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| Alfragide: Oficina do Livro, 2022 ISBN 978-989-661-415-7 |
quarta-feira, 30 de abril de 2025
Sugestão de leitura: "Três mulheres no beiral" de Susana Piedade
Três mulheres no Beiral, de Susana Piedade, foi finalista do Prémio Leya em 2021. A autora apresenta-nos um romance cujos temas são muito pertinentes e atuais: a especulação imobiliária, as relações familiares e o envelhecimento.
A ação decorre na baixa do Porto, numa rua emblemática onde a octogenária Piedade reside desde que se lembra, e onde a sua vida, a das suas amigas e familiares, é impactada quando confrontada com proprietários e investidores que não olham a meios para se verem livres dos velhos inquilinos.
Como resistir? Como evitar represálias?
"Três Mulheres no Beiral" é um livro que nos faz pensar e sentir sobre o significado de uma vida. O que resta quando esta termina. O que fica, depois da despedida.
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.
Leia, porque ler é um prazer!
sexta-feira, 25 de abril de 2025
Tempo para a poesia: "Conquista" de Miguel Torga
Conquista
Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.
Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!
Miguel Torga, in 'Cântico do Homem'
quinta-feira, 24 de abril de 2025
Novidade na Biblioteca: " A vila dos tecidos" de Anne Jacobs
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| Lisboa: Planeta, 2022 ISBN 978-989-777-537-6 |
Augsburgo, 1913. A jovem Marie começa a trabalhar na cozinha da impressionante mansão dos Melzer, uma família rica, dona da indústria têxtil da região.Enquanto Marie, uma rapariga pobre, acabada de sair do orfanato onde cresceu, luta, entre intrigas e disputas, por um lugar entre os criados que a olham com desconfiança; os Melzer aguardam com ansiedade o começo da nova temporada dos bailes de inverno, altura em que a bela Katharina, a filha mais nova, será apresentada à sociedade. Apenas Paul, o herdeiro do império Melzer, parece alheio à azáfama, preferindo a sua vida de estudante em Munique. Até que conhece Marie…
A Vila dos Tecidos é o primeiro volume de uma apaixonante saga familiar, que já conquistou mais de dois milhões e meio de leitores.
Fonte: www.wook.pt
Leia aqui as primeiras páginas. Gostou?
quarta-feira, 23 de abril de 2025
Dia Mundial do Livro - 23 de abril
O Dia Mundial do Livro assinala-se, anualmente, a 23 de abril. Este dia foi proclamado na 28.ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em 1995 UNESCO.
Todos os anos, a 23 de abril, realizam-se celebrações, em todo o mundo, para reconhecer o poder do alcance do livro - um elo entre o passado e o futuro, uma ponte entre gerações e entre culturas.
No ano em que continuam as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril de 1974 50 Anos 25 Abril , a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas Livro.DGLAB assinala esta efeméride com o cartaz comemorativo do Dia Mundial do Livro 2025.
"Ler é Ser Livre" é o mote que inspira não só o cartaz, mas também as celebrações desta data, promovidas pela DGLAB ao longo do mês de abril.
A ilustração do cartaz é da autoria de Rachel Caiano, distinguida com uma menção honrosa no Prémio Nacional de Ilustração 2024.
Fonte: Livro.DGLAB
Consulte o nosso catálogo e escolha a sua leitura favorita. Leia, porque "Ler é ser livre"
sexta-feira, 11 de abril de 2025
Fundo local enriquecido: "Pó do Açor" de Tonito do Solheiro
"Pó ao Açor" é um livro da autoria de Tonito do Solheiro, pseudónimo literário de António Gouveia Coisinha.
O autor, natural da aldeia de Sobral Magro, onde passou a sua infância, cedo rumou para Lisboa. Não obstante a Serra do Açor faz parte da sua identidade, realidade que transparece nas páginas da sua obra poética.
Maria de Lourdes Martinho, autora do prefácio, diz-nos que "cada poema é um pedaço do coração do autor", sendo que "a Serra do Açor não é apenas cenário: é personagem, confidente e, acima de tudo, fonte inesgotável de inspiração".
Pó do Açor
Nascido no Solheiro, do pó do Açor,
Serra da canseira, no centro da Beira,
Sete no viveiro, último sonhador,
Com berço na leira, vista na ribeira.
O viver certeiro, fazendo de pastor,
Em cada ladeira, topada ligeira,
O dia inteiro, brincando com amor,
Pico da silva, é tirado na eira.
Do Coição vezeiro, ao Covão do valor,
Com erva cidreira, a cura que cheira;
Serra da canseira, no centro da Beira,
Sete no viveiro, último sonhador,
Com berço na leira, vista na ribeira.
O viver certeiro, fazendo de pastor,
Em cada ladeira, topada ligeira,
O dia inteiro, brincando com amor,
Pico da silva, é tirado na eira.
Do Coição vezeiro, ao Covão do valor,
Com erva cidreira, a cura que cheira;
A ver do outeiro o gémeo sabor,
Enxada certeira da vida inteira.
Enxada certeira da vida inteira.
In: Pó do Açor
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil
terça-feira, 8 de abril de 2025
Coleção "Os Livros NÃO se Rendem"
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| Lisboa: Guerra e Paz, 2024 ISBN 978-989-576-087-9 |
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| Lisboa: Guerra e Paz, 2024 ISBN 978-989-576-129-6 |
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| Lisboa: Guerra e Paz, 2024 ISBN 978-989-576-137-1 |
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| Lisboa: Guerra e Paz, 2024 ISBN 978-989-576-147-0 |
A coleção Os Livros Não se Rendem, lançada pela Guerra e Paz e que reúne ensaios de história, filosofia, política e economia dos últimos 70 anos, está a ser apoiada pela MGP Mota Gestão e Participações e pela Fundação Manuel António da Mota. Através desta parceria, cada título desta coleção vai ser oferecido a 244 bibliotecas que integram a Rede Nacional de Bibliotecas Públicas.
Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.
Leia, porque ler é um prazer!
segunda-feira, 7 de abril de 2025
Novidade na Biblioteca: O homem que escrevia azulejos de Álvaro Laborinho Lúcio
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| Lisboa:Quetzal, 2016 ISBN 978-989-722-322-8 |
A Cidade e a Montanha vigiam-se mutuamente, num jogo de espelhos e de contrários, numa geometria de centros e periferias, num enredo de poderes e de ocultações, onde muitas são as maneiras de viver a clandestinidade e muitas são as clandestinidades: escondidas, distantes; umas, vividas; outras, à vista de todos. Dois homens, Marcel e Norberto, atravessam, juntos, todo o tempo de uma vida. Escolheram, para viver, a ficção, e é nela que são clandestinos. Com eles vêm encontrar-se João Francisco e Otília. Ele, violinista e professor de música, ela, a sua jovem neta, ambos na busca incessante do sublime, também eles recusados pela realidade. Um homem que escrevia azulejos - que reencontrou a utopia e gostava da sátira - reparou neles e pintou-os com palavras.
O Homem Que Escrevia Azulejos, de Álvaro Laborinho Lúcio, debate e ilumina-se das grandes ideias da modernidade, enquanto observa, não sem algum detalhe pícaro, a falência das sociedades em que vivemos. Um romance culto e empenhado sobre o poder, e o poder redentor da arte e do amor.
Fonte: quetzal
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.
Leia, porque ler é um prazer!
quinta-feira, 27 de março de 2025
Mensagem do Dia Mundial do Teatro por Theodoros Terzopoulos
Poderá o teatro ouvir o pedido de SOS que os nossos tempos estão a enviar, num mundo de cidadãos empobrecidos, fechados em células de realidade virtual, entrincheirados na sua privacidade sufocante? Num mundo de existências robotizadas dentro de um sistema totalitário de controle e repressão em todo o espectro da vida?
Estará o teatro preocupado com a destruição ambiental, o aquecimento global, a perda maciça de biodiversidade, a poluição dos oceanos, o derretimento das calotas polares, o aumento dos incêndios florestais e os fenómenos meteorológicos extremos? Poderá o teatro tornar-se parte ativa do ecossistema? O teatro acompanha o impacto humano no planeta há muitos anos, mas está com dificuldades em lidar com este problema.
Estará o teatro preocupado com a condição humana tal como está a ser moldada no século XXI, em que o cidadão é manipulado por interesses políticos e económicos, redes de comunicação social e empresas fazedoras de opinião? Onde as redes sociais, por mais que a facilitem, são o grande álibi da comunicação, porque proporcionam a necessária distância segura do Outro? Uma sensação generalizada de medo do Outro, do diferente, do Estranho, domina os nossos pensamentos e ações.
Pode o teatro funcionar como laboratório para a coexistência de diferenças, sem levar em conta o trauma sangrento?
O trauma sangrento convida-nos a reconstruir o Mito. E nas palavras de Heiner Müller “O mito é um agregado, uma máquina à qual novas e diferentes máquinas podem sempre ser conectadas. Transporta a energia até que a velocidade crescente faça explodir o campo cultural” – e, eu acrescentaria, o campo da barbárie.
Podem os holofotes do teatro lançar luz sobre o trauma social, e parar de se iluminar a si mesmo de forma enganadora?
Perguntas que não permitem respostas definitivas, porque o teatro existe e perdura graças a perguntas por responder.
Perguntas desencadeadas por Dionísio, passando pela sua terra natal, a orquestra do antigo teatro, e continuando a sua silenciosa viagem de refugiado por paisagens de guerra, hoje, no Dia Mundial do Teatro.
Olhemos nos olhos de Dionísio, o deus extático do teatro e do Mito que une o passado, o presente e o futuro, filho de dois nascimentos, de Zeus e Semele, que exprime identidades fluidas, feminina e masculina, raivoso e gentil, divino e animal, no limite entre a loucura e a razão, a ordem e o caos, um acrobata na fronteira entre a vida e a morte. Dionísio coloca uma questão ontológica fundamental “de que é que trata tudo?”, uma questão que impulsiona o criador para uma investigação cada vez mais profunda sobre a raiz do mito e as múltiplas dimensões do enigma humano.
Precisamos de novas formas narrativas destinadas a cultivar a memória e a moldar uma nova responsabilidade moral e política que emerja da ditadura multiforme da atual Idade Média.
Theodoros Terzopoulos
Tradução: Ricardo Simões / Teatro do Noroeste – Centro
Dramático de Viana, Portugal.
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