sábado, 15 de dezembro de 2018

Novidade na Biblioteca: O fiel defunto de Germano Almeida

O fiel defunto de Germano Almeida

Toda a gente foi apanhada de surpresa, pelo que ninguém tentou impedir o inesperado assassinato do mais conhecido e traduzido escritor das ilhas, breves momentos antes do início da cerimónia de apresentação do que acabou por ser a sua última obra. E, no entanto, nesse dia o vasto auditório transbordava de uma festiva multidão de fãs e outros curiosos, todos impacientes ante a expectativa de ter um autógrafo no já muito badalado livro que se preparavam para adquirir. De modo que a ninguém terá passado pela cabeça que um evento daquela natureza, sempre aguardado com geral e grande ansiedade, poderia vir a ter um desfecho tão inesperado quanto brutal, especialmente tendo em conta a qualidade das pessoas envolvidas na tragédia.

Fonte: Badana do livro

www.observador.pt
Leia aqui as primeiras páginas. Gostou?

Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Mais 2 novidades a enriquecer o Fundo Local

Contos e Poemas de Natal de José Ramos Mendes

Contos e Poemas de Natal é uma edição póstuma, que reúne um conjunto de textos relacionados com o Natal, escritos pelo Prof. José Ramos Mendes e apresentado durante as comemorações dos 20 anos da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Conforme se pode ler no prefácio, por Marta Ramos Mendes, este "é um livro para ler, não só no Natal, mas também durante todo o ano. É um livro para pequenos e grandes. É um livro para ler em família. É um livro para refletir, e principalmente, para eternizar uma memória..."

No meu tempo... /Org. CLDS 3 G - Arganil +inclusiva

O livro No meu tempo... retrata os encontros intergeracionais decorridos entre 2016 e 2018, promovidos pelos CLDS 3 G de Arganil em parceria com o Agrupamento de Escolas de Arganil. Estão nele registados os vários encontros realizados, as experiências e as histórias trocadas entre as diferentes gerações que deram vida a este projecto.

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Sugestões de leitura da Sala Jovem VIII

A rainha de Tearling de Erika Johansen

Durante dezoito anos, o destino de Tearling ficou nas mãos do Regente, manipulado pela Rainha Vermelha, uma feiticeira implacável que governa o reino vizinho de Mortmesme. Porém, Kelsea Glynn, sobrinha do Regente, é a legítima herdeira do trono. Quando completa dezanove anos, está pronta para reclamar o que é seu - e assim regressa do exílio com o objetivo de tornar Tearling um reino livre de pobreza, opressão e escravatura. Mas Kelsea é jovem, ingénua e cresceu longe da corrupção e dos perigos que assolam o reino. Cedo lutará pelo trono e pela própria sobrevivência, num caminho de crescimento em que aprende a lidar com uma herança muito pesada.

Fonte: contracapa do livro


Viagem ao mundo da droga de Charles Duchaussois

Charles Duchaussois descreve neste livro a terrível experiência de um drogado a partir da sua vivência pessoal. Vagabundo, traficante, marginal em relação à sociedade, aventureiro internacional profundamente envolvido no negócio. Duchaussois, ele próprio um viciado, chegou à derradeira miséria física e moral.
Em França, no Médio e no Extremo Oriente, o autor narra uma vida entrecortada de incidentes, dos quais, a pouco e pouco, principia a emergir. E desse modo, o que era a descrição de uma queda vertical no abismo, é também a narrativa de uma recuperação, se não mesmo de uma cura. Duchaussois faz-nos viajar ao mundo da droga para nos mostrar a degradação a que nos conduz.

Fonte: badana do livro

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Tempo para a poesia XLII - Especial Natal

Pequena antologia de poemas sobre o Natal de poetas de Língua Portuguesa, organizada por João Alves das Neves e publicada na "A Comarquinha" nº 120 (7.12.2000), suplemento do Jornal "A Comarca de Arganil".

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Fundo local enriquecido: Habitação na Beira Serra de Lisete de Matos

"A casa é (...) o espaço privilegiado de reprodução da força física e anímica de que a produção económica carece para produzir mais e melhor. Talvez por isso a habitação constitua um direito (...) e persista como um dos principais símbolos de prestígio e estatuto social, embora o quotidiano apressado de hoje e o individualismo dos costumes se apresentem pouco favoráveis à partilha do espaço doméstico. (...)

A evolução da habitação, que o tempo clima foi exigindo e o tempo devir cimentando, processou-se a acompanhar as necessidades e os modos de vida das famílias e dos povos, em estreita articulação com as características geomorfológicas dos territórios, as conquistas civilizacionais, e o poder económico associado aos itinerários protagonizados. (...)

É pois, enquanto reflexo da atividade humana e componente essencial do património construído e cultural que elegemos a habitação serrana e, por inerência, a respetiva arquitetura de produção (fornos, alambiques, galinheiros, palheiros e currais, moinhos, lagares e tulhas) como objeto de reflexão nesta obra. (...)

Sem sermos especialistas na matéria, trata-se, uma vez mais, de um trabalho muito singelo, com o qual pretendemos partilhar o fascínio com que observamos a paisagem e as aldeias transformadas em repositório de engenho e tenacidade, afeto e história das pessoas e dos seus modos de vida! ... para além de homenagear "os operários em construção" do passado e do presente, pretendemos contribuir para o reforço da identidade e da pertença à serra e à terra ao mesmo tempo que conferimos visibilidade à riqueza e diversidade do património edificado serrano.

Excertos da Introdução por Lisete de Matos

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Sugestões de leitura da Sala Jovem VII

Quando a amizade me seguiu até casa de Paul Griffin

Ben é órfão, tem doze anos e nunca foi bom a fazer amigos. Depois de ter conhecido sucessivas famílias de acolhimento, está consciente de que as pessoas se podem afastar de um dia para o outro. Ben gosta de passar o seu tempo a ler livros de ficção científica. Porém, tudo muda na sua vida quando resgata um rafeiro que encontrou nas traseiras da biblioteca de Coney Island. Flip, o cãozito, leva-o a travar amizade com uma rapariga chamada Halley - sim, o mesmo nome do cometa. Halley também devora livros e convence Ben a escrever um romance com ela. À medida que a escrita do livro avança, Ben vê-se confrontado com uma série de peripécias e com o significado da amizade e da família.

Quando a Amizade me Seguiu Até Casa é uma história adorável que emociona e encanta qualquer leitor.


“O meu estômago já roncava na altura em que o último toque de campainha soou e nos libertou para o fim de semana. Meti pelo passadiço em direção à biblioteca. A Sra. Lorenz tinha sempre um prato de bolachas com pepitas de chocolate Chips Ahoy! no balcão da receção.
Sentia-me bastante em forma para alguém a quem tinham roubado o dinheiro da piza. Não se pode estar triste em Coney Island num dia de sol, em setembro. O mar brilhava. O ra tinha um cheiro salgado e doce. O meu audiolivro estava quase a atingir o seu ponto alto. É claro que eu não podia ser apanhado a andar por aí com um livro livro. Era como pedir sarilhos. Pus mais alto o som dos meus auscultadores e dos Herdeiros do Império, do Timothy Zan. As coisas não estavam a correr bem para Han Solo. Caças do Thrawn precipitavam-se sobre a nave espacial Millenium Falcon. O som foi cortado quando alguém veio por trás de mim e me arrancou os auscultadores da cabeça.
- Quem é que compra auscultadores amarelos – disse aquela rapariga, a Angelina Caramello. Era mesmo muito bonita, apesar de ser amiga do Damon Rayburn. – parece que tens limões a crescerem-te das orelhas.”
Excerto do 2º capítulo.


Um beijo no pé de Maria Teresa Maia Gonzalez

Miguel e Filipa conhecem-se desde os sete anos e aquilo que começou com uma amizade ternurenta e inabalável evoluiu para uma paixão sem limites, que não admite interferências nem obstáculos. Mas, agora com dezassete anis, no auge desse amor arrebatado, a tragédia bate-lhes à porta quando Filipa engravida e os pais a pressionam a interromper a gravidez, contra a vontade dos dois namorados. A estes adolescentes não resta outra alternativa senão confrontarem-se com uma realidade desprovida de ilusões, com os seus medos e fragilidades, e reinventarem um amor capaz de resistir àqueles momentos em que o vazio se instala e parece devorar toda a alegria e esperança à sua volta.

Fonte: contracapa do livro


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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Livro do mês: Macbeth de Jo Nesbo

Passado nos anos 70, numa cidade industrial cinzenta e chuvosa, a força policial da zona está concentrada em acabar com um persistente problema de drogas. Duncan, chefe da polícia, é um idealista e visionário, um sonho para a população e um pesadelo para os criminosos. O comércio das drogas é liderado por dois homens, um dos quais, mestre da manipulação chamado Hécate, tem ligações aos poderes mais altos. E pretende usá-las para conseguir escapar ileso. 

O seu plano consiste em manipular, de forma consistente e persistente, o inspetor Macbeth, um homem já de si susceptível a tendências paranoides e violentas. O que se segue é uma história irresistível de amor e culpa, de ambição política e inveja, que explora os recantos mais negros da natureza humana, assim como as aspirações da mente criminosa. 

Fonte: contracapa do livro

Opinião de leitor

Macbeth de Jo Nesbo insere-se na colecção “Bertrand Shakespeare” e foi fruto de um desafio lançado pela editora Hogart que convidou os seus autores a recriar em romance peças de Shakespeare, como forma de assinalar os 400 anos da morte deste famoso dramaturgo. Mesmo para aqueles que não têm conhecimentos profundos sobre a obra Shakesperiana a analogia é fácil de identificar: Nomes de personagens, locais, situações…
O livro não foi o melhor de Jo Nesbo que já li. É um policial, em que há uma grande disputa pelo poder e ao longo do enredo parece constantemente que os bons não vingam... e mesmo quando se chega ao final da história, com o desaparecimento de cena de Macbeth, quando finalmente parece que o bem vai triunfar, ali ficam as pontas soltas... recordando "os recantos mais negros da natureza humana"...
Miriel de Vocht

Para saber mais consulte:

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Reggae jamaicano é Património Imaterial da Humanidade

Foi hoje inscrita na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade a música reggae jamaicana.

De acordo com um comunicado divulgado hoje, a UNESCO destacou "a contribuição" desta música para a consciência internacional "sobre questões de injustiça, resistência, amor e humanidade".

O reggae "preserva toda uma série de funções sociais básicas da música - sujeita a opiniões sociais, práticas catárticas e tradições religiosas - e continua a ser um meio de expressão cultural para a população jamaicana como um todo", sublinha-se no mesmo comunicado.

Bob Marley and The Wailers foram os ícones mais importantes e influentes da música jamaicana e da sua difusão pelo mundo.

Se pretende saber mais sobre este tema consulte:
Na Biblioteca Municipal de Arganil temos disponíveis:

DVD Marley Magic Live in Central Park at Summerstage (1996)
DVD Catch a Fire
No women no cry: a minha vida com Bob Marley
De Rita Marley com Hettie Jones
Cruz Quebrada: Casa das letras, 2006

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Tempo para a poesia (XLI)

Ritual da chuva

Desde os tempos antigos,
     vem a chuva,
     vem a chuva comigo.
Da montanha de Água,
de seus cumes altíssimos,
     vem a chuva,
     vem a chuva comigo.

Entre a luz dos relâmpagos,
relâmpagos que brilham,
fulmíneos relâmpagos,
     vem a chuva,
     vem a chuva comigo.

Entre andorinhas,
andorinhas azuis
que gritam, que gritam,
     vem a chuva,
     vem a chuva comigo.

Atravessando o pólen,
o pólen sagrado,
vestida de pólen,
     vem a chuva,
     vem a chuva comigo.

Desde os tempos antigos,
     vem a chuva,
     vem a chuva comigo.

Herberto Helder in Poesia Toda I

Consulte o catálogo concelhio da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil e descubra quais os livros do autor que temos disponíveis para si!

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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Sugestões de Leitura da Sala Jovem (VI)

O outro lado de Gabrielle Zevin

Liz acorda no camarote de um navio, que partilha com Thandi, uma adolescente da sua idade que lhe é completamente desconhecida. Aliás, como tudo o que a rodeia, à excepção de Owen, o vocalista da sua banda de rock preferida. Ao fim de algum tempo Liz descobre que morreu e se encontra agora em O Outro Lado, um lugar de sublime beleza, muito semelhante à Terra e, no entanto, completamente diferente. Mas Liz tem demasiadas saudades da sua vida na Terra.

Fonte: www.presenca.pt


Correr não é para meninas de Alexandra Heminsley

Alexandra Heminsley queria ter a cintura de uma supermodelo, as pernas de uma bailarina, a rapidez de uma gazela. Durante anos, debateu-se com estas expectativas e a realidade dos implacáveis ginásios da moda e de exercícios que a entediavam de morte.
Ela queria sentir-se bem mas ver resultados. Rápidos.
Queria ar livre e liberdade. Um dia, decidiu correr.

A sua primeira corrida não acabou bem.
Atualmente, já correu cinco maratonas.

Como?
Tudo mudou no dia em que percebeu que correr é não só um exercício físico. É também um exercício mental. É uma atitude.
Por isso, embora este livro seja sobre corrida, não é apenas sobre corrida.
É também sobre determinação (sim, sair da cama numa manhã chuvosa de domingo é um desafio), relações pessoais (enfrentar os intimidantes veteranos do desporto também conta), e o nosso próprio corpo (não, a gravidade não tem de interferir no nosso desempenho). Mais, é sobre cada uma de nós (e nós conseguimos chegar mais longe do que pensamos… mesmo!).

Fonte: www.wook.pt


Os livros sugeridos estão disponíveis para empréstimo na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil.

Se nenhuma destas sugestões de cativou procura pelo livro que te "vai apaixonar" no catálogo da rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Os pezinhos do Menino Jesus

Na aldeia de Cadafaz, na serra de Góis, o frio era intenso, porque se aproximava o Natal. “Ande o frio por onde andar, pelo Natal há de chegar” diziam os mais velhos, e era bem verdade! As casas escuras, cobertas com xisto negro, aconchegavam-se umas às outras à beira de ruas tão estreitas, que nelas mal cabiam os carros de bois. No empedrado, trotavam os cascos das ovelhas, apressadas para os pastos, ou de regresso ao curral. 

Luita e Sanel viviam na aldeia e frequentavam a 1ª classe da pequena escola, ensinados pela D. Arminda, a professora primária. Era também a D. Arminda que ministrava a catequese aos meninos e lhes falava do Menino Jesus, filho de Deus Pai, que nascera numa gruta em Belém, na noite de 24 para 25 de dezembro, havia já naquela altura 1957 anos! Luita e Sanel sabiam quem era o Menino Jesus, porque em todos os Natais recebiam uma prendinha no sapatinho, que colocavam junto à lareira. As prendas que cada um recebia eram diferentes: Luita recebia meias, casacos e camisolas, que eram coisas que ele muito precisava, porque a família era mais pobre do que a de Sanel. Este recebia chocolates, doces e brinquedos, porque não precisava tanto das outras coisas que Luita recebia. Mas como eram amigos, Sanel partilhava com Luita as coisas doces que recebia e era assim que devia ser, dizia a mãe de Sanel. Isso agradava ao Menino Jesus. 

- Mãe, porque é que temos de pôr o sapatinho ao pé da lareira e não ao pé da porta? - Perguntava Luita à mãe, olhando-a com os seus grandes olhos castanhos. 

- Porque o Menino Jesus desce pela chaminé - respondia a mãe - o Menino Jesus é muito amigo dos meninos que se portam bem, mas não gosta de se mostrar. Por isso, ele desce de noite, quando eles estão a dormir, coloca a prenda no sapatinho e volta a subir. 

- Mas eu queria tanto, ver o Menino Jesus! – Choramingava o menino, e em cada ano que passava, mais crescia dento de si a vontade de O ver. Estava para chegar mais um Natal e neste, é que havia de ser! Luita não ansiava pelas prendas, nem pelas guloseimas que Sanel lhe haveria de dar. Isso ele tinha garantido, porque nem que fosse apenas um saco de filhós, ele sabia que receberia qualquer coisa. Mas ver o menino Jesus, era o presente mais ansiado. 

Nessa noite, esperou que todos dormissem e levantou-se devagarinho, indo sentar-se junto à lareira, mas a espera prolongada fê-lo adormecer. Acordou estremunhado, com a mãe a abaná-lo e então correu para a chaminé e espreitou. Ficou um bocadinho com a cabeça enfiada no buraco e depois voltou para dentro da pequena cozinha, com um sorriso resplandecente e exclamou, com as mãos postas como quem está a rezar, tremendo de emoção: 

- Ai mãe, que eu ainda Lhe vi os pezinhos! 


Eulália Gameiro

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Livro do mês: Um capricho da natureza de Nadine Gordimer

Hillela é o “Capricho da natureza” de Nadine Gordimer: uma jovem rapariga insubordinada e indomável, improvável heroína dos movimentos de libertação que mudaram o mapa político africano na segunda metade do século XX. 

Abandonada pela mãe, Hillela é criada por duas tias na África do Sul, Olga e Pauline. A sua rebeldia leva a que seja expulsa do colégio particular na Rodésia e fá-la expulsar-se a si própria da sua família. 

Depois de vários acontecimentos, Hillela é abandonada pelo amigo em quem confiava e torna-se uma “rapariga de praia”, vagando entre empregos e amantes, tornando-se por fim na esposa de um revolucionário negro. O seu percurso pessoal atribulado é o catalisador para o desenvolvimento da sua personalidade e consequente envolvimento nos movimentos de libertação africanos. 

Embora considerada como uma das obras maiores de Nadine Gordimer, Um capricho da Natureza não é um livro de leitura fácil, exigindo frequentemente uma releitura das frases para captar todos os detalhes da linguagem caracteristicamente metafórica da autora. 

Nota biográfica: Nadine Gordimer (1923-2014), escritora sul-africana, prémio Nobel da Literatura em 1991 foi uma das mais influentes vozes contra a segregação durante o regime do apartheid. Apreciada pelo seu apaixonado estilo e pela sua capacidade crítica a sua obra debruça-se sobre as tensões da vida quotidiana na África do Sul sob o sistema do apartheid. É autora entre outros de A história do meu filho, A gente de July e Um mundo de estranhos.

Para saber mais sobre a autora e a sua obra consulte:
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Sugestões de leitura da Sala Jovem (V)

George e o big bang de Lucy e Stephen Hawking

George e o Big Bang é uma emocionante história de aventura, que nos leva de volta ao momento em que surgiram o espaço e o tempo. Recheado de voltas e reviravoltas, por buracos de minhoca até ao limiar do conhecimento, George e Annie usam toda a sua inteligência e intuição para impedir que uma terrível catástrofe se abata sobre a espécie humana.
George e o Big Bang inclui ensaios de alguns dos mais importantes cosmologistas, as fantásticas ilustrações de Gary Parsons, um enredo emocionante e uma série de entradas científicas de fácil leitura. Incluindo um conjunto de fotografias a cores, ilustrando as maravilhas do cosmos, George e o Big Bang, o volume final da trilogia, encerra as aventuras de George pelo universo.

Fonte: www.wook.pt

A série George começou a ser publicada a partir de 2008 por Stephen Hawking, em colaboração com a filha Lucy e tem como preocupação principal explicar às crianças e aos jovens, de uma forma acessível, divertida e emocionante, as grandes questões científicas.


Nô e eu de Delphine de Vigan

Lou, uma adolescente sobredotada, e Nô, uma sem-abrigo de 18 anos, nada têm em comum. Conhecem-se e começa uma viagem que mudará as suas vidas para sempre. Doce e amarga, narrada por uma adolescente de 13 anos, esta é a história de amizade que comoveu e conquistou milhões de leitores em todo o mundo.
Lou tem 13 anos, um Q.I. de 160 e muitas perguntas na cabeça. Filha única de uma família à beira da separação, a tímida Lou inventa teorias para se apropriar do mundo e combater a solidão. Na Gare de Austerlitz, em Paris, conhece Nô, uma adolescente sem-abrigo, com 18 anos, cujo rosto cansado, as roupas sujas, o silêncio, a errância e solidão questionam o mundo.
Enquanto centenas de pessoas dormem na rua, sem ter o que comer, e caminham para não morrerem de frio, nós dizemos «As coisas são como são» - eis o que nos basta para explicar e aceitar a violência que nos rodeia. Mas Lou quer que as coisas sejam diferentes, que a Terra gire ao contrário, que cada um encontre o seu lugar. Decide salvar Nô, dar-lhe um tecto, uma família, lançando-se numa enorme aventura contra o destino. Contra tudo e contra todos.

Romance de aprendizagem, Nô e Eu é um sonho de adolescência submetido ao duro teste da realidade. Um olhar de criança precoce, naïf e lúcido, sobre a miséria do mundo. Um olhar de menina que cresceu demasiado rápido, melancólico e pleno de imaginação. Um olhar sobre o que nunca nos abandona, aconteça o que acontecer.

Fonte: contracapa do livro


Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Primeira Grande Guerra - Comemoração do Centenário do Armistício

No próximo dia 9 de Novembro o Município de Arganil lembra os 100 anos que passam sobre o Armistício que selou o fim da Primeira Guerra Mundial.

O Armistício de Compiègne, foi um tratado assinado em 11 de Novembro de 1918 entre os Aliados e a Alemanha, dentro de um vagão-restaurante, na floresta de Compiègne, com o objetivo de encerrar as hostilidades na frente ocidental da Primeira Guerra Mundial 
O armistício marcou para sempre a rendição da Alemanha e o fim da Primeira Guerra Mundial. Todavia as hostilidades continuaram em outras regiões, especialmente entre o Império Russo e partes do antigo Império Otomano. 
Este conflito mundial mobilizou mais de 70 milhões de militares, incluindo 60 milhões de europeus. Resultou em mais de 20 milhões de mutilados e quase 10 milhões de mortos.

Se desejar saber mais sobre este tema requisite uma das nossas sugestões de leitura ou explore os seguintes sítios web:

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Sugestão de leitura: 9 de novembro de Colleen Hoover

O dia 9 de novembro

No último dia de Fallon em Los Angeles, a sua vida cruza-se com a de Ben e os dois apaixonam-se perdidamente. A química que os une é tão forte e incontrolável que, apesar de Fallon estar a caminho de Nova Iorque, os dois prometem encontrar-se novamente. 

Os reencontros

Durante cinco anos, sempre no dia 9 de novembro, Fallon e Ben encontram-se para construírem a sua história de amor, entre as várias relações e atribulações das suas vidas separadas. Apesar de só estarem juntos uma vez por ano, os dois envolvem-se cada vez mais e partilham um amor pleno de entrega, paixão e intensidade, capaz de os transformar e de sarar cicatrizes profundas. 





Cinco anos depois

Fallon descobre que Ben carregou um enorme segredo durante cinco anos. O choque e a desilusão tomam conta do coração da jovem, devastada com a possibilidade de tudo ter sido uma farsa.

Estarão os dois preparados para aceitar que as histórias de amor nem sempre têm um final feliz? Ou será Fallon capaz de perdoar o homem que ama? 

O passado, o presente e o futuro cruzam-se num livro arrebatador e envolvente.

Fonte: contracapa do livro

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quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Halloween na Sala Jovem





Halloween ou O Dia das Bruxas é celebrado anualmente na noite de 31 de outubro. Trata-se de uma celebração pagã que teve origem com o povo Celta que festejava no seu calendário o fim do Verão, o início do Ano Novo e as boas colheitas do ano. A comemoração original chamava-se Samhain, que significa “fim de Verão”.

Portugal não tem uma tradição tão forte neste dia como os Estados Unidos e o Reino Unido, mas também se celebra o Halloween no nosso país, sobretudo pelas crianças e jovens, que se mascaram com disfarces assustadores e em grupo percorrem as ruas, batendo de porta em porta a pedir guloseimas às pessoas.

A Sala Jovem não deixou passar a oportunidade em branco e “vestiu-se” a preceito para assinalar a data.

Entre bruxas, teias de aranha e aranhas encontras uma grande selecção de livros com uma boa dose de suspense, que prometem fazer subir os níveis de adrenalina, disparar os batimentos cardíacos e viver um Halloween assustador.

Visita-nos e aproveita para escolher um livro para leres no feriado ou no fim-de-semana!

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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Novidade na Biblioteca: A mulher de cabelo ruivo de Orhan Pamuk

Perto de uma pequena cidade nos arredores de Istambul, um escavador de poços e o seu aprendiz são contratados para procurar água num terreno baldio. À medida que escavam o poço, metro a metro, sob um calor abrasador, vai-se desenvolvendo uma forte ligação entre ambos, como se fossem pai e filho, de uma forma nunca antes sentida quer pelo homem de meia-idade e fracos recursos quer pelo rapaz, de uma família da classe média, cujo pai desaparecera após ter sido detido por envolvimento em atividades políticas subversivas. 

Os dois trocam histórias que refletem diferentes visões do mundo e acabam por depender um do outro. Mas na cidade, onde se abastecem de provisões e onde procuram distrair-se ao final do dia, o rapaz encontra uma atração irresistível. A Mulher de Cabelo Ruivo, uma artista encantadora ligada a uma companhia de teatro itinerante, atrai o seu olhar e parece igualmente fascinada por ele. O maior sonho do rapaz é realizado e, obcecado com este arrebatamento, esquece o escavador que vem a sofrer um acidente. o rapaz parte de regresso a Istambul e somente anos depois sabe qual o destino do seu mestre, e descobre finalmente quem era a misteriosa mulher de cabelo ruivo.

Uma envolvente história de amor, laços familiares e mistério, tradição e modernidade, escrita por um dos maiores escritores do nosso tempo.

Fonte: contracapa do livro

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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Tempo para a poesia XXXIX


FOLHA CAÍDA

Pétala branca, frágil, caída,
Como em segredo, na minha face!
Pétala branca, frágil, caída
Na minha face, como se a vida
Leve, de leve nem lhe tocasse!

Mas nunca as folhas do meu cipreste
Buliram tanto, nem senti neve
Como no beijo que, então, me deste…
Pétala, branca no meu cipreste!
Branca (tão branca!), leve (tão leve!)

Não mudou nada nas minhas asas;
Se penas tive, tenho, ainda, penas.
Não mudou nada, nas minhas asas;
Porém as brasas, (as minhas brasas!),
Depois, ficaram menos morenas…

Vieste, mudo como um segredo!
Partiste, leve como um suspiro…
Amor, se o houve, foi em segredo,
E, se lembro, lembro-te a medo,
Fechando os olhos, quando respiro…

Pedro Homem de Mello in E ninguém me conhecia

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Novidade na Biblioteca: Os luminares de Eleanor Catton

Os luminares de Eleanor Catton

Este é um livro novo e inovador: novo pelo tema - um mistério por resolver no século XIX na cidade de Hokitika, Nova Zelândia, que reagrupa o destino de doze personagens - e inovador pela estrutura reinventada dos romances vitorianos. 
A corrida ao ouro, o tráfico de ópio, a prostituição e a expiação do passado de cada uma das personagens, além de um grandioso mistério por resolver, relevam a singularidade desta obra: é um thriller e um romance histórico, iluminado por referências astrológicas e chaves simbólicas orientadoras do destino das personagens. Surpreendente e viciante, eis ficção ao mais alto nível literário. Este romance de Eleanor Catton é incontornável, tendo sido reconhecido com o Man Booker Prize 2013.

Fonte: badana do livro

Requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Sugestões de Leitura da Sala Jovem (IV)

Valquíria de Kate O'Hearn

Freya receia fazer catorze anos - o fim oficial da sua infância e a altura de assumir todos os seus deveres como Valquíria (DEUSA NÓRDICA, segadora de almas dos campos de batalha da humanidade). Freya não quer seguir as pisadas das lendas que a precederam, pergunta-se como é que será fazer amizade com raparigas e rapazes, sem receio de lhes causar a morte com o seu toque letal. Mal sabia ela que os seus sonhos se iriam, muito em breve, tornar realidade: na sua primeira missão, recolhe uma alma com uma tarefa por terminar, que a envia ao mundo dos humanos numa busca desesperada e mortal... Aí, ela irá ter que enfrentar inimigos de todas as espécies, dando origem à nova lenda das Valquírias. Será que vai descobrir o que é ser verdadeiramente humano, ou o que é ser uma lenda?

Fonte: www.wook.pt


Girls who code: aprende a programar e muda o mundo 
de Reshma Saujani

Como é a rapariga que faz programação?

É uma rapariga que se diverte a praticar desporto, a fazer bolos, arte…
É uma rapariga que adora divertir-se com as amigas…
É uma rapariga que quer tornar os seus sonhos realidade…
… tal como tu!
Junta-te a dezenas de milhares de miúdas que, por toda a América, já fazem parte do movimento original e que têm uma voz ativa na área das tecnologias. Com imagens apelativas ao longo das páginas e testemunhos reais de raparigas e mulheres que trabalham em locais como a Pixar e a NASA, este livro vai deixar-te ansiosa por criares as tuas próprias apps, jogos e robôs capazes de mudar o mundo!

Fonte: badana do livro

Para saber mais sobre este livro visita: GirlsWhoCode.Com

Livros disponíveis para empréstimo na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sugestão de leitura: Noites no circo de Angela Carter


Noites no circo é o penúltimo romance de Angela Carter e conta a extraordinária e peripatética vida de Sophie Fevvers, uma artista de circo. Angela Carter apresenta nesta aventura circense uma sofisticada e divertida reflexão sobre a agilidade das fronteiras que inventamos para separar o real do ilusório. 

Este romance não só ganhou o prémio Memorial James Tait Black quando foi publicado pela primeira vez em 1984, mas ganhou também o prémio James Tait Black em 2012. 


«Chamo-me Jack Walser, e sou cidadão americano. Ingressei no circo do Coronel Kearney com o objectivo de deleitar o meu público leitor com relatos de uma série de noites no circo e, como palhaço, actuei perante o Czar de Todas as Rússias com grande sucesso. Fui descarrilado por salteadores na Transbaikalia e vivi como feiticeiro entre os nativos durante algum tempo. Permitam que lhe apresente a minha mulher, a Srª Sophie Walser, que até aqui seguia uma carreira triunfante no palco do espectáculo de variados sob o nome de-» 

Fevvers: a célebre beldade das capitais europeias, cortejada por príncipes, retratada por Toulouse Lautrec, a maior trapezista do seu tempo. 

Feverrs: a artista dos indolentes saltos mortais, suspensa entre o século dezanove e o século vinte, entre sonhos antigos e projectos novos, nascida de um irreal abrir de asas. 

Obcecado por ela, constantemente enganado pela magia anarquista de Lizzie, sua confidente e costureira, Jack Walser parte para uma viagem que o levará de Londres à Sibéria, a um universo de perigo e alegria onde a vida não passa de um enorme e delirante jogo. 

Fonte: Badana do livro

Para saber mais sobre a autora e a obra consulte: 
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Declaração dos Direitos de Literacia dos Cidadãos Europeus




Conscientes de que ainda falta fazer muito para os cidadãos dos países europeus atingirem níveis adequados de literacia, um grupo de especialistas internacionais da European Literacy Policy Network (ELINET) desenvolveu a Declaração dos Direitos de Literacia dos Cidadãos Europeus, com  a qual pretende demonstrar que “com o apoio certo e no momento certo, tanto crianças e jovens como adultos podem desenvolver e melhorar as suas competências e, deste modo, ocuparem o lugar a que têm direito na sociedade.” 

Na Declaração são enumeradas as 11 condições necessárias para pôr em prática o direito à literacia:
  1. As crianças devem ser estimuladas para a literacia em casa.
  2. Os pais devem receber apoio para ajudarem os seus filhos na aquisição da literacia.
  3. O desenvolvimento da linguagem e da literacia emergente exige um ensino pré- escolar acessível e de alta qualidade.
  4. A qualidade do ensino da literacia para as crianças, adolescentes e adultos deve ser entendida como uma questão central de todas as instituições educativas.
  5. Todos os professores devem ser preparados eficazmente para o ensino da literacia, tanto na sua formação inicial como contínua, para responder às exigentes tarefas que têm de desempenhar.
  6. As competências digitais devem ser promovidas em todos os grupos etários.
  7. A leitura por prazer deve ser ativamente promovida e estimulada.
  8. As bibliotecas devem ser acessíveis e ricas em recursos.
  9. As crianças e os jovens que têm problemas com a literacia
  10. Os adultos devem ser apoiados no desenvolvimento das competências de literacia necessárias para a sua participação plena na sociedade.
  11. Os políticos, os profissionais, os pais e as comunidades devem trabalhar juntos no sentido de garantir a igualdade no acesso à literacia, reduzindo as diferenças sociais e educativas.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Sugestões de Leitura da Sala Jovem (III)

Nimona de Noelle Stevenson

Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objetivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heroicos e nobres como todos julgam. 

Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES. 

E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar. 

Mas quando simples atos traquinas se transformam numa batalha sem quartel, Lorde Coração Negro descobre que os poderes de Nimona são tão misteriosos quanto o seu passado. E o seu lado selvagem poderá ser muito mais perigoso do que ele próprio está disposto a admitir… 

Fonte: contracapa do livro

O voo da Cotovia de Kathryn Erskine

Caitlin é uma menina de dez anos muito especial. Por sofrer da síndrome de Asperger, tudo o que não seja a preto e branco é-lhe confuso. Dantes, quando as coisas se tornavam confusas, Caitlin podia contar com a ajuda do irmão mais velho, Devon. Mas Devon morreu e o pai está tão perturbado que não lhe consegue estender a mão. É então que um dia Caitlin ouve a expressão «fazer o luto» e percebe que é exatamente aquilo de que precisa. Mas, para consegui-lo, terá de descobrir que o mundo está na realidade cheio de cores - estranhas e belas. 

Fonte: contracapa do livro

Descobre estes e outros livros na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil.

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Sugestões de leitura sobre a Primeira Guerra Mundial (VI)

Em 1914 deflagrou uma guerra resultante dos conflitos internos europeus, a qual, embora não fosse a mais sangrenta nem a mais prolongada da história, nem em sentido estrito, como mais tarde foi classificada, a «primeira» guerra mundial, seria aquela em que se lutou mais intensamente e a maior em extensão geográfica ocorrida até ali, pois nela participaram nações de todos os continentes. Foi também mais dispendiosa do que qualquer outra e colocou exigências sem precedentes aos recursos existentes, mobilizando sociedades inteiras, em parte porque era a primeira em que as máquinas desempenhavam um papel esmagadoramente importante e também, em parte, porque pela primeira vez uma guerra foi transformada pela ciência. O nome mais adequado que se pode atribuir-lhe continua a ser, portanto, o simples, usado por aqueles que nela entraram: a Grande Guerra, que se justifica pelos efeitos psicológicos sem precedentes que provocou.

John M. Robert in Os impérios europeus
Beltrão, Luísa - Vitória: de amor e de guerra

Na madrugada de 4 de novembro de 1917, quando faziam exatamente cento e três dias sobre a saída de Vitória de Lisboa, Andrew dava entrada no hospital de Arras. E a vida de Vitória altera-se para sempre.
Desde que entrara no cenário de guerra, onde numa questão de segundos se podia viver ou morrer, ficar louco, cego ou sem braços, Vitória aprendera que a vida nos conduz, de forma sinuosa, para constantes acasos.
Chegara a França para acompanhar o marido, soldado do contingente português na Primeira Guerra Mundial, deixando para trás os filhos e a família tradicional que a moldara. Um acaso fá-la ingressar no corpo de enfermagem como voluntária num hospital inglês e, por outro acaso, estava de serviço naquela madrugada em que ficou incumbida de cuidar do soldado da cama sete. Um herói de guerra, médico, celebrizado nas trincheiras por salvar vidas.

Fonte: www.presenca.pt
Tudella, Luís Manuel de Oliveira de Noronha - Militares falecidos na grande guerra 1914-1918


Este trabalho da autoria de Luís Manuel Tudella consiste num levantamento dos militares,dos 19 concelhos que formam, actualmente, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, mortos durante a Primeira Guerra Mundial na Europa e na África.
Ao longo de mais de quatro anos o autor recolheu dados e informação dos livros manuscritos e das fichas particulares do C.E.P. – Corpo Expedicionário Português, do Arquivo Histórico e Militar, a qual apresenta detalhadamente nesta obra que homenageia e perpetua “a memória desses jovens que na força da sua juventude tudo deram e nada receberam…”

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sábado, 6 de outubro de 2018

Sugestões de Leitura da Sala Jovem (II)

O ódio que semeias de Angie Thomas

Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos. O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros. 

O Ódio que Semeias é um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.

Fonte: Badana do Livro


Leite e mel de Rupi Kaur

Esta é uma história de
sobrevivência através da poesia
é o sangue suor e lágrimas
de vinte e um anos
é o meu coração
nas tuas mãos
é
a dor
o amor
a separação
a cura


Descobre estes e outros livros na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil

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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Tempo para a poesia XXXVIII


AMIZADE

Penso por instantes no amor,
e enquanto penso
o amor é para mim um mundo,
carne única, a mais doce bebida,
íntimo e comunicante
elo de união
entre o céu e a terra.

Sei apenas
que é a minha maior felicidade,
não sei como nem porquê;
por mais que tente,
nem que estivesse a morrer
lograria explica-lo.

Ao meu amigo bem perguntaria
como pode isso ser,
mas chegado o momento
o amor é para mim mais amoroso
que tudo o resto
e fico mudo.

Pois se a verdade fosse conhecida,
o amor não pode falar,
pode apenas pensar e actuar;
embora por certo isso transpire
sem ajuda do grego
ou qualquer outra língua.

Um homem pode amar a verdade
e praticá-la,
admirar a beleza,
não omitir a bondade,
tanto quanto isso possa convir
à reverência.

Mas só quando estas três e conjugam,
como elas sempre predispõem
e dão lugar a uma só alma
e a um refúgio favorito
da beleza;

quando sob forma afim, quais amores e ódios
e afim natureza,
elas proclamam que sejamos amigos
a iguais destinos expostos
eternamente;

e que cada qual pode o outro ajudar,
e auxílio prestar,
entrançando faixas de amor mais apertadas,
de tal nunca esse homem se arrependerá
enquanto um mais um forem dois
e dois forem um;
com isso só demonstra o homem por inteiro,
tão plenamente quanto o possa fazer,
o poder que há no amor.
E a sua alma mais íntima faz avançar
Irresistivelmente.
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Dois robustos carvalhos,
ou seja, ao lado um do outro,
enfrentam a tempestade da invernia,
e apesar do vento e da maré
o orgulho da campina cresce
porque ambos são fortes.

Por cima mal se tocam, mas escavando
até à sua fonte mais profunda
admirados veremos
que as raízes estão entrelaçadas
inseparavelmente.

Henry David Thoreau

tradução e versão de Júlio Henriques
In: A ideia: revista decultura libertária nº 81-83 (Outono 2017)

Nota biográfica: Henry David Thoreau (1817-1862) foi um ensaísta, poeta e memorialista norte-americano. As suas obras mais conhecidas são o ensaio Desobediência Civil (1849), no qual defende as liberdades civis e a resistência passiva contra os abusos do poder estatal, e a obra-prima Walden (1854).