segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sugestões de leitura da Sala Jovem

Alfragide: Caminho, 2015
O tema central do livro, embora delicado, é extremamente actual: uma rapariga de 15 anos que se envolve com um homem de 29 anos. A protagonista feminina, Dulce, é uma «Lolita» do século XXI: rapariga adolescente, antes uma criança gordinha, que se reinventa fisicamente mas que altera também o seu interior para se adaptar às pessoas com as quais se cruza. Emocionalmente uma criança, mas com corpo de mulher, utiliza o poder que a sociedade lhe dá para seduzir um homem adulto sem pensar nas consequências. O protagonista masculino, Eddie, não é exactamente o «Lobo Mau», mas veste muito a pele de cordeiro: mais velho, mais experiente, é nitidamente um efebófilo. Sente o medo de ser apanhado em falta e a ilegalidade da situação, mas está viciado na excitação, no perigo e na adoração dela. 

Um romance de superior qualidade literária sobre um tema candente, que encara os problemas de frente ao mesmo tempo que foge aos estereótipos.


Parede: Saída de Emergência, 2010
A Senhorita Perspicácia Carraça, bruxa de algum renome, preocupa-se com um ondular nas paredes do mundo, uma perturbação centrada em terras de cré, onde não é costume nascerem bruxas de mérito. Mas a pequena Tiffany Dores decide contrariar a tradição porque o seu irritante irmãozinho foi raptado pela rainha das fadas. Ajudada por um sapo falante e por um exército de Homenzinhos Livres ladrões, bêbados e arruaceiros (os Nac Mac Feegles), Tiffany deita mãos à obra.


Livros disponíveis para empréstimo na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Novidade na biblioteca: A grande solidão de Kristin Hannah

Lisboa: Bertrand, 2019
1974, Alasca. Indómito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietname transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcione um futuro melhor à sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. 

Inicialmente, o Alasca parece ser uma boa opção. Num recanto selvagem e remoto, encontram uma comunidade autónoma, constituída por homens fortes e mulheres ainda mais fortes. Os longos dias de verão e a generosidade dos habitantes locais compensam a inexperiência e os recursos cada vez mais limitados dos Allbright. 

À medida que o inverno se aproxima e que a escuridão cai sobre o Alasca, o frágil estado mental de Ernt deteriora-se e a família começa a quebrar. Os perigos exteriores rapidamente se desvanecem quando comparados com as ameaças internas. Na sua pequena cabana, coberta de neve, Leni e a mãe aprendem uma verdade terrível: estão sozinhas. Na natureza, não há ninguém que as possa salvar, a não ser elas mesmas. 

Neste retrato inesquecível da fragilidade e da resiliência humana, Kristin Hannah revela o carácter indomável do moderno pioneiro americano e o espírito de um Alasca que se dissipa - um lugar de beleza e perigo incomparáveis. A Grande Solidão é uma história ousada e magnífica sobre o amor e a perda, a luta pela sobrevivência e a rudeza que existe tanto no homem como na natureza.

Fonte: www.bertrand.pt


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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Ficção distópica

A ficção distópica começou a surgir no início do século XX em resultado das ansiedades e medos criados pelos efeitos das grandes guerras mundiais, e é por assim dizer a antítese da utopia. Enquanto que as utopias se apresentam como projectos realizáveis em que se pensa ou imagina um mundo melhor, as distopias são ficções que mostram um futuro sem esperança, alienado, sem liberdade e absurdo. 

Sociedades fictícias com governos totalitários e repressivos, manipulação psicológica, tecnológica e em alguns casos, científica dos indivíduos são frequentemente “ingredientes” das narrativas distópicas, que acima de tudo põem em causa o sonho utópico de um mundo perfeito.

Alguns exemplos de distopias disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:

Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley 

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das palavras 'pai' e 'mãe' produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e instruídas para cumprir o seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. 
1984 de George Orwell

Segundo Orwell, «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro» é uma sátira. De aparência naturalista, trata das realidades e do terror do poder político, não apenas num determinado país, mas no mundo — num mundo uniformizado. Foi escrito como um ataque a todos os factores que na sociedade moderna podem conduzir a uma vida de privação e embrutecimento. 
A Laranja mecânica de Anthony Burgess 

Narrada pelo protagonista, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário que então domina a sociedade. 
Fahrenheit 451 de Ray Bradbury 

Fahrenheit 451 é uma novela distópica, que retrata uma sociedade ficcional no século XXI, onde o regime totalitário está determinado a garantir a felicidade dos seus súbditos, e para a alcançar proíbe severamente a posse e a leitura de livros considerados como fonte de problemas e teorias conflituosas. Este é um livro interessantíssimo que retrata uma sociedade altamente tecnológica e embrutecida, mas onde não há felicidade, apenas esquecimento e escuridão.
A máquina do tempo de H. G. Wells

Em A máquina do tempo, um viajante no tempo, depois de mergulhar mais de oitocentos mil anos no futuro, vislumbra uma trágica sociedade dividida em duas facções: os ociosos e pacíficos Eloi, à imagem das classes altas da época vitoriana, e os bárbaros e predadores Morlocks, confinados aos subterrâneos do planeta. Paralelamente, A Máquina do Tempo encerra uma filosofia da evolução humana e uma crítica à sociedade do tempo de H. G. Wells, com inevitáveis ecos no presente, alertando para as consequências do fosso crescente entre classes e para a exploração e miséria humana. Escrito na viragem do século, numa era vitoriana de progresso científico e industrial, este livro viria a conhecer um enorme êxito e perduraria como uma das principais fantasias da literatura e do cinema.

Para saber mais consulte:

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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Novidade na Biblioteca: O sabotador de Andrew Gross

Lisboa: Clube do Autor, 2019
Fevereiro de 1943. Os Aliados descobrem que os nazis estão perigosamente perto de construir uma arma decisiva para o desfecho da guerra. E têm de fazer tudo para os impedir.

Kurt Nordstrum é um engenheiro que faz parte da resistência que quer livrar a Noruega da influência de Hitler. Após perder a noiva, foge para Inglaterra, levando provas secretas sobre o progresso dos nazis na construção da bomba atómica. Determinado a prejudicar os planos dos alemães, junta uma equipa de resistentes e treina-os para a incursão mais ousada da guerra.

Avançando num dos terrenos mais inóspitos da Europa, lutando contra tempestades e desafiando o destino, a equipa de Nordstrum tem como alvo uma fábrica isolada, altamente vigiada pelos alemães, construída numa plataforma que se acredita ser impenetrável e de onde outros soldados não conseguiram voltar.

Com o destino da guerra em mãos, e em nome da lealdade e do dever, ele coloca em risco a pessoa que mais quer proteger. No final, o que estará disposto a sacrificar?

Inspirado na sabotagem à fábrica em que os alemães produziam a água deuterada, fundamental para o desenvolvimento da bomba atómica, O Sabotador recria uma das mais arriscadas missões da guerra. O último sobrevivente do ataque real, Joachim Ronneberg, morreu em outubro de 2018.

Fonte: Badana do livro

Para saber mais sobre o autor e a sua obra consulte:


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Tempo para a poesia (LII)

Mata… 

Na minha terra há uma mata!
Ou por outra,
na minha terra há muitas matas…
Mas esta é especial.
Sabem porquê especial?
Por todos nós é amada,
conhecida e explorada:
- é a Mata do Hospital!
À sombra das suas árvores
dormem mil recordações…
Do chão vem o cheiro a barro,
no ar a seiva dos pinheiros,
essência que se desprende,
enche e lava os pulmões.
És berço da passarada
Que faz chegar seus trinados
ao coração de Arganil.
Inspiração de poetas…
És geradora de sonhos,
dos que em anos mais risonhos
miram o teu céu anil.
És a testemunha muda
de amores e devaneios.
Nos teus trilhos e carreiros
tantas, tantas gerações
deram saudosos passeios.
Bem-haja a toda a equipa
que com saber e ciência,
arte amor e persistência,
desenvolveu esforços mil
p’ra mais beleza criar
e tanto valorizar
este brinco de Arganil.

Maria Albertina Dinis Jorge in Teia de emoções

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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Novidade na Biblioteca: A morte do comendador de Haruki Murakami

A cena repete-se todas as noites. Pouco antes das duas da manhã, o narrador ouve um som ao longe. Um sino antigo, oriundo das profundezas do tempo. Inquieto, o protagonista sem nome mergulha na floresta e descobre um santuário feito de pedras quadradas. Realidade ou fantasia? 

Em A Morte do Comendador, um retratista sem nome, de 36 anos, subitamente abandonado em Tóquio pela mulher, acaba por ir viver para a misteriosa casa de montanha de um famoso artista. A descoberta de um quadro inédito no sótão dessa casa desencadeia uma série de misteriosos acontecimentos e constitui o pretexto para explicar metaforicamente os acontecimentos da vida do protagonista sem nome. A pintura que dá o mote ao romance, essa tem título - A Morte do Comendador - e remete para a ópera Don Giovanni, de Mozart. 

Dividido em duas partes, A Morte do Comendador elege a música e a pintura como artes privilegiadas e aborda a solidão e o amor, a arte e o mal, temas bem conhecidos dos leitores, a par da paternidade, tópico inédito nos romances de Haruki Murakami, considerado pelo The Guardian «um dos maiores romancistas da actualidade». 

Uma das narrativas mais ambiciosas de Haruki Murakami, A Morte do Comendador constitui uma homenagem ao romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald.


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terça-feira, 21 de maio de 2019

Geek girl: uma colecção divertida e inteligente!


Geek Girl acompanha a vida de Harriet Manners, geek por convicção e modelo por um golpe do destino. Em Agora sou chique, Harriet vê a sua vida mudar radicalmente ao ser descoberta por uma agência de modelos, em Peixe fora de água a jovem protagonista experiencia o vertiginoso mundo da moda, com viagens intercontinentais e muitas peripécias inesperadas. 

Ao acompanhar as aventuras e desventuras de Harriet, a colecção aborda temas transversais da adolescência: a descoberta das relações, e sobretudo, a conquista da auto-estima e de um lugar próprio no mundo. 


Nota biográfica: Holly Smale é a autora bestseller e premiada da série Geek Girl. Apaixonou-se pela escrita aos 5 anos, quando percebeu que os livros não nasciam nas árvores como as maçãs. Foi descoberta por uma agência de modelos em Londres quando tinha apenas 15 anos, e passou os dois anos seguintes a tropeçar em passerelles, a corar diante dos fotógrafos e a partir objetos que jamais conseguiria pagar. Assim, depressa se desiludiu com a profissão, procurando de imediato novos caminhos. A paixão pelas viagens, pela aventura e por andar descalça levaram-na a correr meio mundo: visitou 27 países, passou dois anos a ensinar a língua inglesa no Japão, fez voluntariado no Nepal e ficou sem dezenas de auriculares na Austrália, Indonésia e Índia. Holly é licenciada em Literatura, especializada em Shakespeare e vive, atualmente, em Londres. Os seus livros estão traduzidos em 28 línguas e venderam mais de 1 milhão de exemplares, só no Reino Unido.

Os volumes 1 e 2 desta colecção estão disponíveis para empréstimo 
na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação

O objetivo do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação (WTISD) é ajudar a aumentar a consciência das possibilidades que o uso da Internet e outras tecnologias de informação e comunicação (TIC) pode trazer para as sociedades e economias. A data também tem como objetivo ajudar a reduzir a exclusão digital.

O dia 17 de maio marca o aniversário da assinatura da primeira Convenção Internacional do Telégrafo e a criação da União Internacional de Telecomunicações. 

Durante as últimas três décadas, a Internet transformou-se num recurso mundial sem paralelo, que engloba os mundos do saber e do lazer. Com milhões de utilizadores no mundo inteiro, é um meio de comunicação que não para de se desenvolver. Está na base das nossas sociedades cada vez mais interdependentes e interligadas, estimula a economia mundial, incentiva as trocas e o comércio e contribui para a melhoria dos cuidados de saúde, da produção alimentar e da educação. 

Também na literatura, quer seja de ficção ou não ficção, esta temática tem estado presente, e são cada vez mais os autores que nas suas obras se debruçam sobre as potencialidades e desafios das novas tecnologias na vida das sociedades e dos seus cidadãos. 

Eis algumas das nossas sugestões:

Em Negócios à velocidade do pensamento: com um sistema nervoso digital, o presidente da Microsoft, Bill Gates, defende que a tecnologia contribui para uma melhor gestão das empresas e assegura que, num futuro próximo, revolucionará a natureza das actividades comerciais. O êxito, diz Bill Gates, será alcançado por todos aqueles que criem um «sistema nervoso digital», capaz de unificar a gestão de operações, vendas e informação, permitindo uma maior rapidez na tomada de decisões e na adopção de estratégias e optimizando a aprendizagem.

Fonte: www.bertrand.pt
Ganhar com o Facebook de Brian Carter
Hoje em dia as pessoas não se limitam a "estar" no Facebook. Na verdade, é um dos lugares onde estão mais envolvidas.
O marketing no Facebook já não é opcional - mas a área está cheia de exageros, tolices e soluções falsas que não dão resultados. Este livro dá-lhe o que realmente precisa: um plano completo, passo a passo, para maximizar o seu retorno no Facebook.

Fonte: www.bertrand.pt

O círculo de Dave Eggers

No dia em que Mae Holland é contratada para trabalhar no Círculo, a empresa de Internet mais influente do mundo, sabe que lhe concederam a oportunidade da sua vida.

Através de um inovador sistema operativo, o Círculo unifica endereços de e-mail, perfis de redes sociais, transações bancárias e códigos de utilizador, construindo uma identidade virtual única no sentido da criação de uma nova era de transparência.

Mae Holland entusiasma-se com a atividade da empresa e sente-se feliz por nela participar. No entanto o que começa como uma fascinante história de ambição profissional e idealismo depressa se transforma num romance de suspense que coloca algumas das mais entusiásticas questões da atualidade: o papel da memória, o passado, a privacidade, a democracia e os limites do conhecimento.

Fonte: adaptado da contracapa do livro

Jogos de Raiva de Rodrigo Guedes de Carvalho
Um homem levanta a voz acima da algazarra de conversas. E pede que ponham mais alto o som do televisor do restaurante. É então que todos reparam no que ele vê. Não percebem ou não acreditam. E na rua, no bairro, na cidade, no país, homens, mulheres e crianças vão-se calando. Está por todo o lado, a imagem horrível e hipnotizante. O homem que pediu silêncio leva as mãos à cara e pensa: como chegámos aqui?

A era da comunicação global trouxe inimagináveis maravilhas. Partilhas imediatas de ensinamentos, denúncias e solidariedades. Mas permitiu também que saísse das cavernas uma realidade abjecta. Insultos, ameaças, ironias maldosas. Nunca, como hoje, a semente do ódio foi tão espalhada. 

É sobre este pano de fundo que se conta a história de uma família. Três gerações a olhar para um futuro embriagado num estado de guerra. Uma família que esconde, enquanto puder, um segredo. 
Jogos de Raiva traça duros retratos sem filtro sobre medos e remorsos, sobre o racismo, a depressão, a sexualidade, o jornalismo, a adopção, a arte e a amizade. E o poder das histórias. 
É sobre a urgência da confiança, da identidade e do amor. 
É um livro sobre todos nós, à deriva num novo mundo.

Fonte: contracapa do livro

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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