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| Fernando Pires in A Comarca de Arganil nº 8004 (15.01.1980), p. 3 |
Um blog de partilha de experiências e sugestões de leitura!
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| Lisboa: Presença, 2022 |
Assinala-se a 21 de Março o Dia Mundial da Poesia que tem como
objetivo, entre outros, a promoção de valores culturais através da expressão
poética.
Como forma de assinalar a data e
chamar a atenção para a importância da poesia, as Bibliotecas Públicas do
Concelho de Arganil desafiam a criatividade da comunidade convidando à criação
de um poema em que a nossa terra é o
tema.
São aceites participações até ao dia 12 de março e estas efetivam-se através
do envio do poema, devidamente identificado para o endereço de e-mail: bib.arganil@cm-arganil.pt.
Os poemas recebidos serão avaliados por um
júri de acordo com critérios de criatividade, originalidade, qualidade e
adequação ao tema do concurso. Os 5 poemas com melhor classificação serão
publicados na página do Facebook das Bibliotecas Públicas do Concelho de
Arganil no dia 15 de março, sem referência ao nome do autor. Caberá ao público
escolher os 3 vencedores da 3ª edição do concurso de poesia “Escreva um poema…
a nossa terra é o tema”.
Dê asas à sua criatividade e participe!
Consulte as normas de participação aqui!
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| Lisboa: Relógio D'Água, cop. 2019 978-989-641-925-7 |
Mataram a Cotovia, um romance gráfico cujas ilustrações, com a sua conjugação de cores e traços, retrata uma época e um lugar específicos de forma bruta e real. Um romance que aborda inúmeras questões sociais – a classe, a política, a pobreza, o género e, sobretudo, o preconceito racial – através do olhar inocente de uma criança. (Mariana Sofia, Blog "A thousand books")
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| Lisboa: Cultura, 2021 ISBN 978-989-9039-47-6 |
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Lisboa : 11-17, 2010 ISBN 978-972-25-2079-9 |
"O que acreditamos sobre nós mesmos e sobre a vida torna-se verdade para nós"
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| Desaparecida/ Ricardo Lemos Lisboa: Guerra & Paz, 2021 ISBN 978-989-702-653-9 |
" (...) O Salgueiro tem assim uma poesia, não apenas na forma como namora o rio, mas também no lugar que ocupa nesta pintura de uma certa ruralidade que nos recorda tempos já passados.
Então, que melhor sobrenome Lino poderia escolher para assinar os seus poemas?
Lino, escolhe as palavras com a sensibilidade e a ondulação do Salgueiro que ladeia as margens do rio, sem vozes bruscas ou entediantes, apenas com a suavidade com que as águas namoram tão portentosa árvore.
E se Lino abrevia o nome de Avelino, já o Salgueiro dá-lhe as raízes no povo para quem escreve, mesmo que este, não entenda no imediato o alcance das palavras, apesar de saber que estas lhe namoram o ouvido e a mente.
Assim, para quem desfolhar este Livro, intitulado, "Poemas ao Acaso", encontrará nele a ligação ao mais genuíno das nossas gentes, onde as coisas mais simples têm um encanto único que brota de forma sincera e simples com que Lino Salgueiro escreve. (...)
Excerto do prefácio pelo prof. José Dias Coimbra
Havemos de nos encontrar...
Quem me dera ser pombinha
Daquele pombal de Pombeiro...
Batia as asas, partia para longe,
Dando a volta ao mundo inteiro.
Doce torrão, donde parti de alforge,
Mala ao ombro, de outeiro em outeiro,
Pensando vencer na vida,
Ainda que num sonho derradeiro...
Minha estrela, meu norte
Qual amuleto, pedra da sorte
Moldando meu coração,
Alma penitente ajoelhada em oração.
Minha terra de invulgar grandeza,
Baluarte de pundonor,
Por onde em tempos medievos
Passou prazenteira e formosa Leonor,
Consumindo-se mais tarde
Em sonhos de realeza e de dor...
Cantos nos outeiro,
Nas levadas, nos milheirais e moinhos,
Olhos matreiros trilhando caminhos,
Bastardos, esquecidos e daninhos,
Presos na mesquinhez e na avareza.
E a história correndo presente e futuro
Com inolvidável ligeireza!
Passados os tempos de grandeza
Seguiram caminho os columbinos,
Com garbo e firmeza.
Dando a esta terra mais beleza,
Desde o monte de Quitéria
Até ao Alva profundo,
Donde das areias se tirava o ouro
Para acudir à miséria
E sonhar com o mundo...
Um mundo nem sempre perfeito.
Mas lá anda aquela saudade...
Agarradinha junto ao peito,
Enchendo-o por inteiro,
Com uma estranha certeza...
Havemos de nos encontrar em Pombeiro!
Lino Salgueiro, 13.11.2012
Nota biográfica: Lino Salgueiro é o pseudónimo literário de Avelino de Jesus Silva Pedroso. Avelino Pedroso nasceu a 15 de outubro de 1957 na aldeia de Salgueiral, na freguesia de Pombeiro da Beira. Médico de profissão, dedica-se à escrita de forma esporádica e informal desde a adolescência.
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.
À venda na papelaria Argomagazine e Campanário
Leia, porque ler é um prazer!