terça-feira, 25 de junho de 2019

Novidade na Biblioteca: Nem todas as baleias voam de Afonso Cruz

Lisboa: Companhia das Letras, 2016
Será possível vencer uma guerra com a música? Em plena Guerra Fria, a CIA engendrou um plano, baptizado Jazz Ambassadors, que tinha como missão cativar a juventude de Leste para a causa americana. Organizando concertos com grandes nomes de jazz nos países do bloco soviético, os americanos acreditavam poder seduzir o amigo e ganhar a guerra.

É neste pano de fundo que conhecemos Erik Gould, pianista de blues, exímio e apaixonado, que vê sons em todo o lado e pinta retratos tocando piano. A música está-lhe tão entranhada no corpo como o amor pela única mulher da sua vida, que desapareceu de um dia para o outro, sem deixar rasto, sem deixar uma carta de despedida.

Erik Gould tentará de tudo para a reencontrar, mas não lhe resta mais esperança do que o acaso. Será o filho de ambos, Tristan, cansado de procurar a mãe entre as páginas de um atlas, que fará a diferença graças a uma caixa de sapatos.

Fonte: contracapa

Para saber mais consulte: 



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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Tempo para a poesia LIII


Plateia

Não sei quantos seremos, mas que importa?!
Um só que fosse, e já valia a pena.
Aqui, no mundo, alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!

Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.

E o que não presta é isto, esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.

Miguel Torga in Câmara ardente

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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segunda-feira, 17 de junho de 2019

Sugestões de leitura da Sala Jovem

Alfragide: Caminho, 2015
O tema central do livro, embora delicado, é extremamente actual: uma rapariga de 15 anos que se envolve com um homem de 29 anos. A protagonista feminina, Dulce, é uma «Lolita» do século XXI: rapariga adolescente, antes uma criança gordinha, que se reinventa fisicamente mas que altera também o seu interior para se adaptar às pessoas com as quais se cruza. Emocionalmente uma criança, mas com corpo de mulher, utiliza o poder que a sociedade lhe dá para seduzir um homem adulto sem pensar nas consequências. O protagonista masculino, Eddie, não é exactamente o «Lobo Mau», mas veste muito a pele de cordeiro: mais velho, mais experiente, é nitidamente um efebófilo. Sente o medo de ser apanhado em falta e a ilegalidade da situação, mas está viciado na excitação, no perigo e na adoração dela. 

Um romance de superior qualidade literária sobre um tema candente, que encara os problemas de frente ao mesmo tempo que foge aos estereótipos.


Parede: Saída de Emergência, 2010
A Senhorita Perspicácia Carraça, bruxa de algum renome, preocupa-se com um ondular nas paredes do mundo, uma perturbação centrada em terras de cré, onde não é costume nascerem bruxas de mérito. Mas a pequena Tiffany Dores decide contrariar a tradição porque o seu irritante irmãozinho foi raptado pela rainha das fadas. Ajudada por um sapo falante e por um exército de Homenzinhos Livres ladrões, bêbados e arruaceiros (os Nac Mac Feegles), Tiffany deita mãos à obra.


Livros disponíveis para empréstimo na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Novidade na biblioteca: A grande solidão de Kristin Hannah

Lisboa: Bertrand, 2019
1974, Alasca. Indómito. Imprevisível. E para uma família em crise, a prova definitiva. Ernt Allbright regressa da Guerra do Vietname transformado num homem diferente e vulnerável. Incapaz de manter um emprego, toma uma decisão impulsiva: toda a família deverá encetar uma nova vida no selvagem Alasca, a última fronteira, onde viverão fora do sistema. Com apenas 13 anos, a filha Leni é apanhada na apaixonada e tumultuosa relação dos pais, mas tem esperança de que uma nova terra proporcione um futuro melhor à sua família. Está ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. A mãe, Cora, está disposta a tudo pelo homem que ama, mesmo que isso signifique segui-lo numa aventura no desconhecido. 

Inicialmente, o Alasca parece ser uma boa opção. Num recanto selvagem e remoto, encontram uma comunidade autónoma, constituída por homens fortes e mulheres ainda mais fortes. Os longos dias de verão e a generosidade dos habitantes locais compensam a inexperiência e os recursos cada vez mais limitados dos Allbright. 

À medida que o inverno se aproxima e que a escuridão cai sobre o Alasca, o frágil estado mental de Ernt deteriora-se e a família começa a quebrar. Os perigos exteriores rapidamente se desvanecem quando comparados com as ameaças internas. Na sua pequena cabana, coberta de neve, Leni e a mãe aprendem uma verdade terrível: estão sozinhas. Na natureza, não há ninguém que as possa salvar, a não ser elas mesmas. 

Neste retrato inesquecível da fragilidade e da resiliência humana, Kristin Hannah revela o carácter indomável do moderno pioneiro americano e o espírito de um Alasca que se dissipa - um lugar de beleza e perigo incomparáveis. A Grande Solidão é uma história ousada e magnífica sobre o amor e a perda, a luta pela sobrevivência e a rudeza que existe tanto no homem como na natureza.

Fonte: www.bertrand.pt


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sexta-feira, 7 de junho de 2019

Ficção distópica

A ficção distópica começou a surgir no início do século XX em resultado das ansiedades e medos criados pelos efeitos das grandes guerras mundiais, e é por assim dizer a antítese da utopia. Enquanto que as utopias se apresentam como projectos realizáveis em que se pensa ou imagina um mundo melhor, as distopias são ficções que mostram um futuro sem esperança, alienado, sem liberdade e absurdo. 

Sociedades fictícias com governos totalitários e repressivos, manipulação psicológica, tecnológica e em alguns casos, científica dos indivíduos são frequentemente “ingredientes” das narrativas distópicas, que acima de tudo põem em causa o sonho utópico de um mundo perfeito.

Alguns exemplos de distopias disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:

Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley 

Uma sociedade inteiramente organizada segundo princípios científicos, na qual a mera menção das palavras 'pai' e 'mãe' produzem repugnância. Um mundo de pessoas programadas em laboratório, e instruídas para cumprir o seu papel numa sociedade de castas biologicamente definidas já no nascimento. 
1984 de George Orwell

Segundo Orwell, «Mil Novecentos e Oitenta e Quatro» é uma sátira. De aparência naturalista, trata das realidades e do terror do poder político, não apenas num determinado país, mas no mundo — num mundo uniformizado. Foi escrito como um ataque a todos os factores que na sociedade moderna podem conduzir a uma vida de privação e embrutecimento. 
A Laranja mecânica de Anthony Burgess 

Narrada pelo protagonista, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário que então domina a sociedade. 
Fahrenheit 451 de Ray Bradbury 

Fahrenheit 451 é uma novela distópica, que retrata uma sociedade ficcional no século XXI, onde o regime totalitário está determinado a garantir a felicidade dos seus súbditos, e para a alcançar proíbe severamente a posse e a leitura de livros considerados como fonte de problemas e teorias conflituosas. Este é um livro interessantíssimo que retrata uma sociedade altamente tecnológica e embrutecida, mas onde não há felicidade, apenas esquecimento e escuridão.
A máquina do tempo de H. G. Wells

Em A máquina do tempo, um viajante no tempo, depois de mergulhar mais de oitocentos mil anos no futuro, vislumbra uma trágica sociedade dividida em duas facções: os ociosos e pacíficos Eloi, à imagem das classes altas da época vitoriana, e os bárbaros e predadores Morlocks, confinados aos subterrâneos do planeta. Paralelamente, A Máquina do Tempo encerra uma filosofia da evolução humana e uma crítica à sociedade do tempo de H. G. Wells, com inevitáveis ecos no presente, alertando para as consequências do fosso crescente entre classes e para a exploração e miséria humana. Escrito na viragem do século, numa era vitoriana de progresso científico e industrial, este livro viria a conhecer um enorme êxito e perduraria como uma das principais fantasias da literatura e do cinema.

Para saber mais consulte:

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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Novidade na Biblioteca: O sabotador de Andrew Gross

Lisboa: Clube do Autor, 2019
Fevereiro de 1943. Os Aliados descobrem que os nazis estão perigosamente perto de construir uma arma decisiva para o desfecho da guerra. E têm de fazer tudo para os impedir.

Kurt Nordstrum é um engenheiro que faz parte da resistência que quer livrar a Noruega da influência de Hitler. Após perder a noiva, foge para Inglaterra, levando provas secretas sobre o progresso dos nazis na construção da bomba atómica. Determinado a prejudicar os planos dos alemães, junta uma equipa de resistentes e treina-os para a incursão mais ousada da guerra.

Avançando num dos terrenos mais inóspitos da Europa, lutando contra tempestades e desafiando o destino, a equipa de Nordstrum tem como alvo uma fábrica isolada, altamente vigiada pelos alemães, construída numa plataforma que se acredita ser impenetrável e de onde outros soldados não conseguiram voltar.

Com o destino da guerra em mãos, e em nome da lealdade e do dever, ele coloca em risco a pessoa que mais quer proteger. No final, o que estará disposto a sacrificar?

Inspirado na sabotagem à fábrica em que os alemães produziam a água deuterada, fundamental para o desenvolvimento da bomba atómica, O Sabotador recria uma das mais arriscadas missões da guerra. O último sobrevivente do ataque real, Joachim Ronneberg, morreu em outubro de 2018.

Fonte: Badana do livro

Para saber mais sobre o autor e a sua obra consulte:


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 28 de maio de 2019

Tempo para a poesia (LII)

Mata… 

Na minha terra há uma mata!
Ou por outra,
na minha terra há muitas matas…
Mas esta é especial.
Sabem porquê especial?
Por todos nós é amada,
conhecida e explorada:
- é a Mata do Hospital!
À sombra das suas árvores
dormem mil recordações…
Do chão vem o cheiro a barro,
no ar a seiva dos pinheiros,
essência que se desprende,
enche e lava os pulmões.
És berço da passarada
Que faz chegar seus trinados
ao coração de Arganil.
Inspiração de poetas…
És geradora de sonhos,
dos que em anos mais risonhos
miram o teu céu anil.
És a testemunha muda
de amores e devaneios.
Nos teus trilhos e carreiros
tantas, tantas gerações
deram saudosos passeios.
Bem-haja a toda a equipa
que com saber e ciência,
arte amor e persistência,
desenvolveu esforços mil
p’ra mais beleza criar
e tanto valorizar
este brinco de Arganil.

Maria Albertina Dinis Jorge in Teia de emoções

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sexta-feira, 24 de maio de 2019

Novidade na Biblioteca: A morte do comendador de Haruki Murakami

A cena repete-se todas as noites. Pouco antes das duas da manhã, o narrador ouve um som ao longe. Um sino antigo, oriundo das profundezas do tempo. Inquieto, o protagonista sem nome mergulha na floresta e descobre um santuário feito de pedras quadradas. Realidade ou fantasia? 

Em A Morte do Comendador, um retratista sem nome, de 36 anos, subitamente abandonado em Tóquio pela mulher, acaba por ir viver para a misteriosa casa de montanha de um famoso artista. A descoberta de um quadro inédito no sótão dessa casa desencadeia uma série de misteriosos acontecimentos e constitui o pretexto para explicar metaforicamente os acontecimentos da vida do protagonista sem nome. A pintura que dá o mote ao romance, essa tem título - A Morte do Comendador - e remete para a ópera Don Giovanni, de Mozart. 

Dividido em duas partes, A Morte do Comendador elege a música e a pintura como artes privilegiadas e aborda a solidão e o amor, a arte e o mal, temas bem conhecidos dos leitores, a par da paternidade, tópico inédito nos romances de Haruki Murakami, considerado pelo The Guardian «um dos maiores romancistas da actualidade». 

Uma das narrativas mais ambiciosas de Haruki Murakami, A Morte do Comendador constitui uma homenagem ao romance O Grande Gatsby, de F. Scott Fitzgerald.


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terça-feira, 21 de maio de 2019

Geek girl: uma colecção divertida e inteligente!


Geek Girl acompanha a vida de Harriet Manners, geek por convicção e modelo por um golpe do destino. Em Agora sou chique, Harriet vê a sua vida mudar radicalmente ao ser descoberta por uma agência de modelos, em Peixe fora de água a jovem protagonista experiencia o vertiginoso mundo da moda, com viagens intercontinentais e muitas peripécias inesperadas. 

Ao acompanhar as aventuras e desventuras de Harriet, a colecção aborda temas transversais da adolescência: a descoberta das relações, e sobretudo, a conquista da auto-estima e de um lugar próprio no mundo. 


Nota biográfica: Holly Smale é a autora bestseller e premiada da série Geek Girl. Apaixonou-se pela escrita aos 5 anos, quando percebeu que os livros não nasciam nas árvores como as maçãs. Foi descoberta por uma agência de modelos em Londres quando tinha apenas 15 anos, e passou os dois anos seguintes a tropeçar em passerelles, a corar diante dos fotógrafos e a partir objetos que jamais conseguiria pagar. Assim, depressa se desiludiu com a profissão, procurando de imediato novos caminhos. A paixão pelas viagens, pela aventura e por andar descalça levaram-na a correr meio mundo: visitou 27 países, passou dois anos a ensinar a língua inglesa no Japão, fez voluntariado no Nepal e ficou sem dezenas de auriculares na Austrália, Indonésia e Índia. Holly é licenciada em Literatura, especializada em Shakespeare e vive, atualmente, em Londres. Os seus livros estão traduzidos em 28 línguas e venderam mais de 1 milhão de exemplares, só no Reino Unido.

Os volumes 1 e 2 desta colecção estão disponíveis para empréstimo 
na Sala Jovem da Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 17 de maio de 2019

Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação

O objetivo do Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação (WTISD) é ajudar a aumentar a consciência das possibilidades que o uso da Internet e outras tecnologias de informação e comunicação (TIC) pode trazer para as sociedades e economias. A data também tem como objetivo ajudar a reduzir a exclusão digital.

O dia 17 de maio marca o aniversário da assinatura da primeira Convenção Internacional do Telégrafo e a criação da União Internacional de Telecomunicações. 

Durante as últimas três décadas, a Internet transformou-se num recurso mundial sem paralelo, que engloba os mundos do saber e do lazer. Com milhões de utilizadores no mundo inteiro, é um meio de comunicação que não para de se desenvolver. Está na base das nossas sociedades cada vez mais interdependentes e interligadas, estimula a economia mundial, incentiva as trocas e o comércio e contribui para a melhoria dos cuidados de saúde, da produção alimentar e da educação. 

Também na literatura, quer seja de ficção ou não ficção, esta temática tem estado presente, e são cada vez mais os autores que nas suas obras se debruçam sobre as potencialidades e desafios das novas tecnologias na vida das sociedades e dos seus cidadãos. 

Eis algumas das nossas sugestões:

Em Negócios à velocidade do pensamento: com um sistema nervoso digital, o presidente da Microsoft, Bill Gates, defende que a tecnologia contribui para uma melhor gestão das empresas e assegura que, num futuro próximo, revolucionará a natureza das actividades comerciais. O êxito, diz Bill Gates, será alcançado por todos aqueles que criem um «sistema nervoso digital», capaz de unificar a gestão de operações, vendas e informação, permitindo uma maior rapidez na tomada de decisões e na adopção de estratégias e optimizando a aprendizagem.

Fonte: www.bertrand.pt
Ganhar com o Facebook de Brian Carter
Hoje em dia as pessoas não se limitam a "estar" no Facebook. Na verdade, é um dos lugares onde estão mais envolvidas.
O marketing no Facebook já não é opcional - mas a área está cheia de exageros, tolices e soluções falsas que não dão resultados. Este livro dá-lhe o que realmente precisa: um plano completo, passo a passo, para maximizar o seu retorno no Facebook.

Fonte: www.bertrand.pt

O círculo de Dave Eggers

No dia em que Mae Holland é contratada para trabalhar no Círculo, a empresa de Internet mais influente do mundo, sabe que lhe concederam a oportunidade da sua vida.

Através de um inovador sistema operativo, o Círculo unifica endereços de e-mail, perfis de redes sociais, transações bancárias e códigos de utilizador, construindo uma identidade virtual única no sentido da criação de uma nova era de transparência.

Mae Holland entusiasma-se com a atividade da empresa e sente-se feliz por nela participar. No entanto o que começa como uma fascinante história de ambição profissional e idealismo depressa se transforma num romance de suspense que coloca algumas das mais entusiásticas questões da atualidade: o papel da memória, o passado, a privacidade, a democracia e os limites do conhecimento.

Fonte: adaptado da contracapa do livro

Jogos de Raiva de Rodrigo Guedes de Carvalho
Um homem levanta a voz acima da algazarra de conversas. E pede que ponham mais alto o som do televisor do restaurante. É então que todos reparam no que ele vê. Não percebem ou não acreditam. E na rua, no bairro, na cidade, no país, homens, mulheres e crianças vão-se calando. Está por todo o lado, a imagem horrível e hipnotizante. O homem que pediu silêncio leva as mãos à cara e pensa: como chegámos aqui?

A era da comunicação global trouxe inimagináveis maravilhas. Partilhas imediatas de ensinamentos, denúncias e solidariedades. Mas permitiu também que saísse das cavernas uma realidade abjecta. Insultos, ameaças, ironias maldosas. Nunca, como hoje, a semente do ódio foi tão espalhada. 

É sobre este pano de fundo que se conta a história de uma família. Três gerações a olhar para um futuro embriagado num estado de guerra. Uma família que esconde, enquanto puder, um segredo. 
Jogos de Raiva traça duros retratos sem filtro sobre medos e remorsos, sobre o racismo, a depressão, a sexualidade, o jornalismo, a adopção, a arte e a amizade. E o poder das histórias. 
É sobre a urgência da confiança, da identidade e do amor. 
É um livro sobre todos nós, à deriva num novo mundo.

Fonte: contracapa do livro

Livros disponíveis para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 16 de maio de 2019

Novidade na Biblioteca: A rapariga do tambor de John Le Carré

Charlie, uma jovem atriz inglesa, está habituada a desempenhar diversos papéis. Mas quando o misterioso Joseph, com as suas cicatrizes de batalha, a recruta para os serviços secretos israelitas, ela entra no perigoso «teatro do real». Ao desempenhar o seu papel num intrincado plano de alto risco para prender e matar um terrorista palestino, este seu novo desempenho ameaça consumi-la.

Situada na trágica arena do conflito do Médio Oriente, esta emocionante história de amor e lealdades traídas desenrola-se com uma guerra impossível de vencer em pano de fundo.

Um romance de espionagem perturbador e profundamente atmosférico, adaptado a série de televisão, com Florence Pugh, Alexander Skarsgård e Michael Shannon nos principais papéis.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 14 de maio de 2019

Tempo para a poesia LI

Cômoros do passado

Locais que calam todas as dores
passadas, vestidas com várias flores
de nuvens pardas, açoitadas pelos ventos
nas manhãs abertas que as noites escorraçam
e as estrelas tremeluzentes, que no céu passam,
tremulam como um mar de pensamentos.

Candeias de silêncio iluminado, acesas,
são vertigens, miragens, são incertezas,
no atro murmúrio de uma noite escura;
poças, agulheiros, moinhos e levadas,
desfazem-se em angústias, angustiadas,
em dores escondidas nas nascentes e minas.

Debruçados no patamar da calma.
em cada momento, no respirar da alma,
videiras, feijões e grandes milherais,
são recordações em fugas apressadas
com dias e tardes hoje desmaiadas,
nos cômoros de tempos já passados.

Jaime Lopes in Memórias do futuro

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 9 de maio de 2019

Opinião de leitor: Chamavam-lhe Grace de Margaret Atwood


Margaret Atwood é uma das escritoras canadenses de maior renome, tendo publicado mais de 40 livros de ficção, poesia e ensaio. A história de uma serva (1985) é uma das suas obras mais conhecidas.

Chamavam-lhe Grace, publicado em 1996, foi vencedor do Giller Prize do mesmo ano e, relata, baseada em factos verídicos, a história de Grace Marks, envolvida nos assassínios de Thomas Kinnear, o seu patrão, e Nancy Montgomery, a sua governanta, em 1843.

Grace Marks e James McDermott foram condenados pelo crime. McDermott foi executado e, Grace condenada a prisão perpétua na penitenciária de Kingston. Apesar de ao longo dos anos muitos se terem debruçado no estudo e análise deste caso, até hoje, não é certo quão envolvida Grace Marks esteve nestes crimes. O romance Chamavam-lhe Grace dá ao leitor a oportunidade de fazer o seu próprio julgamento.

A narrativa acompanha o percurso de Grace nos anos que antecedem ao crime e nos anos em que esteve na prisão. Durante este período houve sempre quem acreditasse na inocência de Grace e tentasse prová-la. Assim um grupo de defensores de Grace pede ajuda ao Dr. Simon Jordan, um especialista em saúde mental, que vai tentar ouvir a história de Grace e tentar fazê-la recordar/ libertar as memórias esquecidas.

Cada capítulo é iniciado com uma pequena ilustração e com a transcrição de citações diversas. O romance desenvolve-se a um ritmo agradável e a forma como está escrito, de certa forma deixando ao leitor a decisão sobre a inocência ou não da protagonista, torna a leitura deste livro fascinante e extremamente envolvente.

Um livro cuja leitura recomendo.

Miriel de Vocht

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Sugestões de leitura da Sala Jovem

O Fim da Inocência de Francisco Salgueiro
Alfragide: Oficina do Livro, 2016

Aos olhos do mundo, Inês é a menina perfeita. Frequenta um dos melhores colégios nos arredores de Lisboa e relaciona-se com filhos de embaixadores e presidentes de grandes empresas. Por detrás das aparências, a realidade é outra, e bem distinta. Inês e os seus amigos são consumidores regulares de drogas, participam em arriscados jogos sexuais e utilizam desregradamente a internet, transformando as suas vidas numa espiral marcada pelo descontrolo físico e emocional. 

Francisco Salgueiro dá voz à história real e chocante de uma adolescente portuguesa, contada na primeira pessoa. Um aviso para os pais estarem mais atentos ao que se passa nas suas casas.


Nunca desista dos seus sonhos de Augusto Cury
Lisboa:11/17, 2015
Os sonhos são como uma bússola que nos indica quais os caminhos a seguir e as metas a alcançar. São eles que nos impulsionam, nos fortalecem e nos permitem crescer. Se tivermos sonhos pequenos, a nossa capacidade de sucesso também será limitada. Desistir dos sonhos é abdicar da felicidade, pois quem nem sequer tenta alcançar os seus objectivos está condenado a ter uma taxa de insucesso de cem por cento.

Analisando a trajectória vitoriosa de grandes sonhadores — como Jesus Cristo, Abraham Lincoln e Martin Luther King —, Augusto Cury convida-nos a repensar a nossa vida e instiga-nos a nunca deixar morrer os nossos sonhos.


Se algum destes livros te chamou a atenção requisita na Biblioteca Municipal de Arganil. 
Se queres conhecer outras sugestões de leitura pesquisa no marcador "Sala Jovem" ou explora o nosso catálogo online.

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terça-feira, 30 de abril de 2019

Novidade na Biblioteca: A mulher que correu atrás do vento de João Tordo

Quatro mulheres. Três cidades. Um século. E uma poderosa história de amor e de perda a uni-las.

892, Baviera. Lisbeth Lorentz, uma professora de piano, apaixona-se por um aluno de 13 anos que sofre de autismo. Ao descobrir que ele é um prodígio, instiga-o a compor um concerto durante as aulas e, um dia, sem explicação, fá-lo desaparecer.

1991, Lisboa. Beatriz, uma estudante universitária —que sonha com o toque das mãos da mãe falecida —envolve-se com o autor d’A História do Silêncio, um romance sobre Lisbeth Lorentz. Ao mesmo tempo, enquanto voluntária num abrigo para mendigos, Beatriz conhece Lia, uma jovem adolescente com um passado incógnito e um presente destruído.

1973, Londres. Graça Boyard, portuguesa, dá à luz a primeira e única filha. Fugida de Lisboa durante as cheias de 1967, para escapar à tirania do pai e à mordaça da ditadura, regressa à capital após a Revolução, tornando-se uma actriz de renome —e abandonando a filha ainda criança.

2015, Lisboa. No consultório de uma terapeuta, Lia Boyard desfia a sua história, dos anos de mendicidade ao momento em que decide procurar a mãe. É aqui que começam a unir-se as pontas de um romance a várias vozes: a história de quatro mulheres - Lisbeth, Graça, Beatriz e Lia - que atravessam um século de História e diferentes geografias, unidas por uma força que transcende a própria vida.

Um livro a quatro vozes sobre o poder do amor e o vazio da perda, que guarda para o final uma revelação chocante, a reviravolta que faz deste romance de João Tordo uma narrativa magnética.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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sábado, 27 de abril de 2019

Sugestão de Leitura: A terra que pisamos de Jesús Carrasco

No início do século XX, a Espanha foi anexada ao maior império da História, que se estende da Rússia a África. Após a pacificação, as elites militares dos vencedores escolhem uma pequena aldeia nas colónias espanholas para passar os anos dourados da reforma. Eva Holman é a mulher de um velho coronel sanguinário e doente. Um dia, ela descobre um mendigo misterioso no seu jardim. Desrespeitando as regras que proíbem o contacto com os «indígenas» espanhóis, Eva quer saber quem ele é e começa a descobrir os terríveis segredos do império.

A Terra que Pisamos fala de um mundo alternativo, mas que podia ser real, e do modo como nos relacionamos com o lugar onde nascemos, mas também com o planeta que nos sustenta - desde o atroz mercantilismo que o poder exerce até à emoção de um homem que faz o seu cultivo à sombra de uma azinheira. Entre esses dois extremos, está a luta de uma mulher para encontrar o verdadeiro sentido da sua vida. 

Com a mesma riqueza e precisão com que escreveu o bestseller Intempérie, neste romance, Jesús Carrasco indaga sobre a infinita capacidade de resiliência do ser humano, da empatia quando o outro deixa de ser um estranho aos nossos olhos e de como a natureza é um amor maior do que nós. 

Uma leitura emocionante; um livro capaz de nos mudar.

Fonte: contracapa do livro

Para saber mais sobre este livro e o seu amor consulte: Entrevista: Jesús Carrasco por Pedro Miguel Silva.

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 23 de abril de 2019

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor 2019

Mensagem da directora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, por ocasião do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, 23 de abril de 2019 

Os livros abrem uma janela nas nossas vidas interiores, e também o caminho para o respeito e a compreensão mútua entre as pessoas, independentemente das fronteiras e das diferenças. 

Nesta época turbulenta, os livros representam a diversidade da genialidade humana, dão forma à riqueza das nossas experiências, transmitem a busca pelo significado e pela expressão que todos nós compartilhamos, e que fazem avançar as sociedades. 

Os livros ajudam a unir a humanidade numa só família, compartilhando um passado, uma história e um património, a fim de construir um destino comum, onde todas as vozes são ouvidas num grande coro de aspiração humana. Eles são nossos aliados na difusão da educação, das ciências, da cultura e da informação em todas as partes do mundo. 

Os livros também são uma forma de expressão cultural que ganha vida e faz parte de uma língua específica. Cada publicação é criada numa língua distinta e é dedicada a um público leitor daquela língua. Assim, cada livro é escrito, produzido, trocado, utilizado e apreciado num dado contexto linguístico e cultural. Este ano, destacamos este aspecto importante porque 2019 marca o Ano Internacional das Línguas Indígenas, que é liderado pela UNESCO para reafirmar o compromisso da comunidade internacional em apoiar os povos indígenas na preservação das suas culturas, conhecimento e direitos. 

Este Dia oferece uma oportunidade para reflectirmos juntos sobre as formas para melhor disseminar a cultura da palavra escrita e permitir o seu acesso a todos os indivíduos, homens, mulheres e crianças. 

Esse é o mesmo espírito de inclusão e de diálogo que norteia a cidade de Sharjah (Emirados Árabes Unidos), Capital Mundial do Livro de 2019. Esta designação entra em vigor neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor de 2019. Sharjah foi seleccionada pelo reconhecimento do seu programa “Leia, você está em Sharjah”, que pretende atingir os grupos marginalizados ao oferecer propostas criativas para encorajar a participação das populações migrantes e favorecer a inclusão social, a criatividade e o respeito. 

Nos unimos a Sharjah, aos nossos parceiros, à Associação Internacional de Editores, à Federação Internacional de Livrarias e à Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas, bem como a toda comunidade internacional, para celebrar os livros, considerando-os como a representação da criatividade, assim como o desejo de compartilhar ideias e conhecimento, de modo a inspirar a compreensão, o diálogo e a tolerância. Esta é a mensagem da UNESCO neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autor. 

Para saber mais sobre este dia ou ler a mensagem original siga o link:
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terça-feira, 16 de abril de 2019

Adeus a Maria Alberta Menéres


Maria Alberta Rovisco Garcia Menéres nasceu em Vila Nova de Gaia a 25 de Agosto de 1930. Licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas, tendo-se dedicado ao ensino entre 1965 e 1973. Trabalhou na RTP como directora do Departamento de Programas Infantis e Juvenis entre 1976 e 1986. Dedicou-se à poesia e à tradução e colaborou com artigos de opinião em vários jornais e revistas. Entre 1990 e 1993 foi directora da revista Pais. Tornou-se conhecida como autora de literatura infanto-juvenil, especialmente no âmbito da poesia e do teatro e adaptação de clássicos. Desenvolveu um interessante trabalho na educação do gosto pela literatura, junto de crianças.

A sua obra para a infância conta no total mais de 70 títulos. Em parceria, destaca-se o seu trabalho com António Torrado em vários livros e programas de televisão.

Em 1986 foi distinguida com o Grande Prémio Calouste Gulbenkian de Literatura para crianças "pelo conjunto da sua obra literária e pela manutenção de um nível de qualidade superior".

Fonte: Livros com história(s) : prémios Gulbenkian de literatura para crianças 1980-2004. 
Lisboa : Fundação Calouste Gulbenkian, 2006. 69, [1] p. ISBN 978-972-31-1165-1


Maria Alberta Menéres faleceu a 15 de Abril de 2019.
"Mulher de um compromisso extraordinário e permanente com a educação e com a promoção do prazer da leitura, [Maria Alberta Menéres] fez do dar a conhecer aos outros uma responsabilidade que ultrapassou a sua condição de escritora. Deu-nos a conhecer poesia, contos, histórias maravilhosas e fez, de quem a leu, melhor leitor." 
excerto do comunicado da ministra da Cultura.
Aceda ao Catálogo da Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil e descubra que obras da autora temos disponíveis para si.

Em louvor da utopia

Esta certeza de não estar aqui
e o vento
e as desordens prometidas
levantam hoje o muro da utopia
de pedras desiguais, de folhas
e sementes
de corpos de lagartos nevoentos.

Ó doce e colorido e opaco
muro
sem sombra ou dor que nos oculte
o insulto,
o teu momento é belo e foi escolhido
na hora do calor, na febre
mansa
desta hora de sol e desespero.

Esta certeza de não estar aqui
e o vento
e a certeza de não ter ficado
em outras madrugadas,
levantam hoje o muro da utopia
de pálidas palavras já sem mãos,
de gestos pequeníssimos
sonhados
na noite imensa do imenso dia.

In: O Robot Sensível
Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Novidade na Biblioteca: Príncipes (des)encantados de Megan Maxwell

Sam e Kate conheceram-se muito novos e após viverem um idílico amor, que para eles ultrapassou tudo, formaram família e foram muito felizes... até que algo inesperado aconteceu.

Terry, irmã de Kate, e Michael, irmão de Sam, têm estado sempre presentes na vida de ambos e embora cada vez que se vejam haja uma pequena discussão, no fundo existe carinho e estão conscientes que um dia uma dessas discussões pode acabar numa grande fúria, por isso tentam refrear-se.

No entanto, a vida é caprichosa e tudo se complica entre os quatro. nada é o que parece.

Príncipes (des)encantados demonstrará que as segundas oportunidade existem, sobretudo, se realmente amamos de todo o coração.

Fonte: contracapa do livro


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segunda-feira, 8 de abril de 2019

Tempo para a poesia XLIX

Silêncio desnudado

Uma nuvem que não se desfaz
em pó de sonhos

desagua numa manhã suspensa
de Primavera.

E os pássaros jazem quietos.

E as sombras desabitam as casas
e os olhos.

E o meu corpo apagado
de açucenas

reflecte um silêncio desnudado.

Sandra Costa in Sob a luz do mar

Leia, porque ler é um prazer!

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Novidade na Biblioteca: Fredo de Ricardo Fonseca Mota

"Galardoada com o Prémio Literá­rio Revelação Agustina Bessa‑Luís 2015, instituído pela Estoril‑Sol, esta é uma obra de relações, com as pala­vras, as emoções, os outros, o mun­do. É um livro que cruza vidas aparentemente longínquas — a de um jovem do interior (Adolfo Maria) que se muda para Lisboa à procura de um lugar que lhe satisfaça o sonho, e o de um velho (Fredo) que teve qua­tro famílias e morreu sozinho — apa­rentemente contrárias, mas ao mes­mo tempo ligadas pela descoberta de si, de ambos. De um lado a apren­dizagem da vida, do outro, a de como se despedir dela. É ainda um elogio aos heróis que nunca foram canta­dos, aos amores sem testemunho, às mortes solitárias. Uma escrita tão sóbria quanto elegante, que faz com que os olhos se prendam às letras, com o encanto da descoberta de um pedaço de prosa que dá gosto. Para ler sem reservas."

Fredo conta a história de Adolfo Maria, um jovem do interior que se muda para Lisboa à procura de um lugar para ser diferente, e a história de Fredo, um homem que teve quatro famílias e morreu sozinho. Dois mundos que se tocam, duas histórias em contramão. É um elogio aos heróis que nunca foram cantados, aos amores sem testemunho, às mortes solitárias. «Decidir cada passada é maçador, implica coragem e ousadia, implica uma determinação que transforma a viagem em algo verdadeiramente nosso, com um corpo, com memória, com presença. Implica pensar com os pés. Atravessar um quarteirão, ou uma vida, sem a cabeça nos pés, é caminhar para esquecê-lo. Mais fácil.


Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

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terça-feira, 2 de abril de 2019

Enid Blyton: Segredos, mistérios e muita aventura


Já passaram mais de 120 sobre o nascimento da famosa escritora Enid Blyton que ao longo de gerações fascinou e encantou leitores jovens e menos jovens com os seus livros cheios de aventuras e peripécias. Ao longo da sua vida Enid Blyton publicou mais de 800 livros e ainda hoje as aventuras das colecções “os Cinco”, “ Os sete”, “As gémeas no colégio de Santa Clara” ou “O colégio das 4 torres” povoam o imaginário de muitas pessoas.

Será que atualmente as crianças e os jovens ainda se deixam cativar por estes emblemáticos livros? Em Portugal não se sabe, mas nas Bibliotecas Públicas Inglesas Enid Blyton é, a par de Roald Dahl, a autora mais requisitada.

Muito embora as aventuras de Blyton se reportem a um tempo onde as tecnologias ainda eram incipientes e a sua presença nos enredos literários era quase inexistente, as suas histórias despoletam todo um imaginário capaz de nos transportar e envolver nas aventuras, como se também o leitor delas fizesse parte. Cremos que os seus livros continuam a ter o poder de encantar, no entanto é necessário dar a conhecê-los e desafiar crianças e jovens a lê-los.

De acordo com Cláudia Sousa Pereira[1], e considerando o “generation gap” desde a publicação da obra de Enid Blyton, é necessário levar a sua obra aos leitores, dando-lhe uma contextualização histórica da autora e dos seus referentes contribuindo assim para a sua motivação leitora e reduzindo o afastamento dos leitores pelo factor de falta de contemporaneidade. Uma vez ultrapassados esses “obstáculos” o suspense das aventuras vividas pelas personagens de Blyton, a relação de camaradagem entre os mesmos, os retratos vívidos, os diálogos e situações empolgantes, a simplicidade e o ritmo da escrita oferecem todos os ingredientes necessários para proporcionar ao jovem leitor uma boa e envolvente experiência literária.

As colecções mais emblemáticas:

Os Cinco

Os Cinco é provavelmente a colecção mais conhecida da escritora Enid Blyton. Editada pela primeira vez em 1942, é composta por 21 títulos.
Júlio, Ana, David, Zé (Maria José) e o cão Tim, são os amigos que compõem os "Famosos Cinco" sempre prontos para viver grandes aventuras durante as suas férias escolares.

Os Sete

O Clube dos Sete é composto pelo líder da sociedade Pedro, a irmã de Pedro, Joaninha, Jaime, Bárbara, Jorge, Paulina e Carlos. Os livros relatam as aventuras do grupo durante o período escolar.

As Gémeas

As Gémeas é uma colecção de doze livros sobre o colégio interno de Santa Clara perto de Londres, sendo seis escritos pela autora de literatura infantojuvenil Enid Blyton, três por Pamela Cox também inglesa, e três pela autora portuguesa Sara Rodi, que lia a colecção em criança

O colégio das Quatro Torres

O colégio das Quatro Torres é uma colecção de doze livros cujas histórias se passam num colégio interno só de raparigas na Cornualha, e tem como personagens principais Diana Rivers, Celeste Hope, Alice Johns, Benedita Maria Lacey, Milu e as suas colegas.

Noddy

Noddy é uma personagem fictícia criada por Enid Blyton, originalmente publicada de 1949 até 1963. Foram criadas várias séries televisivas baseadas nesta personagem.
Noddy foi publicado pela primeira vez em 1949, com ilustrações de Harmsen van der Beek, um artista holandês.

Bibliografia consultada:

Enid Blyton (1897-1968) : 75 anos de Os cinco/ coord. Rogério Miguel Puga. – Lisboa : Biblioteca Nacional de Portugal, 2017.

Descubra mais sobre o mundo de Blyton nos seguintes links:

Na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil existem imensas obras da autoria de Enid Blyton disponíveis para empréstimo. Segue o link e descobre quais!

Lê, porque ler é um prazer!



[1] In Enid Blyton (1897-1968) : 75 anos de Os cinco

sexta-feira, 29 de março de 2019

Ensaios de Costa Santos

No passado dia 21 de Março, foi apresentado, na Biblioteca Municipal de Arganil, o livro de poesia Ensaios, da autoria de Costa Santos.

O autor afirma na introdução, que este livro é "resultado de alguns meses largos de conviver com o "eu", de lhe falar e sentir os "quês" e "porquês" de passadas seguras em piso difícil ou de... passos hesitantes em caminhos que se julgavam suaves."


Excertos da notícia do Diário de Coimbra nº 30227 (25.03.2019), p. 18

As sombras...

As sombras do passado
À minha volta,
Ainda andam em folia,
Como letras do meu fado
Escritas todos os dias
De amarguras à solta!
Ainda não perceberam
Que o vento tudo levou
E toda essa onda triste
Em mim já... não existe!
Faz tempo que zarpou!

Embora José António da Costa Santos tenha nascido em Lisboa, tem as suas origens na freguesia de Celavisa do concelho de Arganil. Foi jornalista de profissão tendo passado por diversas redacções  de grandes jornais (Record, Capital, A Bola, etc.). Actualmente dedica-se a duas das suas grandes paixões: a pintura e a escrita.

Para saber mais sobre este livro consulte a Hemeroteca do Concelho de Arganil, adquira um exemplar na nossa livraria ou requisite na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Leia, porque ler é um prazer!

quarta-feira, 27 de março de 2019

Dia Mundial do Teatro 2019

O Dia Mundial do Teatro foi instituído pelo Internacional Theatre Institute (UNESCO) em 1961 e, desde o ano seguinte, deu origem a uma tradição: todos os anos uma personalidade ligada ao teatro escreve uma mensagem que fica disponível para ser partilhada ou lida em público onde quer que se deseje comemorar a efeméride.

Este ano a mensagem oficial é da autoria de Carlos Celdrán, dramaturgo e encenador cubano,  que vê o teatro como um "país em si mesmo, onde cabe o mundo inteiro".

terça-feira, 26 de março de 2019

XXVI Feira do Livro de Arganil

Vai realizar-se de 2 a 6 do próximo mês de Abril a XXVI Feira do Livro de Arganil. A Feira da responsabilidade do Município é organizada pela Biblioteca Municipal com o objectivo do maior desenvolvimento de hábitos de leitura nas famílias e na população em geral como motor para atingir maiores níveis de literacia no concelho através de um mais fácil acesso ao livro. 

A Feira conta com um programa de animação diversificado com a apresentação de livros, encontro com escritores, espectáculos diversos. Sendo um evento em parceria com o Agrupamento de Escolas e que decorre na Semana da Leitura, vão acontecer iniciativas dos professores, dos alunos e dos Pais, o que enriquece ainda mais o programa. 

No ano em que se comemora a nível nacional os 100 anos do nascimento de Sophia de Mello Breyner Andersen a XXVI Feira do livro não poderia ignorar este acontecimento. Sophia vai estar presente ao longo dos dias, sob várias perspectivas. 

Visite a XXVI Feira do Livro de Arganil, desfrute de bons momentos e aproveite para adquirir a um preço convidativo o livro que anda a pensar comprar, ou outro que lhe agrade.

segunda-feira, 25 de março de 2019

Novidades na Sala Jovem

Quando a luz se apaga/ Nick Clark Windo
Amadora: Topseller, 2018
Bem-vindo ao incrível mundo do Feed!

Com apenas um pequeno chip, implantado no cérebro dos bebés ainda antes de nascerem, todos os problemas da sociedade podem ser resolvidos. Crimes violentos? Fraude? Impossível, tudo o que vemos é registado no Feed. Desaparecimentos? Faltas? Já não existem, o Feed põe-nos a todos em contacto. Esquecimentos? Distrações? Coisa do passado, o Feed não se esquece de nada.

Até ao dia em que o Feed é desligado.

Nesse dia, o Presidente dos Estados Unidos é assassinado, em direto, para todo o mundo. Pouco depois, o Feed cai. Já não há livros. Já ninguém tem computadores. Já ninguém se lembra, sequer, de como consertar as coisas mais simples. Toda a informação estava guardada no Feed. Sem ele, a civilização desaba.

E tu, quem serás sem o Feed?

Desesperados por reconstruírem alguma forma de subsistência, os grupos de sobreviventes espalham-se, desconfiados uns dos outros, paranoicos e sem rumo. Conseguirão reerguer a Humanidade?

Combinando a atmosfera distópica de Walking Dead com o potencial destrutivo da tecnologia de Black Mirror, Nick Clark Windo apresenta-nos todo um novo mundo. 
Ao retirar tudo às suas personagens, tira completamente o fôlego ao leitor.

Fonte: contracapa do livro


O acusado/ John Grisham
Lisboa: Bertrand: 2015
Theo está de volta! E pronto para mais um caso. Theo está metido em grandes sarilhos. Enquanto todos aguardam ansiosamente o julgamento de Pete Duffy, suspeito de homicídio, Theo é acusado de roubo. A sua reputação está em jogo e, com todas as pistas contra si, ele fará tudo ao seu alcance para provar a sua inocência, mesmo que para isso tenha de quebrar algumas regras… Repletas de intriga e de suspense, ingredientes que fizeram de John Grisham o mestre do thriller jurídico e um campeão de vendas a nível mundial, as aventuras de Theo vão manter os leitores cativados até às últimas páginas.

Fonte: contracapa do livro

Descobre estas e outras novidades na SALA JOVEM da tua biblioteca!

Lê, porque ler é um prazer!