sexta-feira, 15 de abril de 2016

Jornalix: um jornal para jovens

O JORNALIX é o primeiro jornal semanário de informação impresso, com distribuição nacional, especificamente dirigido à faixa etária dos 8 aos 14 anos. Além do formato em papel, coexiste com uma plataforma digital de apoio aos conteúdos impressos, criando assim maior interação com os jovens.

O objetivo é descodificar a atualidade e criar um maior interesse por conteúdos de cultura geral, com um discurso adequado às gerações mais novas.


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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Novidade na Biblioteca: No topo das árvores de Kiara Brinkman


Quando a sua mãe morreu inesperadamente, Sebby sentiu tanto a sua falta que começou a sonhar e a reviver momentos da vida dela. Depois de um incidente na escola, o pai de Sebby levou-o para a casa de Verão da família, na esperança de que o tempo e o local os ajudasse a recuperar. Mas este isolamento ainda fez pior ao pai, deixando Sebby entregue a si próprio. A inesperada amizade junto das crianças vizinhas, assim como as pequenas cartas que enviava à sua professora, ajudaram-no a ultrapassar o vazio do passado. Contudo, a luta de Sebby para compreender a sua mãe levou-o a pensar se não estaria destinado a partilhar a mesma sorte.

Numa ligeira e excelente prosa apoiada pela força do destemido narrador, No topo das árvores introduz uma fresca mas poderosa voz literária.

Fonte: contracapa do livro

"Cá está, na minha cabeça, exactamente aqui, no lugar onde sei que está e onde continuo a senti-lo. O papá bate-me na cabeça como numa porta. Bate suavemente porque o papá tem mãos grandes e suaves. Diz o meu nome, Sebby.
«Sebby», diz ele, «Terra chama Sebby».
Regresso então à realidade, mas as coisas que sei continuam presas onde estão e eu continuo a saber delas. O papá pega em mim e levanta-me tão alto que consigo chegar às folhas da nossa árvore. O papá tenta manter-me assim levantado durante muito tempo. O seu rosto torna-se vermelho e a garganta emite um som profundo, porque estou a crescer e o papá não é assim tão forte. Pousa-me no chão.
«O que é?», pergunta o papá.
Encolho os ombros e digo «papá, não sei», por isso ele pensa que já passou. Mas está aqui, na minha cabeça, no sítio escuro onde guardamos as coisas e as transportamos connosco."

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Novidade na Biblioteca: A vingança de Joana D'Arc de Maria Elena Cruz Varela


Eles mentiram. Eles queimaram-na. Vinte anos depois... eles vão pagar.

Vinte anos depois de Joana D’Arc ter ardido na fogueira, o Vaticano pediu uma revisão do processo que a sentenciou. O que se descobre é uma macabra teia de mentiras tecida pelos mais altos poderes da Igreja. Poderes que ainda se mantêm na sombra e estão dispostos a tudo para ocultar a verdade... inclusive voltar a matar. E a verdade está num antigo manuscrito, um documento coberto de sangue... uma prova da santidade de Joana D’Arc.

A Vingança de Joana d’Arc é um romance repleto de suspense e que nos arremessa para um final tão surpreendente quanto inesperado. Escrito de forma intimista e original, oferece uma nova visão através do olhar apaixonado de Maria Elena Cruz Varela, uma refugiada cubana que já foi candidata ao Prémio Nobel da Paz.


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Livro do mês: A praça da canção de Manuel Alegre

Praça da Canção, de Manuel Alegre, há muito ultrapassou as fronteiras da literatura para assumir uma dimensão simbólica ou mesmo mítica. Quando saiu, no início do ano de 1965, há 51 anos foi também um incisivo retrato de uma « [...] pátria parada / à beira de um rio triste», foi uma bandeira desfraldada e um rastilho de resistência e luta contra a ditadura. Hoje, cerca de quatro décadas depois da profunda mudança da realidade (aparentemente?) na génese da maioria dos seus poemas, e que em parte explica a sua imediata extraordinária repercussão e influência, a Praça da Canção «continua»: sucessivas gerações a leram, ouviram, se calhar cantaram, de certo modo viveram. E isto diz muito, se não tudo.

[...]

Os versos de Praça da Canção andaram, desde sempre, de boca em boca, de mão em mão, de coração em coração, em simultâneo singular expressão individual de um poeta e vigorosa voz coletiva de um povo.


(poema "Estou Triste" dito por Mário Viegas)

Soneto

É preciso saber porque se é triste 
é preciso dizer esta tristeza
que nós calamos tantas vezes mas existe 
tão inútil em nós tão portuguesa. 

É preciso dizê-la é preciso despi-la 
é preciso matá-la perguntando 
porquê esta tristeza como e quando 
e porquê tão submissa tão tranquila. 

Esta tristeza que nos prende em sua teia 
esta tristeza aranha esta negra tristeza 
que não nos mata nem nos incendeia 

antes em nós semeia esta vileza 
e envenena o nascer de qualquer ideia. 
É preciso matar esta tristeza. 

Manuel Alegre, Praça da Canção, 1965 

Nota biográfica: Manuel Alegre de Melo Duarte nasceu em 1936, em Águeda. Estudou em Lisboa, no Porto e na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Foi campeão de natação e actor do Teatro Universitário de Coimbra (TEUC).
Em 1961 é mobilizado para Angola. Preso pela PIDE, passa seis meses na Fortaleza de S. Paulo, em Luanda, onde escreve grande parte dos poemas do seu primeiro livro, Praça da Canção.
A sua vasta obra literária, que inclui o romance, o conto, o ensaio, mas sobretudo a poesia, tem sido amplamente difundida e aclamada.
Foram-lhe atribuídos os mais distintos prémios literários: Grande Prémio de Poesia da APE-CTT, Prémio da Crítica Literária da AICL, Prémio Fernando Namora, Prémio Pessoa em 1999 e Prémio Vida Literária da APE em 2016. Ao seu livro de poemas Doze Naus foi atribuído o Prémio Dom Dinis.


Para saber mais consulte:




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quinta-feira, 31 de março de 2016

Novidade na Biblioteca: Perto do paraíso de Judith McNaught


Alfragide: ASA, 2015
Lady Elizabeth Cameron, condessa de Havenhurst, tem apenas 17 anos quando conhece Ian Thornton, um enigmático homem de linhagem misteriosa e reputação sombria. Numa época em que a alta sociedade adora escândalos e valoriza títulos e dinheiro acima de tudo, Elizabeth e Ian cometem o erro de se apaixonarem.
Ian não sabe que a jovem pertence à nobreza e pede-a singelamente em casamento. Um momento de intimidade que é testemunhado por Robert, irmão de Elizabeth. Desdenhoso, Robert revela que a irmã já está prometida a outro homem, um aristocrata, como manda a tradição. Ian fica destroçado perante a ideia de ter sido um mero objeto para a sua amada. Também Elizabeth se sente traída, ao pensar que ele não passa, afinal, de um caçador de fortunas. Mas a sua reputação já está irremediavelmente manchada.
Dois anos passam e os amantes voltam a encontrar-se. E mesmo após tanto tempo e tanta mágoa, os seus sentimentos revelam ser tão fortes como antes. Esta que promete ser uma segunda oportunidade para ambos será também o começo de uma dança de paixão e intriga, um caminho tortuoso desde os salões elegantes de Londres à beleza agreste das Terras Altas da Escócia… Um turbulento romance entre duas pessoas destinadas a ficar juntas, numa época em que o casamento nada tem a ver com amor.

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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terça-feira, 29 de março de 2016

Elogio da Loucura de Erasmo


XVII – Mas o homem, nascido para administrar as coisas, deveria receber um pouco mais do que uma onça de razão. Júpiter consultou-me a este respeito, e dei-lhe um conselho digno de mim: o unir a mulher ao varão. A mulher é um animal louco como nenhum, inepto, ridículo e delicioso que no convívio doméstico atenuaria a tristeza do engenho viril com a loucura feminina. E claro que, quando Platão parece hesitar em incluir a mulher entre os animais racionais, nada mais pretende do que indicar a loucura insigne desse sexo. Quando por acaso uma mulher quer passar por sábia, não faz mais do que dizer que é duas vezes louca. Ninguém vai ungir um boi para a palestra, nem Minerva o consentiria. Não procedamos, pois contra a natureza; o vício fica agravado quando dissimulado de virtude, por maior que seja o engenho. É bem justo o provérbio grego: um macaco é sempre um macaco, ainda que vestido de púrpura. Assim também a mulher é sempre mulher, quero dizer sempre louca, ainda que ponha uma máscara.

As mulheres não me podem levar a mal que lhes atribua a loucura, porque eu também sou, além de mulher, a própria Estultícia. Vendo bem as coisas, devem ser gratas à Estultícia que lhes permite serem mais felizes do que os varões. Têm a graça de formosura, mérito que antepõe a todas as coisas, e que lhes serve para tiranizarem os próprios tiranos. O varão tem formas rudes, a cútis Híspida, a barba selvagem, e tudo isto o envelhece embora signifique sabedoria; as mulheres, com as faces sempre macias, a voz sempre doce, a pele sempre lisa, têm a seu favor os atributos da Juvência perpétua. Por que optam elas nesta vida, senão por agradar da melhor maneira aos varões? Não é essa a razão de tantos cuidados, enfeites, banhos, perfumes, penteados, cosméticos, cremes, pinturas, de tanta arte no embelezamento do rosto e dos olhos? Não é a Loucura da deusa que lhes entrega da melhor maneira os varões submissos? Que é que eles não prometem às mulheres, e que é que eles não lhes permitem? E tudo isto em troca de quê, se não da voluptuosidade? Quem permite todas estas delícias é a estultícia. Basta reparar na figura que o varão faz, e nas tolices que diz à mulher quando pretende obter a volúpia que ela concede.

Sabeis agora qual é o primeiro e o principal prazer da vida, e de que fonte decorre. 

Erasmo In Elogio da Loucura

Erasmo de Roterdão ou Desidério Erasmo (nome literário adotado por Geert Geerts – Roterdão ou Gouda, Holanda, 28 de outubro de 1466/7 ou 69; Basiléia, Suíça, 12 de julho de 1536) foi um humanista e filósofo holandês famoso pelo seu amplo conhecimento dos mais diversos assuntos ligados ao conhecimento humano, além de um dos maiores críticos do dogma católico romano e da imoralidade do clero.


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segunda-feira, 28 de março de 2016

Novidade na Biblioteca: Toda a luz que não podemos ver de Anthony Doerr

Barcarena: Presença, 2015
Marie-Laure é uma jovem cega que vive com o pai, o encarregado das chaves do Museu Nacional de História Natural em Paris. Quando as tropas de Hitler ocupam a França, pai e filha refugiam-se na cidade fortificada de Saint-Malo, levando com eles uma joia valiosíssima do museu, que carrega uma maldição.

Werner Pfenning é um órfão alemão com um fascínio por rádios, talento que não passou despercebido à temida escola militar da Juventude Hitleriana. Seguindo o exército alemão por uma Europa em guerra, Werner chega a Saint-Malo na véspera do Dia D, onde, inevitavelmente, o seu destino se cruza com o de Marie-Laure, numa comovente combinação de amizade, inocência e humanidade num tempo de ódio e de trevas.


Siga o link para saber mais sobre o autor e sobre o livro!

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 18 de março de 2016

Anunciando a chegada da Primavera com poesia (V)

Primavera

É primavera agora, meu Amor!
O campo despe a veste de estamenha;
Não há árvore nenhuma que não tenha
O coração aberto, todo em flor!

Ah! Deixa-te vogar, calmo, ao sabor
Da vida… não há bem que nos não venha
Dum mal que o nosso orgulho em vão desdenha!
Não há bem que não possa ser melhor!

Também despi meu triste burel pardo,
E agora cheiro a rosmaninho e a nardo
E ando agora tonta, à tua espera…

Pus rosas cor-de-rosa em meus cabelos…
Parecem um rosal! Vem desprendê-los!

Meu Amor, meu Amor, é Primavera!...

Florbela Espanca in Poesia 1918-1930