou lutar por ela com o drahreg num combate até à morte. Perigos milenares penetram insidiosamente uma vez mais em Allaryia, as tramas urdidas pel'O Flagelo começam finalmente a revelar-se e os pesadelos passados ameaçam tornar-se um perigo muito real no presente. A única esperança reside no êxito que Aewyre e os seus companheiros obtiveram nas suas missões. 

Mas será possível vencer entidades tão superiores às suas forças? Este é o quarto volume das Crónicas de Allaryia, um mundo fabuloso e mágico, genial criação de Filipe Faria.

Fonte: Contracapa do Livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer

terça-feira, 16 de setembro de 2025

"Isto acaba aqui" da autora Colleen Hoover

 

Lisboa: Topseller, 2022
ISBN: 978-989-623-725-7





Será assim tão simples começar de novo?

Depois do seu reencontro inesperado, Lily e Atlas não conseguem parar de pensar um no outro nem em tudo aquilo por que passaram. Mas uma nova aproximação entre eles poderá não ser tão simples como parece. Lily tem de pensar no bem-estar da filha e na reação de Ryle a uma eventual relação com Atlas.

Atlas também está ciente das dificuldades. Sabe que Ryle não irá aceitar facilmente a sua presença na vida da ex-mulher e da filha e não tem dúvidas de que os problemas de comportamento dele não terminaram com o fim do casamento.

Terão Lily e Atlas força suficiente para enfrentar todos os obstáculos que irão surgir pelo caminho?

Fonte: Contracapa do Livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 2 de setembro de 2025

"Uma vida incrível e maravilhosa" da autora Emily Henry

 

Alfragide: Quinta Essência,2025
ISBN: 978-989-581-418-3

Alice é uma eterna otimista que sonha em ser escritora.
Hayden é arrogante e talentoso, vencedor do Prémio Pulitzer.
Agora vão competir pela oportunidade de uma vida, e nenhum está disposto a perder.

Alice e Hayden estão na paradisíaca ilha de Little Crescent pelo mesmo motivo: escrever a biografia de uma mulher que ninguém vê há anos — ou, pelo menos, encontrar-se com a octogenária que afirma ser a Margaret Ives. Herdeira trágica, antiga princesa dos tabloides e filha de uma das famílias mais lendárias (e escandalosas) do século XX.

Só que nada é assim tão simples. Margaret convida-os para um período experimental de um mês para decidir qual deles vai contar a sua história. O problema? Ambos querem isto mais do que tudo, mas percebem que Margaret só está a partilhar com cada um fragmentos da sua vida, e que um contrato de confidencialidade os impede de juntar.

Para complicar ainda mais a situação, apesar das suas personalidades tão diferentes, não conseguem evitar a atração inconveniente que sentem um pelo outro. E para ambos é cada vez mais claro que a história deles — tal como a de Margaret — pode ser um mistério, uma tragédia ou uma balada romântica… dependendo de quem a contar.

Fonte: Contracapa do livro


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.


Leia, porque Ler é um Prazer.

quarta-feira, 26 de março de 2025

30.ª Feira do Livro de Arganil

30.ª edição da Feira do Livro de Arganil: Uma celebração do livro, da leitura e cultura para todos

O Município de Arganil volta a celebrar o livro e a leitura, entre os próximos dias 2 e 5 de abril, através de mais uma edição da Feira do Livro de Arganil. A realizar no Multiusos da Cerâmica Arganilense, cumpre a sua 30ª edição.

Consolidado ao longo dos anos como um importante marco cultural na agenda da região, apresenta um programa diversificado e estimulante, pensado para atrair e envolver pessoas de todas as idades.

Um dos principais destaques vai para a homenagem a Luís de Camões. No ano em que se comemoram os 500 anos do seu nascimento, vamos contar com a sua “presença” na abertura e inauguração e ainda com a palestra “Camões, poeta e viajante” pela Professora Doutora Rita Marnoto. No entanto, o programa tem muito mais para oferecer.

Ricardo Fonseca Mota, Isabel Stilwell, Jorge Serafim e Bernardo Chatillon são alguns dos nomes que vão passar pela Feira do Livro, assim como o Grupo Folclórico da Região de Arganil e o Clube Girassol, os Polos dos Conservatórios de Música e Dança de Arganil e a Filarmónica de Arganil que vai fazer o momento de encerramento.

Com uma oferta de livros variada e preços apelativos, a feira constitui-se uma excelente oportunidade para os leitores de todas as idades se deixarem perder entre páginas de diferentes géneros, desde a literatura infantojuvenil à ficção, poesia, ensaio e história e adquirirem os livros de que mais gostam para enriquecer a sua biblioteca pessoal.

Deixamos-lhe o convite para celebrar a leitura, a cultura e a história, num ambiente de festa, cultura e convívio que só a Feira do Livro de Arganil sabe proporcionar.

Consulte o programa em: https://bibliotecas.cm-arganil.pt/30-a-edicao-da-feira-do-livro-de-arganil/

quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

1 de janeiro - Dia do Domínio Público

 

Segundo a lei nacional, as obras entram para o domínio público setenta anos após a morte dos seus criadores.

Significa que os direitos patrimoniais da obra cessam, deixando de ser necessário autorização para partilhar e reutilizar esses conteúdos, que passam a fazer parte do património cultural da sociedade.

Confira nos links abaixo a lista de autores portugueses, e não só, cujas obras a partir de janeiro de 2025 passam a estar em domínio público:

sexta-feira, 10 de março de 2023

XXVIII Feira do Livro de Arganil

 

Livros, escritores, contadores de histórias e muita animação em torno do livro e da leitura é o que poderá encontrar na XXVIII Feira do Livro em Arganil.

Organizada pela Câmara Municipal através da Biblioteca Municipal, a Feira do Livro conta com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Arganil e insere-se no programa da Semana da Leitura através da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Com um programa de animação diversificado e abrangente, dirigido a toda a comunidade, pretende-se que a Feira do Livro seja uma verdadeira festa em torno dos livros e da leitura.

Visite a XXVIII Feira do Livro de Arganil, desfrute de bons momentos e aproveite para adquirir, de entre uma vasta oferta e com preços convidativos, o livro que mais lhe agradar.

Consulte o programa em: https://bibliotecas.cm-arganil.pt/xxviii-feira-do-livro-de-arganil/ 

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

100 anos de José Saramago

No dia em que José Saramago completaria 100 anos, aproveitamos para convidar os leitores a recordar o ficcionista, cronista, poeta e autor dramático, primeiro autor português a receber o Prémio Nobel da Literatura, relembrando os textos publicados no Blog Leituras Cruzadas sobre esta grande figura do panorama cultural português.

Leia, porque ler é um prazer!

sábado, 6 de agosto de 2022

Sala Jovem: Leituras para o teu Verão!

A minha segunda vida de Christiane F., com Sonja Vukovic
Lisboa: Bizâncio, 2014
ISBN 978-972-53-0540-9

A vida de Christiane F. deu a volta ao mundo. Milhões de jovens cresceram com as confissões trágicas desta adolescente alemã, de 13 anos, drogada, prostituta. E depois? Qual foi o seu destino? Sem subterfúgios, tendo como pano de fundo o mundo da droga e as relações que se estabelecem, aquela que o mundo conhece como Christiane F. conta tudo neste livro, com uma franqueza surpreendente.

Fonte: wook.pt

Fangirl de Rainbow Rowell
S. Pedro do Estoril: Chá das Cinco, 2015
ISBN 978-989-710-209-7

Cath ama os seus livros e a sua família. Haverá espaço para mais alguém? 

Todo o mundo é fã dos livros de Simon Snow. Mas Cath vai mais longe: ser fã desses livros tornou-se a sua vida. Ela e a sua irmã gémea, Wren, refugiaram-se na obra de Simon Snow quando eram miúdas, e na verdade foi isso que as salvou da ruína emocional que foi a perda da mãe. 

Ler. Reler. Interagir em fóruns, escrever ficção baseada na obra de Simon Snow, vestir-se como as personagens dos livros. Mas essas fantasias deixam de fazer sentido quando se cresce, e enquanto Wren facilmente abandona esse refúgio, Cath não consegue fazê-lo. Na verdade, nem quer. 

Agora que vão para a universidade, Wren não quer ficar no mesmo quarto de Cath. E esta fica sozinha e fora da sua zona de conforto. Partilha o quarto com uma miúda arrogante; tem um professor que despreza os seus gostos; um colega atraente mas que apenas fala sobre a beleza das palavras... e, ainda por cima, Cath não consegue parar de se preocupar com o seu pai, tão querido, frágil e solitário. 

A pergunta paira no ar: será que ela consegue triunfar sem que Wren lhe dê a mão? Estará preparada para viver a vida em seu nome? Escrever as suas próprias histórias? E se isso significar deixar Simon Snow para trás?

Fonte: contracapa do livro
Nos somos refugiadas de Malala Yousafzai
Lisboa: Presença, 2019
ISBN 978-972-23-6448-5

As visitas de Malala a campos de refugiados fizeram-na refletir sobre a sua própria migração forçada - primeiro, como Pessoa Deslocada Internamente, quando ainda era uma criança no Paquistão; e depois, como ativista internacional que podia viajar para qualquer lugar do mundo, exceto para o seu amado país natal. Neste livro (...) Malala não só recorda a sua própria experiência de adaptação a um novo país (...) mas partilha também com os seus leitores os testemunhos de algumas das extraordinárias raparigas que conheceu nas suas viagens (...)

Num tempo de crises migratórias, guerra e conflitos fronteiriços, Nós Somos Refugiadas serve para nos recordar que cada uma das 68,5 milhões de pessoas atualmente deslocadas é um ser humano - com frequência, alguém jovem - com esperanças e sonhos, e que todas merecem direitos humanos universais e um lar seguro.

Fonte: contracapa do livro

Livros disponíveis para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil!

Lê, porque ler é um prazer!

segunda-feira, 18 de abril de 2022

Memórias de Pedra de Cleo Dias

Numa gaveta, as fotos antigas e textos começam a transbordar. É um baú de memórias! Olhar imagens ou escrever sobre outras épocas é reviver um pouco das emoções e sentimentos experimentados. Dificilmente uma pessoa, mesmo com a saúde física ou mental abalada, consegue ficar imune às recordações eternizadas num livro, como este. Memórias de Pedra de Cleo Dias é um exemplo perfeito de como as memórias contribuem para a construção da identidade.

A memória pode ser entendida popularmente como a capacidade que o ser humano tem de conservar e relembrar experiências e informações relacionadas ao passado, sendo estas, parte de processos de interação de cada indivíduo com o seu meio.

A partir do início do século XX o conceito de memória passou a ser definido como um fenómeno social, na medida em que as relações entre os indivíduos são estabelecidas pelas formas em que os mesmos interagem entre si, através dos aspectos socioculturais, como por exemplo, nos ambientes: familiar, profissional, político, religioso, entre outros. Tais elementos são fundamentais na construção das memórias e, consequentemente, da história destes indivíduos. Citando Jacques Le Goff (2013) “Tal como o passado não é a história, mas o seu objeto, também a memória não é a história, mas um dos seus objetos e, simultaneamente, um nível elementar de elaboração histórica.” Assim, a memória também pode ser utilizada para reconstruir os fatos históricos a partir de resignificações individuais.

Numa escrita muito própria, impregnada de sentimento e emoção, nostalgia e esperança, Maria de Lurdes Dias, relata em “Memórias de Pedra” as memórias de tudo o que viveu e sentiu na pequena aldeia de Pai das Donas, onde cresceu. Memórias que como a própria escreve “se não forem resgatadas a tempo, acabarão por se diluir no esquecimento, como tantas outras das quais já não resta nem um simples vislumbre.”

São mais de 400 páginas, na sua maioria escritas em prosa, em que a autora parece que vai pintando com palavras cenários e situações. Mas também há algumas incursões pela poesia, como o poema “Daqui, desta janela”.
"Debruçada no peitoril
Da janela do tempo
Observo o horizonte
Que se estende à minha frente
Fecho os olhos por instantes
E observo o eterno ontem…

Revisito-me nos lugares distantes
Que me vivem na memória
Intocáveis e serenos
Tal como os deixei
O milheiral verde

Onde tanto labutei
Até ao limite das minhas forças
Que
Por tenras serem
Eram poucas…

Das tantas sementeiras
Batatas serôdias
Feijões mochos
E dos que subiam até ao céu…

Os olivais dispersos
Onde azeitonas geladas
A doerem-me nos dedos
Os corrimões das videiras
Ao fundo das quelhadas

O quintal dos mimos
O pomar sombrio
A adega e o alambique
No culminar da vindima

A eira das malhas do trigo
As casas das debulhas do milho
À luz do candeeiro no alto da trave
Os currais
O cheiro do estrume
A fumegar….

A casa da minha avó
O bordo da fogueira

Onde me sentava e me aquecia
Enquanto comia o caldo das couves
E ouvia histórias antigas
De homens e lobos
Na lonjura dos montes
Eram histórias simples
De meias verdades
De meias fantasias
Mas que tanto me encantavam
Esgravatando na memória
Encontro tantos tesouros

Está tudo lá
Inalterável
Como se o tempo não existisse…"
Quase todos os mosaicos de que se compõem este livro vêm acompanhados por uma fotografia como que a dar um enquadramento visual…

Memórias de pedra é um retrato da vida nas aldeias da Serra do Açor nas décadas de 70 e 80 do século XX. Vidas árduas em que as rotinas diárias eram ditadas pelas estações do ano e aquilo que em cada uma delas era necessário fazer para tirar da terra em socalcos e quelhadas o sustento para o dia-a-dia.

Mas não apenas as questões agrícolas são referidas neste belo mosaico da vida rural do século passado. Através dos relatos de Cleo Dias revivemos a matança do porco, o largo da aldeia como ponto de encontro, as vindimas, as festas, o cozer da broa, e outros tantos costumes que por força do êxodo rural e da modernização se foram perdendo no tempo.
“O tempo… sempre o mesmo tempo de que nos damos conta de já ter passado, quando nos olhamos ao espelho e lhe descobrimos o diâmetro da espessura. Ou nas rugas que escavaram socalcos na pele do rosto engelhado de uma velha, a debulhar memórias que estende ao sol… O tempo que nos escapa por entre os dedos, porque nos distancia das coisas. Não dos lugares, porque a esses podemos voltar sempre que nos apetecer. Apenas das coisas, porque os lugares, esses, a continuarem lá ainda que mergulhados na imperturbável quietude dos montes. Os mesmos lugares que fervilhavam de vida, porque pessoas mais novas do que nós agora e no entanto mais velhas do que nós a mexerem-se com ferramentas nas mãos e cestos e molhos às costas, frenéticos, e a tagarelarem alegrias e tristezas umas com as outras em lugares que se lá formos hoje, as não encontramos. De maneira que, só o vazio no lugar delas. Mas se ainda nos lembrarmos delas, podemos coloca-las nos seus lugares, e tudo outra vez como dantes! Tudo isto são coisas insignificantes… Talvez saudades. Sim, são saudades do que o tempo abocanhou e deixou para trás."
Memórias de Pedra é certamente um livro que merece a pena ser lido e constitui um importante contributo para a preservação da memória imaterial de todos os povos que habitaram e habitam a Serra do Açor.

Miriella de Vocht
Texto de apresentação do livro "Memórias de Pedra" na 27ª Feira do Livro de Arganil

sexta-feira, 1 de abril de 2022

XXVII Feira do Livro de Arganil

Entre o dia 6 e 9 de Abril realizar-se-á a XXVII Feira do Livro de Arganil no Espaço Multiusos da Cerâmica Arganilense.

Organizada pela Câmara Municipal através da sua Biblioteca Municipal, a Feira do Livro conta com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Arganil e insere-se no programa da Semana da Leitura através da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

A Feira do Livro pretende ser um evento cultural de referência e tem como objetivo o desenvolvimento de hábitos de leitura nas famílias e na população em geral, contribuindo assim para o aumento dos níveis de literacia no concelho. Conta com um programa de animação diversificado e abrangente, que pretende chegar a toda a comunidade. Apresentação de livros, espetáculos diversos, sessões de cinema, contos e histórias, 4 dias que prometem ser uma verdadeira festa em torno dos livros e da leitura.

Visite a XXVII Feira do Livro de Arganil, desfrute de bons momentos e aproveite para adquirir, de entre uma vasta oferta e com preços convidativos, o livro que anda a pensar comprar, ou outro que lhe agrade.

terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Natal 2021 - Um presépio de verdade

 

Texto de Maria Leonarda Tavares dedicado aos "Amigos de ler"

“Amigos de Ler” é um clube de leitores livres e apaixonados pelas suas leituras. Reunimos-nos na segunda segunda-feira do mês, às 21:00 horas, na Biblioteca Municipal de Arganil | Miguel Torga, com os mais variados pretextos – uma ideia, um autor, uma cor, uma página... Memórias dos textos que temos lido.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Ficção Científica: O futuro é já hoje

A Ficção Científica costuma ser definida como um género literário que engloba histórias fictícias, mas que se propõem a fantasiar sobre algo possível, mesmo que não o seja no presente.

Nem todas as histórias de ficção científica se destinam a prever o futuro, mas algumas delas previram eventos futuros com incrível precisão. A linha do tempo da infografia abaixo esboça alguns dos exemplos mais impressionantes de livros em que a ficção científica se tornou realidade.


Se esta temática lhe interessa não perca a oportunidade de visitar a exposição "Ficção científica: o futuro é já hoje" patente na Biblioteca Municipal de Arganil até ao fim do mês.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Revista digital Entreler

O Plano Nacional de Leitura 2027 iniciou a publicação de uma revista digital - a ENTRELER

Trata-se de uma revista digital de acesso livre e gratuito, com periodicidade anual, que tem como objetivo divulgar estudos e reflexões sobre a leitura, a escrita e a literacia, em todas as faixas etárias e nas suas múltiplas dimensões e contextos, bem como projetos e atividades de promoção da leitura e formação de leitores. 

A ENTRELER dirige-se a mediadores, docentes, formadores, investigadores, bibliotecários, técnicos e a todos os que partilham o interesse pela leitura, pela escrita e pelas literacias. (PNL2027)

O nº 0 da revista já está disponível e merece leitura atenta. Apresenta um conjunto variado de artigos, abordando temas da leitura infantil e juvenil, da literacia mediática e digital, da investigação e da prática da leitura partilhada, bem como uma entrevista de Carlos Fiolhais a Alberto Manguel.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Artur Portela Filho

Artur Portela Filho, jornalista, escritor e tradutor, faleceu a 10.11.2020.

Nascido a 30 de Setembro de 1937, Artur Portela Filho, formou-se em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi redactor do Diário de Lisboa ​nas décadas de 50 e 60, e fundou e dirigiu o Jornal Novo, entre 1975 e 1977. Fundou também a revista Opção, durante a década de 70, e colaborou com outros jornais como o República, A Capital ou o Jornal do Fundão​. Mais recentemente colaborou com o jornal i.

Enquanto escritor dedicou-se à ficção em prosa, teatro, contos e crónicas, tendo ao longo da sua vida publicado mais de 20 livros.




Aproveitamos para destacar um excerto do texto "A ameaça dos livros" de Setembro de 1966, publicado no 1º volume da obra "A funda"

Porquê ler este livro e não outro?
Porquê ler Namora e não Pratolini? Porquê ler Cesariny e não Breton? Porquê ler Margarido e não Robbe-Grillet?
A solução parece fácil. É lê-los a todos. E, depois, recusá-los, ou aceitá-los. Só que - há muitos livros e pouco tempo para ler.
E se ler é essencial, se ler os livros-chave é indispensável, - a escolha pode, ser muitas vezes é, dramática.
O livro é elemento-base da cultura. A cultura estrutura e dinamiza o indivíduo. Logo, a escolha de um livro, de um autor, pode estabelecer a trajectória desse indivíduo, marcar-lhe o carácter, pautar-lhe o comportamento, Somos, também, os livros que lemos. (...)

Aceda ao catálogo da Rede de Bibliotecas de Concelho de Arganil para saber que livros temos para si deste autor.

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quinta-feira, 23 de abril de 2020

Pássaros por Maria Leonarda Tavares

PÁSSAROS

Este foi o tema escolhido pelos Amigos de Ler para o mês de abril. Associamos as aves à liberdade. 
Porém, há um mês, não sabíamos que o Covid 19 nos havia de enclausurar. Um minúsculo vírus invisível, aparentemente insignificante, aprisionou-nos e fragilizou-nos. 
Este ano, nas comemorações do 25 de abril, os heróis da revolução são os profissionais de saúde e todos os outros que também lutam, quer seja na linha da frente ou na retaguarda, contra a dura realidade da pandemia. 
A liberdade é algo de muito importante, contudo, a que permanece e depende de nós, é a interior, a do pensamento, a que vem de dentro e vive connosco. 
Tem-nos sido recomendado uma boa terapia para a alma: a leitura. 
Entre outros livros, volto diariamente a passagens do Diário de Etty Hillesun. 
Uma rapariga judia, holandesa que aos vinte e nove anos foi violentamente morta no Campo de Concentração de Auschewitz, a trinta de novembro de 1943. 
Esta jovem dá-nos a maior lição de liberdade interior, de força, de coragem e de solidariedade num dos tempos mais horríveis da História de Humanidade. 
Não resisto a partilhar alguns excertos dos seus escritos em Auschewitz pouco tempo antes de morrer. 

“Queria dizer apenas o seguinte: a miséria aqui é realmente terrível e, ainda assim, à noite, quando o dia caiu num abismo atrás de mim, costumo caminhar, a passo enérgico, ao longo do arame farpado e, nessas alturas, volta a assolar-me o sentimento – não consigo evitá-lo, as coisas são como são, existe uma força elementar – de que esta vida é algo de glorioso e magnífico e que, um dia, teremos de construir um mundo totalmente novo. 
(…) Podemos sofrer, mas não podemos sucumbir. 
(…) Gostava tanto de continuar a viver para transmitir na nova era toda a humanidade que guardo dentro de mim, apesar de tudo aquilo com que convivo diariamente. 
(…) Mesmo que só nos reste uma rua estreita, por onde teremos de caminhar, por cima da rua existe todavia o céu inteiro. 
(…) E no final de cada dia, sinto a necessidade de dizer: A vida é muito bela, apesar de tudo é muito bela.” 

Como escreveu Filipe Condado: “Uma vida interrompida? Não, uma vida diluída por toda a Humanidade.” 
Não sei quem é o autor desta frase mas aplica-se à leitura do “Diário de Etty: “Certos livros deixam-nos o barco depois da viagem”. 
Etty Hillesum conseguiu encontrar os diamantes escondidos no aterro de sofrimento do campo de concentração. 
A sua força interior impediu-a de se deixar aprisionar pelo arame farpado e por todos os horrores que viveu até à morte. 
A liberdade de pensamento permitiu-lhe voar por um céu azul de onde avistava toda a beleza que existia para além do mísero catre onde passou os últimos tempos. 
Neste momento somos todos peregrinos nos dias inesperados de uma enorme incerteza. O tempo de entendermos a cumplicidade de sermos irmãos na aventura do caminho. 
A natureza está em flor e convida-nos a abraçar a nossa vulnerabilidade num percurso de reconciliação com a esperança. 
Podemos estar de joelhos, mas a grande corrente da vida continua a fluir e estende-nos a mão. 
Ao escrever estas palavras, penso em muitas pessoas. Carrego a dor de algumas e admiro a solidariedade de outras. 
Quanta serenidade é necessária para dormir sem pesadelos! Quanta coragem para aceitar o presente como um grande desafio que a vida nos coloca! 
Agora que os dias estão a crescer, que a luz se prolonga até mais tarde, muitos dos habitantes do planeta estão fechados em casa. 
As nossas janelas são atravessadas por muitos olhares que se cruzam com todos os outros. Buscam consolo, companhia, ânimo. 
Contemplar a natureza faz bem. A natureza que nasce da terra, se estende pelo céu, pelos oceanos, pelo mundo inteiro. Há vida em cada pedaço de chão. Não nos afastemos do essencial: a vida. 
Se pudesse criar um dia novo, oferecia-o. Era merecido. Sentirmos a alegria limpa do convívio, da proximidade, dos risos, dos abraços, muitos abraços. 
Tudo há de voltar. Por favor, esperem. 
As andorinhas regressaram. Todos os pássaros, laboriosamente, nidificam. 
Estas pequenas criaturas enchem o cenário de tantos lugares. 
Primavera é uma palavra feita de pássaros. 
Os seus limites não são infinitos, mas o céu é muito grande. Está mais limpo. Nós, eles e todas as criaturas respiramos um ar mais puro. 
Eles não sabem o que é o Covid 19. Não fazem perguntas, nem esperam respostas. 
Continuam a voar de asas abertas, livres como o vento. 
E nós precisamos de ter a humildade de reaprender com a natureza. 

Maria Leonarda Tavares

sexta-feira, 13 de março de 2020

Leitura à distância de um clique - Ler + Biblioteca Digital

O facto de muitos serviços públicos, entre os quais as Bibliotecas Públicas, estarem encerrados ao público, com o objectivo de prevenir a propagação do vírus Covid 19 e salvaguardar a saúde de toda a comunidade, não significa que deixamos de ter acesso ao livro e à leitura.

Com o intuito de facilitar o acesso a livros e publicações electrónicas iniciamos hoje a divulgação de alguns projectos que disponibilizam de forma gratuita e livre o acesso a documentos em formato digital.


"Integrada nas múltiplas acções do Plano Nacional de Leitura, a Biblioteca de Livros Digitais é um espaço dinamizador de iniciativas relacionadas com leitura e a escrita, que se assume como um agregado de livros de autores consagrados e aprovados pelo Plano Nacional de Leitura."

Explore e leia mais, porque ler é um prazer!

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Benefícios da leitura


Já todos ouvimos falar que a leitura de livros é benéfica, mas sabe porquê?
A leitura serve para muito mais de que apenas entretenimento. Dedicar parte do dia-a-dia a ler livros tem inúmeros benefícios, os quais podem ser sentidos por leitores de qualquer idade.

Enumeramos aqui uma série de motivos para justificar o porque da importância da leitura:
  1. Contribui para a aquisição de conhecimento;
  2. Melhora o funcionamento cerebral;
  3. Reduz o stress;
  4. Estimula a memória;
  5. Estimula a imaginação;
  6. Contribui para o desenvolvimento da capacidade crítica;
  7. Aumenta o vocabulário;
  8. Contribui para o desenvolvimento da capacidade de escrita;
  9. Ajuda a desenvolver a capacidade de concentração;
  10. Contribui para o aumento da empatia;
  11. É uma forma económica de entretenimento;
  12. Leva-nos a conhecer o mundo…

E acima de tudo não se esqueça que a leitura é também uma boa fonte de PRAZER!

Boas leituras!

terça-feira, 23 de abril de 2019

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 2019

Mensagem da directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, 23 de abril de 2019 

Os livros abrem uma janela nas nossas vidas interiores, e também o caminho para o respeito e a compreensão mútua entre as pessoas, independentemente das fronteiras e das diferenças. 

Nesta época turbulenta, os livros representam a diversidade da genialidade humana, dão forma à riqueza das nossas experiências, transmitem a busca pelo significado e pela expressão que todos nós compartilhamos, e que fazem avançar as sociedades. 

Os livros ajudam a unir a humanidade numa só família, compartilhando um passado, uma história e um património, a fim de construir um destino comum, onde todas as vozes são ouvidas num grande coro de aspiração humana. Eles são nossos aliados na difusão da educação, das ciências, da cultura e da informação em todas as partes do mundo. 

Os livros também são uma forma de expressão cultural que ganha vida e faz parte de uma língua específica. Cada publicação é criada numa língua distinta e é dedicada a um público leitor daquela língua. Assim, cada livro é escrito, produzido, trocado, utilizado e apreciado num dado contexto linguístico e cultural. Este ano, destacamos este aspecto importante porque 2019 marca o Ano Internacional das Línguas Indígenas, que é liderado pela UNESCO para reafirmar o compromisso da comunidade internacional em apoiar os povos indígenas na preservação das suas culturas, conhecimento e direitos. 

Este Dia oferece uma oportunidade para reflectirmos juntos sobre as formas para melhor disseminar a cultura da palavra escrita e permitir o seu acesso a todos os indivíduos, homens, mulheres e crianças. 

Esse é o mesmo espírito de inclusão e de diálogo que norteia a cidade de Sharjah (Emirados Árabes Unidos), Capital Mundial do Livro de 2019. Esta designação entra em vigor neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor de 2019. Sharjah foi seleccionada pelo reconhecimento do seu programa “Leia, você está em Sharjah”, que pretende atingir os grupos marginalizados ao oferecer propostas criativas para encorajar a participação das populações migrantes e favorecer a inclusão social, a criatividade e o respeito. 

Nos unimos a Sharjah, aos nossos parceiros, à Associação Internacional de Editores, à Federação Internacional de Livrarias e à Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas, bem como a toda comunidade internacional, para celebrar os livros, considerando-os como a representação da criatividade, assim como o desejo de compartilhar ideias e conhecimento, de modo a inspirar a compreensão, o diálogo e a tolerância. Esta é a mensagem da UNESCO neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autor. 

Para saber mais sobre este dia ou ler a mensagem original siga o link:
Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 26 de março de 2019

XXVI Feira do Livro de Arganil

Vai realizar-se de 2 a 6 do próximo mês de Abril a XXVI Feira do Livro de Arganil. A Feira da responsabilidade do Município é organizada pela Biblioteca Municipal com o objectivo do maior desenvolvimento de hábitos de leitura nas famílias e na população em geral como motor para atingir maiores níveis de literacia no concelho através de um mais fácil acesso ao livro. 

A Feira conta com um programa de animação diversificado com a apresentação de livros, encontro com escritores, espectáculos diversos. Sendo um evento em parceria com o Agrupamento de Escolas e que decorre na Semana da Leitura, vão acontecer iniciativas dos professores, dos alunos e dos Pais, o que enriquece ainda mais o programa. 

No ano em que se comemora a nível nacional os 100 anos do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andersen a XXVI Feira do livro não poderia ignorar este acontecimento. Sophia vai estar presente ao longo dos dias, sob várias perspectivas. 

Visite a XXVI Feira do Livro de Arganil, desfrute de bons momentos e aproveite para adquirir a um preço convidativo o livro que anda a pensar comprar, ou outro que lhe agrade.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Não se livrem dos livros impressos

Na edição do Jornal Público nº 10536 de 26.02.2019 são apresentadas as principais conclusões a que chegarem os autores do estudo “Não se livrem dos livros impressos” que analisa as respostas de mais de 171 mil participantes sobre a leitura em papel e a leitura em ecrã. 

Uma das principais conclusões é que “quando se lê em papel, a compreensão do que é lido é maior, ao contrário do que acontece quando o mesmo conteúdo informativo é lido em ecrãs,” o que está diretamente ligado ao estilo de processamento da informação. De acordo com os investigadores o processamento da informação obtida através da leitura em ecrã é mais superficial de quando a leitura é realizada em papel. 

Outra conclusão apresentada neste texto é que esta diferença no processamento da informação é mais significativa em relação aos textos informativos, de que em relação aos textos narrativos. 

Para saber mais sobre este tema consulte: