sexta-feira, 21 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: Treze anos para sempre Marion de Nora Fraisse

FRAISSE, Nora - Treze anos para sempre, Marion. 1ª ed. 
Lisboa : Bertrand, 2017. 164, [1] p.
ISBN 978-972-25-3318-8

Marion, minha filha,

A 13 de fevereiro de 2013, sucidaste-te, enforcando-te com um lenço, no teu quarto. Tinhas 13 anos.
Sob o belcihe encontrámos o teu telemóvel suspenso da extremidade de um fio, como se também o tivesses enforcado, para cortar simbolicamente a palavra àqueles que, na escola, te torturavam com insultos e ameaças.
Escrevo este livro para te prestar homenagem, para te falar da nostalgia que sinto perante um futuro que não vais partilhar comigo, connosco.
Escrevo este livro para que cada pessoas retire lições da tua morte. Para que os pais evitem que os seus filhos se tornem vítimas, como tu, ou agressores, como aqueles que te levaram ao desespero. Para que as direcções das escolas se esforcem por vigiar, por escutar, por estender a mão às crianças em sofrimento.
Escrevo este livro para que levem a sério o problema do assédio na escola, o bullying.
Escrevo este livro para que nunca mais uma criança tenha vontade de enforcar o seu telemóvel, nem de suspender a sua vida para sempre. 

Nora Fraisse

Outros livros sobre Bullying disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:
  • MENESES, Maria João Saraiva de - Vasco das forças : o bullying e a violência escolar. Lisboa : Coisas de Ler, 2009. 20, [2] p. ISBN 978-989-8218-09-4
  • SERRATE, Rosa - Lidar com o bullying na escola : guia para entender, prevenir e tratar o fenómeno da violência entre pares. 1ª ed. [Lisboa] : Bookout, 2014. 244 p. ISBN 978-989-8694-07-2
  • FERNANDES, Luís ; SEIXAS, Sónia - Plano Bullying : como apagar o bullying da escola. Lisboa : Plátano, 2012. 192 p. ISBN 978-972-770-913-7
  • AUBREY, Annette  - O clube do arco irís : compreender... o Bulliyng. Abrunheira : Girassol, 2008. 24 p. ISBN 978-989-633-206-8
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Feira do Livro Usado

Duas datas marcantes da História da Literatura se comemoram em Abril. No dia 2, data em que se comemora o Dia Internacional do Livro Infantil, comemora-se também o nascimento do grande escritor Dinamarquês, autor de histórias para crianças, mas que os adultos também apreciam, Hans Christian Andersen. 

O dia 23 do mesmo mês, outra data marcante, com a comemoração do Dia Mundial do Livro em que lembramos duas figuras maiores da Literatura Internacional: Miguel de Cervantes e William Shakespeare, ambos falecidos no dia 23 de Abril de 1616.

É assim, Abril, o mês dos Livros e da Leitura. Ouvindo-se ainda os ecos da XXIV Feira do Livro de Arganil, eis que os livros voltam a estar na ordem do dia com a FEIRA DO LIVRO USADO DE ARGANIL que vai decorrer nos dias 21, 22, 24 e 26, na Biblioteca Municipal. Esta iniciativa do Município de Arganil, tem como objetivo tornar mais fácil o acesso dos Munícipes ao livro, os quais terão, a preços simbólicos, a possibilidade de adquirir livros de qualidade e em bom estado.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O tigre e o acrobata de Susanna Tamaro

Logo que nasceu, o Pequeno Tigre nada mais fez do que mamar. Porém, este tigre não é como os outros. Cheio de curiosidade, não se cansa de fazer perguntas: questiona o mundo à sua volta sem aceitar simplesmente o que lhe dizem. É claro que a sua natureza o leva desde logo a aprender a caçar os outros animais. Contudo, a vida de caçador não o satisfaz completamente e lança-se à aventura, à descoberta do mundo. A viagem leva-o para fora da floresta e do local onde os da sua espécie sempre viveram. E é fora da selva que ele encontra o Homem. Deste encontro, o Pequeno Tigre descobre que é mais perturbante e comovente entregar-se ao amor do que viver na solidão.

O Tigre e o Acrobata é uma fábula espantosa de Susanna Tamaro para leitores de todas as idades, com uma narrativa cheia de aventura onde se misturam personagens humanas e animais que transmitem valores importantes como o conhecimento, a sabedoria e a liberdade.

Fonte: www.presenca.pt 

Leia um excerto deste livro aqui!

Gostou? Pode requisitar o livro na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Para saber que outras obras de Susana Tamaro temos disponíveis para si aceda ao nosso catálogo!

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: A filha das estrelas de Nora Roberts

A bela e talentosa Emma vive num mundo de luxo e privilégio. Mas está prestes a descobrir que a fama não a pode proteger quando alguém deseja a sua morte. 

Salva de uma infância infeliz pelo pai, uma estrela pop em ascensão, a jovem cresce rodeada de amor, imersa no mundo da música, e com uma forte ligação à madrasta e ao irmão mais novo. Mas quando tudo parecia perfeito, dá-se a tragédia: o irmão morre numa tentativa de rapto. 

Após anos de dor e culpa, e de ser perseguida pela imprensa, Emma começa a sentir-se capaz de finalmente largar o passado. Determinada e confiante, atreve-se a começar uma carreira e até a apaixonar-se. Mas o homem com quem pretende casar-se não é quem parece. E o que fazer quando os segredos negros que esconde na sua mente são segredos que alguém está disposto a tudo para que não vejam a luz do dia?

Fonte: contracapa

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: Homens imprudentemente poéticos de Valter Hugo Mãe



Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.

Fonte: contracapa do livro

Siga o link e leia um excerto deste livro.

Para saber mais sobre o autor e a sua obra consulte:
Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Fernando Campos 1924-2017

O escritor Fernando Campos fotografado em 2012  |  ARQUIVO DN
Fernando Campos nasceu em 1924, em Águas Santas, concelho da Maia, nos arredores do Porto. Estudou em Coimbra onde se licenciou em Filologia Clássica e foi professor no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa. Para além de algumas obras didácticas e pequenas monografias de investigação etimológica e literária, é autor do romance histórico A Casa do Pó (1986), a sua primeira obra de fôlego a ser publicada e que o colocou entre os grandes escritores portugueses, a que se seguiram Psiché (1987), O Homem da Máquina de Escrever (1987), O pesadelo de Deus (1990), A Esmeralda Partida (Prémio Eça de Queirós - 1995), A Sala das Perguntas (1998) , Viagem ao Ponto de Fuga (1999), a Ponte dos Suspiros (2000), "…que o meu pé prende… (2001), O prisioneiro da Torre Velha (2003), O cavaleiro da águia (2005), O lago azul (2007), A loja das duas esquinas (2009), A rocha branca (2011) e Ravengar (2012).

Algumas das suas obras estão traduzidas em França, Alemanha e Itália.

Fernando Campos faleceu no passado Sábado, dia 1 de Abril de 2017, aos 92 anos.

"Para cada um dos seus romances históricos, Fernando Campos faz uma cuidada e meticulosa pesquisa para poder recriar ao pormenor tudo o que se passou na época ou acontecimentos que retrata. Só recorre à imaginação quando há dados que não são conhecidos"
Fonte: infopédia

Mais informação no blog sobre a vida e obra de Fernando Campos:



Aceda ao Catálogo da Rede de Bibliotecas de Arganil para saber quais as obras de Fernando Campos que temos disponíveis para si,

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terça-feira, 4 de abril de 2017

sábado, 1 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: A criança de fogo de S. K. Tremayne

Um marido perfeito. Um enteado perfeito.
A mentira perfeita?

Ao casar com David, Rachel sente que a sua vida se aproxima da perfeição. Troca a agitação londrina pelo vale encantador de Carnhallow, na Cornualha, e encontra, finalmente, paz e um amor vibrante, além de se tornar madrasta de uma criança adorável, Jamie. 

Mas cedo se desvanece o cenário idílico. Jamie demonstra comportamentos estranhos, fazendo previsões alarmantemente reais, e revelando que Nina, a sua falecida mãe e primeira mulher de David, ainda vive entre eles, naquela casa. 

Assombrada por esta história e pelos seus próprios fantasmas, Rachel começa a remexer no passado pesaroso daquela família... Qual a verdade sobre o acidente mortal de Nina? Será que David mente? E se sim, porquê? Quando o verão termina e se aproxima dezembro, Rachel começa a temer a veracidade das palavras de Jamie: Tu vais morrer no dia de Natal.

Fonte: contra-capa do livro


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segunda-feira, 27 de março de 2017

Dia Mundial do Teatro 2017


Comemora-se hoje o Dia Mundial do Teatro, instituído em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro.

Um pouco por todo o mundo, a comunidade teatral e outras instituições culturais assinalam a data com acções diversas.

Uma das acções mais importantes é a circulação da Mensagem Internacional do dia Mundial do Teatro, escrita todos os anos por uma personalidade diferente. Esta mensagem pretende ser uma reflexão sobre o teatro e uma cultura de paz. A mensagem de 2017 é da autoria de Isabelle Hupert, atriz francesa.

“Na verdade, o teatro tem uma vida tão próspera que desafia o espaço e o tempo; as suas peças mais contemporâneas alimentam-se das realizações dos séculos passados e os seus repertórios mais clássicos tornam-se mais vitais e modernos sempre que se representam novamente.”
Isabelle Hupert

Também em Portugal está data é assinalada. A Sociedade Portuguesa de Autores, através da mensagem do encenador e cenógrafo João Brites demonstra a importância desta forma de expressão artística e um pouco por todo o país realizar-se-ão espectáculos de teatro com entrada livre.

“A arte de contar histórias, na mistura do discurso direto com o indireto, introduziu a habilidade de construir outras vozes, outras pessoas, a que poderiam corresponder outras sombras. Há mais de cinquenta mil anos ter-se-á colocado o problema da representação das coisas, e consequentemente o da memória e o da repetição. Ainda hoje é este mesmo problema que todos os dias tentamos resolver quando nos confrontamos com os públicos, e é ao procurarmos desenvolver essas competências estruturantes que nos apercebemos da sua importância na coesão das entidades individuais e coletivas.”
João Brites
Na Biblioteca Municipal de Arganil pode assistir à representação da peça "o sapo apaixonado"! 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Novidade na Biblioteca: O círculo de Dave Eggers

No dia em que Mae Holland é contratada para trabalhar no Círculo, a empresa de internet mais influente do mundo, sabe que lhe concederam a oportunidade da sua vida.

Através de um inovador sistema operativo, o Círculo unifica endereços de e-mail, perfis de redes sociais, transações bancárias e códigos de utilizador, construindo uma identidade virtual única no sentido da criação de uma nova era de transparência.

Mae Holland entusiasma-se com a atividade da empresa, os amplos espaços para o desenho, as cafetarias envidraçadas e as acolhedoras instalações do campus. Todos os dias se organizam festas, concertos ao ar livre e, claro, atividades desportivas. E há diversos géneros de clubes e acesso a um aquário de peixes exóticos.

Mae sente-se feliz por participar num turbilhão que parece fazer parte do centro do mundo, apesar de se distanciar cada vez mais da sua vida fora do campus.

Mas o que começa como uma fascinante história de ambição profissional e idealismo depressa se transforma num romance de suspense que coloca algumas das mais candentes questões da atualidade: o papel da memória, o passado, a privacidade, a democracia e os limites do conhecimento.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia - 2017

We have not wings, we cannot soar;
But we have feet to scale and climb
By slow degrees, by more and more,
The cloudy summits of our time.

Numa altura em que os desafios que enfrentamos - da mudança climática, da desigualdade e da pobreza até ao extremismo violento - parecem tão exigentes, as palavras do poeta Henry Wadsworth Longfellow dão-nos esperança.

Ordenada em palavras, colorida com imagens, malhada com o metro certo, a poesia tem um poder que não tem correspondência. O poder de sacudir a vida quotidiana e lembrar-nos da beleza que nos rodeia e da resiliência do espírito humano partilhado.

A poesia é uma janela para a diversidade imensa da humanidade. (…) Tão antiga quanto a própria linguagem, a poesia permanece, neste tempo de turbulência, mais vital do que nunca, como fonte de esperança, como uma forma de partilhar o que significa viver neste mundo.

O poeta Pablo Neruda escreveu, "a poesia é um ato de paz." A poesia é única na sua capacidade de falar através do tempo, do espaço e da cultura, para alcançar diretamente os corações das pessoas em qualquer lugar. Esta é uma fonte de diálogo e de compreensão – tem sido sempre uma força para desafiar a injustiça e promover a liberdade. 

Enquanto novo Embaixador da Boa Vontade para a Liberdade Artística e Criatividade, Deeyah Khan, afirmou, toda a arte, incluindo a poesia, "tem a extraordinária capacidade de expressar resistência e rebelião, protesto e esperança ".

Poesia não é um luxo.

Reside no coração de quem somos como mulheres e homens, vivendo juntos hoje, baseando-se na herança das gerações passadas e desempenhando o papel de guardiã do mundo para as gerações vindouras.

Ao se comemorar, hoje, a poesia, celebra-se a nossa capacidade de nos unir num espírito de solidariedade para escalar e subir "os cumes nebulosos do nosso tempo". (…)

Mensagem de Irina Bokova , Diretora Geral da Unesco, 
para o Dia Mundial da Poesia, 2017

Tradução livre por Miriella de Vocht

Para consultar a mensagem original clique aqui.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Novidade na Biblioteca: A célula adormecida de Nuno Nepomuceno


Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma reputada jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.
O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo, quando Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado.
De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena.
A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.

Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer A Célula Adormecida. Passado durante os 30 dias do mês do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente atual.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 15 de março de 2017

Serão dos amigos de ler dedicado à palavra "Vento"



Poemas e música apresentados pelo autor, Eduardo Gonçalves, 
no serão dos Amigos de Ler, no dia 13.03.2017

“Amigos de Ler” é um clube de leitores livres e apaixonados pelas suas leituras. Reunimos-nos na segunda segunda-feira do mês, às 21:00 horas, na Biblioteca Municipal de Arganil | Miguel Torga, com os mais variados pretextos – uma ideia, um autor, uma cor, uma página... Memórias dos textos que temos lido. Com chá, licores e muitos livros em cima da nossa mesa.

terça-feira, 14 de março de 2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

Novidade na Biblioteca: Deus-Dará de Alexandra Lucas Coelho

O grande romance do Rio de Janeiro: Deus-dará é um livro de fôlego, que reconfirma Alexandra Lucas Coelho como incontornável ficcionista. Depois dos romances E a Noite Roda, galardoado com o Grande Prémio de Romance e Novela APE, e O Meu Amante de Domingo, Livro do Ano Público / Time Out, chega: Deus-dará — Sete Dias na Vida de São Sebastião do Rio de Janeiro, ou o Apocalipse segundo Lucas, Judite, Zaca, Tristão, Inês, Gabriel & Noé. Um romance passado no presente, que atravessa quinhentos anos de história entre Portugal e Brasil: a história do Rio de Janeiro desde a sua fundação à actualidade, ilustrando a presença portuguesa, o caracter carioca, as contradições e complexidades de uma metrópole imensa e vibrante. Este livro é ao mesmo tempo palco histórico e cenário de uma trama irresistível protagonizada por sete personagens ao longo de sete dias.

Fonte: http://www.almedina.net

Para saber mais sobre este livro e a sua autora consulte:





Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 8 de março de 2017

Assinalando o Dia Internacional da Mulher


À mulher


A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher – cama
ela é também mulher-asa,
mulher-força, mulher-chama

E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração

Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha

Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são

A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher

                   José Carlos Ary dos Santos




Nota: Está disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil o livro Obra poética de José Carlos Ary dos Santos


segunda-feira, 6 de março de 2017

Novidade na Biblioteca: O labirinto dos espíritos de Carlos Ruiz Záfon

Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos.

O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher, Bea, e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.

Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.

Fonte: contra capa do livro


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Livro do mês: Esgares e sorrisos de Leonor Duarte de Almeida

Esgares e sorrisos é o primeiro livro de ficção de Leonor Duarte de Almeida e foi publicado em 2002. É uma colectânea de trinta histórias curtas “com uma escrita ao serviço directo da gente de todos os dias, captada em registo fotográfico sem preparação, encenação, trabalho de casa psicológico ou cábula.”

“Leonor Duarte de Almeida encontra-se à vontade no uso de uma linguagem abrangente ao descrever situações tão díspares como recordações de um continente africano em luta e dolorosa reorganização social; os emigrantes portugueses dos anos sessenta que não sabem já que língua falam com os filhos, que por lá têm, quando revisitam a velha “maison” da sua aldeia; a guerra colonial protagonizada pelos mesmos jovens das lutas académicas nas universidades em que a polícia e os cães violentam corpos e almas dos estudantes, cenas que alguns dos quais, com a irreverência de sempre, conseguem fotografar das varandas do Hospital Universitário de Lisboa; o humor fino, transparente, patente na descrição de uma relação quase fraternal de um filho com a mãe que lhe conhece o pendor homossexual mas que a ambos pode aproveitar dado os contactos do jovem com um senhor rico…”

Excerto do prefácio de Fernando Miguel Bernardes

Com Esgares e sorrisos, Leonor Duarte de Almeida, foi reconhecida pela crítica, recebendo o Prémio Revelação da SOPEAM e o Prémio de Novos Autores Portugueses do IPLB em 2002.
Nota biográfica: Leonor Duarte de Almeida é médica oftalmologista no Hospital de Santa Maria, em Lisboa - cidade onde nasceu - Mestre em Bioética pela Faculdade de Medicina de Lisboa e Doutoranda em Bioética na Universidade Católica Portuguesa.

A escrita é uma paixão de «toda a vida» mas apenas começou a ser partilhada com os leitores em 2002. Desde então, já publicou quatro livros de ficção (Esgares e sorrisos, Só me falta ser viúva, Gaivotas em fim de verão, O sapato preto) e um ensaio sobre Bioética, em 2008.

É membro da Associação Portuguesa de Escritores, desde 2002, e faz parte da actual Direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos, eleita em 2010.Tem participado de forma activa nas acções da UMEAL (União de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos).

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sugestão de leitura: O despertar da Primavera de Wedekind

O despertar da Primavera, peça de juventude, tem a vitalidade de todas as obras novas. Wedekind escreve-a em 1890, e ela é já, como as peças do impressionismo o virão a ser depois, uma peça com tema: o despertar da sexualidade. Este tema é desenvolvido com afirmatividade e a concisão de quem sobretudo levanta uma bandeira da liberdade. É o Homem inteiro, o Homem que as ciências e as ideologias descobrem nos finais do século, quem está em causa na peça de Wedekind.

Fonte: contracapa do livro

Melchior, Moritz e Wendla protagonizam suas questões subjetivas em diferentes formas discursivas nesse momento específico de suas vidas em que ocorre a passagem da infância para a vida adulta. O advento do sexual nos sonhos e devaneios apresenta-se como fio condutor da peça e objeto de investigação do trabalho, na relação com os destinos dos protagonistas.

Para saber mais consulte:

O despertar da Primavera: pelos desfiladeiros da sexualidade / Maria Sílvia Antunes Furtado; Flávia Trocoli

Benjamin Franklin Wedekind (Hanover, 24 de julho, 1864 – Munique, 9 de março, 1918) foi ator, dramaturgo e romancista. É um dos precursores do movimento expressionista. É autor de "O Despertar da Primavera"(1891), sua peça teatral mais conhecida.

Uma sugestão de leitura dos 





Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Novidade na Biblioteca: O exército perdido de Paul Sussman

A zoóloga britânica Tara Mullray vai ao Egito visitar o pai, um arqueólogo de grande prestígio, e descobre com horror que ele morreu alguns dias antes da sua chegada. Nessa altura, um negociante especializado em venda de antiguidades no mercado negro é também encontrado morto junto do Nilo. O seu corpo, ferozmente mutilado, está também coberto de queimaduras de cigarro. Estes crimes despertam o interesse da Embaixada Britânica e do Serviço de Antiguidades do Egito por o julgarem relacionados com o terrorista Sayf al-Tha'r.

Fonte: contracapa do livro


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Dia da Internet Mais Segura 2017

Celebra-se hoje o Dia da Internet Mais Segura, promovido pela European Internet Safety Network (InSafe) e pela International Association of Internet Hotlines (INHOPE), com o apoio da Comissão Europeia.

O tema escolhido para 2017 - “Marca a Diferença: Unidos por uma Internet Melhor” - tem como objectivo promover a sensibilização e a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos cidadãos, em particular crianças e jovens.



Para saber mais consulte:

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Escritores online

"Esta plataforma – online desde o dia 13 de outubro de 2016 – pretende ser o maior e o mais completo motor de pesquisa alguma vez criado sobre escritores de língua portuguesa. É possível encontrar informações e biografias completas sobre os autores lusófonos, obras publicadas, notícias em permanente atualização, vídeos e entrevistas exclusivas.
A plataforma permite, ainda, uma interatividade com os utilizadores, uma vez que lhes possibilita “gostar” e/ou comentar as diferentes publicações, bem como sugerir diretamente a inserção de novos autores e de novos livros.
Este motor de busca tem como objetivo fornecer ao universo de língua portuguesa uma ferramenta de pesquisa na qual se concentrem – de uma forma moderna, simples e intuitiva – dados que se encontravam difusos por múltiplas fontes de informação."

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Livro do mês: Retrato do artista quando jovem de James Joyce

«A posição de James Joyce no panorama da ficção contemporânea é, tal como a de Marcel Proust, de iniciador de caminhos, ao mesmo tempo que lhe cabe a responsabilidade de liquidatário do sentido tradicional do romance europeu. Se Retrato do Artista Quando Jovem é apenas o trânsito para a desmesura do Ulisses e também o trânsito necessário para Finnegans Wake, a verdade é que representa um dos volantes do tríptico fundamental da obra de Joyce.
A história de um jovem irlandês, educado pelos jesuítas, aparece aqui em todos os seus múltiplos módulos. Inteligente, brilhante, os jesuítas tentam conduzi-lo para os seus quadros, mas o jovem Estêvão Dedalus resiste ao apelo, cortando violentamente com a sua juventude para vir a encontrar-se perante a necessidade do exílio como única possibilidade de afirmação total e livre.
Esta palavra liberdade, tantas vezes repetida pelo jovem Estêvão Dedalus, apela para uma outra fundamental no percurso do jovem romancista: o exílio. É este binómio a chave de algumas posições míticas do tríptico constituído por Retrato do Artista Quando Jovem, Ulisses e Finnegans Wake.»

Alfredo Margarido
(tradutor e prefaciador)


James Joyce nasceu a 2 de fevereiro de 1882, em Dublin, e é considerado um dos romancistas mais originais do nosso tempo. O seu primeiro livro em prosa, Gente de Dublin, foi publicado em 1914. A sua originalidade revelou-se em Retrato do artista quando jovem, publicado em 1916 e definiu-se por completo em 1922 com Ulysses. Em 1939 publicou Finnegans Wake. Faleceu em 1941. 

Para saber mais sobre esta obra e o seu autor consulte:




Aceda ao catálogo concelhio para saber quais as obras de James Joyce que temos disponíveis para si!

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Novidade na Biblioteca: O fim do silêncio de Suzanne Redfearn

Jillian tem uma carreira sólida, o casamento perfeito, um marido que todas invejam e dois filhos lindos. Ela é um exemplo para todos.

Só que nem tudo é o que parece, e a realidade dela é assustadora. Violência doméstica, desprezo emocional, alcoolismo... A vida de Jill é um filme de terror constante. 

Subitamente, o seu pior pesadelo torna-se realidade: num ato de desespero, vê-se obrigada a fugir com os dois filhos, sem dinheiro ou plano de fuga. 

Quando o marido a acusa de sequestro, tem início um duelo desigual, em que de um lado está a polícia e agentes federais que procuram os menores raptados, e do outro uma mulher determinada a fazer tudo para proteger aqueles que mais ama. 

A única arma de Jillian é a verdade, mas ninguém parece acreditar nela...

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

"Respiro a flor...", um poema de José António Franco














respiro a flor da humana paciência
intacta na falsa margem do silêncio
entre rubras fragrâncias de amoras
em linho branco com pão fresco

uma dança de chamas sem movimento
fluxos de espigas vazias como palavras sem vento
alucinação de flautas pálidas e pássaros
numa concha de espuma inconstante

— alquimia de deuses constelações de lábios e silêncios

as mãos brilham entre as sílabas da manhã
perdem-se nos ombros orvalhados
invenções de escarpas ilegíveis
na serenidade mineral do horizonte

sem tempo para a imortalidade
só a coragem magnífica da ternura
resplandece na tela que manuscreve
o destino transfigurado da cidade

na hora de todos os naufrágios
uma gaivota voo de pedra
em pedaço de céu repentino

— cidade em que me segredo

                                                       José António Franco

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Novidade na Biblioteca: Tudo, tudo... e nós de Nicola Yoon

Madeline Whittier observa o mundo pela janela. Tem uma doença rara que a impede de sair de casa. Apesar disso, Maddy leva uma vida tranquila na companhia da mãe e da sua enfermeira - até ao dia em que Olly, um rapaz vestido de preto, se muda para a casa ao lado e os seus olhares se cruzam pela primeira vez. 

De repente, torna-se impossível para Maddy voltar à velha rotina e ignorar o fascínio do exterior - mesmo que isso ponha a sua vida em risco.


Livro disponível na rede de Biblitoecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O passeio de Santo António de Augusto Gil declamado por João Bilha


O passeio de Santo António

Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado.

Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando…

E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo…

O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Perto, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.

De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia… o coração no peito.

Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
– Ó Frei António, o que foi aquilo?…

O Santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
– Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…

Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
– Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
– Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.

– Tu não estás com a cabeça boa…
Um passarinho a cantar assim!…
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,

Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
– Se o Menino Jesus pergunta mais,
…Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou:
– Jesus, são horas… E abalaram pró convento.

Augusto Gil in Luar de Janeiro

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Um poema a propósito do 20º aniversário da Biblioteca

Poema lido pela autora por ocasião do 
20º aniversário da Biblioteca Municipal de Arganil, 
no encontro cultural intergeracional 
realizado no dia 7 de dezembro de 2016.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Recordando Miguel Torga

ADEUS

É um adeus...
Não vale a pena sofismar a hora!
É tarde nos meus olhos e nos teus...
Agora,
O remédio é partir discretamente,
Sem palavras,
Sem lágrimas,
Sem gestos.
De que servem lamentos e protestos
Contra o destino?
Cego assassino
A que nenhum poder
Limita a crueldade,
Só o pode vencer a humanidade
Da nossa lucidez desencantada.
Antes da iniquidade
Consumada,
Um poema de líquido pudor,
Um sorriso de amor,
E mais nada.

Miguel Torga in Diário XIII

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Rei

A palavra rei sugere, de imediato, autoridade, riqueza, domínio, palácios, contos infantis e nomes do passado e do presente que fazem parte da história da maioria dos países do mundo.

Uns ficaram na memória como déspotas, outros como justiceiros, guerreiros, magnânimos ou empreendedores. E existiram os idiotas cuja cabeça apenas serviu para ostentar a coroa.

Em criança, para além dos contos habituais, em minha casa, lia-se, com alguma frequência, a história do Rei Salomão, como exemplo de grande sabedoria e justiça.

Porém, os reis que fazem parte dos primeiros registos da minha memória são os três magos que os meus irmãos mais velhos colocavam no presépio.

De início estavam junto a um castelo. Depois alguém os deslocava, uns centímetros por dia, sobre um caminho feito de serradura, a contrastar com o verde do musgo. 

Só no dia de reis apareciam à entrada da cabana, habitada pela Sagrada Família, o burro e a vaca.

Ouvi variadas histórias sobre eles e imaginei muito para além do que me contavam.

Os meus sobrinhos quase todos se recordam das fantasias que fui criando sobre os três reis do presépio.

Na verdade, tinha tanto direito a inventar como todos os que, ao longo dos anos, urdiram os seus mitos acerca destas três personagens.

Como é sabido, houve muitas pessoas a escrever sobre o nascimento e a vida de Jesus Cristo.

Porém, apenas quatro evangelistas: Mateus, João, Marcos e Lucas foram considerados os mais autênticos e, por essa razão, de certo modo, oficializados.

Mateus escreveu os evangelhos noventa anos após a morte de Cristo. Baseou-se na informação oral. 

Quanto aos magos recolhe elementos nas profecias de Isaías, que viveu muitos anos antes de Cristo e anunciou grande parte do que iria acontecer.

Mateus é o único que escreve sobre o nascimento e a infância de Jesus. Os restantes ocupam-se, apenas, da vida adulta.

Mateus, no cap. 2 – Adoração dos Magos refere o seguinte: Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia, no tempo do Rei Herodes, chegaram a Jerusalém uns magos vindos do oriente.

Onde está o Rei dos Judeus que acaba de nascer? perguntavam. Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo.

Resumindo o texto bíblico: o Rei Herodes, perturbado com o nascimento de outro rei, pediu-lhes que partissem, de imediato, e o informassem, com toda a brevidade, do local onde se encontrava esse menino.

Os magos, entretanto, seguindo a estrela, chegaram a Jesus.

Foram, porém, avisados, em sonhos, para se afastarem do Rei Herodes e regressarem à sua terra por outro caminho.

Esta é a única informação escrita que chegou até nós.

Mateus fala em magos vindos do oriente, não reis.

Os estudiosos bíblicos presumem que seriam astrónomos. Daí a associação a um astro especial, que identificaram como um sinal do nascimento do messias, prometido e anunciado pelos profetas.

Há quem acredite que a estrela seria o cometa Halley que, segundo os astrónomos, poderá ter sido visível nessa época. 

Muito do que hoje aceitamos como verdade são invenções adaptadas a cada cultura.

O evangelista também não menciona o número de magos. O facto de aparecerem como sendo três: um branco, um preto e um amarelo, significa que a salvação veio para todos.

Epifania, ou seja a festa da igreja católica consagrada à comemoração da adoração dos reis magos a Jesus, significa manifestação. Deus manifestou-se a todos os povos.

Os nomes que lhe foram atribuídos: Belchior, Baltazar e Gaspar ainda não encontraram uma explicação plausível por parte dos estudiosos.

Havia a ideia de que a ciência e a sabedoria provinham da Ásia.

A primeira grande civilização foi a da Mesopotâmia. Israel terá sido fortemente influenciado por essa cultura.

Portanto, os magos, considerados sábios, viriam do oriente.

Quanto aos presentes oferecidos ao recém-nascido, encontrou-se um significado aceitável: o ouro símbolo do Rei, material utilizado na coroa; o incenso sinal do culto a Deus, ainda hoje se queima nas igrejas; a mirra representa o homem. Na antiguidade colocava-se esta substância nos cadáveres.

Magos, reis ou reis magos pouco importa. A verdade é que conquistaram o direito a entrar em muitas das nossas casas e fazem parte da grande festa do Natal. 

9 de janeiro de 2017 

Maria Leonarda Tavares

Nota: Texto lido pela autora no serão dos "Amigos de Ler" no dia 9 de Janeiro de 2017

“Amigos de Ler” é um clube de leitores livres e apaixonados pelas suas leituras. Reunimo-nos na segunda segunda-feira do mês, às 21:00 horas, na Biblioteca Municipal de Arganil | Miguel Torga, com os mais variados pretextos – uma ideia, um autor, uma cor, uma página... Memórias dos textos que temos lido. Com chá, licores e muitos livros em cima da nossa mesa.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Ler

ilustração de Sofía Zapata Ochoa

"Para quem gosta de ler nunca haverá demasiado tempo. Mais do que um prazer, ler pode ser uma actividade incrivelmente regeneradora e, em certos casos, terapêutica. Na verdade, a palavra escrita tem o poder de transformar.
Um livro é capaz de nos transportar para mundos desconhecidos e de nos fazer viajar no espaço e no tempo. Ler inspira e dá mais sentido à vida.
Não há maneiras boas ou más de ler nem existem lugares melhores ou piores para ler um bom livro.
Qualquer hora, qualquer lugar servem para ficar a ler um livro que nos entusiasma, nos envolve e absorve de tal maneira que nos sentimos viver uma vida diferente.
Numa época em que tudo é tão rápido e tão efémero, em que as relações são tão precárias e os amigos tão vulneráveis, é bom saber que podemos sempre contar com um livro para nos fazer companhia. E para nos tornar infinitamente mais ricos."

Inês Menezes in revista XIS nº 227 (11.10.2013)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Novidade na Biblioteca: o último adeus de Cynthia Hand


Cynthia Hand oferece-nos uma lindíssima e comovente história sobre amor, perda, culpa e superação. 

Como superar a ausência e a culpa se não dissermos o último adeus?

A morte está à nossa volta.
Nós não prestamos atenção.
Até que somos obrigados a fazê-lo.

A última vez que Lex se sentiu feliz foi antes. Quando ela tinha uma família coesa. Um namorado que amava. Amigos que não temiam que ela se passasse a qualquer momento. Agora ela é apenas a rapariga cujo irmão se suicidou. E Lex sente que é assim que vai ser vista para sempre. 

Ela tenta seguir com a sua vida, mas há um segredo que a impede, algo que ela nunca disse a ninguém: o seu irmão, Tyler, deixou-lhe uma mensagem na noite em que se suicidou. E esta ideia persegue-a como uma sombra. 

À medida que o tempo avança, Lex começa a descobrir que os fantasmas não têm de ser reais para nos impedirem de avançar.

Fonte: www.topseller.pt

Leia aqui as primeiras páginas do livro. Se gostou pode requisitar o livro na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

Leia, porque ler é um prazer!