quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Muros


Quando falamos de muros, por via de regra, pensamos em muros físicos. Como me sinto atraída pelo belo e gosto de realçar o lado positivo do que me acontece ou rodeia, a palavra muro sugere-me, numa primeira análise, beleza.

Vejo-os cobertos de glicínias perfumadas, de buganvílias de cores fortes, de hera verde e musgo a revestirem pedras envelhecidas, de rosas miudinhas, de jasmim a exalar um aroma intenso e inesquecível, que me recorda sempre a Tunísia. E visualizo tantas outras trepadeiras coloridas e belas. 

Só depois penso nos muros encimados por arame farpado. Esses começam e acabam nas separações e muralhas que existem dentro de nós.

Ao longo da história tem havido sempre fanáticos, ditadores e extremistas que erguem muros gigantescos. Uma vergonha para a humanidade. Vêm de dentro para fora. Nascem no coração.

Contudo, é com muros que construímos as nossas casas, os abrigos que aconchegam. Todos os lugares habitados são estruturados a partir deles.

Porém, tanto servem para criar espaços acolhedores, como lugares caóticos, miseráveis, poluídos, indignos e inseguros.

Toda a nossa vida é feita de muros físicos e abstratos.

A própria natureza tem divisórias: as montanhas, as florestas, os rios, os mares, as escarpas e tantos outros.

Os muros são o suporte do património histórico, artístico e cultural.

Fazem parte da identidade comum de um lugar.

Podem ser elementos vivos, dinâmicos e participativos da relação das pessoas com o meio ambiente.

Eles fazem parte do mundo de símbolos e hábitos de cada grupo humano.

É bastante através dos muros, ou seja das construções, que avaliamos a qualidade de vida e o local onde determinado tipo de existência transcorre.

Existe uma grande relação entre os espaços urbanizados e o comportamento humano.

Hoje não se procura só a beleza dos muros que formam os lugares habitáveis, mas também o bem-estar das pessoas e a harmonia com o ambiente.

Porém, os muros mais perigosos são os que nos aprisionam dentro de nós próprios. Quase todos os erguemos. Maiores ou menores, consciente ou inconscientemente, quer queiramos ou não admiti-lo.

Eles desenvolvem-se, mais facilmente, nos corações vazios.

A maioria dos males da humanidade resulta da incapacidade de derrubar os muros do egoísmo e da intolerância.

Contudo, o facto de estarmos aqui reunidos, numa noite fria, quase em vésperas de Natal, significa, entre outras coisas, que temos capacidade de abertura aos outros, de criar laços de pertença a um grupo., através de reflexão e convivência saudável.

E porque é Natal, e não só, recordo que todos temos ao nosso alcance meios poderosos para derrubar muros: sorrir e abraçar.

12 de dezembro de 2016
Maria Leonarda Tavares

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

O meu bibliotecário por António Vilhena

O meu bibliotecário. Ensinou-me tanta coisa. Foi o mais sábio, aquele que me levou pela mão, que me ajudou a encontrar as palavras nos dicionários, a decifrar os códigos da catalogação, a desvendar os autores e, principalmente, a abrir um novo mundo ao mundo que os meus olhos abriam.

Era pequeno, tinha a idade do meu filho, oito anos, quando entrei naquela sala da biblioteca pública, com as paredes “forradas” de livros, chão a cheirar a cera, janelas altas e vidros limpíssimos. Via-se a Praça da República, onde um pelourinho manuelino sinalizava o centro, onde outrora tiveram lugar autos-de-fé, mas não de justiça. Naquela praça, centro do mundo das nossas vidas, espaço de encontro e de história, estava a biblioteca pública, gáudio da curiosidade de graúdos e miúdos. Quando se é pequenino a escala das coisas assume dimensões gigantes. Foi essa a percepção que tive quando entrei na biblioteca que iria mudar a minha vida. Nunca tinha visto tanto livro! Era uma sensação estranha e fascinante. Tinha perante os olhos um universo onde quase tudo era possível. Ninguém me levou, encalhei na placa que estava na fachada, empurrei a porta e, quando entrei, uma mão pousa nos meus ombros, uma voz troante encontra a minha ansiedade: - Já conheces a biblioteca? Vou mostrar-te a tua secção. Ou seja, havia uma estante, à altura do meu tamanho, que tinha livros de aventuras e curiosidades científicas. Aquela era a minha secção. Nesse mesmo dia, fiz a inscrição. E em troca, podia levar três livrinhos para casa. O meu primeiro termo de responsabilidade foi com uma biblioteca. Passados muitos anos, percebi que foi a melhor coisa que me aconteceu naquela idade.

Saía de casa e “escondia-me” atrás de um livro até ir jantar. Por ali passavam figuras “estranhas”, carregando livros de lombada grossa, escritos numa língua “inacessível”: latim. Esses senhores, de uma certa idade, sentavam-se numas mesas ao fundo da sala, onde havia candeeiros pretos e tinteiros brancos de porcelana. O ritual era sempre o mesmo: tiravam e punham óculos, molhavam a caneta de aparo no tinteiro e ali ficavam até o bibliotecário anunciar o fecho. Esse era o momento em que eu fixava a página, fechava o livrinho e ia colocá-lo na estante, até ao dia seguinte. Quando abria os olhos, na Praça da República, havia uns instantes para me habituar à luz, sentia que tinha aprendido alguma coisa. Essa sensação impelia-me a correr até casa. Chegava suado e com os bofes na boca. Logo de seguida, a minha mãe perguntava: Onde estiveste a jogar à bola? Aquela pergunta irritava-me. Se lhe dissesse a verdade não ia acreditar, por isso, arrumava o assunto dizendo que tinha sido guarda-redes. Mas a minha cabeça estava cativa da história que tinha deixado a meio, aquele cheiro a cera, as janelas altas… e o silêncio. O tempo passou, eu cresci com os livros mas, também, com o sábio bibliotecário que me iniciou no ofício das vidas secretas que se escondiam nas estantes. Desse homem que usava fundos de garrafa nos óculos, guardo a memória e o trato fino, o jeito paternal e o carinho com que tratou todos os meninos que ousaram entrar no seu “templo”. Era o sábio dos sábios, uma distinção honrosa que todos lhe reconhecíamos. Depois do 25 de Abril de 1974, descobri que era, também, um sábio da liberdade, um cultor da esperança, um curador dos livros proibidos, um homem solidário e fraterno. Chamavam-lhe o Martins da Biblioteca. Para mim, foi sempre o meu bibliotecário. 

António Vilhena

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Lucky Luke está de parabéns!


O mais célebre cowboy da banda desenhada europeia foi criado na Bélgica por Morris, aliás Maurice de Bévère, em 1946. 

A primeira aparição de Lucky Luke verificou-se no Almanach Spirou 1947, anuário da revista Spirou, publicado a 14 de novembro de 1946, com a história "Arizona 1880".

Lucky Luke é um cow-boy solitário que com o seu cavalo Jolly Jumper se cruza com as grandes figuras da história do Oeste norte-americano: Billy the Kid, os irmãos Dalton, Jesse James, Calamity Jane, Sarah Bernhardt..., assim como os grandes acontecimentos, como a corrida ao ouro, as guerras com os índios, o caminho de ferro... 


Para saber mais requisite um dos diversos álbuns da colecção "Lucky Luke" disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil e consulte:

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Recursos: Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa


O Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa é um projecto coordenado pelo professor Carlos Reis e encontra-se disponível on-line desde o passado dia 15 de Novembro.

Às 30 personagens que agora foram disponibilizadas seguir-se-ão outras, no ritmo de crescimento próprio de um trabalho desta natureza. Está previsto que o Dicionário de Personagens da Ficção Portuguesa venha a atingir um número total de cerca de 200 personagens.

Este dicionário é o resultado extensivo do projeto “Figuras da Ficção”. Nesse contexto, o Dicionário é concebido como uma obra articulada sobre quatro linhas de desenvolvimento:
  • a personagem, enquanto categoria narrativa com reconhecido potencial semântico e diversificada elaboração, em várias épocas e géneros narrativos;
  • a literatura portuguesa, enquanto campo literário que corresponde ao que é usual designar como literatura nacional e determinando o fundamental do corpus de entradas;
  • a história literária, enquanto processo que envolve transformações que incidem sobre a categoria narrativa aqui em causa, designadamente (mas não só) no que toca ao devir de movimentos periodológicos;
  • os estudos narrativos, enquanto campo teórico alargado e interdisciplinarmente enriquecido por extensões que conduzem a narrativas não literárias e não verbais (cinema, jornalismo, televisão, banda desenhada, videogames, etc.), contempladas na medida em que ilustram a sobrevida da personagem literária noutros contextos e suportes, com destaque para a questão da transposição intermediática.
Fonte: http://dp.uc.pt/
 
Este é um recurso que sem dúvida vale a pena explorar.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Biblioteca Municipal de Arganil - 20 anos - Destaques dia 5

Dispositivos móveis na educação por Carlos Pinheiro
5 de Dezembro às 17.30
 Imagens de leitura através dos seus criadores
com os escritores António Vilhena e José António Franco
Moderação do Prof. Nuno Teixeira
5 de Dezembro às 21.30
Dia 5 visite-nos e festeje connosco o 20º aniversário da 
Biblioteca Municipal de Arganil.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Novidade na Biblioteca: Cartas por um sonho de Ángeles Doñate


O Inverno chega a Porvenir e traz com ele uma má notícia: a estação de correios vai fechar e o pessoal vai ser transferido para a cidade. Quem precisa de um carteiro num mundo onde já não se escrevem cartas? A comunicação virtual também ganhou a batalha nas montanhas.

Sara, a única carteira da aldeia, mora em Porvenir com os seus três filhos pequenos. Partilha muitas horas com a sua vizinha Rosa, uma mulher de oitenta anos que estaria disposta a fazer qualquer coisas para evitar que Sara e os filhos sofram.

Mas o que é que uma mulher com uma idade tão avançada pode fazer para impedir que as vidas das pessoas que mais ama se vejam alteradas? Escrever uma carta, aquela que tem guardada no seu coração há sessenta anos...

E com este pequeno gesto começará uma corrente de cartas que vai mudar a vida não só de Sara mas de toda a aldeia. Porque a expectativa com que abrimos a caixa de correio é sempre grande e, como sabemos, tal como os beijos, uma carta leva a outra. E podem mudar o mundo.

Cartas Por Um Sonho é um livro comovente, encantador e cheio de ternura, onde, através da corrente de cartas, vão desfilando personagens do nosso quotidiano, todas elas com os seus sonhos, a sua história, mais ou menos triste, as suas frustrações.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Biblioteca Municipal de Arganil - 20 anos


Faz 20 anos no próximo dia 4 de dezembro que a Biblioteca Municipal de Arganil foi inaugurada. Fruto de um protocolo assinado em 1988 entre a Câmara Municipal de Arganil e o então Instituto Português do Livro para a construção de um edifício onde instalar a nova Biblioteca, só em 1996 este novo equipamento é disponibilizado ao público, integrando a Rede Nacional de Leitura Pública.
Nasce então uma nova Biblioteca que disponibiliza novos serviços à população numa linha de modernidade, tendo como objectivo primordial o aumento do nível de literacia dos Munícipes do Concelho de Arganil. Para tal vários programas de promoção da leitura, a par de muitas iniciativas culturais, têm sido desenvolvidos ao longo destes 20 anos. 
As comemorações que se vão realizar de 4 a 7 de Dezembro de 2016 pretendem evocar o caminho percorrido, com a preocupação de tocar várias áreas que ao longo dos anos têm sido preocupação constante nos programas de dinamização da Biblioteca. Ao longo dos 4 dias de comemorações vão acontecer encontro com escritores, palestras, exposições, apresentação de novos livros e do novo roteiro de arte do concelho, música. Contamos com a presença das crianças, das famílias, dos mais novos e dos mais velhos. Contamos com a participação das Instituições que ao longo dos anos têm colaborado com a Biblioteca Municipal, partilhando o enriquecimento que as iniciativas comuns têm produzido para todas as partes.

PROGRAMA:

Dia 5

- 11h00 / 17h00
ENCONTRO Dos alunos das EB1 COM OS ESCRITORES
António Vilhena e José António Franco

- 17h30
Ler no Digital - DISPOSITIVOS MÓVEIS NA EDUCAÇÃO
Comunicação do Prof. Carlos Pinheiro

- 21h00
Abertura da Exposição 
“OS 20 ANOS DA BIBLIOTECA MUNICIPAL”

- 21h30
IMAGENS DE LEITURA ATRAVÉS DOS SEUS CRIADORES
Com os escritores José António Franco e António Vilhena. Modera a Mesa o Prof. Nuno Teixeira

Dia 6

11h00 / 14h00
ENCONTRO de alunos das EB1 COM O ESCRITOR / ILUSTRADOR PEDRO LEITÃO

- 21h00
APRESENTAÇÃO DO “ROTEIRO ARQUITECTÓNICO E ARTÍSTICO DO CONCELHO DE ARGANIL” pela Coordenadora da Biblioteca Municipal, Margarida Fróis e pela Coordenadora dos Serviços de Turismo, Raquel Tavares

Dia 7

- 10h00 / 12h00
VISITA DAS CRIANÇAS DO PRÉ-ESCOLAR À BIBLIOTECA MUNICIPAL

- 14h30 / 15h30
ENCONTRO CULTURAL INTERGERACIONAL - COM A PARTICIPAÇÃO DE ALUNOS DA ESCOLA SECUNDÁRIA DE ARGANIL – Projecto Ler + Jovem

- 21h00 
FALANDO DE REDES
Com o Director da DGLAB Dr. Silvestre Lacerda e a Dra. Teresa Rua, Coordenadora do Grupo de Trabalho das Bibliotecas da CIM das Beiras e Serra da Estrela.

- 22h00
CERIMÓNIA DE ENCERRAMENTO das comemorações dos 20 anos da Biblioteca Municipal com a participação da Escola de Música "Pauta em Movimento"

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Novidades na biblioteca: para pais e educadores


Berra-me baixo de Magda Gomes Dias
Lisboa: Manuscrito, 2016

As suas manhãs começam com gritos e ao final do dia o cenário repete-se?
Então precisa deste livro para melhorar a sua qualidade de vida familiar, e também a relação com os miúdos.

Ninguém quer passar os dias a gritar com filhos em zangas, gritaria, castigos ou ralhetes constantes. Magda Gomes Dias traz-lhe um desafio irrecusável: 21 dias, quatro semanas, para deixar de berrar com o teu filho.
Como? Na primeira semana, tomamos consciência dos nossos comportamentos. O que nos faz gritar? Sim, porque a culpa de gritarmos não é dos nossos filhos, é nossa…
Na segunda semana, falamos da relação que temos com eles. E os ingredientes são três: firmeza, mimo e paciência. Na terceira, entramos em estágio com todas as situações que nos deixam fora de controlo, e percebemos a forma certa de lidar com elas. Finalmente, na quarta semana percebemos que afinal não foi assim tão complicado mudar, e descobrimos o nosso papel enquanto pais. Com mais qualidade de vida e menos gritaria.
Com casos, conselhos e exercícios práticos, este livro vai fazer com que o leitor deixe de sentir vontade de ‘dar dois berros’ e, mais importante ainda, vai trazer uma relação mais harmoniosa e feliz com os filhos.

Fonte: contracapa do livro


Hiperatividade e défice de Atenção
Lisboa: Verso de Kapa, 2014

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) atinge 5 a 8% das crianças em idade escolar. Em Portugal estima-se que existam mais de 80.000 casos.
Na sala de aula não param quietas, tiram o lápis ao colega, levantam-se porque lhes falta a borracha, outras estão sossegadas mas "na lua". Em casa, enquanto fazem os trabalhos levantam-se a cada cinco minutos, são desobedientes e esgotam os pais. Acreditem que estas dificuldades comportamentais não se devem a falta de educação. Insucesso escolar e dificuldades de relacionamento com colegas, professores e pais são problemas comuns. Mas para as crianças com PHDA há um antes e um depois, se forem bem acompanhadas.
Como equipa de pediatria, temos consciência do impacto social da PHDA, da enorme pressão que as crianças e famílias sofrem. Este livro dá uma visão abrangente desta perturbação e contém estratégias práticas, úteis para o quotidiano de todos os envolvidos. As crianças são o futuro da sociedade e as crianças com PHDA podem tornar-se adultos bem-sucedidos.

Fonte: contracapa do livro


Bésame Mucho de Carlos González
Lisboa Pergaminho, 2013

Costuma dizer-se que os bebés não vêm com livro de instruções; contudo, nos nossos dias, o problema parece ser o oposto. Os pais vivem rodeados de «livros de instruções», seja sob a forma de manuais, de revistas especializadas, de blogues e fóruns online, ou simplesmente de conselhos de pediatras. Proliferam as opiniões, e as filosofias das diversas escolas de puericultura e pedagogia são cada vez mais diversificadas. Neste sentido, é difícil para os pais confiarem no seu instinto ou no seu primeiro impulso.

Bésame mucho vem devolver aos pais a confiança naquele sentimento que está por trás de tudo aquilo que sentem, desejam e fazem pelos filhos: o amor. O Dr. Carlos González, pediatra e autor de renome, sugere que, seja qual for o problema com que um pai se depare - uma birra, uma crise de choro, uma aparente insónia, um caso de ciúme -, este só será verdadeiramente resolvido através de uma atitude razoável e de respeito pela criança como pessoa.

Fonte: contracapa do livro

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

Leia, porque ler é um prazer!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Novidade na Biblioteca: Nerve de Jeanne Ryan

Quando Vee participa no NERVE, um jogo online de desafios transmitido em direto, descobre que quem controla a competição parece saber tudo acerca dela. Oferecem-lhe os prémios que mais deseja e escolhem para a sua equipa Ian, um rapaz com quem qualquer rapariga do secundário sonharia. Nestas condições, é quase impossível resistir. 

Vee aceita a primeira consequência. E depois outra. E outra. Se ao princípio o jogo parece emocionante (os fãs aplaudem e incitam-nos a ultrapassar desafios arriscados com apostas cada vez mais altas), aos poucos revela-se uma armadilha. Vee e Ian têm de decidir se arriscam a vida para o Grande Prémio ou se deitam tudo a perder. Será o jogo letal?

Fonte: badana do livro


Mais informação em: http://www.jeanneryan.com/

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Livro do mês: O Rio Triste de Fernando Namora


O Rio Triste é o último romance publicado por Fernando Namora, significa o fim de um percurso como romancista. O livro, que reflete toda maturidade e refinamento estéticos de seu autor, apresenta um olhar atento sobre a sociedade portuguesa entre as décadas de 1960 e 1980, abordando as graves consequências da guerra colonial na África, a questão da emigração e, dessa vez tirando o foco da comunidade médica, traz à tona questões inerentes a literatos e jornalistas, inseridos num pano de fundo social que recria a difícil experiência de estar vivo num tempo de crise de valores e de perda, num tempo de esfacelamento das relações humanas essenciais.

Ana Carla Pacheco Lourenço Ferri in: 
Fernando Namora: o homem pela voz do escritor


Nota biográfica: Romancista, ensaísta, poeta e também pintor (1919-1989), Fernando Namora e autor de uma obra vasta e multifacetada. Iniciou-se na prosa em 1938 com As Sete Partidas do Mundo, ficção em moldes presencistas. Notabilizou-se com Fogo na Noite Escura (1943). Mais tarde, em 1948, escreveu a 1ª série de Retalhos da Vida de um Médico, e em 1963 escreveu a 2ª série. Trata-se de uma obra marcada pela vivência da sua profissão de clínico. Em 1954 saiu O Trigo e o Joio. Nessa mesma década sofreu Namora a influência do existencialismo, visível em obras como O Homem Disfarçado (1957) e Cidade Solitária (1959). O Rio Triste, publicado em 1982, é, porventura, um dos seus melhores romances.

Fonte: www.wook.pt

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Viver depois de ti de Jojo Moyes

Louisa Clark é uma jovem com uma vida banal ­ um namorado estável, trabalhador e uma família unida ­ que nunca saiu da aldeia onde sempre viveu. Quando fica desempregada, vê-se obrigada a aceitar um emprego em casa de Will Traynor, que vive preso a uma cadeira de rodas, depois de um acidente. Ele sempre tinha vivido de um modo trepidante ­- grandes negócios, desportos radicais, viajante incansável ­ -, mas agora tudo isso ficou para trás. 

Will é mordaz, temperamental e autoritário, mas Lou recusa tratá-lo com complacência e em breve a felicidade e o bem-estar dele tornam-se muito mais importantes do que ela esperaria. No entanto, quando Lou descobre que Will tem planos inconfessáveis para a sua vida, ela luta para lhe mostrar que ainda assim vale a pena viver. 

Em Viver depois de ti, Jojo Moyes aborda um tema difícil e controverso, com sensibilidade, obrigando-nos a refletir sobre o direito à liberdade de escolha e as suas consequências.

Fonte: contracapa do livro


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Obra de Daniel Pennac em destaque

Daniel Pennac nasceu em Casablanca, em 1944, e é hoje considerado um dos mais importantes e populares autores da literatura francesa.

Excepcional contador de histórias, para leitores de todas as idades, Daniel Pennac é dotado de uma prodigiosa capacidade de efabulação, dessa fascinante magia que transforma a simples leitura de um romance num acto arrebatador.

Apresentamos aqui uma breve sinopse e excerto das várias obras do autor disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Visite-nos e escolha a sua próxima leitura.


Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

sábado, 8 de outubro de 2016

Novidade na Biblioteca: Na casa dos teus braços de Paulo André Freire

"Arco-íris

Está um dia bipolar - uma chuva desalmada e um sol radioso alternam entre si com frequência e agilidade. o Verão e o Inverno parecem lutar um com o outro. Ora está um por cima. Ora uma reviravolta altera tudo outra vez. A Primavera e o Outono apenas fitam o duelo das estações titãs e não ousam colocar os pés no ringue.
Ele assiste a este espectáculo natural sentado na tribuna do carro enquanto circula na A1. O destino é o aeroporto de Lisboa para resgatar o filho duma relação falhada. A história é curta e, na verdade, podia ser a dele próprio há trinta anos. Ele e o filho são uma prova genética clara e inequívoca - atiram-se de cabeça sem vacilar perante os conselhos, abraçam o amor até ao limite das suas forças, sobem ao pico da montanha, enredam-se nas complicações dos dias e nas suas próprias compilações, angustiam-se pelo desfasamento entre as ilusões e a crueldade da realidade e desistem com a mesma irreversibilidade com que encetaram os primeiros passos. Há dois dias, uma chamada de Londres anunciou o fim do que há três meses era para sempre. Ao telefone ouviu as palavras embriagadas do filho e resistiu à tentação do: Eu bem te avisei!(...)" (p. 59-60)

"Na Casa dos Teus Braços [é] um livro singular. Pode ser entendido como um conglomerado de crónicas. (...) 
A verdade é que Paulo Freire tem o Amor como tema e não o interpela por um só olhar. Faz uma abordagem polissémica do tema. Por vezes é lírico, muitas vezes aborda o caso com uma ironia glaciar, como se fizesse uma autópsia. Analisa com poesia, diagnostica com minúcia clínica, apresenta-nos o Amor como uma unidade complexa e totalizante, polissémica, que, página a página, se revela como um bisturi inteligente que, interpelando-nos, quer e deseja provocar-nos. (...)
Este Na Casa dos Teus Braços, escrito numa prosa escorreita e viva, parece-nos, por vezes, produto de um homem que olha o passado com raros cabelos brancos, rosto encarquilhado pela velhice dos amores vividos. É o paradoxo maior da obra. São reflexões de um jovem que ainda não chegou aos quarenta anos. (...)"

Exerto do prefácio de Francisco Moita Flores

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil


Leia, porque ler é um prazer!

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Livro do mês: Notícias do paraíso de David Lodge

O paraíso na terra! Não gostaria de ir para lá?
Claro que sim!

Harry Whitney, The Hawaiian Guide Book (1975)

Um grupo de turistas ingleses parte para o Havai numa viagem organizada ao Paraíso. Entre os que vão ao encontro do Éden do Pacífico a preços especiais para grupos estão Sue e Dee, professoras solitárias em busca do amor, Roger Sheldrake, académico abandonado pela namorada que o acusa de estragar as férias de tanto as analisar, um casal em lua-de-mel que não troca uma palavra desde a cerimónia fatal, e Bernard Walsh, teólogo ateu e ex-padre confundido pela complexidade da vida longe da Igreja, que visita uma tia moribunda que precisa do consolo da crença no além para enfrentar a morte.

Sobre o pano de fundo incongruente da especulação imobiliária, um enredo hilariante em que se esconde a cada passo a surpreendente possibilidade do amor. Um livro indispensável a quem ainda não conseguiu um bilhete para o Paraíso.

Fonte: www.wook.pt

Outros títulos do autor disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:

Pensamentos secretos.... 1ª ed. Porto : Asa, 2002. 365, [1] p.. ISBN 972-41-2922-5
Terapia. 2ª ed. Lisboa : Gradiva, 1997. 269 p. ISBN 972-662-429-0
Longe do abrigo. Porto : Asa, 2003. 319 p. ISBN 972-41-3276-5
Um almoço nunca é de graça. 3ª ed. Lisboa : Gradiva, 2001. 289 p. ISBN 972-662-163-1
A troca : uma história de duas universidades. 4ª ed. Porto : Asa, [D.L.1999]. 201 p. ISBN 972-41-1568-2
O Museu Britânico ainda vem a baixo. Porto : Asa, 1999. 167 [1] p. ISBN 972-41-2100-3

Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Novidade na Biblioteca: Pai Nosso de Clara Ferreira Alves

"Porque tens medo desta história? 
Porque não sei se consigo contá-la direito." 

Neste livro, Beatriz, uma professora de estudos do Médio Oriente em Inglaterra, conta-nos a história de Maria ou Marie ou O Fantasma, fotógrafa de guerra de origem portuguesa que se tornou um ícone mundial.

Maria testemunhou tudo o que havia para testemunhar nos conflitos religiosos que assolam o mundo há mais de vinte anos, com relevo para a crise do Médio Oriente. Como foi possível chegarmos a este estado? Israel, Iraque, Afeganistão, Turquia, Síria, Marrocos, Nova Iorque, Londres, Paris, Lisboa. Geografias que se cruzam sucessivamente e onde se projetam acontecimentos inesperados.

Fonte: www.wook.pt

"O terrorismo e a religião são os dois eixos centrais."

Clara Ferreira Alves

"Pai Nosso é um romance sobre o terror nosso de cada dia, esse que parece estar em toda a parte e em lado nenhum, e que se vai tornando a radiação de fundo da nossa obsolescente contemporaneidade."

Mário Santos

Para saber mais sobre este romance e a sua autora consulte os seguintes links:

O “Pai Nosso” de Clara Ferreira Alves foi recebido na Fundação José Saramago - notícia Expresso

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Dia Internacional da Paz - 21 de Setembro

A paz sem vencedor e sem vencidos

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja um novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Sophia de Mello Breyner Andresen in 'Cem Poemas de Sophia"


Para saber mais sobre esta data consulte:

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Partilhar para crescer


No próximo dia 23 de Setembro vai realizar-se na Biblioteca Municipal de Arganil o V PARTILHAR PARA CRESCER, Encontro de Bibliotecas Municipais da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra.

Estes Encontros que tiveram o seu início na Biblioteca Municipal de Penacova em 2013 e posteriormente em Cantanhede, Mira e Tábua, têm como objectivo partilhar experiências do trabalho realizado nas Bibliotecas Municipais, com vista ao desenvolvimento de um trabalho em rede, mas também perspectivar o futuro no sentido de melhorar os serviços que as Bibliotecas prestam aos Munícipes e enquadrá-los em objectivos concretos de desenvolvimento da literacia e da aprendizagem ao longo da vida, contribuindo para a melhoria da inclusão social e da vida profissional de todos os utilizadores e potenciais utilizadores das Bibliotecas Públicas.

Neste V Partilhar para Crescer queremos envolver Bibliotecários e Assistentes Técnicos bem como Professores Bibliotecários e trazer até nós as Entidades que superiormente traçam o caminho a percorrer.

O Encontro, organizado pela Câmara Municipal de Arganil através da sua Biblioteca Municipal, conta com a colaboração da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra; Direcção- geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas; Rede de Bibliotecas Escolares; Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas e ainda do Agrupamento de Escolas de Arganil.

As inscrições estão abertas até 21 de Setembro!

sábado, 10 de setembro de 2016

Novidade na Biblioteca: Na lonjura de Timor de José António Cabrita

Timor, a mais distante, a menos conhecida, a mais enfeitiçadora parcela desse canto europeu, cujo alto Império o Sol, logo em nascendo vê primeiro, foi também terra de muitos degredos. E de algumas deportações de pendor acentuadamente político. Anarquistas, deportados políticos, deportados sociais, cadastrados ou vadios, assim denominados, a certo tempo, chegaram a compor a sociedade timorense com um contingente de cerca de meio milhar de homens. Alguns não resistiram às duras condições de vida; outros ali ganharam impulso para outros destinos, havendo um que alcançaria, até, um dos mais altos lugares da administração colonial; outros, ainda, se ficaram pela ilha verde e vermelha de Timor, construindo família e forjando um património matéria e social de grande vulto; e houve quem, vencido o tempo da pena, voltasse às suas origens para continuar a lutar pelos seus ideais. Este escrito, de que se desejou um título – Na lonjura de Timor lha dook rai timor – escrito nas línguas constitucionalmente oficiais em Timor-Leste, dá conta de alguns desses casos de deportação política e a sua edição acontece num momento em que se comemora meio milénio desde que aquelas duas línguas se encontraram, para dar começo a um futuro inevitavelmente comum.

Fonte: contracapa do livro

“Embora o livro tenha um âmbito mais vasto no estudo de uma época em que Timor funcionava como uma grande prisão, para onde eram levados os condenados pelos tribunais do Reino, a verdade é que a presença na lista de condenados de um homem oriundo de Coja, despertou o interesse pela obra e em boa hora foi decidido fazer a sua apresentação em Coja.

A personalidade destacada neste livro, Antero Tavares de Carvalho, é desconhecida na sua terra. Apenas um artigo na Comarca de Arganil dá notícia da sua morte em 1929. O que os presentes na apresentação do livro ficaram a saber é que este desconhecido, após ter sido deportado para Timor pelo crime de anarquismo, serviu o Estado Português em vários locais, Guiné, Moçambique, S. Tomé e Príncipe, na hierarquia da função pública, chegando a Governador Interino de Angola, para além de outros cargos de grande responsabilidade na Fazenda Nacional. Morreu quando se preparava par vir à Metrópole tomar posse como “inspector superior da Fazenda das colónias.”


 Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

Leia, porque ler é um prazer!

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Livro do mês: A casa do boticário de Adrian Mathews

É Inverno em Amsterdão. Na Biblioteca do Rijksmuseum, Ruth Braams investiga a proveniência de obras de arte roubadas pelos nazis, quando uma velha senhora, Lydia, aparece, exigindo que lhe seja devolvido um quadro pintado por um antepassado seu do século XVIII. Aconselham-na a seguir os trâmites habituais, mas as dificuldades surgem. O quadro possui uma assustadora e misteriosa história do tempo da segunda guerra, e Lydia não é a única a reclamá-lo.

Um encontro ocasional junta Ruth e Lydia de novo. A pouco e pouco, através das revelações da velha senhora, da estranha casa onde vive como que numa estranha cápsula do tempo, das inscrições esotéricas do próprio quadro, uma tenebrosa e perturbadora história surge, abrindo portas há muito fechadas para o passado. 

Por que razão teriam estado os monstros do Terceiro Reich tão interessados em adquirir um óleo de segunda categoria para o planeado Museu do Führer em Linz? 

Quem terá sido o obscuro auor do quadro? E quem serão as figuras na pintura: uma linda rapariga adormecida num coche; um homem sombrio, de costas para o artista, olhando tristemente por uma janela? À medida que Ruth prossegue na análise do microcosmo do quadro, envereda por um mundo de ambição desmedida, de amor destroçado e de oportunismo sexual, em que a arte e ciências ocultas unem forças para um inacreditável salto no futuro... 

Numa evocação brilhante de Amesterdão, dos seus canais e nevoeiros, este livro combina o fascinante pormenor histórico com um grupo de personagens fortemente caracterizadas, numa intriga veloz, elegantemente elaborada, plena de um obscuro mistério.

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

A casa de bonecas de M. J. Arlidge

Uma jovem mulher acorda numa cela fria e escura sem saber como lá foi parar nem quem a raptou. Ali começa o seu maior pesadelo.

O corpo de uma jovem é desenterrado numa praia remota, mas o seu desaparecimento nunca tinha sido denunciado. Alguém a mantivera «viva» ao longo do tempo, enviando à família, regularmente, mensagens em seu nome.

Para a detetive Helen Grace, todas as provas apontam para um assassino em série, um monstro distorcido mas engenhoso e hábil - um predador que já matou antes.

À medida que Helen se esforça por destrinçar as motivações do assassino, ela compreende que se trata de uma verdadeira corrida contra o tempo. Uma única falha pode significar a perda de mais uma vida.

Fonte: contracapa do livro

"Ruby deixou-se estar imóvel no chão. Estava a tremer descontroladamente, mas nem tentou deslocar-se até à cama. Tinha as pernas a arder, sentia um aperto na garganta e achou-se demasiado débil para se levantar.
A luta terminara, Ruby sabia disso. Porque é que a o pressionara tanto? Terá pensado que conseguiria vergá-lo? Não, sabia que o ataque verbal sobre o seu captor era o derradeiro ato de uma rapariga desesperada. Os últimos estertores da resistência dela. Nunca mais veria a mãe e o pai. Nem Cassie ou Conor. Se alguma vez eles voltassem a pôr os olhos nela, iriam encontra-la ali, a apodrecer naquele lugar horrível.
Por norma, as dificuldades de respiração costumavam deixá-la em pânico – uma herança daquelas viagens ao hospital quando era jovem -, mas agora deu as boas-vindas à sensação, uma forma de evitar que ele a castigasse e humilhasse mais. Seria uma pequena vitória, mas, ainda assim, uma vitória.
Se conseguisse esvair-se, ali naquele chão, então talvez voltasse a ver a família. Talvez houvesse uma vida depois da morte ou um lugar onde pudesse estar em paz. Não seria impossível, certo? Nunca acreditara em nada do género, mas agora…
Mas ela não acreditava. Nunca acreditara. E a vida ensinara-lhe a não contar com finais felizes. Ruby sabia do fundo do coração que iria sofrer até ao fim. Não haveria escapatória para ela, e aquele lugar – aquela estranha casa de bonecas – seria o seu túmulo."

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer! 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Novidade na Biblioteca: Desnorte de Inês Pedrosa

Uma rapariga procura a própria voz.
Um homem percorre as curvas do tempo até à pré-história do amor.
Um pai cria um mar de livros para que a filha volte para ele. 
Uma família marca encontro com os seus mortos.
Uma amizade de juventude que partiu pelo mundo vem visitar quem ficou.
Uma mulher aprisionada pelo desejo de ser águia.
Um casal de jovens encontra-se para se despedir da vida.
Uma obsessão erótica.
Uma investigação policial que esconde uma paixão trágica.
Um encontro literário carregado de romances interrompidos.
Um escritor falhado revisita a sua ambição. 
O maior cantor de todos os tempos aguarda numa nuvem a chegada da maior fadista de sempre.
Um avião em que viajam célebres personagens literárias sofre um ataque terrorista.
Um homem regressa à sua ilha e descobre o mistério da infância.
Desnorte é isto: história a história, a escrita límpida e incisiva de Inês Pedrosa desvenda a luz e as sombras do nosso tempo.

Fonte: contracapa do livro

De acordo com Inês Pedrosa aquilo que une as histórias de “Desnorte” é um sentimento de “desnorteamento, de perder o pé, de perder a terra em situações muito distintas, umas familiares, outras sociais, outras mais íntimas, em relações ou de amor ou de amizade, mas é uma sensação da pessoa não saber ou quem é ou onde está”.

Com ilustração de Gilson Lopes, “Desnorte” procura juntar a arte da escrita e a arte do desenho, numa confrontação entre a “dor” e a “ironia”.


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Novidade na Biblioteca: Chegar novo a velho de Manuel Pinto Coelho

"Fazendo o que deve ser feito é possível chegar-se Novo a Velho e 
viver uma vida mais feliz e com mais saúde"

Já ninguém dúvida que é muito importante tratar da saúde antes da doença.
conservar e fortalecer o nosso equipamento biológico composto por cerca de 10 triliões de células é possível se lhe fornecermos todos os nutrientes indispensáveis às suas necessidades.
Sabe-se que as células têm um tempo de vida limitado, regenerando-se automática e periodicamente. se adoecemos e envelhecemos é porque existem desequilíbrios e carências que as impedem de se regenerar totalmente.
Ora estas situações podem e devem ser corrigidas por cada um de nós.
Fazendo a ponte entre as novas descobertas da investigação científica e a prática médica convencional, podemos revolucionar os nossos cuidados de saúde, desenvolvendo novas estratégias de prevenção e tratamento, complementares e sempre que possível naturais, que permitirão prevenir, apaziguar ou até curar situações graves como algumas doenças autoimunes, neurodegenerativas e o cancro, entre outras.
Este livro, baseado em literatura científica atual e idónea, a que acresce a vasta prática clínica do autor, dá a conhecer novas estratégias de intervenção na prevenção e tratamento da doença, visando ajudar o leitor a controlar melhor a sua saúde.
acredite que envelhecer de uma forma saudável, sentindo-nos melhor à medida que vamos avançando na idade, é um processo possível.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Novidade na Biblioteca. E onde é que está o amor? de Ana Zanatti

Numa obra intensa, que lida com a intimidade e o afecto, Ana Zanatti “fecha” seis mulheres e três homens numa sala, de olhos nos olhos e sem rede, levando-os a confessar o que até ali pensavam ser inconfessável. Casamentos falhados, amores que não se cumprem, ciúme, traição, medo, erotismo, solidão, de tudo se fala nessa tarde, num encontro transformador do qual ninguém sai como entrou.

Fonte: contracapa do livro

“Na sala traseira de uma pequena livraria de bairro, um grupo de nove pessoas, dispostas em semicírculo, começara, havia pouco, uma reunião de partilha sobre dificuldades nos relacionamentos. Nove pessoas, como flores sem pés, à espera de enraizar.

Otília, a mentora principal da ideia, impedida de estar presente nesse dia, delegara a orientação da sessão em Celeste, sua conterrânea, que com ela ia dando os primeiros passos na organização deste tipo de encontros. A preparação de ambas era escassa, não estavam ali para substituir o trabalho dos psicólogos, mas ousadia e vontade de ajudar não lhes faltavam.

Os tempos, diz-se, são os da comunicação e do conhecimento mas no íntimo de cada um dos presentes, atravessa a suspeita dolorosa de estarem cada vez mais próximos da solidão e do desconhecimento de si e dos outros. Sobretudo dos outros, para que é mais fácil olhar do que virar os olhos para dentro. (…)”

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Novidade na Biblioteca: Da Biblioteca ao Leitor de Henrique Barreto Nunes

O livro Da biblioteca ao leitor reúne um conjunto de textos sobre as Bibliotecas Públicas e a Leitura Pública em Portugal da autoria de Henrique Barreto Nunes, que há largos anos é um autor e estudioso de “rigor e espírito apaixonado pelo tema do livro e da biblioteca.”[i]

Conforme o próprio autor salienta “a maior parte dos textos que compõem este volume resultaram de intervenções em colóquios e congressos ou foram escritos propositadamente para iniciativas da Biblioteca Pública de Braga, o que faz com que alguns deles apareçam irremediavelmente datados.”

“A história das Bibliotecas Públicas no nosso país, o diagnóstico das carências que as afectam, a proposta de soluções que as viabilizem e melhorem os serviços que prestam aos leitores e que atraiam muitos mais, são preocupação que, de uma maneira ou de outra, se insinuam”[ii] nos textos que compõem este volume.

Embora publicado em 1996 os textos que compõem este livro permanecem actuais, sendo pois um livro que merece a pena ser lido por todos aqueles que desempenham funções na área das Bibliotecas e da leitura, e que sem dúvida constitui um importante contributo para responder aos desafios que diariamente são colocados às Bibliotecas.

Leia, porque ler é um prazer!
Para saber mais consulte:



Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil



[i] Maria Adelina M. Vieira in nota explicativa à 2ª edição de “Da Biblioteca ao leitor”
[ii] Maria José Moura in Prefácio de “Da Biblioteca ao leitor”

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Mário Dionísio - Centenário do Nascimento

“Completaram-se no Sábado, dia 16 de Julho, cem anos sobre o nascimento, em Lisboa, da muito destacada figura intelectual do século XX português que foi Mário Dionísio, na multiplicidade dos seus talentos e saberes, e da sua ação: poeta, ficcionista, ensaísta, crítico, pintor, professor e pedagogo, cidadão interveniente na luta cívica e política.”[1]

A sua obra, vasta e heterogénea é das mais originais e das mais sérias da moderna literatura portuguesa, revelando um espírito rigoroso, quer como criador, quer como especulador de ideias.

Um escritor que vale a pena recordar e uma obra que vale a pena conhecer.






Aceda ao catálogo concelhio da rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil e descubra quais os livros de Mário Dionísio que temos disponíveis para si.

Leia, porque ler é um prazer!



[1] In Jornal de Letras, Artes e Ideias nº 1195

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Quando os gatos são os protagonistas

As melhores histórias de gatos é uma antologia, que reúne 22 contos, em que, como o título indica, os gatos são protagonistas.
  • O paraíso dos gatos de Emile Zola
  • Lillian de Damon Runyon
  • A infância de miss Churt de F. R. Buckley
  • A gata gorda de Q. Patrick
  • A queda do Morning Glory Adolphus de Margaret Cambell
  • De como uma gata fez de Robinson Crusoe de Charles G. D. Roberts
  • A caça grossa de Ming de Patricia Highsmith
  • Os gatos da Srª Bond de James Herriot
  • O gato de Dick Baker de Mark Twain
  • A gata da minha vida de Derek Tangye
  • Kym de Joyce Stranger
  • Um sítio óptimo para a gata de Margaret Bonham
  • A bandeira azul de Kay Hill
  • A história de Webster de P. G. Woodhouse
  • Só complicações de Doreen Tovey
  • Heathcliff de Lloyd Alexander
  • O gato que andava sozinho de Rudyard Kippling
  • Um barco carregadinho de graça de Eleanor Mordaunt
  • Sobretudo gatos de Doris Lessing
  • A dinastia preta e a dinastia branca de Théophile Gautier
  • Aspirina, o gato de John Coleman Adams
  • A melhor das camas de Sylvia Townsend Warner
Deixamos lhe aqui o convite à leitura com um excerto do conto "O gato que andava sozinho" de Rudyard Kipling.

"Isto passou-se e aconteceu e deu-se e foi, ó minha Bem-Amada quando os animais domésticos ainda eram selvagens. O Cão era selvagem, o Cavalo era selvagem e a Vaca era selvagem, a Ovelha era selvagem e o Porco era selvagem – o mais selvagem possível – e todos eles andavam nas húmidas florestas selvagens cada qual com os da sua espécie; mas o mais selvagem de todos os animais selvagens era o Gato. O Gato andava sozinho e todos os lugares eram iguais para ele.
Claro que o Homem também era selvagem. Era terrivelmente selvagem. Só começou a ficar domesticado quando encontrou a Mulher e porque esta não gostava da maneira selvagem como ele vivia. A Mulher escolheu uma gruta seca e confortável em vez de um monte de folhas molhadas para dormir e no fundo da gruta fez uma fogueira agradável e pendurou à entrada uma pele seca de Cavalo Selvagem, com a cauda para baixo e disse: “Limpa os pés quando entrares para termos a casa em ordem.”
Nessa noite, Bem-Amada, comeram Carneiro Selvagem assado nas pedras quentes da lareira e temperado com alho e pimenta brava e Pato Selvagem recheado de arroz bravio e funcho silvestre e cominhos bravos e ossos de tutano de Boi Selvagem e cerejas bravas e groselhas silvestres. Depois o Homem foi dormir todo contente junto do fogo mas a Mulher ficou acordada, sentada, a matutar. Pegou no osso da omoplata do carneiro, o grande osso chato e largo, ficou a contemplar as maravilhosas marcas que o osso tinha, pôs mais lenha no fogo e fez uma magia. Fez a primeira Magia Cantante do mundo.
Lá fora, nas húmidas florestas selvagens, todos os animais selvagens se reuniram num ponto de onde conseguiam ver a luz do fogo ao longe e perguntavam a si próprios o que poderia ser aquilo.
Então o Cavalo Selvagem bateu com a pata no chão e disse:
- Ó meus amigos e meus inimigos, porque é que o Homem e a Mulher fizeram aquela grande luz naquela grande gruta e que mal nos poderá aquilo trazer?
O Cão Selvagem ergueu o focinho e farejou o cheiro da ovelha assada e disse:
- Vou erguer-me e caminhar, e ver e ficar lá: porque penso que é bom. Gato, vem comigo.
- Nérias – disse o Gato. – Eu sou o Gato que anda sozinho e todos os lugares são iguais para mim. Não vou.
- Então não voltaremos a ser amigos – disse o Cão Selvagem e partiu a trote em direcção à gruta.
Mas passado um bocado o Gato disse para com os seus botões:
- Todos os lugares são iguais para mim. Porque não hei-de eu também pôr-me a caminho e ver e vir-me embora?
E assim rastejou em silêncio atrás do Cão Selvagem e escondeu-se num sítio onde podia ouvir tudo.
Quando o Cão Selvagem chegou à entrada da gruta soergueu com o focinho a pele de cavalo seca, farejou o maravilhoso cheiro do carneiro assado e a Mulher ouviu-o, riu-se e disse:
- Aqui vem a primeira coisa selvagem saída da floresta selvagem. Que queres tu?
O Cão Selvagem disse:
- Ó minha inimiga e mulher do meu inimigo, que é isto que cheira tão bem na floresta selvagem?
Então a Mulher pegou num osso do carneiro assado, atirou-o ao Cão Selvagem e disse:
- Coisa selvagem vinda da floresta selvagem, prova e experimenta!
O Cão Selvagem roeu o osso e era mais delicioso que qualquer outra coisa que ele comera na vida; disse:
- Ó minha inimiga e mulher do meu inimigo, dá-me outro.
A Mulher disse:
- Coisa selvagem vinda da floresta selvagem, ajuda o meu Homem a caçar durante o dia e guarda esta gruta durante a noite e dou-te todos os ossos assados que quiseres.
- Ah! – disse o Gato que tinha ouvido tudo – esta Mulher é muito sensata mas não é tão sensata como eu.
O Cão Selvagem rastejou para dentro da gruta e pousou a cabeça no regaço da Mulher e disse:
- Ó minha amiga e mulher do meu amigo, eu ajudarei o teu Homem a caçar durante o dia e guardarei a tua gruta durante a noite.
- Ah! – disse o Gato que tinha ouvido tudo. – Aqui temos um Cão bem tolo.
E foi-se embora através da húmida floresta selvagem abanando o rabo, sozinho na sua independência selvagem. Mas nunca contou nada a ninguém.
Quando o Homem acordou, disse:
- Que está o Cão Selvagem a fazer aqui?
E a mulher disse:
- O nome dele já não é Cão Selvagem mas sim Primeiro Amigo porque será nosso amigo para todo o sempre. Leva-o contigo quando fores caçar. (…)

Leia, porque ler é um prazer!

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.