segunda-feira, 22 de maio de 2017

Opinião de leitor: Treze anos para sempre, Marion!

Uma história verídica que nos alerta para o Bullying e Ciber-bullying. 

Marion, uma menina de 13 anos, aparentemente uma criança feliz, boa aluna e sem problemas de comportamento na escola, aparece enforcada no seu próprio quarto. A mãe, que a encontra, fica sem saber o que pensar e sem um motivo aparente para tal tragédia.

Os relatos feitos na primeira pessoa pela Mãe, descrevem a luta de uns pais que não têm qualquer justificação para o acto da sua filha mais velha.

Desengane-se quem achar que tem uma relação aberta e sem segredos com os filhos adolescentes ou mesmo mais novos. É um relato preciso de que, mesmo com uma relação muito sincera e aberta com os nossos filhos, tudo pode cair em segundos e o sentimento de culpa recai sempre sobre nós.

É um alerta muito preciso que nos mostra que ninguém está preparado para passar por uma situação destas… Os momentos de raiva, os momentos de luto, os momentos de dúvida, são bem demonstrados pelas palavras da Mãe.

O Bullying e Ciber-bullying é um problema que nos assombra todos os dias, e por mais que o assunto seja abordado nas escolas, continua a fazer vitimas e a estragar uma fase do crescimento dos nossos filhos que é essencial para o seu desenvolvimento. É triste que, ainda hoje, existam escolas, professores, directores e auxiliares que desvalorizam estes comportamentos de determinados grupos de crianças e que evitam falar sobre o mesmo.

Acho que este livro deveria ser debatido em todas as escolas e de Leitura Obrigatória para todos os alunos, pais e educadores.

Alexandra Novais

“Quando perdemos um filho, quaisquer que sejam as causas da sua morte, temos a tendência de lhe consagrar todo o nosso tempo, toda a nossa energia, todos os nossos pensamentos. Com mais razão ainda se a causa da morte for um mal que podemos identificar, que teríamos podido evitar, e que sentimos como um assassínio.”

Leia, porque ler é um prazer!

Livro disponível para empréstimo na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Novidade na Biblioteca: Fruta deliciosa de James Hannaham

Lisboa: Relógio D'Água, 2016
ISBN 978-989-641-648-5
Vencedor do Prémio Pen/Faulkner Ficção 2016
Darlene, uma viúva e mãe devastada pela inesperada morte do marido, refugia-se nas drogas para fugir ao trauma. Toldada pela dor, é atraída para uma misteriosa quinta, gerida por uma empresa de cariz duvidoso, com a promessa de um trabalho ─ com consequências desastrosas tanto para si como para o seu pequeno filho, Eddie.

Fruta Deliciosa conta a história de três personagens inesquecíveis: uma mãe, o seu filho e a droga que ameaça destruí-los. Na luta de Darlene para se reunir com o filho, nos esforços de ambos para triunfar sobre aqueles que os escravizariam e na voz da droga que narra as angústias de Darlene, a prosa corajosa de Hannaham contagia as circunstâncias desesperadas das suas personagens com humor. Mas lida também com questões intemporais como o amor e a liberdade, o perdão e a redenção, a determinação e a vontade de sobreviver.

Fonte: contracapa do livro


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 10 de maio de 2017

Adeus a Armando Baptista-Bastos

Armando Baptista-Bastos nasceu em Lisboa a 27 de Fevereiro de 1934, e faleceu esta terça-feira, dia 9 de Maio. Frequentou a escola de Artes Decorativas António Arroyo e o Liceu Francês.

Iniciou a sua carreira jornalística em “O Século”, mas foi ao serviço do “Diário Popular” – onde trabalhou durante vinte e três anos (1965-1988) – que haveria de conquistar maior notoriedade, sobretudo em géneros como a entrevista e a reportagem.

Torna-se mais conhecido do grande público pelas entrevistas realizadas na SIC entre novembro de 1996 e janeiro de 1998. Nessas “Conversas Secretas”, fazia a todos os convidados a pergunta "onde é que estavas no 25 de Abril?", o que seria mais tarde glosado por Herman José no programa "Herman Enciclopédia".

Publicou mais de uma dezena de títulos de ficção, entre os quais "O Secreto Adeus" (1963), "Cão Velho entre Flores" (1974), "O Cavalo a Tinta da China" (1995), "A Colina de Cristal" (2000) e "No Interior da Tua Ausência" (2002).

Ao longo da carreira, o autor conquistou vários prémios, designadamente, o Prémio Literário Município de Lisboa, em 1987, pelo romance "A Colina de Cristal", que lhe valeu também o Prémio P.E.N. Clube Português de Ficção, no ano seguinte.

Em 2002, recebeu o Prémio da Crítica do Centro Português da Associação Internacional de Críticos Literários, pela obra "No Interior da Tua Ausência". Em 2003, venceu o Grande Prémio de Crónica da Associação Portuguesa de Escritores pelo livro "Lisboa Contada pelos Dedos".

Em 2006, recebeu os prémios de Crónica da Sociedade da Língua Portuguesa, João Carreira Bom, e do Clube Literário do Porto.

Fonte:  http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-05-09-Morreu-Baptista-Bastos


Para saber mais consulte:

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Novidade na Biblioteca: Rumo a casa de Yaa Gyasi

Presença, 2017
ISBN 978-972-23-5977-1
Effia e Esi, as protagonistas do romance de estreia de Yaa Gyasi, jovem escritora norte-americana nascida no Gana, são meias-irmãs, nasceram em aldeias diferentes e vão partilhar o destino no mesmo espaço, mas com sortes diferentes.

A autora constrói uma história situada na época colonial, em que Effia consegue casar-se com um inglês e Esi acaba por viver no mesmo castelo que a irmã habita com todo o conforto, mas confinada a uma masmorra.

As duas linhas de descendência, com os seus episódios íntimos, belos e dramáticos, mostram-nos a história da escravatura e da cultura afro-americana nos continentes africano e americano até à atualidade, lado a lado num fio que une o passado e o presente.


A estreia literária de Yaa Gyasi, nascida em 1989, arrebatou a crítica e os leitores, tornando a autora numa das vozes mais promissoras da atual literatura norte-americana.

Fonte: JL e contracapa do livro


Gostou? Pode requisitar o livro na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Livro do mês: O primeiro homem de Albert Camus

 

Nascido nos bairros operários de Argel, Argélia, a 7 de novembro de 1913, Albert Camus foi galardoado ainda novo com o Nobel da Literatura. Tinha apenas 44 anos quando foi distinguido.

Com o futuro pela frente, menos de dois anos passados, a 4 de janeiro de 1960, o escritor morreu num acidente de automóvel, em França. Apesar do seu desaparecimento precoce, é hoje um dos maiores nomes da literatura francesa e mundial, pelo seu pensamento visionário e um caminho excepcional.

Com oito milhões de cópias vendidas, "O Estrangeiro", primeiro livro publicado em 1942 e traduzido em 40 línguas, é o seu best-seller absoluto.

O último e inacabado livro de Camus, “O primeiro homem”, publicado apenas em 1994, é um romance autobiográfico.

O romance inicia-se com o nascimento de Jacques Cormery (leia-se Albert Camus), facultando depois preciosas informações acerca da infância do escritor na Argélia. Ao longo das páginas do livro desenrola-se uma história colorida, mas também uma confissão que emociona. Aos olhos do leitor surgem, assim, as raízes da personalidade de Camus, da sua sensibilidade, da génese do seu pensamento.

Para saber mais consulte:


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Um poema de Goethe: Festa de Maio

Festa de Maio

Toda a Natureza
Em esplendor me acena!
Como brilha o Sol
E ri a campina!

E em todos os ramos
Há festa de flores
E enchem os arbustos
Vozes aos milhares,

E há em cada peito
Volúpia e prazer.
Oh Terra, oh Sol,
Oh sorte a sorrir,

Oh amor, amor,
Belo como oiro,
Qual nuvem na aurora
Sobre aquele outeiro,

Pelos campos frescos
Esparzes teus favores,
E espalhas pelo mundo
Fragrância de flores!

Oh moça, tão moça,
Como te amo eu!
O brilho em teus olhos
Diz-me que sou teu!

Ama a cotovia
O ar livre, o canto;
E as flores da manhã
Odores do céu – tanto

Como eu te amo a ti
Com meu sangue ardente,
A ti, que me dás
Juventude, alento,

E o prazer de novas
Danças e cantares.
Feliz sejas, tanto
Quanto tu me amares.

Obras escolhidas de Goethe: poesia
Lisboa: Círculo de Leitores, 1993
trad. João Barrento

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Sugestão de leitura: O pranto de Lúcifer de Rosa Lobato de Faria

"O Pranto de Lúcifer", editado originalmente em 1995, foi a estreia literária de Rosa Lobato de Faria, e narra a saga de uma família que se guia pela arte e pelo amor, contada pela mais nova de quatro irmãs, Bernardette.

Bernardette, que cresceu correndo Portugal de lés a lés com os pais, autênticos saltimbancos que tanto apresentavam espectáculos de Almeida Garrett como um número em que Marinela, a mãe, parecia morta. Bernardette relata como foi viver na corda bamba nessa viagem constante, rica em aventuras e imprevistos, mas sempre precária. Foi do pai que herdou a capacidade de sonhar, de encarar a vida e o mundo de forma idílica, mas até que ponto é possível conciliar o sonho com a vida?

“O Pranto de Lúcifer” é um romance simultaneamente divertido e dramático, cruel e poético.



Excerto da obra
 Para saber mais sobre a autora e a sua obra consulte:



Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sábado, 22 de abril de 2017

Ode à Terra de Miguel Torga

Ode à Terra – Miguel Torga

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
A abrir leques de sonho e de centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã,
Sem fronteiras nem dono,
Há-de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoila vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem,
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja funda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração.

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás-de parir depois…
Poesia desfeita,
Fruto futuro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos…
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!

Miguel Torga
Poesia Completa. Lisboa: Dom Quixote, 2002

Nota: No dia 22 de abril de 1970, foi criado, pelo senador norte-americano Gaylord Nelson o Dia da Terra. Foi reconhecido pela ONU em 2009 que instituiu o referido dia como o Dia Internacional da Terra.

O objetivo principal deste dia é consciencializar todos os povos sobre a importância e a necessidade de conservar os recursos naturais do planeta e defender a harmonia entre todos os seres vivos. Só assim será possível assegurar às gerações presentes e futuras qualidade de vida ambiental, social, económica, cultural, estética.

Regina Gouveia

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: Treze anos para sempre Marion de Nora Fraisse

FRAISSE, Nora - Treze anos para sempre, Marion. 1ª ed. 
Lisboa : Bertrand, 2017. 164, [1] p.
ISBN 978-972-25-3318-8

Marion, minha filha,

A 13 de fevereiro de 2013, sucidaste-te, enforcando-te com um lenço, no teu quarto. Tinhas 13 anos.
Sob o belcihe encontrámos o teu telemóvel suspenso da extremidade de um fio, como se também o tivesses enforcado, para cortar simbolicamente a palavra àqueles que, na escola, te torturavam com insultos e ameaças.
Escrevo este livro para te prestar homenagem, para te falar da nostalgia que sinto perante um futuro que não vais partilhar comigo, connosco.
Escrevo este livro para que cada pessoas retire lições da tua morte. Para que os pais evitem que os seus filhos se tornem vítimas, como tu, ou agressores, como aqueles que te levaram ao desespero. Para que as direcções das escolas se esforcem por vigiar, por escutar, por estender a mão às crianças em sofrimento.
Escrevo este livro para que levem a sério o problema do assédio na escola, o bullying.
Escrevo este livro para que nunca mais uma criança tenha vontade de enforcar o seu telemóvel, nem de suspender a sua vida para sempre. 

Nora Fraisse

Outros livros sobre Bullying disponíveis na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil:
  • MENESES, Maria João Saraiva de - Vasco das forças : o bullying e a violência escolar. Lisboa : Coisas de Ler, 2009. 20, [2] p. ISBN 978-989-8218-09-4
  • SERRATE, Rosa - Lidar com o bullying na escola : guia para entender, prevenir e tratar o fenómeno da violência entre pares. 1ª ed. [Lisboa] : Bookout, 2014. 244 p. ISBN 978-989-8694-07-2
  • FERNANDES, Luís ; SEIXAS, Sónia - Plano Bullying : como apagar o bullying da escola. Lisboa : Plátano, 2012. 192 p. ISBN 978-972-770-913-7
  • AUBREY, Annette  - O clube do arco irís : compreender... o Bulliyng. Abrunheira : Girassol, 2008. 24 p. ISBN 978-989-633-206-8
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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Feira do Livro Usado

Duas datas marcantes da História da Literatura se comemoram em Abril. No dia 2, data em que se comemora o Dia Internacional do Livro Infantil, comemora-se também o nascimento do grande escritor Dinamarquês, autor de histórias para crianças, mas que os adultos também apreciam, Hans Christian Andersen. 

O dia 23 do mesmo mês, outra data marcante, com a comemoração do Dia Mundial do Livro em que lembramos duas figuras maiores da Literatura Internacional: Miguel de Cervantes e William Shakespeare, ambos falecidos no dia 23 de Abril de 1616.

É assim, Abril, o mês dos Livros e da Leitura. Ouvindo-se ainda os ecos da XXIV Feira do Livro de Arganil, eis que os livros voltam a estar na ordem do dia com a FEIRA DO LIVRO USADO DE ARGANIL que vai decorrer nos dias 21, 22, 24 e 26, na Biblioteca Municipal. Esta iniciativa do Município de Arganil, tem como objetivo tornar mais fácil o acesso dos Munícipes ao livro, os quais terão, a preços simbólicos, a possibilidade de adquirir livros de qualidade e em bom estado.

terça-feira, 18 de abril de 2017

O tigre e o acrobata de Susanna Tamaro

Logo que nasceu, o Pequeno Tigre nada mais fez do que mamar. Porém, este tigre não é como os outros. Cheio de curiosidade, não se cansa de fazer perguntas: questiona o mundo à sua volta sem aceitar simplesmente o que lhe dizem. É claro que a sua natureza o leva desde logo a aprender a caçar os outros animais. Contudo, a vida de caçador não o satisfaz completamente e lança-se à aventura, à descoberta do mundo. A viagem leva-o para fora da floresta e do local onde os da sua espécie sempre viveram. E é fora da selva que ele encontra o Homem. Deste encontro, o Pequeno Tigre descobre que é mais perturbante e comovente entregar-se ao amor do que viver na solidão.

O Tigre e o Acrobata é uma fábula espantosa de Susanna Tamaro para leitores de todas as idades, com uma narrativa cheia de aventura onde se misturam personagens humanas e animais que transmitem valores importantes como o conhecimento, a sabedoria e a liberdade.

Fonte: www.presenca.pt 

Leia um excerto deste livro aqui!

Gostou? Pode requisitar o livro na Rede de Bibliotecas do Concelho de Arganil.

Para saber que outras obras de Susana Tamaro temos disponíveis para si aceda ao nosso catálogo!

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: A filha das estrelas de Nora Roberts

A bela e talentosa Emma vive num mundo de luxo e privilégio. Mas está prestes a descobrir que a fama não a pode proteger quando alguém deseja a sua morte. 

Salva de uma infância infeliz pelo pai, uma estrela pop em ascensão, a jovem cresce rodeada de amor, imersa no mundo da música, e com uma forte ligação à madrasta e ao irmão mais novo. Mas quando tudo parecia perfeito, dá-se a tragédia: o irmão morre numa tentativa de rapto. 

Após anos de dor e culpa, e de ser perseguida pela imprensa, Emma começa a sentir-se capaz de finalmente largar o passado. Determinada e confiante, atreve-se a começar uma carreira e até a apaixonar-se. Mas o homem com quem pretende casar-se não é quem parece. E o que fazer quando os segredos negros que esconde na sua mente são segredos que alguém está disposto a tudo para que não vejam a luz do dia?

Fonte: contracapa

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: Homens imprudentemente poéticos de Valter Hugo Mãe



Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.

A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

Valter Hugo Mãe prossegue a sua poética ímpar. Uma humaníssima visão do mundo.

Fonte: contracapa do livro

Siga o link e leia um excerto deste livro.

Para saber mais sobre o autor e a sua obra consulte:
Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Fernando Campos 1924-2017

O escritor Fernando Campos fotografado em 2012  |  ARQUIVO DN
Fernando Campos nasceu em 1924, em Águas Santas, concelho da Maia, nos arredores do Porto. Estudou em Coimbra onde se licenciou em Filologia Clássica e foi professor no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa. Para além de algumas obras didácticas e pequenas monografias de investigação etimológica e literária, é autor do romance histórico A Casa do Pó (1986), a sua primeira obra de fôlego a ser publicada e que o colocou entre os grandes escritores portugueses, a que se seguiram Psiché (1987), O Homem da Máquina de Escrever (1987), O pesadelo de Deus (1990), A Esmeralda Partida (Prémio Eça de Queirós - 1995), A Sala das Perguntas (1998) , Viagem ao Ponto de Fuga (1999), a Ponte dos Suspiros (2000), "…que o meu pé prende… (2001), O prisioneiro da Torre Velha (2003), O cavaleiro da águia (2005), O lago azul (2007), A loja das duas esquinas (2009), A rocha branca (2011) e Ravengar (2012).

Algumas das suas obras estão traduzidas em França, Alemanha e Itália.

Fernando Campos faleceu no passado Sábado, dia 1 de Abril de 2017, aos 92 anos.

"Para cada um dos seus romances históricos, Fernando Campos faz uma cuidada e meticulosa pesquisa para poder recriar ao pormenor tudo o que se passou na época ou acontecimentos que retrata. Só recorre à imaginação quando há dados que não são conhecidos"
Fonte: infopédia

Mais informação no blog sobre a vida e obra de Fernando Campos:



Aceda ao Catálogo da Rede de Bibliotecas de Arganil para saber quais as obras de Fernando Campos que temos disponíveis para si,

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terça-feira, 4 de abril de 2017

sábado, 1 de abril de 2017

Novidade na Biblioteca: A criança de fogo de S. K. Tremayne

Um marido perfeito. Um enteado perfeito.
A mentira perfeita?

Ao casar com David, Rachel sente que a sua vida se aproxima da perfeição. Troca a agitação londrina pelo vale encantador de Carnhallow, na Cornualha, e encontra, finalmente, paz e um amor vibrante, além de se tornar madrasta de uma criança adorável, Jamie. 

Mas cedo se desvanece o cenário idílico. Jamie demonstra comportamentos estranhos, fazendo previsões alarmantemente reais, e revelando que Nina, a sua falecida mãe e primeira mulher de David, ainda vive entre eles, naquela casa. 

Assombrada por esta história e pelos seus próprios fantasmas, Rachel começa a remexer no passado pesaroso daquela família... Qual a verdade sobre o acidente mortal de Nina? Será que David mente? E se sim, porquê? Quando o verão termina e se aproxima dezembro, Rachel começa a temer a veracidade das palavras de Jamie: Tu vais morrer no dia de Natal.

Fonte: contra-capa do livro


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segunda-feira, 27 de março de 2017

Dia Mundial do Teatro 2017


Comemora-se hoje o Dia Mundial do Teatro, instituído em 1961 pelo Instituto Internacional do Teatro.

Um pouco por todo o mundo, a comunidade teatral e outras instituições culturais assinalam a data com acções diversas.

Uma das acções mais importantes é a circulação da Mensagem Internacional do dia Mundial do Teatro, escrita todos os anos por uma personalidade diferente. Esta mensagem pretende ser uma reflexão sobre o teatro e uma cultura de paz. A mensagem de 2017 é da autoria de Isabelle Hupert, atriz francesa.

“Na verdade, o teatro tem uma vida tão próspera que desafia o espaço e o tempo; as suas peças mais contemporâneas alimentam-se das realizações dos séculos passados e os seus repertórios mais clássicos tornam-se mais vitais e modernos sempre que se representam novamente.”
Isabelle Hupert

Também em Portugal está data é assinalada. A Sociedade Portuguesa de Autores, através da mensagem do encenador e cenógrafo João Brites demonstra a importância desta forma de expressão artística e um pouco por todo o país realizar-se-ão espectáculos de teatro com entrada livre.

“A arte de contar histórias, na mistura do discurso direto com o indireto, introduziu a habilidade de construir outras vozes, outras pessoas, a que poderiam corresponder outras sombras. Há mais de cinquenta mil anos ter-se-á colocado o problema da representação das coisas, e consequentemente o da memória e o da repetição. Ainda hoje é este mesmo problema que todos os dias tentamos resolver quando nos confrontamos com os públicos, e é ao procurarmos desenvolver essas competências estruturantes que nos apercebemos da sua importância na coesão das entidades individuais e coletivas.”
João Brites
Na Biblioteca Municipal de Arganil pode assistir à representação da peça "o sapo apaixonado"! 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Novidade na Biblioteca: O círculo de Dave Eggers

No dia em que Mae Holland é contratada para trabalhar no Círculo, a empresa de internet mais influente do mundo, sabe que lhe concederam a oportunidade da sua vida.

Através de um inovador sistema operativo, o Círculo unifica endereços de e-mail, perfis de redes sociais, transações bancárias e códigos de utilizador, construindo uma identidade virtual única no sentido da criação de uma nova era de transparência.

Mae Holland entusiasma-se com a atividade da empresa, os amplos espaços para o desenho, as cafetarias envidraçadas e as acolhedoras instalações do campus. Todos os dias se organizam festas, concertos ao ar livre e, claro, atividades desportivas. E há diversos géneros de clubes e acesso a um aquário de peixes exóticos.

Mae sente-se feliz por participar num turbilhão que parece fazer parte do centro do mundo, apesar de se distanciar cada vez mais da sua vida fora do campus.

Mas o que começa como uma fascinante história de ambição profissional e idealismo depressa se transforma num romance de suspense que coloca algumas das mais candentes questões da atualidade: o papel da memória, o passado, a privacidade, a democracia e os limites do conhecimento.

Fonte: contracapa do livro

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia - 2017

We have not wings, we cannot soar;
But we have feet to scale and climb
By slow degrees, by more and more,
The cloudy summits of our time.

Numa altura em que os desafios que enfrentamos - da mudança climática, da desigualdade e da pobreza até ao extremismo violento - parecem tão exigentes, as palavras do poeta Henry Wadsworth Longfellow dão-nos esperança.

Ordenada em palavras, colorida com imagens, malhada com o metro certo, a poesia tem um poder que não tem correspondência. O poder de sacudir a vida quotidiana e lembrar-nos da beleza que nos rodeia e da resiliência do espírito humano partilhado.

A poesia é uma janela para a diversidade imensa da humanidade. (…) Tão antiga quanto a própria linguagem, a poesia permanece, neste tempo de turbulência, mais vital do que nunca, como fonte de esperança, como uma forma de partilhar o que significa viver neste mundo.

O poeta Pablo Neruda escreveu, "a poesia é um ato de paz." A poesia é única na sua capacidade de falar através do tempo, do espaço e da cultura, para alcançar diretamente os corações das pessoas em qualquer lugar. Esta é uma fonte de diálogo e de compreensão – tem sido sempre uma força para desafiar a injustiça e promover a liberdade. 

Enquanto novo Embaixador da Boa Vontade para a Liberdade Artística e Criatividade, Deeyah Khan, afirmou, toda a arte, incluindo a poesia, "tem a extraordinária capacidade de expressar resistência e rebelião, protesto e esperança ".

Poesia não é um luxo.

Reside no coração de quem somos como mulheres e homens, vivendo juntos hoje, baseando-se na herança das gerações passadas e desempenhando o papel de guardiã do mundo para as gerações vindouras.

Ao se comemorar, hoje, a poesia, celebra-se a nossa capacidade de nos unir num espírito de solidariedade para escalar e subir "os cumes nebulosos do nosso tempo". (…)

Mensagem de Irina Bokova , Diretora Geral da Unesco, 
para o Dia Mundial da Poesia, 2017

Tradução livre por Miriella de Vocht

Para consultar a mensagem original clique aqui.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Novidade na Biblioteca: A célula adormecida de Nuno Nepomuceno


Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma reputada jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.
O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo, quando Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado.
De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena.
A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.

Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer A Célula Adormecida. Passado durante os 30 dias do mês do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente atual.

Fonte: contracapa do livro

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quarta-feira, 15 de março de 2017

Serão dos amigos de ler dedicado à palavra "Vento"



Poemas e música apresentados pelo autor, Eduardo Gonçalves, 
no serão dos Amigos de Ler, no dia 13.03.2017

“Amigos de Ler” é um clube de leitores livres e apaixonados pelas suas leituras. Reunimos-nos na segunda segunda-feira do mês, às 21:00 horas, na Biblioteca Municipal de Arganil | Miguel Torga, com os mais variados pretextos – uma ideia, um autor, uma cor, uma página... Memórias dos textos que temos lido. Com chá, licores e muitos livros em cima da nossa mesa.

terça-feira, 14 de março de 2017

segunda-feira, 13 de março de 2017

Novidade na Biblioteca: Deus-Dará de Alexandra Lucas Coelho

O grande romance do Rio de Janeiro: Deus-dará é um livro de fôlego, que reconfirma Alexandra Lucas Coelho como incontornável ficcionista. Depois dos romances E a Noite Roda, galardoado com o Grande Prémio de Romance e Novela APE, e O Meu Amante de Domingo, Livro do Ano Público / Time Out, chega: Deus-dará — Sete Dias na Vida de São Sebastião do Rio de Janeiro, ou o Apocalipse segundo Lucas, Judite, Zaca, Tristão, Inês, Gabriel & Noé. Um romance passado no presente, que atravessa quinhentos anos de história entre Portugal e Brasil: a história do Rio de Janeiro desde a sua fundação à actualidade, ilustrando a presença portuguesa, o caracter carioca, as contradições e complexidades de uma metrópole imensa e vibrante. Este livro é ao mesmo tempo palco histórico e cenário de uma trama irresistível protagonizada por sete personagens ao longo de sete dias.

Fonte: http://www.almedina.net

Para saber mais sobre este livro e a sua autora consulte:





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quarta-feira, 8 de março de 2017

Assinalando o Dia Internacional da Mulher


À mulher


A mulher não é só casa
mulher-loiça, mulher – cama
ela é também mulher-asa,
mulher-força, mulher-chama

E é preciso dizer
dessa antiga condição
a mulher soube trazer
a cabeça e o coração

Trouxe a fábrica ao seu lar
e ordenado à cozinha
e impôs a trabalhar
a razão que sempre tinha

Trabalho não só de parto
mas também de construção
para um filho crescer farto
para um filho crescer são

A posse vai-se acabar
no tempo da liberdade
o que importa é saber estar
juntos em pé de igualdade

Desde que as coisas se tornem
naquilo que a gente quer
é igual dizer meu homem
ou dizer minha mulher

                   José Carlos Ary dos Santos




Nota: Está disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil o livro Obra poética de José Carlos Ary dos Santos


segunda-feira, 6 de março de 2017

Novidade na Biblioteca: O labirinto dos espíritos de Carlos Ruiz Záfon

Na Barcelona de fins dos anos de 1950, Daniel Sempere já não é aquele menino que descobriu um livro que havia de lhe mudar a vida entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos.

O mistério da morte da mãe, Isabella, abriu-lhe um abismo na alma, do qual a mulher, Bea, e o fiel amigo Fermín tentam salvá-lo.

Quando Daniel acredita que está a um passo de resolver o enigma, uma conjura muito mais profunda e obscura do que jamais poderia imaginar planta a sua rede das entranhas do Regime. É quando aparece Alicia Gris, uma alma nascida das sombras da guerra, para os conduzir ao coração das trevas e revelar a história secreta da família… embora a um preço terrível.

Fonte: contra capa do livro


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Livro do mês: Esgares e sorrisos de Leonor Duarte de Almeida

Esgares e sorrisos é o primeiro livro de ficção de Leonor Duarte de Almeida e foi publicado em 2002. É uma colectânea de trinta histórias curtas “com uma escrita ao serviço directo da gente de todos os dias, captada em registo fotográfico sem preparação, encenação, trabalho de casa psicológico ou cábula.”

“Leonor Duarte de Almeida encontra-se à vontade no uso de uma linguagem abrangente ao descrever situações tão díspares como recordações de um continente africano em luta e dolorosa reorganização social; os emigrantes portugueses dos anos sessenta que não sabem já que língua falam com os filhos, que por lá têm, quando revisitam a velha “maison” da sua aldeia; a guerra colonial protagonizada pelos mesmos jovens das lutas académicas nas universidades em que a polícia e os cães violentam corpos e almas dos estudantes, cenas que alguns dos quais, com a irreverência de sempre, conseguem fotografar das varandas do Hospital Universitário de Lisboa; o humor fino, transparente, patente na descrição de uma relação quase fraternal de um filho com a mãe que lhe conhece o pendor homossexual mas que a ambos pode aproveitar dado os contactos do jovem com um senhor rico…”

Excerto do prefácio de Fernando Miguel Bernardes

Com Esgares e sorrisos, Leonor Duarte de Almeida, foi reconhecida pela crítica, recebendo o Prémio Revelação da SOPEAM e o Prémio de Novos Autores Portugueses do IPLB em 2002.
Nota biográfica: Leonor Duarte de Almeida é médica oftalmologista no Hospital de Santa Maria, em Lisboa - cidade onde nasceu - Mestre em Bioética pela Faculdade de Medicina de Lisboa e Doutoranda em Bioética na Universidade Católica Portuguesa.

A escrita é uma paixão de «toda a vida» mas apenas começou a ser partilhada com os leitores em 2002. Desde então, já publicou quatro livros de ficção (Esgares e sorrisos, Só me falta ser viúva, Gaivotas em fim de verão, O sapato preto) e um ensaio sobre Bioética, em 2008.

É membro da Associação Portuguesa de Escritores, desde 2002, e faz parte da actual Direcção da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos, eleita em 2010.Tem participado de forma activa nas acções da UMEAL (União de Médicos Escritores e Artistas Lusófonos).

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Sugestão de leitura: O despertar da Primavera de Wedekind

O despertar da Primavera, peça de juventude, tem a vitalidade de todas as obras novas. Wedekind escreve-a em 1890, e ela é já, como as peças do impressionismo o virão a ser depois, uma peça com tema: o despertar da sexualidade. Este tema é desenvolvido com afirmatividade e a concisão de quem sobretudo levanta uma bandeira da liberdade. É o Homem inteiro, o Homem que as ciências e as ideologias descobrem nos finais do século, quem está em causa na peça de Wedekind.

Fonte: contracapa do livro

Melchior, Moritz e Wendla protagonizam suas questões subjetivas em diferentes formas discursivas nesse momento específico de suas vidas em que ocorre a passagem da infância para a vida adulta. O advento do sexual nos sonhos e devaneios apresenta-se como fio condutor da peça e objeto de investigação do trabalho, na relação com os destinos dos protagonistas.

Para saber mais consulte:

O despertar da Primavera: pelos desfiladeiros da sexualidade / Maria Sílvia Antunes Furtado; Flávia Trocoli

Benjamin Franklin Wedekind (Hanover, 24 de julho, 1864 – Munique, 9 de março, 1918) foi ator, dramaturgo e romancista. É um dos precursores do movimento expressionista. É autor de "O Despertar da Primavera"(1891), sua peça teatral mais conhecida.

Uma sugestão de leitura dos 





Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Novidade na Biblioteca: O exército perdido de Paul Sussman

A zoóloga britânica Tara Mullray vai ao Egito visitar o pai, um arqueólogo de grande prestígio, e descobre com horror que ele morreu alguns dias antes da sua chegada. Nessa altura, um negociante especializado em venda de antiguidades no mercado negro é também encontrado morto junto do Nilo. O seu corpo, ferozmente mutilado, está também coberto de queimaduras de cigarro. Estes crimes despertam o interesse da Embaixada Britânica e do Serviço de Antiguidades do Egito por o julgarem relacionados com o terrorista Sayf al-Tha'r.

Fonte: contracapa do livro


Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Dia da Internet Mais Segura 2017

Celebra-se hoje o Dia da Internet Mais Segura, promovido pela European Internet Safety Network (InSafe) e pela International Association of Internet Hotlines (INHOPE), com o apoio da Comissão Europeia.

O tema escolhido para 2017 - “Marca a Diferença: Unidos por uma Internet Melhor” - tem como objectivo promover a sensibilização e a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos cidadãos, em particular crianças e jovens.



Para saber mais consulte:

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Escritores online

"Esta plataforma – online desde o dia 13 de outubro de 2016 – pretende ser o maior e o mais completo motor de pesquisa alguma vez criado sobre escritores de língua portuguesa. É possível encontrar informações e biografias completas sobre os autores lusófonos, obras publicadas, notícias em permanente atualização, vídeos e entrevistas exclusivas.
A plataforma permite, ainda, uma interatividade com os utilizadores, uma vez que lhes possibilita “gostar” e/ou comentar as diferentes publicações, bem como sugerir diretamente a inserção de novos autores e de novos livros.
Este motor de busca tem como objetivo fornecer ao universo de língua portuguesa uma ferramenta de pesquisa na qual se concentrem – de uma forma moderna, simples e intuitiva – dados que se encontravam difusos por múltiplas fontes de informação."

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Livro do mês: Retrato do artista quando jovem de James Joyce

«A posição de James Joyce no panorama da ficção contemporânea é, tal como a de Marcel Proust, de iniciador de caminhos, ao mesmo tempo que lhe cabe a responsabilidade de liquidatário do sentido tradicional do romance europeu. Se Retrato do Artista Quando Jovem é apenas o trânsito para a desmesura do Ulisses e também o trânsito necessário para Finnegans Wake, a verdade é que representa um dos volantes do tríptico fundamental da obra de Joyce.
A história de um jovem irlandês, educado pelos jesuítas, aparece aqui em todos os seus múltiplos módulos. Inteligente, brilhante, os jesuítas tentam conduzi-lo para os seus quadros, mas o jovem Estêvão Dedalus resiste ao apelo, cortando violentamente com a sua juventude para vir a encontrar-se perante a necessidade do exílio como única possibilidade de afirmação total e livre.
Esta palavra liberdade, tantas vezes repetida pelo jovem Estêvão Dedalus, apela para uma outra fundamental no percurso do jovem romancista: o exílio. É este binómio a chave de algumas posições míticas do tríptico constituído por Retrato do Artista Quando Jovem, Ulisses e Finnegans Wake.»

Alfredo Margarido
(tradutor e prefaciador)


James Joyce nasceu a 2 de fevereiro de 1882, em Dublin, e é considerado um dos romancistas mais originais do nosso tempo. O seu primeiro livro em prosa, Gente de Dublin, foi publicado em 1914. A sua originalidade revelou-se em Retrato do artista quando jovem, publicado em 1916 e definiu-se por completo em 1922 com Ulysses. Em 1939 publicou Finnegans Wake. Faleceu em 1941. 

Para saber mais sobre esta obra e o seu autor consulte:




Aceda ao catálogo concelhio para saber quais as obras de James Joyce que temos disponíveis para si!

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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Novidade na Biblioteca: O fim do silêncio de Suzanne Redfearn

Jillian tem uma carreira sólida, o casamento perfeito, um marido que todas invejam e dois filhos lindos. Ela é um exemplo para todos.

Só que nem tudo é o que parece, e a realidade dela é assustadora. Violência doméstica, desprezo emocional, alcoolismo... A vida de Jill é um filme de terror constante. 

Subitamente, o seu pior pesadelo torna-se realidade: num ato de desespero, vê-se obrigada a fugir com os dois filhos, sem dinheiro ou plano de fuga. 

Quando o marido a acusa de sequestro, tem início um duelo desigual, em que de um lado está a polícia e agentes federais que procuram os menores raptados, e do outro uma mulher determinada a fazer tudo para proteger aqueles que mais ama. 

A única arma de Jillian é a verdade, mas ninguém parece acreditar nela...

Livro disponível para empréstimo na Biblioteca Municipal de Arganil.

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

"Respiro a flor...", um poema de José António Franco














respiro a flor da humana paciência
intacta na falsa margem do silêncio
entre rubras fragrâncias de amoras
em linho branco com pão fresco

uma dança de chamas sem movimento
fluxos de espigas vazias como palavras sem vento
alucinação de flautas pálidas e pássaros
numa concha de espuma inconstante

— alquimia de deuses constelações de lábios e silêncios

as mãos brilham entre as sílabas da manhã
perdem-se nos ombros orvalhados
invenções de escarpas ilegíveis
na serenidade mineral do horizonte

sem tempo para a imortalidade
só a coragem magnífica da ternura
resplandece na tela que manuscreve
o destino transfigurado da cidade

na hora de todos os naufrágios
uma gaivota voo de pedra
em pedaço de céu repentino

— cidade em que me segredo

                                                       José António Franco

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Novidade na Biblioteca: Tudo, tudo... e nós de Nicola Yoon

Madeline Whittier observa o mundo pela janela. Tem uma doença rara que a impede de sair de casa. Apesar disso, Maddy leva uma vida tranquila na companhia da mãe e da sua enfermeira - até ao dia em que Olly, um rapaz vestido de preto, se muda para a casa ao lado e os seus olhares se cruzam pela primeira vez. 

De repente, torna-se impossível para Maddy voltar à velha rotina e ignorar o fascínio do exterior - mesmo que isso ponha a sua vida em risco.


Livro disponível na rede de Biblitoecas do Concelho de Arganil.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

O passeio de Santo António de Augusto Gil declamado por João Bilha


O passeio de Santo António

Saíra Santo António do convento,
A dar o seu passeio costumado
E a decorar, num tom rezado e lento,
Um cândido sermão sobre o pecado.

Andando, andando sempre, repetia
O divino sermão piedoso e brando,
E nem notou que a tarde esmorecia,
Que vinha a noite plácida baixando…

E andando, andando, viu-se num outeiro,
Com árvores e casas espalhadas,
Que ficava distante do mosteiro
Uma légua das fartas, das puxadas.

Surpreendido por se ver tão longe,
E fraco por haver andado tanto,
Sentou-se a descansar o bom do monge,
Com a resignação de quem é santo…

O luar, um luar claríssimo nasceu.
Num raio dessa linda claridade,
O Menino Jesus baixou do céu,
Pôs-se a brincar com o capuz do frade.

Perto, uma bica de água murmurante
Juntava o seu murmúrio ao dos pinhais.
Os rouxinóis ouviam-se distante.
O luar, mais alto, iluminava mais.

De braço dado, para a fonte, vinha
Um par de noivos todo satisfeito.
Ela trazia ao ombro a cantarinha,
Ele trazia… o coração no peito.

Sem suspeitarem de que alguém os visse,
Trocaram beijos ao luar tranquilo.
O Menino, porém, ouviu e disse:
– Ó Frei António, o que foi aquilo?…

O Santo, erguendo a manga de burel
Para tapar o noivo e a namorada,
Mentiu numa voz doce como o mel:
– Não sei o que fosse. Eu cá não ouvi nada…

Uma risada límpida, sonora,
Vibrou em notas de oiro no caminho.
– Ouviste, Frei António? Ouviste agora?
– Ouvi, Senhor, ouvi. É um passarinho.

– Tu não estás com a cabeça boa…
Um passarinho a cantar assim!…
E o pobre Santo António de Lisboa
Calou-se embaraçado, mas por fim,

Corado como as vestes dos cardeais,
Achou esta saída redentora:
– Se o Menino Jesus pergunta mais,
…Queixo-me à sua mãe, Nossa Senhora!

Voltando-lhe a carinha contra a luz
E contra aquele amor sem casamento,
Pegou-lhe ao colo e acrescentou:
– Jesus, são horas… E abalaram pró convento.

Augusto Gil in Luar de Janeiro