segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Tempo para a poesia LXXI

Lisboa: Círculo de Leitores, 1993

Meu amor não está longe

Eu penso em ti quando do Sol o fogo
Me vem do mar;
Eu penso em ti quando a Lua no lago
Se vem espelhar.

Vejo-te quando, na estrada distante,
Se ergue a poeira;
Quando na noite treme o viandante
Na cumeeira.

Eu oiço-te quando num fragor surdo
A onda sobe.
Vou muitas vezes escutar no bosque mudo,
Já tudo dorme.

Por longe que estejas, estás a meu lado,
Perto de mim!
Pôs-se o Sol, já fica o céu estrelado:
Quero-te aqui!

J. W. Goethe
tradução de João Barrento


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Sugestão de leitura: Vozes de Chernobyl de Svetlana Alexievich

Com a sua multidão de vozes, Svetlana Alexievich fez entrar o mundo em Chernobyl. Um lugar de morte de onde não se pode fugir. Um mundo que arde e já não está sozinho. Nós estamos lá. (excerto do prefácio por Paulo Moura)
A 26 de abril de 1986, Chernobyl foi palco do pior desastre nuclear de sempre. As autoridades soviéticas esconderam a gravidade dos factos da população e da comunidade internacional, e tentaram controlar os danos enviando milhares de homens mal equipados e impreparados para o vórtice radioativo em que se transformara a região. O acidente acabou por contaminar quase três quartos da Europa.

Numa prosa pungente e desarmante, Svetlana Alexievich da voz a centenas de pessoas que viveram a tragédia: desde cidadãos comuns, bombeiros e médicos, que sentiram na pele as violentas consequências do desastre, até as forças do regime soviético que tentaram esconder o ocorrido. Os testemunhos, resultantes de mais de 500 entrevistas realizadas pela autora, são apresentados através de monólogos tecidos entre si com notável sensibilidade, apesar da disparidade e dos fortes contrastes que separam estas vozes.

Fonte: contracapa do livro


Requisite na Biblioteca Municipal de Arganil.

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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Sugestões de leitura da Sala Jovem


O sol também é uma estrela/ Nicola Yoon
Barcarena: Presença, 2017

A história de uma rapariga, um rapaz e o universo.

Natasha: Sou uma rapariga que acredita na ciência e nos factos. Não acredito no destino. Ou nos sonhos que nunca se concretizam. Não sou de todo aquele tipo de rapariga que encontra um rapaz simpático numa rua nova-iorquina cheia de gente e se apaixona por ele. Não quando a minha família está a doze horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não será a minha história.

Daniel: Sou o bom filho, o bom estudante, correspondendo sempre às elevadas expectativas dos meus pais. Nunca fui o poeta. Ou o sonhador. Mas quando a vejo, esqueço tudo isso. Algo em Natasha faz-me pensar que o destino nos reserva, a ambos, alguma coisa muito mais extraordinária.

O universo: Cada momento das nossas vidas conduziu-nos a este momento único. Há um milhão de futuros perante nós. Qual deles se tornará realidade?

Fonte: contracapa do livro


As vantagens de ser invisível/ Stephen Chobsky
Alfragide: ASA, 2018


Charlie tem 15 anos e ainda sonha com o primeiro beijo. Tímido, introvertido, não tem qualquer amigo. Acaba de entrar no décimo ano e já conta os dias que lhe faltam para acabar o secundário. Olha à sua volta e sabe que não pertence a nenhum grupo. É apenas um miúdo sensível, com uma inteligência superior à média, dividido entre viver a vida ou fugir dela. na dúvida, prefere ser invisível, como uma flor no papel de parede, que está lá mas em quem ninguém repara.

Não se vai manter invisível durante muito tempo. Sente a pressão do primeiro encontro, da primeira namorada. em seu redor há festas, sexo, drogas e um suicídio que o marca para sempre. Mas há também Sam, uma finalista por quem se apaixona perdidamente. e o meio-irmão dela, Pat, que é homossexual mas ninguém sabe. Os dois vão acolher Charlie, iniciá-lo num mundo de descobertas, guiá-lo ao longo dos misteriosos anos da adolescência.

As Vantagens de Ser Invisível, de Stephen Chbosky, é uma obra de enorme ternura, por vezes cruel, e sempre de uma sinceridade desarmante. Charlie abre-se ao leitor, revela os seus medos, angústias e o terrível segredo que o acompanha desde a infância.

Fonte: contracapa do livro

Gostaste? Requisita na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Sugestão de leitura: Mar humano de Raquel Ochoa

Barcarena: Marcador, 2014
Mar Humano parte da ligação turbulenta entre duas pessoas e penetra em temas como a longevidade da vida humana, a responsabilidade que os sentimentos acarretam, a luta pela liberdade de expressão e o impacto da ciência na evolução da consciência. Um brinde à coragem de cada indivíduo em ser autor da sua própria vida.

Portugal, meados do Estado Novo. No caminho para a liberdade, o destino cruza escrita e ciência. Dois jornalistas escrevem e investigam e, sem suspeitar, vão encontrar um sentido para a vida.
Apesar das grandes transformações que Portugal vive durante o século XX, constata-se que a mentalidade de um sociedade pouco habituada a questionar reflecte-se no dia-a-dia, sobretudo na monotonia das relações.
Longe de Lisboa, no entanto, a ciência avança como nunca. Aproxima-se a conclusão de que tudo o que nos rodeia está ligado à consciência íntima de cada um, ou seja, ao seu próprio poder criativo.

Uma história de amor vivida nos bastidores da imprensa portuguesa e que atravessa o século XX. A improvável longevidade dos sentimentos e um final surpreeendente, conjugados num romance histórico que vai encantar o leitor por razões que não está à espera.

Fonte: contracapa do livro

Requisite na Biblioteca Municipal de Arganil.

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terça-feira, 28 de julho de 2020

sábado, 25 de julho de 2020

Sugestão de leitura: Eliete de Dulce Maria Cardoso

Lisboa: Tinta da China, 2018
Eliete é um convite à reflexão, pessoal e não só (não é isso que faz toda a boa literatura?). Devemos ignorar o que se passa à nossa volta e seguir em frente como se nada for ou devemos sair e encarar a tempestade? (Rita Cipriano in Observador)
Eliete é um romance construído em torno da protagonista homónima, e é o seu mundo que Dulce Maria Cardoso apresenta agora aos leitores. Estar a meio da vida é como estar a meio de uma ponte suspensa, qualquer brisa a balança. A vida da Eliete vai a meio e, como se isso não bastasse, aproxima-se um vendaval.

Mas este é ainda o tempo que será recordado como sendo já terrivelmente estranho, apesar de ninguém dar conta disso. Porque tudo parece normal. Deus está ausente ou em trabalhos clandestinos. De tempos a tempos, a Pátria acorda em erupções festivas, mas lá se vai diluindo. E a Família?

Fonte: www.wook.pt

Requisite na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 22 de julho de 2020

Tempo para a poesia LXX

Lisboa: Glaciar, 2015


Antônio de Castro Alves, poeta Brasileiro, nasceu em 14 de Março de 1847. Faleceu a 6 de Julho de 1871, com apenas 24 anos. 

Além da extraordinária obra poética deixava traduções em verso da mais alta qualidade, e sobretudo esse "odor de genialidade" que já o acompanhava plenamente em vida, coisa tão rara, e com o qual morreu. Sua curta vida, comum a quase todos os seus êmulos de escola, não permitiu que se dispersasse em nada que não fosse aquilo que representa os altos ideais humanos, amor, arte, justiça, embora não nos caiba supor que com mais longa vida sua trajetória fosse diferente. Deixou exatamente o que planejara, as "espumas flutuantes" de seus versos(...)
(excerto da introdução por Alexei Bueno)

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sexta-feira, 17 de julho de 2020

As filhas de Hanna de Marianne Fredriksson

Lisboa: Presença, 1998
Num texto em que poesia e emoção se combinam com rara sensibilidade, Mariane Fredriksson narra em As Filhas de Hanna a saga de três gerações de mulheres de uma mesma família - Anna , uma escritora de 53 anos; a mãe dela, Johana, e a avó materna, Hanna .
Este romance retrata três gerações de mulheres escandinavas ao longo de um século de grandes mudanças sociais e políticas. Anna, à cabeceira da mãe moribunda procura respostas. Procura saber que mulher foi a mãe, Johana e, para além dela, a mãe da mãe, Hanna. Mais do que uma saga familiar, este romance é um admirável registo da cultura escandinava, desde um tempo esquecido, em lugares tão remotos na majestosa solidão da paisagem que ainda confinam com a época dos antigos mistérios rúnicos, até às mutações que conduziram a uma sociedade predominantemente urbana. Anna vai ao revés do tempo, voltando a tecer a teia de memórias e sonhos que unem as mães e as filhas. Um romance luminoso e sentido, que se compõe de registos múltiplos e entrecruzados, e que encerra, viva, uma seiva, uma força épica, que não é certamente, alheia ao imenso sucesso internacional que alcançou.
Fonte: contracapa do livro.

Leia aqui as primeiras páginas. Gostou?

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