quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Sugestão de leitura: "Raparigas como nós" de Helena Magalhães

Lisboa: Planeta, 2019
ISBN: 9789897772177

Uma história de amor irresistível, que é também o retrato de uma geração que cresceu sem redes sociais. Pode uma paixão da adolescência marcar o resto da vida?

Festivais de Verão, tardes na praia, experiências-limite com drogas, traições e festas misturam-se com amores improváveis e velhas amizades. Um romance intemporal nos cenários de Lisboa, Cascais e Madrid, que mostra tudo o que pode esconder-se atrás da vida aparentemente normal de uma rapariga… como tu.

«Beijamo-nos ao som daquela música que ouvia em casa sozinha deitada na minha cama. Durante o resto da vida, não importaria o que estivesse a fazer ou onde, quando ouvisse os primeiros acordes […], recordar-me-ia do olhar do Afonso fixado em mim, da sua mão no meu rosto, do meu coração a tremer e de me sentir a rapariga mais feliz do mundo. Porque Lisboa está cheia de bares a abarrotar de miúdas bonitas que, num piscar de olhos, se colocariam de gatas a ronronar nas suas pernas. Mas ele viu-me a mim.»

«Se algum dia se sentirem sozinhas, estranhas, deslocadas do mundo que vos rodeia, lembrem-se da Isabel, da Alice, da Luísa, da Marina e até da Marisa das argolas… Raparigas como nós.»

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2022

Novidade na Biblioteca: "Wonder" de R. J. Palacio

Alfragide: Asa, 2017
ISBN 978-989-23-4070-8
"Eu sei que não sou um miúdo de dez anos normal. Quer dizer, é claro que faço coisas normais: como gelados, ando de bicicleta, jogo à bola e tenho uma Xbox. Coisas dessas fazem de mim um miúdo normal e eu sinto-me normal por dentro, mas sei que os miúdos normais não levam outros miúdos normais a fugir do parque infantil, aos gritos, e sei que ninguém fica de olhos pregados em miúdos normais, para onde quer que eles vão."

Tendo nascido com uma deformidade no rosto, Auggie nunca foi à escola. Aprendeu tudo em casa, com os pais, a vida inteira. Agora, pela primeira vez, vai frequentar uma escola de verdade - e sente-se apavorado. A única coisa que quer é que o aceitem - mas será Auggie capaz de convencer os seus novos colegas de que, sob a superfície, é igual a eles?

Contada a várias vozes, é uma história emotiva das dificuldades que tem de superar uma criança com uma terrível deformação e um relato do milagre que é a vida.

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Novidade na Biblioteca: A vida invisível de Addie LaRue de V. E. Schwab

Lisboa: Minotauro, 2021
ISBN 978-989-9027-50-3

França, 1714: num momento de desespero , uma jovem faz um trato para viver para sempre - que implica a maldição de ser esquecida por todos que encontra.

Assim começa a vida extraordinária de Addie LaRue, uma aventura deslumbrante que se desenrola através de séculos e continentes, através da história e da arte, enquanto uma jovem mulher aprende até onde irá para deixar a sua marca no mundo.

Mas tudo muda quando, após quase 300 anos, Addie se cruza com um jovem, numa livraria recôndita, que se lembra do nome dela.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Novidade na Biblioteca: "Em nome do amor" de Kristin Hannah

Lisboa: Bertrand, 2020
ISBN 978-972-25-3597-7
Apesar da dúvida e da mentira, o amor entre um homem e uma mulher tudo pode vencer.
Um dos mais comoventes romances de Kristin Hannah a tocar o tema do casamento e da força para continuar.
Quando Mikaela Campbell, esposa e mãe amada, entra em coma, cabe ao seu marido, Liam, manter a família unida e cuidar dos filhos desolados e assustados. Os médicos dizem-lhe que não tenha esperança de que ela recupere, mas ele acredita que o amor é capaz de fazer o que a medicina não consegue. Todos os dias, senta-se ao lado dela, conta-lhe histórias da vida preciosa que construíram juntos, na esperança de que ela acorde. Mas depois descobre provas do passado secreto da mulher: um primeiro casamento com a estrela de cinema Julian True.

Desesperado por trazer Mikaela de volta a qualquer custo, Liam sabe que tem de pedir ajuda a Julian. Mas irá essa decisão custar-lhe a mulher, a família e tudo o que estima?

Fonte: contracapa do livro

Leia aqui as primeiras páginas. Gostou?
Requisite na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Natal da minha infância/ Contrastes

As famílias reuniam-se à volta da farrusca e tosca lateira ou da incandescente braseira de lata ou de cobre, apoiada no estrado de madeira, lavado com sabão amarelo. Bebiam chá, comiam as “filhoses”, os sonhos, as rabanadas, as broinhas e tagarelavam noite dentro.

O coração saltitava no peito dos pequenos, “bêbedos de sono”, espremendo teimosamente as pestanas, cada vez mais pesadas…

Dormiam em sobressalto, estrebuchando de pesadelos, na ânsia de ver um MENINO JESUS, descalço, pezinhos rechonchudos, descer pela chaminé a gemer de cal branca ou forrada de jornais. Pela calada da noite, pé ante pé, evitando qualquer ruído, vinha pôr o presente em cada meia ou num roto sapatinho, reluzente de graxa.

Os olhitos brilhavam como pirilampos, ao acordar durante a noite, pelo ténue rumor do papel que os Divinos pés roçavam de mansinho.

Na manhã seguinte, trocavam, euforicamente, informações com as outras crianças da rua, algumas descalças, pés enregelados, monco no nariz, olhos remelados.

O Menino tinha deixado um pacotinho de papel pardo com um coscorel, dois rebuçados, um torrão de açúcar, sonhos de abóbora e, nas pequeninas mentes, sonhos, sonhos, sonhos até às estrelas celestes…

Neste momento, o pensamento dos sobreviventes voa para o Céu… tentando, com saudade, descobrir a Lurdes e a Eulália, as mais entusiastas.

Em casas mais abastadas, reunida à mesa da consoada uma família de mais de 30 pessoas, onde o peru era rei e a alegria e a amizade não tinham limites, reluziam uma máquina de costura, um fogão ou um minúsculo regador de lata, as panelinhas de alumínio “topo de gama”, um automóvel, um baralho de cartas, uma gaita ou um assobio de barro, retirados do grande saco que aparecia inexplicavelmente junto da lareira, enquanto consoávamos.

Corridas loucas por toda a casa à descoberta do Menino Jesus! Em vão…

- Para o ano não vamos estar distraídos. Havemos de apanhá-lo!

Brinquedos partilhados em jogos inocentes com vizinhos ou amigos.

Onde estará reunida esta enorme família? Que vazio deixou no coração das, apenas… três sobreviventes?!!!...

O Presépio, de musgo verde viçoso, carumas e pinhas da Mata ou da Quinta da D. Guilhermina, era feito ao cimo da Quelha sem saída. As figuras eram do barro da Cerâmica, modeladas toscamente com cabelos de feno ou de ervinhas, feitas com tanto entusiasmo e primor que boca, olhos, cabelos e mãos dos artistas eram tudo barro como o burro, a vaca ou os Reis Magos!

Só o menino, emprestado por algum crente adulto, tinha a perfeição das vistosas imagens compradas nas barracas da feira do Mont’Alto. Ele era, afinal, o Divino aniversariante. Fazia quase 2000 anos, mas nascia todos os anos, na noite de Natal, ao cimo da nossa Quelha sem saída, no Cimo de Vila.

Para o aquecer, em substituição do cepo, acendia-se uma pequena fogueira e as brasas eram levadas para as braseiras ou escalfetas das casas mais frias.

O Pai Natal era desconhecido no nosso tempo. Não ousava sair de casa, sentado ao borralho, lá no Pólo Norte. Por acaso já estive na casa dele. Disse-me que carregava tantos brinquedos, para ajudar o Menino Jesus, aborrecido com tanto peso material, desnecessário.

Outrora, o AMOR era o manto azul luminoso que agasalhava cada lar com a centelha de LUZ, trazida da Missa do Galo.

O Pai Natal dava razão ao “Principezinho” de Saint-Exupéry:

“Só com o coração é que conseguimos ver claramente. O essencial é invisível aos olhos!”

Que neste Natal, o Presépio vivo, viva em cada coração!

M. Olívia Nogueira
Arganil, Dezembro 2021

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Novidade na Biblioteca: "Correios" de Charles Bukowski

Correios, o primeiro romance de Bukowski, é baseado na sua experiência como empregado dos Serviços Postais dos Estados Unidos ao longo de uma década, e foi publicado num momento em que o seu nome ascendia ao plano do reconhecimento literário universal.Ponto de partida ideal para qualquer leitor que se queira iniciar na prolífica obra de Bukowski, encontramos em Correios as qualidades dos seus restantes trabalhos. Repleto de cenas hilariantes, este romance é também um retrato fiel das frustrações de um funcionário público sofredor.

As suas personagens, entre a ficção e a realidade, captam a essência e a universalidade do ser humano e nós, leitores, continuaremos a topar, em Bukowski, com bebedeiras, mulheres, zaragatas, eventuais rebates de consciência, enfim, com os trambolhões da vida.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Natal 2021 - Um presépio de verdade

 

Texto de Maria Leonarda Tavares dedicado aos "Amigos de ler"

“Amigos de Ler” é um clube de leitores livres e apaixonados pelas suas leituras. Reunimos-nos na segunda segunda-feira do mês, às 21:00 horas, na Biblioteca Municipal de Arganil | Miguel Torga, com os mais variados pretextos – uma ideia, um autor, uma cor, uma página... Memórias dos textos que temos lido.