sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sugestão de leitura: Noites no circo de Angela Carter


Noites no circo é o penúltimo romance de Angela Carter e conta a extraordinária e peripatética vida de Sophie Fevvers, uma artista de circo. Angela Carter apresenta nesta aventura circense uma sofisticada e divertida reflexão sobre a agilidade das fronteiras que inventamos para separar o real do ilusório. 

Este romance não só ganhou o prémio Memorial James Tait Black quando foi publicado pela primeira vez em 1984, mas ganhou também o prémio James Tait Black em 2012. 


«Chamo-me Jack Walser, e sou cidadão americano. Ingressei no circo do Coronel Kearney com o objectivo de deleitar o meu público leitor com relatos de uma série de noites no circo e, como palhaço, actuei perante o Czar de Todas as Rússias com grande sucesso. Fui descarrilado por salteadores na Transbaikalia e vivi como feiticeiro entre os nativos durante algum tempo. Permitam que lhe apresente a minha mulher, a Srª Sophie Walser, que até aqui seguia uma carreira triunfante no palco do espectáculo de variados sob o nome de-» 

Fevvers: a célebre beldade das capitais europeias, cortejada por príncipes, retratada por Toulouse Lautrec, a maior trapezista do seu tempo. 

Feverrs: a artista dos indolentes saltos mortais, suspensa entre o século dezanove e o século vinte, entre sonhos antigos e projectos novos, nascida de um irreal abrir de asas. 

Obcecado por ela, constantemente enganado pela magia anarquista de Lizzie, sua confidente e costureira, Jack Walser parte para uma viagem que o levará de Londres à Sibéria, a um universo de perigo e alegria onde a vida não passa de um enorme e delirante jogo. 

Fonte: Badana do livro

Para saber mais sobre a autora e a obra consulte: 
Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

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terça-feira, 16 de outubro de 2018

Declaração dos Direitos de Literacia dos Cidadãos Europeus




Conscientes de que ainda falta fazer muito para os cidadãos dos países europeus atingirem níveis adequados de literacia, um grupo de especialistas internacionais da European Literacy Policy Network (ELINET) desenvolveu a Declaração dos Direitos de Literacia dos Cidadãos Europeus, com  a qual pretende demonstrar que “com o apoio certo e no momento certo, tanto crianças e jovens como adultos podem desenvolver e melhorar as suas competências e, deste modo, ocuparem o lugar a que têm direito na sociedade.” 

Na Declaração são enumeradas as 11 condições necessárias para pôr em prática o direito à literacia:
  1. As crianças devem ser estimuladas para a literacia em casa.
  2. Os pais devem receber apoio para ajudarem os seus filhos na aquisição da literacia.
  3. O desenvolvimento da linguagem e da literacia emergente exige um ensino pré- escolar acessível e de alta qualidade.
  4. A qualidade do ensino da literacia para as crianças, adolescentes e adultos deve ser entendida como uma questão central de todas as instituições educativas.
  5. Todos os professores devem ser preparados eficazmente para o ensino da literacia, tanto na sua formação inicial como contínua, para responder às exigentes tarefas que têm de desempenhar.
  6. As competências digitais devem ser promovidas em todos os grupos etários.
  7. A leitura por prazer deve ser ativamente promovida e estimulada.
  8. As bibliotecas devem ser acessíveis e ricas em recursos.
  9. As crianças e os jovens que têm problemas com a literacia
  10. Os adultos devem ser apoiados no desenvolvimento das competências de literacia necessárias para a sua participação plena na sociedade.
  11. Os políticos, os profissionais, os pais e as comunidades devem trabalhar juntos no sentido de garantir a igualdade no acesso à literacia, reduzindo as diferenças sociais e educativas.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Sugestões de Leitura da Sala Jovem (III)

Nimona de Noelle Stevenson

Quando o vilão Lorde Ballister Coração Negro conhece uma rapariga misteriosa de nome Nimona, ambos são impelidos a uma parceria criminosa com o objetivo de lançar o caos no reino. Assumem como missão provar perante todos que Sir Ambrosius Virilha Dourada e os seus comparsas no Instituto Para a Aplicação da Lei & Heroísmo não são tão heroicos e nobres como todos julgam. 

Vão ocorrer imensas EXPLOSÕES. 

E CIÊNCIA E TUBARÕES também não vão faltar. 

Mas quando simples atos traquinas se transformam numa batalha sem quartel, Lorde Coração Negro descobre que os poderes de Nimona são tão misteriosos quanto o seu passado. E o seu lado selvagem poderá ser muito mais perigoso do que ele próprio está disposto a admitir… 

Fonte: contracapa do livro

O voo da Cotovia de Kathryn Erskine

Caitlin é uma menina de dez anos muito especial. Por sofrer da síndrome de Asperger, tudo o que não seja a preto e branco é-lhe confuso. Dantes, quando as coisas se tornavam confusas, Caitlin podia contar com a ajuda do irmão mais velho, Devon. Mas Devon morreu e o pai está tão perturbado que não lhe consegue estender a mão. É então que um dia Caitlin ouve a expressão «fazer o luto» e percebe que é exatamente aquilo de que precisa. Mas, para consegui-lo, terá de descobrir que o mundo está na realidade cheio de cores - estranhas e belas. 

Fonte: contracapa do livro

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Sugestões de leitura sobre a Primeira Guerra Mundial (VI)

Em 1914 deflagrou uma guerra resultante dos conflitos internos europeus, a qual, embora não fosse a mais sangrenta nem a mais prolongada da história, nem em sentido estrito, como mais tarde foi classificada, a «primeira» guerra mundial, seria aquela em que se lutou mais intensamente e a maior em extensão geográfica ocorrida até ali, pois nela participaram nações de todos os continentes. Foi também mais dispendiosa do que qualquer outra e colocou exigências sem precedentes aos recursos existentes, mobilizando sociedades inteiras, em parte porque era a primeira em que as máquinas desempenhavam um papel esmagadoramente importante e também, em parte, porque pela primeira vez uma guerra foi transformada pela ciência. O nome mais adequado que se pode atribuir-lhe continua a ser, portanto, o simples, usado por aqueles que nela entraram: a Grande Guerra, que se justifica pelos efeitos psicológicos sem precedentes que provocou.

John M. Robert in Os impérios europeus
Beltrão, Luísa - Vitória: de amor e de guerra

Na madrugada de 4 de novembro de 1917, quando faziam exatamente cento e três dias sobre a saída de Vitória de Lisboa, Andrew dava entrada no hospital de Arras. E a vida de Vitória altera-se para sempre.
Desde que entrara no cenário de guerra, onde numa questão de segundos se podia viver ou morrer, ficar louco, cego ou sem braços, Vitória aprendera que a vida nos conduz, de forma sinuosa, para constantes acasos.
Chegara a França para acompanhar o marido, soldado do contingente português na Primeira Guerra Mundial, deixando para trás os filhos e a família tradicional que a moldara. Um acaso fá-la ingressar no corpo de enfermagem como voluntária num hospital inglês e, por outro acaso, estava de serviço naquela madrugada em que ficou incumbida de cuidar do soldado da cama sete. Um herói de guerra, médico, celebrizado nas trincheiras por salvar vidas.

Fonte: www.presenca.pt
Tudella, Luís Manuel de Oliveira de Noronha - Militares falecidos na grande guerra 1914-1918


Este trabalho da autoria de Luís Manuel Tudella consiste num levantamento dos militares,dos 19 concelhos que formam, actualmente, a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, mortos durante a Primeira Guerra Mundial na Europa e na África.
Ao longo de mais de quatro anos o autor recolheu dados e informação dos livros manuscritos e das fichas particulares do C.E.P. – Corpo Expedicionário Português, do Arquivo Histórico e Militar, a qual apresenta detalhadamente nesta obra que homenageia e perpetua “a memória desses jovens que na força da sua juventude tudo deram e nada receberam…”

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sábado, 6 de outubro de 2018

Sugestões de Leitura da Sala Jovem (II)

O ódio que semeias de Angie Thomas

Starr tem 16 anos e move-se entre dois mundos: o seu bairro periférico e problemático, habitado por negros como ela, e a escola que frequenta numa elegante zona residencial de brancos. O frágil equilíbrio entre estas duas realidades é quebrado quando Starr se torna a única testemunha do disparo fatal de um polícia contra Khalil, o seu melhor amigo. A partir daí, pairam sobre Starr ameaças de morte: tudo o que ela disser acerca do crime que presenciou pode ser usado a seu favor por uns, mas sobretudo como arma por outros. 

O Ódio que Semeias é um poderoso romance juvenil, inspirado pelo movimento Black Lives Matter e pela luta contra a discriminação e a violência.

Fonte: Badana do Livro


Leite e mel de Rupi Kaur

Esta é uma história de
sobrevivência através da poesia
é o sangue suor e lágrimas
de vinte e um anos
é o meu coração
nas tuas mãos
é
a dor
o amor
a separação
a cura


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quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Tempo para a poesia XXXVIII


AMIZADE

Penso por instantes no amor,
e enquanto penso
o amor é para mim um mundo,
carne única, a mais doce bebida,
íntimo e comunicante
elo de união
entre o céu e a terra.

Sei apenas
que é a minha maior felicidade,
não sei como nem porquê;
por mais que tente,
nem que estivesse a morrer
lograria explica-lo.

Ao meu amigo bem perguntaria
como pode isso ser,
mas chegado o momento
o amor é para mim mais amoroso
que tudo o resto
e fico mudo.

Pois se a verdade fosse conhecida,
o amor não pode falar,
pode apenas pensar e actuar;
embora por certo isso transpire
sem ajuda do grego
ou qualquer outra língua.

Um homem pode amar a verdade
e praticá-la,
admirar a beleza,
não omitir a bondade,
tanto quanto isso possa convir
à reverência.

Mas só quando estas três e conjugam,
como elas sempre predispõem
e dão lugar a uma só alma
e a um refúgio favorito
da beleza;

quando sob forma afim, quais amores e ódios
e afim natureza,
elas proclamam que sejamos amigos
a iguais destinos expostos
eternamente;

e que cada qual pode o outro ajudar,
e auxílio prestar,
entrançando faixas de amor mais apertadas,
de tal nunca esse homem se arrependerá
enquanto um mais um forem dois
e dois forem um;
com isso só demonstra o homem por inteiro,
tão plenamente quanto o possa fazer,
o poder que há no amor.
E a sua alma mais íntima faz avançar
Irresistivelmente.
-----
Dois robustos carvalhos,
ou seja, ao lado um do outro,
enfrentam a tempestade da invernia,
e apesar do vento e da maré
o orgulho da campina cresce
porque ambos são fortes.

Por cima mal se tocam, mas escavando
até à sua fonte mais profunda
admirados veremos
que as raízes estão entrelaçadas
inseparavelmente.

Henry David Thoreau

tradução e versão de Júlio Henriques
In: A ideia: revista decultura libertária nº 81-83 (Outono 2017)

Nota biográfica: Henry David Thoreau (1817-1862) foi um ensaísta, poeta e memorialista norte-americano. As suas obras mais conhecidas são o ensaio Desobediência Civil (1849), no qual defende as liberdades civis e a resistência passiva contra os abusos do poder estatal, e a obra-prima Walden (1854).

terça-feira, 2 de outubro de 2018

José Saramago – Prémio Nobel da Literatura



“A 8 de Outubro de 1998 foi anunciado que o Prémio universalmente considerado como o mais importante ou prestigiado a distinguir, em diversas áreas, criadores e cientistas, tinha sido atribuído ao escritor português, autor de Memorial do ConventoO ano da Morte de Ricardo ReisA Jangada de PedraO evangelho Segundo Jesus CristoEnsaio sobre a Cegueira, entre outros romances maiores das nossas letras de sempre e marcantes na ficção contemporânea”

Jornal de Letras, Artes e Ideias nº 1252 (26.09.2018)* passados 20 anos sobre a atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago, evoca numa série de artigos a sua vida e obra.

Aproveitando o repto, aqui no Blog convidamos os nossos leitores a conhecer ou a recordar a obra de José Saramago que um dia disse “escrevo para desassossegar, não quero leitores conformados, passivos, resignados”, galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1998.

Aceda ao catálogo concelhio da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil e descubra quais os livros de e sobre o autor que temos disponíveis para si.

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* Jornal disponível para consulta na sala de adultos da Biblioteca Municipal de Arganil

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Novidade na Biblioteca: Irmão de gelo de Alicia Kopf

Um magistral romance de estreia que tem no gelo o seu eixo central: o gelo real, das regiões mais frias do planeta; o gelo metafórico, das relações com os outros e com o mundo.

Esta é a história de uma artista em busca de um caminho. É ainda a história dos seu fascínio pelo gelo, da obsessão pelos pólos da terra e por quem teve a coragem de os desbravar: heróis como Scott, Amundsen e Shackleton, que pela primeira vez pisaram as regiões geladas do planeta.

Mas há outros gelos neste romance, talvez ainda mais frios do que os gelos reais: o irmão de gelo da narradora, que vive congelado dentro de si mesmo, aprisionado pelo autismo; e o gelo das relações familiares, um espaço de convivência frio, carregado de silêncios e mutismos, marcado por amores falhados.

Num romance lírico e comovente que desafia todos os géneros, Alicia Kopf traça a ténue linha de separação entre dois mundos - o da realidade e o do desejo; o do afecto e o da distância - para pôr a nu o abismo entre o que somos e a marca que deixamos no mundo.

Fonte: contracapa do livro

Irmão de gelo conquistou a critica e venceu quatro prémios literários: Prémio Llibreter, Prémio Documenta, Prémio Cálamo, Prémio Ojo Crítico

Para saber mais sobre este livro consulte:


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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Sugestões de Leitura da Sala Jovem (I)

Treze envelopes azuis de Maureen Johnson

Ginny é uma jovem que depende da sua tia Peg, uma excêntrica artista de Nova Iorque, para manter a vida excitante. 
Mas um dia, sem qualquer aviso, a tia Peg parte para a Europa, até que um terrível telefonema vem mudar tudo, e Ginny recebe um envelope azul, enviado pela tia Peg, com mil dólares, um bilhete de avião e umas estranhas instruções... um romance a não perder...!

Fonte: www.wook.pt

Lê aqui as primeiras páginas

Quando a amizade me seguiu até casa de Paul Griffin

Ben é órfão, tem doze anos e nunca foi bom a fazer amigos. Depois de ter conhecido sucessivas famílias de acolhimento, está consciente de que as pessoas se podem afastar de um dia para o outro. Ben gosta de passar o seu tempo a ler livros de ficção científica. Porém, tudo muda na sua vida quando resgata um rafeiro que encontrou nas traseiras da biblioteca de Coney Island. Flip, o cãozito, leva-o a travar amizade com uma rapariga chamada Halley - sim, o mesmo nome do cometa. Halley também devora livros e convence Ben a escrever um romance com ela. À medida que a escrita do livro avança, Ben vê-se confrontado com uma série de peripécias e com o significado da amizade e da família. 

Quando a Amizade me Seguiu Até Casa é uma história adorável que emociona e encanta qualquer leitor.

Fonte: www.presenca.pt


Livros disponíveis para empréstimo na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil.

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quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Sugestões de leitura sobre a Primeira Guerra Mundial (V)


Então, um grito universal, canhões, munições, comandou o novo arranque das fábricas, e a guerra adquiriu a forma singular de uma grande indústria, onde a superprodução se tornava, não o receio, mas a lei! Por toda a parte se «converteu» as oficinas civis em arsenais militares, se fez apelo aos neutros, Escandinavos, Suíços, Espanhóis, que obtiveram ecleticamente belos lucros… Os Alemães, que não podiam receber, por causa do bloqueio, as fabricações do Estados Unidos, tentaram sabotar-lhes as fábricas. A França, privada da metalurgia do Norte, conseguiu no entanto, à custa de energia, dotar os seus exércitos do material pesado que lhe faltava, e mesmo equipar os Sérvios, mais tarde os Americanos!
As mulheres substituíram nas bancas o maior número de homens possível, e as respectivas repercussões sociais haviam de ser infinitas… Importaram-se trabalhadores «coloniais» em grande número. Este esforço de criação, de improvisação, de expansão, exigia prazos assustadores! A bem ou a mal, soldados e civis instalaram-se na guerra; nos acantonamentos, os homens em repouso ouviam rapazes de dez anos dizer: «Eu, quando for grande, hei-de ser metralhador…»



A história de uma grande paixão em tempo de guerra .

Quem sabe se a vida do capitão Afonso Brandão teria sido totalmente diferente se, naquela noite fria e húmida de 1917, não se tivesse apaixonado por uma bela francesa de olhos verdes e palavras meigas. O oficial do exército português estava nas trincheiras da Flandres, em plena carnificina da Primeira Guerra Mundial, quando viu o seu amor testado pela mais dura das provas.
Em segredo, o Alto Comando alemão preparava um ataque decisivo, uma ofensiva tão devastadora que lhe permitiria vencer a guerra num só golpe, e tencionava quebrar a linha de defesa dos aliados num pequeno sector do vale do Lys. O sítio onde estavam os portugueses.
Tendo como pano de fundo o cenário trágico da participação de Portugal na Grande Guerra, A Filha do Capitão traz-nos a comovente história de uma paixão impossível e, num ritmo vivo e empolgante, assinala o regresso do grande romance às letras portuguesas.

Fonte:  www.gradiva.pt

O Coronel Mira Vaz, professor de Sociologia Militar, mestre em Estratégia e Doutor em Ciências Sociais, oferece-nos uma obra que é resultado de uma pesquisa sistemática nos jornais e publicações mais relevantes editadas em Portugal, durante a Grande Guerra de 1914-1918, nas quais se refletiram as diferentes opiniões públicas daquele período.
Conforme se pode ler no prefácio da autoria de Henrique Monteiro, este livro pretende contribuir para uma reflexão sobre o “modo como foi percecionada pelos portugueses a Guerra de 1914-18 e que consequências ela trouxe para o seu quotidiano”, bem como os “sentimentos que provocou na comunidade através da leitura da imprensa, como as ações desenvolvidas para apoiar os combatentes ou, pelo contrário, para estigmatizar a guerra”.

Para saber mais sobre este obra consulte: 

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.


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segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Novidade na Biblioteca: Em terra de homens de Hisham Matar

Trípoli, Líbia. Num dia quente no Verão de 1979, Suleiman, de nove anos, faz compras com a mãe no mercado. O seu pai está fora em negócios, mas Suleiman tem a certeza de o ter vis to de óculos escuros no outro lado da rua. Mas porque é que ele não acena? E porque é que não se aproxima se sabe que a mãe de Suleiman está a sofrer tanto? 

Sussurros e medos intensificam-se em redor de Suleiman: o pai do seu melhor amigo desaparece para mais tarde o seu interrogatório ser transmitido na televisão; um homem estaciona o carro em frente da sua casa todos os dias e faz perguntas estranhas; a mãe queima os livros do pai. À medida que Suleiman começa a interrogar- -se sobre o facto de o seu pai ter ou não desaparecido para sempre as paredes da sua casa parecem desabar com o peso dos segredos que escondem.

Numa prosa enganadoramente simples, Hisham Matar criou um romance de um poder devastador. Em Terra de Homens é uma intensa história de amor e traição que atinge o âmago das crueldades e fragilidades da condição humana.

Fonte: contracapa do livro

Para saber mais sobre este livro e o seu autor consulte:

Entrevista com Hisham Matar por Margarida Santos Lopes - Público

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Opinião de Leitor: O Senhor Ventura de Miguel Torga por Eugénio Fróis

Este romance de Miguel Torga fala-nos de um alentejano que, inicialmente pastor passou a traficante, a foragido procurado pelas autoridades, correndo meio mundo, encarnando assim o nosso espirito de improvisação. O português errante por terras do Oriente é uma figura com longa tradição na literatura portuguesa que encontramos em Os Lusíadas de Luís de Camões, na Peregrinação de Fernão Mendes Pinto ou no Mandarim de Eça de Queirós e aqui em Miguel Torga. 

A obra constitui uma releitura que me foi sugerida por três aspectos sobre os quais incidirei a minha análise. 

1) O espirito de aventura e improvisação, que nos é tão identificativo. 

2) O relativo distanciamento de Miguel Torga em relação a este romance, escrito em 1943. A 2º edição só acontece em 1985. 

3) Agrada-me ainda analisar nesta obra o chamado “ Ascensor Social” tema de grande atualidade, cujo significado define a grande dificuldade de subida na pirâmide social, que estudos recentes falam em 125 anos para uma família pobre mudar para a classe média. 

A obra no fundo é a odisseia de um Português que na peugada de muitos antecessores ilustres abandona o seu Penedono no Alentejo e vai à descoberta do mundo. Desentendimentos e incompreensões na noite Lisboeta obrigam-no a ir para Macau. A sua ansia de liberdade e a sua vontade de descoberta levam-no a desertar do exército e a embarcar num navio que se dedica ao tráfico de ópio no mar da China. 

Alguma irresponsabilidade faz com que mate um funcionário da alfândega que pretendia revistar o barco. A sua paixão pela descoberta e a sua fúria de viver levam-no a lançar ancora em Pequim, onde vem a travar conhecimento com o Pereira um minhoto de quem viria a tornar-se sócio e com quem viria a partilhar as mais espectaculares aventuras. 

Mais tarde ele e o grande amigo Pereira tornam-se sócios numa casa de pasto e aceitam a tarefa quase impossível de transportar 200 camiões para a Mongólia. “O que essa temeridade foi não cabe aqui. Só mesmo um homem de carcaça de ferro e coração com pelos é que era capaz de fazer chegar aqueles confins os duzentos carros do contrato. Primeiro a travessia da China, por caminhos onde Deus Nosso Senhor nunca passou; depois o deserto imenso, escaldante, a secar a água a gasolina e o próprio sangue de quem incautamente se lhe abandonava.” 

Durante um assalto ao arsenal o amigo Pereira é morto. “No silêncio da noite e em pleno deserto, sob um céu escuro onde só uma estrela bruxuleava, o senhor Ventura recebeu então no mais profundo da alma o último suspiro do companheiro. E pela primeira vez a sua humanidade teve consciência do mistério da vida e da morte, e das forças cósmicas que aproximam os homens e os fazem amar-se uns aos outros” 

A determinação do Senhor Ventura é forte. Enterra o amigo e regressa a Pequim onde encontra uma mulher russa de seu nome Tatiana, adepta da vida noturna, por quem se apaixona e por razões que a “razão” desconhece, pede em casamento. “Mas Tatiana não queria pensar de modo nenhum na parte que lhe iria caber na associação. Sobretudo, na que ele iria certamente exigir para além do que pedia já ardentemente com os olhos em brasa”. 

Desta ligação resultou o filho, Sérgio. Tatiana ambicionava desafogo económico a fim de fazer a vida de libertinagem que tanto lhe agradava e acaba por influenciar o Sr. Ventura a melhorar a situação económica, que entretanto era boa com vários negócios que arranjara. Assim acaba por se envolver no negócio de contrabando de heroína que havia de lhe trazer grandes problemas que vão condicionar o seu final de vida. “O negócio da heroína foi, de todos aqueles em que o alentejano se meteu, o menos feliz. Mal as primeiras remessas começaram a sair, alguém correu a denunciar o dono e o local da fábrica. O Governo premiava bem essas notícias. E quando o Sr. Ventura, certa noite pulverizava no seu sossego os preciosos cristais, entra-lhe pela porta dentro a polícia, acompanhada dum perito e dum representante consular português. Para um filho de Confúcio, era a cadeia e até a pena de morte o castigo de semelhante crime. Demais a mais com todas as provas à vista: a droga, os garrafões de ácido para tratar os alcaloides, peneiras, tudo.” 

O governo Chinês estava cansado do Alentejano. E, para não ir mais longe, além da multa pesada, exigia o regresso do Sr. Ventura a Portugal. Com este currículo: foragido, contrabandista, traficante e assassino, é finalmente repatriado. Regressa ao amado Alentejo sem Tatiana e sem o seu querido Sérgio, prolongando a sua estadia por uns longos 5 anos. 

No Alentejo aluga a quinta onde tinha trabalhado na sua juventude procurando numa luta com grande determinação o sucesso e recompensa do seu investimento, situação que não iria acontecer. O aluguer dessa quinta foi um mau negócio para o Senhor Ventura na perspectiva de alguns antigos colegas de profissão conhecedores de Penedono e em particular do “Farrobo”, não lhe augurando sucesso. O tempo difícil e as terras exauridas inviabilizaram o investimento. 

O conhecimento de que o dinheiro que deixou a Tatiana com o objectivo de contribuir para a educação do filho, não estava a ser bem aplicado, fez nascer nele um desejo de vingança fortalecido pelo conhecimento que a mulher o traia com Pequim inteira. 

Regressa à China, percorre léguas, dorme em abrigos, esconde-se nos comboios, partilha com os pobres uma sopa de misericórdia, mas não descobre a mulher. Doente, faz desse o seu principal objetivo. Varrida em vão Pequim, sem faltar um só bairro, o Sr. Ventura iniciou então uma longa peregrinação por toda a China seguindo o rasto da mulher. Primeiro Cantão, de Cantão a Xangai, de Xangai a Hong Kong. Não têm conto as terras que percorreu febrilmente. Sem dinheiro já ia nas levas dos infelizes que fugiam, viajava escondido em comboios nocturnos, andava léguas sem fim obstinado e doente. 

Uma tarde, porém encontrou-a. Encontrou-a? Não encontrou-o a ele Tatiana, em Xunquim, num pobre leito onde morria. “À vista da mulher, os olhos mortiços ainda se iluminaram de ódio. Mas foi tudo quanto a sua vontade pôde. O corpo, vencido, já nem sequer estremeceu. 

Era tarde demais para outra coisa que não fosse um rosário de adjectivos cruéis, opressos, a apagarem-se segundo a linha dos seus lábios febris. Não falava do filho que estava guardado no colégio de Santo António em Lisboa, nem do adultério, que não inquietava mais a sua pobre natureza, nem do dinheiro que já não lhe fazia falta ali. 

Falava simplesmente dela, duma traição humana para lá de tudo quanto uma alma sem amor podia entender 

A mulher silenciosa, escutava-o. Há muito que tinha conhecimento da perseguição que ele lhe fazia. E, por um impulso que não quis consciencializar, resolvera ir ao seu encontro quando o soube moribundo. E assistia calada aquele fim. Era uma expiação muda” 

Mãos estranhas enterraram no dia seguinte o corpo mirrado do pobre aventureiro. 

Como o colégio de Santo em Lisboa, onde o senhor Ventura havia deixado o pequeno Sérgio, deixou de receber as mensalidades, foi este despachado em 3ª classe para Penedono. O Senhor Gaudêncio tendo pena dele, pô-lo a guardar as ovelhas no “Farrobo”. 

Pastor, foi por onde o Senhor Ventura começou! 

Como comentário final direi que este romance, apesar de escrito numa fase inicial da vida do autor, ainda assim, é evidente alguma amargura com um final que nos deixa interiormente vestidos de um cinzento-escuro. 

O regresso do Sérgio ao Farrobo diz-nos aquilo que todos sabemos: que a evolução social é um processo lento e que por vezes alguma disponibilidade económica pontual não tira as pessoas da pobreza.

Eugénio Fróis

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

200 anos de Frankenstein

Mary Shelley (1797-1851) começou a escrever Frankenstein quando tinha apenas 18 anos. A ideia para a criação deste icónico romance, publicado pela primeira vez em 1818, surgiu lhe de um pesadelo. Frankenstein, obra pioneira da moderna ficção científica constitui um relevante contributo para a literatura de terror e é, ainda hoje, mundialmente famoso. 

Frankenstein é uma história profundamente perturbadora acerca de uma criação monstruosa, resultante das experimentações científicas do Dr. Victor Frankenstein. 

“Numa curiosa reinterpretação do relato do Génesis, o romance estuda as complexas relações que se estabelecem entre o criador e as criaturas, contando a história de certo cientista que dá vida a um homúnculo hediondo. Escorraçado pela sociedade devido à sua aparência, o monstro, que se mostrara sedento de compreensão e amor, acaba por encarnar o próprio espírito da destruição e do ódio.”

João de Almeida Flor in Enciclopédia Verbo Luso-Brasileira de Cultura
Para saber mais sobre a obra e o seu autor consulte: 
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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Novidade na Biblioteca: Os loucos da Rua Mazur de João Pinto Coelho

Quando as cinzas assentaram, ficaram apenas um judeu, um cristão e um livro por escrever.

Paris, 2001. Yankel - um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama - recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram - e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk - hoje um escritor famoso - está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira. 

Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne - a editora que não diz tudo o que sabe -, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era.

Na senda do extraordinário Perguntem a Sarah Gross, aplaudido pelo público e pela crítica, o novo romance de João Pinto Coelho regressa à Polónia da Segunda Guerra Mundial para nos dar a conhecer uma galeria de personagens inesquecíveis, mostrando-nos também como a escrita de um romance pode tornar-se um ajuste de contas com o passado.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Sugestões de leitura sobre a Primeira Guerra Mundial (IV)

(...) Guerra da liberdade ou guerra da pátria, a verdade é que todos pensaram a guerra como uma acção rápida, fulminante, com a ideia de "passar o Natal em casa". Contudo, não fosse o Armistício ter sido assinado em 11 de Novembro de 1918, e as tropas teriam passado cinco Natais nas trincheiras. Mesmo tendo sido quatro, oito milhões e meio de vítimas ficaram nos campos de batalha, por onde passaram mais de sessenta milhões de homens.
Portugal deixou nos campos de batalha quase oito mil mortos e mobilizou mais de cem mil homens.
Resultados?
Aniceto Afonso e Carlos de Matos Gomes in Portugal: Grande Guerra (1914-1918)
Gilbert, Martin - A primeira Guerra Mundial

A 11 de Novembro de 1918 é assinado o armistício que põe fim à Primeira Guerra Mundial. Nove milhões de soldados morreram, quatro grandes impérios foram destruídos e o panorama geopolítico da Europa e do Médio Oriente alterou-se para sempre. O historiador Martin Gilbert conta-nos, através de uma narrativa empolgante, a história deste terrível conflito. Os horrores das batalhas, o confronto por mar e ar e as experiências vividas nas trincheiras e nas frentes de combate pelos soldados das diferentes nações beligerantes. Sete mil portugueses perderam a vida na Grande Guerra. Colocado na Frente Ocidental, na Flandres, França, o Corpo Expedicionário Português participou na decisiva batalha de La Lys. A 9 de Abril de 1918, 20 mil homens não conseguiram travar os 50 mil soldados alemães, naquela que foi uma das mais sangrentas batalhas da Primeira Guerra Mundial.

Fonte: www.wook.pt

Brun, André - A malta das trincheiras

Acompanhe a vivência e as histórias de André Brun, um português nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial. A Malta das Trincheiras é uma humaníssima abordagem do comportamento humano, feita com raro humor, sensibilidade e respeito pela dor e pela dignidade do ser humano. Poucas narrativas de guerra, nos países que viveram o trágico conflito, têm estas características. Isso deve-se ao facto de André Brun, português de origem francesa e obrigado a combater em território francês, ser um talentoso cronista do quotidiano pequeno-burguês.
Se é certo que fala do medo, do sofrimento e da morte, também é certo que procurou nas contradições da natureza e da condição humanas aquilo que um humorista sempre procura quando admite que o riso seja temperado com o sal das lágrimas.
Este é um homem que viveu no inferno das trincheiras, que viu matar e morrer, que chegou escritor e regressou herói e que nunca se esqueceu de que, mesmo no vórtice do desespero e da privação de quase tudo, existe sempre lugar para a esperança que cabe na centelha de sol de um sorriso.

Fonte: www.wook.pt

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 28 de agosto de 2018

Novidade na Biblioteca: Crónicas do mal de amor de Elena Ferrante

Crónicas do Mal de Amor é um livro da autoria de Elena Ferrante que reúne os seus primeiros romances: Um estranho amor, Os dias do abandono e a A filha obscura

Sobre a autora e este livro, James Wood, prefaciador de Crónicas do mal de amor, escreve: 
«Ferrante disse que gosta de escrever histórias "em que a escrita é clara, honesta, e em que os factos — os factos da vida normal — prendem extraordinariamente o leitor". Com efeito, a sua prosa possui uma clareza despojada, e é muitas vezes aforística e contida (…). Mas o que os seus primeiros romances têm de electrizante é que, ao acompanhar complacentemente as situações desesperadas das suas personagens, a própria escrita de Ferrante não conhece limites, está ansiosa por levar cada pensamento para diante, até à sua mais radical conclusão, e para trás, até à sua mais radical origem. Isto é sobretudo óbvio na forma destemida como os seus narradores femininos pensam sobre filhos e sobre maternidade.»

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Sugestões de leitura sobre a Primeira Guerra Mundial (III)

O dia 1º de Agosto de 1914 demarca o final de uma longa era de paz na Europa. Exceptuando alguns conflitos locais e a guerra franco-alemã de 1870, o continente atravessara desde o Congresso de Viena de 1815 um período de grande estabilidade. Naquele dia começaram os tempos duma Europa fratricida.

In A Europa desde 1789 aos nossos dias de F.-G Drefyus, Roland Max e Raymond Poidevin
Dando continuidade à apresentação de sugestões de leitura que, de uma forma ou outra, nos ajudam a conhecer e compreender a Primeira Guerra Mundial e as suas consequências apresentamos hoje dois livros de natureza diferente. O primeiro um Diário da autoria de Aquilino Ribeiro, e o segundo uma novela satírica, escrita por Jaroslav Hasek. 

Ribeiro, Aquilino - É a guerra


"É a Guerra" é o diário de Aquilino Ribeiro, composto durante o período que passou em combate. Um retrato pessoal e íntimo de Aquilino Ribeiro sobre um dos mais importantes conflitos da História mundial recente que é, também, a expressão portuguesa da pouco conhecida participação ativa nesse conflito.

Para saber mais sobre este livro consulte:


Hasek, Jaroslav - O valente soldado Chveik

Chveik, soldado astuto e malicioso, é o símbolo da posição negativa dos soldados checos em relação à Áustria durante a primeira guerra mundial, encarnando uma das mais profundas e saborosas sátiras ao militarismo. A caricatura que Hasek traça da burocracia militar austríaca corresponde a um protesto contra a guerra bem como contra a água imperial.

Fonte: contracapa do livro

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Novidade na Biblioteca: Fora de si de Sasha Marianna Salzmann

Emigração, identidade, memória, transgénero. O romance de estreia de Sasha Marianna Salzmann é a ficção autobiográfica de uma russa com passaporte alemão que chama casa a Istambul. Fora de Si é a inquietante procura de uma verdade que não existe, mas que ainda assim se persegue.
Isabel Lucas in Público 
Desde sempre que os gémeos Alissa e Anton formam um par. No velho apartamento de duas assoalhadas de Moscovo não têm outro remédio senão agarrar-se um ao outro durante as cenas de violência entre pai e mãe. Mais tarde, à espera da autorização de residência na Alemanha Ocidental, percorrem juntos os corredores do lar de refugiados, entrando em quartos alheios para roubar cigarros e cheirar frascos de perfume. Ainda mais tarde, quando Alissa abandona o curso de Matemática em Berlim por sentir que isso a distrai dos treinos de boxe, Anton desaparece sem deixar rasto. Até que chega um postal de Istambul - sem texto e sem remetente ou morada -, mas é o sinal de que Áli precisa para ir em busca do irmão.

É já na cidade banhada pelo Bósforo que a rapariga evocará a história da sua família ao longo de um século e descobrirá que, quanto mais investe na procura de Anton, menos sentido as coisas parecem fazer - a língua materna, a pátria, o género - e talvez só consiga um todo coerente se sair para fora de si.

O presente romance - intenso, ousado e político - foi nomeado em 2017 para o Prémio do Livro Alemão (nomeação raríssima numa obra de estreia), venceu o Prémio Jürgen Ponto e foi traduzido em mais de uma dúzia de línguas.

Fonte: contracapa do livro

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sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Sugestões de leitura sobre a Primeira Guerra Mundial (II)

"Na Primeira Guerra Mundial morreram mais de nove milhões de soldados de Infantaria, Marinha e Força Aérea. Calcula-se que morreram também cinco milhões de civis em consequência da ocupação, de bombardeamentos, fome e doenças."

Martin Gilbert in "A Primeira Guerra Mundial"

Este conflito avassalador só chegaria ao fim com a assinatura do Armistício a 11 de Novembro de 1918.

Recordamos esta data dando continuidade à rubrica Sugestões de Leitura sobre a Primeira Guerra Mundial, com a apresentação de três livros que retratam este violento conflito e a vulnerabilidade da vida de todos que por ele foram atingidos.
GIONO, jean - O grande rebanho

O grande rebanho é um dos grandes romances europeus que tem como tema a Primeira Guerra Mundial, e um clássico da literatura do século XX. Jean Giono, o autor, tendo ele próprio participado no conflito, denuncia os horrores e o absurdo da guerra, descrevendo-os com um realismo chocante em algumas das cenas bélicas mais cruas alguma vez recriadas na literatura.

Através da alternância entre episódios passados na linha da frente, nas trincheiras, e outros que têm lugar nas zonas distantes do campo de batalha, nos lares dos soldados, vamos visualizando um retrato complexo da guerra, sentida não como uma abstracção mas como uma realidade próxima, um fenómeno que afecta radicalmente toda a sociedade, desintegrando os seus valores, a ordem da vida e do quotidiano.

WOOLF, Virginia - Mrs. Dalloway

«Publicado em 1925, Mrs. Dalloway é o primeiro dos romances de Virginia Woolf que subverte a narrativa tradicional. A Primeira Grande Guerra terminou, o calor do Verão invade Londres e Clarissa, Mrs. Dalloway, prepara-se para dar uma das suas festas. Mas quando a noite se aproxima, a chegada de Peter Walsh, o seu primeiro amor regressado da Índia, vai despertar o passado, trazendo-lhe à memória os sonhos adolescentes e a discussão que muitos anos antes a precipitou num casamento sem fulgor. 


Embora a acção do romance ocorra depois da Primeira Guerra Mundial, a evocação de Woolf da Londres do pós-guerra e todas as ansiedades acompanhantes pinta um dos retratos mais perfeitos da literatura sobre os efeitos da Grande Guerra na sociedade como um todo.

BLASCO IBÁNÉZ, Vicente - Os 4 cavaleiros do apocalipse

Em Julho de 1914 notei os primeiros indícios da próxima guerra europeia ao vir de Buenos Aires para as costas de França, no vapor alemão Konig Friedrich August. (…)
Vivendo, semanas depois, na Paris solitária do princípio de Setembro de 1914, altura em que decorreu a primeira batalha do Marna e em que o Governo francês teve de se transferir para Bordéus, como medida de prudência, o ambiente extraordinário da grande cidade sugeriu-me todo o resto do presente romance. (…)
Depois da salvadora batalha de Marna, quando o governo tornou a instalar-se em Paris, conversei um dia com Monsieur Poincaré, então Presidente da República. (…)
- Quero que você visite a frente – disse-me ele -, mas não para escrever nos jornais. (…) Vá como romancista. Observe e talvez da sua viagem nasça um livro que sirva a nossa causa. (…)
A falta de meios de comunicação dentro de Paris e a escassez de dinheiro que a guerra acarretou para muitos obrigaram-me a abandonar a elegante casinha … que ocupava nas imediações do Bosque de Bolonha, instalando-me num bairro vulgaríssimo da Baixa. (…)
Jamais trabalhei em piores condições. Fiquei com as mãos e o rosto gretadas pelo frio; usei sapatos e peúgas de combatente para aguentar melhor os rigores do Inverno.
Assim escrevi Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse.

Excerto da nota “Ao Leitor” por Blasco Ibáñez

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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Novidade na Biblioteca: A mulher de Einstein de Marie Benedict

Um romance fascinante sobre a mulher extraordinária que casou e trabalhou com um dos maiores cientistas da História.

Em 1896, Mileva Maric, uma mulher extremamente inteligente, é a única estudante do sexo feminino a frequentar o curso de Física numa universidade de elite em Zurique. É aí que se apaixona pelo colega Albert Einstein, com quem acaba por casar e ter três filhos. Apesar da total dedicação aos filhos, Mileva nunca abandona a sua paixão pela ciência, trabalhando em conjunto com o marido e contribuindo para estudos científicos tão importantes como a Teoria da Relatividade.

Contudo, por nunca ter concluído a licenciatura, todo o mérito dos artigos que escreve com o marido é-lhe atribuído a ele. À medida que a fama de Albert Einstein aumenta, cresce também o receio de Mileva de que as suas próprias ideias científicas permaneçam para sempre sob a sombra do marido, com quem mantém uma relação cada vez mais conturbada.

A Mulher de Einstein é um romance, inspirado em factos reais, que relata a história da primeira mulher de Einstein, uma cientista brilhante cuja contribuição para a Teoria da Relatividade continua a ser altamente debatida.

Fonte: contracapa do livro


Se quer saber mais sobre Albert Einstein pesquise no nosso catálogo e descubra a oferta bibliográfica sobre este cientista que temos para si.

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sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Bancos de imagens ao alcance de todos


Vivemos num mundo cada vez mais digital e quase diariamente procuramos imagens de qualidade para utilizar no nosso Facebook, Instagram, Blog, Sítios web, trabalhos académicos, entre outros.

Para que as nossas publicações se destaquem e tenham visibilidade é necessário que quer a informação textual, quer a informação gráfica tenham qualidade.

De modo a ajudá-lo a encontrar imagens de qualidade listamos alguns bancos de imagens que disponibilizam uma vasta oferta de ilustrações, fotografias, mapas, entre outros.

Calisphere -  é uma porta de entrada para coleções digitais das grandes bibliotecas, arquivos e museus da Califórnia. Disponibiliza mais de 1.125.000 imagens, textos e gravações.

Library of Congress - Catálogo online de ilustrações e fotografias da Biblioteca do Congresso

National Gallery of Art - repositório de imagens digitais das coleções da National Gallery of Art

The British Library – álbuns de imagens e fotografias das colecções da The British Library disponíveis no flickr.

Free images – galeria com mais de 350 mil fotografias organizadas por categorias

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Sugestões de Leitura sobre a Primeira Guerra Mundial (1)



Como forma de assinalar os 100 anos da assinatura do Armistício iniciamos esta semana no Blog Leituras Cruzadas a rubrica Sugestões de Leitura sobre a Primeira Guerra Mundial.

FOLLETT, Ken - A queda dos gigantes de Ken Follett

A queda dos gigantes é o primeiro volume da trilogia O século da autoria de Ken Follett. Neste volume que começa em 1911 e termina em 1925, travamos conhecimento com cinco famílias que no agitado quadro da Primeira Grande Guerra, da Revolução Russa e do movimento sufragista feminino, irão protagonizar uma complexidade de relações entre paixões contrariadas; rivalidades e intrigas, jogos de poder e traições.

Enquanto a acção se desloca entre Londres, São Petersburgo, Washington, Paris e Berlim, A queda dos gigantes retrata com uma precisão histórica um mundo em rápida transformação, que nunca mais será o mesmo.

O adeus às armas de Ernest Hemingway

O adeus às armas escrito quando Ernest Hemingway tinha 30 anos, foi elogiado como o melhor romance americano resultante da experiência da Primeira Guerra Mundial. O adeus às armas é a história inesquecível de um motorista de ambulância americano na frente italiana e a sua paixão por uma bela enfermeira inglesa. Romance de amor e sofrimento, de lealdade e deserção ficará para sempre como uma das obras-primas de Ernest Hemingway.

A Oeste nada de novo de Erich Maria Remarque

Com 18 anos apenas, o jovem Erich Maria é alistado, durante a primeira guerra mundial, na infantaria do exército alemão; ferido cinco vezes e outras tantas reenviado para a «frente» guardou dos anos de guerra a experiência e a revolta, dos quais iria sair A Oeste nada de novo, testemunho pungente e acto de acusação contra a guerra, em que o autor relata o que viu, sentiu e sofreu.

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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