segunda-feira, 28 de julho de 2014

Viajar sem bilhete (VII)


SALAZAR, Tiago - Viagens sentimentais : travessia com o coração lá dentro. 2ª ed. Alfragide : Oficina do Livro, 2011. 289, [2] p. ISBN 978-989-555-294-8

Escrever e viajar são as duas paixões a que de forma hábil e apaixonada Tiago Salazar se entrega desde sempre. Nos seus relatos, o jornalista e andarilho diz-nos que uma rua é tão importante como um país, que num bairro se vivem histórias tão dignas como num continente. A escala é irrelevante, o que conta é a descoberta.

Uma escrita delicada, um sentido de humor refinado e a humildade de alguém atento ao que diz o vizinho trazem ao leitor o conhecimento de outras culturas, as belezas de outras terras, o espanto de outros costumes. E com eles um viajante e um escritor aberto ao mundo.


COLLIS, Maurice - Na terra da grande imagem : (aventuras de um religioso português no Oriente). Porto : Civilização, imp.1944. 336 p.

“A nossa narrativa prende-se com parte das viagens feitas por Fr. Sebastião Manrique, monge agostinho. (…) Em criança (…) ligou-se à ordem dos agostinhos e foi, mais tarde, mandado para Goa, capital da Ásia portuguesa (…).
Em 1628, entre os 30 e os 40 anos, transferiram-no para Bengala (…), preto da Calcutá de hoje. (…).
Manrique foi obrigado, no ano seguinte, a ir aquele reino, e as suas aventuras, narradas nas Viagens, abriram as portas a um mundo que apenas se encontra nos romances.”

Excerto da introdução


QUEIRÓS, Eça de - O Egipto : notas de viagem. 5ª ed. Porto : Lello & Irmao, 1946. 276 p.

Nos seus apontamentos de viagem (publicados postumamente, sob o título O Egipto. Notas de Viagem), Eça de Queirós oferece aos seus leitores vivas descrições dos túmulos faraónicos, falando desses gigantescos monumentos e ainda da paisagem circundante. Evoca os seus percursos e as aventuras na grande e ruidosa cidade do Cairo, onde visitou os decrépitos vestígios coptas e os monumentos islâmicos situados na altaneira Cidadela cairota. Descreve os túmulos dos califas, a vetusta mesquita de Amr, a mesquita de Ibn Tulun e a mesquita da Universidade de Al-Azhar, prestigiados monumentos do mundo muçulmano. Calcorreou, igualmente, a ainda hoje compacta e ruidosa zona comercial de Khan el-Khalili.



Nota: os livros apresentados encontram-se disponíveis para empréstimo na biblioteca Municipal de Arganil.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Viajar sem bilhete (VI)

SALAZAR, Tiago [et al.] - Endereço desconhecido. Alfragide : Oficina do Livro, 2011. 204 p. ISBN 978-989-555-766-0

Baseado no programa televisivo com o mesmo nome, Endereço Desconhecido apresenta-nos de uma forma original doze dos últimos países a aderirem à União Europeia. Se França, Itália ou Grécia são destinos conhecidos, o mesmo não se poderá dizer de terras como a República Checa, Bulgária, Eslovénia, Lituânia, Letónia, Estónia, Eslováquia, Polónia, Hungria, Roménia, Chipre ou Malta. Tiago Salazar, o escritor-viajante-andarilho, é o cicerone desta ronda por uma Europa ainda por desvendar. Em cada um dos doze capítulos, o autor apresenta-nos a sua visão muito pessoal de cada país visitado e que nenhum guia de viagem lhe mostra. Além de passear pela História, pelos costumes e por becos mal-afamados, de contar a verdadeira gesta do conde Drácula, de beber vinho com ciganos romenos, de nadar nas águas de Malta à procura de Calipso, de experimentar as virtudes dos banhos húngaros, de conduzir comboios letónios ou subir a pé as montanhas búlgaras, o que conta no final, para o viajante e andarilho, são os encontros e as pessoas. Porque as pessoas, sabe-o o leitor, são a eterna riqueza de cada lugar.


POLO, Marco - O livro de Marco Polo. Lisboa : Portugália, imp.1971. 389, [5] p.

Foi há mais de sete séculos que Marco Polo escreveu o relato da sua longa viagem (vinte e cinco anos!) pelas terras desconhecidas da Ásia. Mas a sua narrativa mantém, ainda hoje, a sedução de um grande contador de histórias, empenhado em transmitir as suas aventuras e a sua surpresa e deslumbramento, perante um mundo tão diferente e distante da sua Veneza!

CELA, Camilo José - Vagabundo ao serviço de Espanha. 2ª ed. Porto : Asa, 2000. 222, [2] p. ISBN 972-41-1607-7

As páginas deste livro descrevem-se como uma bela experiência de vagabundagem, que reúne algumas das muitas viagens vagabundas de Camilo José Cela.

«Vagabundo ao Serviço de Espanha» é uma antologia de alguns dos textos de viagem do autor tirados dos seus livros e juntos aqui com o magnífico propósito de nos levar a deambular por esta península ibérica fora nas palavras, vivências e humor de um maravilhoso escritor. 



Leia porque ler é viajar sem sair do lugar!

Nota: os livros apresentados encontram-se disponíveis para empréstimo na biblioteca Municipal de Arganil.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Novidade na Biblioteca: Arganilia nº 26


“Depois de se ter dedicado a relembrar tantos e tão relevantes nomes da Beira Serra, a arganilia cumpre hoje um momento da mais elementar justiça: relembra o seu fundador e seu principal entusiasta, João Alves das Neves.

Este enorme vulto intelectual da nossa região, do país e dessa grande potência económica e cultural que é o Brasil é recordado por muitos dos seus amigos e companheiros de projectos das duas margens do Atlântico. E os seus depoimentos são, per si, a comprovação de que João Alves das Neves legou uma grandiosa obra e uma imensa paixão pelos laços que unem a portugalidade, exigindo a continuidade do seu trabalho e o profundo estudo das suas ideias e das suas pesquisas. (…)”

excerto do editorial de Nuno Mata

Nesta 26ª edição da revista Arganilia são apresentados artigos em forma de depoimento, uma biografia e artigos de fundo com temas que eram do agrado do homenageado. Conforme afirmou Nuno Mata, ao Diário as Beiras nº 6143 (06.01.2014), “acima de tudo são cerca de 200 páginas em que se celebra alguém que viveu para a cultura.”

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Viajar sem bilhete (V)

SALAZAR, Tiago - As rotas do sonho. Alfragide : Oficina do Livro, 2010. 203 p. ISBN 978-989-555-524-6

Da América à Ásia, da Europa a África, todos os caminhos vão dar a viagens inesquecíveis. 

Tiago Salazar guia-nos por praias de sonho, refúgios distantes, por cidades turísticas com histórias por contar, leva-nos até ao Nepal e à herança de Buda, descreve-nos o céu, único, de África e recupera o romantismo de Veneza. De país em país somos levados na bagagem do viajante que atravessa o mundo distante, mas que regressa sempre à Europa, esse velho continente que ainda não nos contou tudo. 

As Rotas do Sonho é mais que um livro de viagens: é o testemunho de quem esteve nos lugares com alma e coração, viveu, conheceu e aprendeu com as gentes de cada terra que cada lugar pode ser único. Para o qual estamos sempre convidados a voltar.



MENDES, Pedro Rosa ; CORBEL, Alain - Ilhas de fogo. 1ª ed. Lisboa : Associação para a cooperação entre os povos, 2002. 189, [2] p. ISBN 972-95393-2-4

A reportagem - escrita, ilustrada - tem também por função desocultar. É esse o objectivo deste livro: ajudar a revelar de África, dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, uma realidade escondida, uma África que se move, feita de pessoas corajosas, com iniciativa, inteligência e imaginação, que em cada dia animam e participam em processos de resistência e de mudança. Ao longo de cerca de ano e meio, Pedro Rosa Mendes e Alian Corbel percorreram um roteiro de sítios, iniciativas, pessoas que nos cinco PALOP têm iniciativa, coragem, imaginação e todos os dias fazem com que o dia seguinte seja diferente do anterior, em muitas comunidades isoladas e fora de vistas ou nas periferias marginalizadas de muitas cidades. O resultado é um conjunto de histórias de pessoas que nos ajuda a entender o essencial do nosso mundo, a relatividade do nosso olhar e do nosso lugar.



TAVARES, Miguel Sousa - Sul : viagens. 9ª ed, nova e aumentada. Cruz Quebrada : Oficina do Livro, 2004. 229, [2] p.. ISBN 989-555-066-1

"Sul: viagens" reúne uma série de histórias sobre o que Miguel Sousa Tavares viu pelas viagens que fez pelo mundo, neste caso para sul.

Ao longo das 230 páginas do livro podemos viajar sem sair de casa: São Tomé e Príncipe, Brasil (Amazónia e Nordeste), Egipto, Índia (Goa), Cabo Verde, Costa do Marfim, França (Guadalupe), África do Sul (Kruger), Argélia (Sahara), Marrocos (Marraquexe), Espanha (Alhambra), Tunísia, Itália (Veneza) e, claro, também Portugal.



Leia porque ler é viajar sem sair do lugar!

Nota: os livros apresentados encontram-se disponíveis para empréstimo na biblioteca Municipal de Arganil.

sábado, 5 de julho de 2014

Viajar sem bilhete (IV)


AGUALUSA, José Eduardo - Na rota das especiarias : diário de uma viagem a Flores, Bali, Java e Timor Lorosae. Alfragide : Dom Quixote, 2008. 71 p. ISBN 978-972-20-3709-9

Este texto parte de uma viagem que o escritor fez, entre 8 e 29 de Abril de 2001, a convite da Dra. Helena Vaz da Silva, presidente da direcção do Centro Nacional de Cultura: "percursos em busca da presença portuguesa pelo mundo". 

Partindo do Prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, como se pode ler neste texto de José Eduardo Agualusa, "mais importante do que as invocações históricas, e do que as rememorações do passado, o que deve é entender-se o país e as gentes dos dias de hoje. De nada valeria a recordação da História sem uma interrogação efectiva (e uma análise) sobre o presente. Recusaríamos as razões do diálogo espiritual e de culturas se nos satisfizéssemos com o passado - esquecendo que os mortos devem enterrar os seus mortos". 

Este é um belíssimo livro onde Agualusa nos leva a redescobrir uma região a que os portugueses estão unidos por muitas antigas raízes - a presença portuguesa foi efectiva por cerca de 150 anos (1512 a 1769) e a ligação a Timor manteve-se até ao século XX.


Excerto online: http://pdf.leya.com/2011/Apr/na_rota_das_especiarias_styg.pdf

PINTO, Fernão Mendes - Peregrinação. Lisboa : Imprensa Nacional-Casa da Moeda, imp. 1988. 758, [24] p.

Peregrinação é o mais traduzido e famoso livro de viagens da literatura portuguesa. Foi publicado em 1614, pelos prelos de Pedro Crasbeeck, trinta anos após a morte do autor. Terá sido escrito entre 1570 e 1578 em Vale de Rosal, Almada; nela se misturam a história e a fantasia, sendo, por vezes, difícil saber onde começa uma e termina a outra. (…)

O que mais chama a atenção é o seu conteúdo exótico. O autor é perito - diz-se mesmo que pintor - na descrição da geografia da Índia, China e Japão e da etnografia: leis, costumes, moral, festas, comércio, justiça, guerras, funerais, etc.



MAGRIS, Claudio - Danúbio. [S.l.] : (Sic) idea y creación, 2009. 376, [2] p.

Danúbio, de Claudio Magris, é um dos grandes romances europeus do nosso tempo - um romance classificado na categoria de literatura de viagens, cujo tema principal serve de pretexto para explorar e dissertar sobre a cultura centro-europeia, ou seja, da Mitteleuropa. Danúbio obteve o Prémio Príncipe das Astúrias das Artes em 2004. No entanto, o romance foi escrito durante o período do alargamento da União Europeia, no início dos anos oitenta do século XX. Magris serve-se do Grande Rio que a travessa a Europa Central como se fosse o fio de Ariadne, isto é uma linha de orientação para atravessar o conjunto de culturas e etnias que se entrecruzam, sobrepõem mas raras vezes se misturam ou diluem umas nas outras insistindo, pelo contrário, no esforço de preservar uma identidade cultural face à força do federalismo e da standartização cultural e económica. Essa viagem através do Danúbio (atravessando a Alemanha, a Áustria, a Hungria, a antiga Jugoslávia, a Roménia e a Turquia), o grande rio europeu, é a viagem pela história e pelo imaginário do nosso continente. Uma obra-prima.


Leia porque ler é viajar sem sair do lugar!

Nota: os livros apresentados encontram-se disponíveis para empréstimo na biblioteca Municipal de Arganil.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Livro do mês: Cem Poemas de Sophia

ANDRESEN, Sofia de Melo Breyner - Cem poemas de Sophia. Paço de Arcos: Visão, 2004. ISBN 989-612-013-7

No mês que passam 10 anos sobre a morte de Sophia de Mello Breyner Andresen, escolhemos como livro do mês a obra Cem poemas de Sophia, como forma de recordar e homenagear a poetisa que na sua obra “cantou” os valores da democracia e os ideais de liberdade, tendo sido a primeira mulher portuguesa a ser galardoada com o Prémio Camões.

Na obra que destacamos "reúnem-se Cem poemas dos mais representativos de Sophia, nos seus múltiplos aspectos: o essencial de uma poesia que todos os portugueses devem conhecer e amar. Trata-se de uma antologia – como sublinha na introdução o organizador, José Carlos de Vasconcelos-, que mostra, em todo o esplendor, a fidelidade sem mácula de Sophia ao seu destino de Cantar.
Na incessante busca do que Lapidarmente sintetiza em três versos: a busca «De um país liberto/ De uma vida limpa/ De um tempo justo».”

Contracapa do livro

Quando

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta.

Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.

Será o mesmo brilho, a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.

Leia, porque ler é um prazer!

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Viajar sem bilhete (III)

CADILHE, Gonçalo - Um Km de cada vez : não há melhor liberdade do que viajar ao sabor do tempo. 3ª ed. Lisboa : Oficina do Livro, 2009. 193 p. ISBN 978-989-486-7

Não há maior liberdade do que viajar ao sabor do tempo.

Neste novo livro de textos inéditos, o viajante apresenta ao leitor as suas impressões sobre as suas mais recentes andanças. Durante quinze meses, andou sem pressas e sem datas por destinos tão fabulosos e longínquos como as Galápagos, o Sudeste Asiático, a América Central, a África Austral, a Polinésia, as Caraíbas ou a Oceânia. 

E, de terra em terra, entre um abraço e uma despedida, Gonçalo Cadilhe partilha com o leitor os encontros, os lugares, as leituras, os contratempos e as alegrias de uma viagem em slow-motion pelas estradas de um planeta sem segredos para o viajante mais determinado da actualidade.


BRANDÃO, Raúl - As ilhas desconhecidas : notas e paisagens. Lisboa : Perspectivas e Realidades, [19-?]. 197 p.

“Este livro é feito com notas de viagem, quase sem retoques. Apenas ampliei um ou outro quadro, procurando sempre não tirar a frescura às primeiras impressões. Tinha ouvido a um oficial de marinha que a paisagem do arquipélago valia a do Japão. E talvez valha... Não poder eu pintar com palavras alguns dos sítios mais pitorescos das ilhas, despertando nos leitores o desejo de os verem com os seus próprios olhos!” (nota introdutória do autor)

Em 1924 Raul Brandão fez uma viagem aos arquipélagos dos Açores e da Madeira num grupo de intelectuais - entre eles Vitorino Nemésio - promovida pelos autonomistas. Dessa visita, das suas impressões e anotações, surgiu o livro As Ilhas Desconhecidas - Notas e Paisagens, em que não só descreve com particular fulgor a beleza natural das ilhas, como observa a condição do seu habitante. Obra fundamental na formação da imagem (interna e externa) destes territórios, As Ilhas Desconhecidas tornou-se um dos mais importantes e belos livros de viagem da literatura portuguesa.


SOARES, José Abecasis - Horizontes em branco : uma viagem pelo mundo na senda dos efeitos do aquecimento global. 1ª ed. Lisboa : Presença, 2010. 211, [1] p., [32] p.. ISBN 978-972-23-4457-4

José Maria Abecasis Soares fundou a Associação Ice Care em 2009, um projecto pessoal que, definiu em torno de dois objectivos principais: dar visibilidade mediática às consequências do aquecimento global sobre o degelo dos glaciares, através de expedições aos cinco glaciares classificados como património mundial e que a Unesco identificou como os mais severamente afectados pelas alterações climáticas; uma outra vertente do projecto prende-se com as populações locais, que carecem de apoio e de preparação para minimizar o impacto do recuo dos gelos. O autor deixa-nos ainda as suas impressões sobre as duas primeiras expedições realizadas em 2009, ao Aletsch, nos Alpes suíços e, nesse mesmo ano, ao Quilimanjaro.


Excerto online: http://www.presenca.pt/files//products/Exc10410004.pdf

Leia porque ler é viajar sem sair do lugar!

Nota: os livros apresentados encontram-se disponíveis para empréstimo na biblioteca Municipal de Arganil

terça-feira, 24 de junho de 2014

Contar histórias


Contar histórias. O seu poder não deve ser esquecido. A narração de histórias tem sido, talvez, o mecanismo mais vital na transferência de conhecimentos desde que os humanos desenvolveram a linguagem. 

A invenção da escrita, da imprensa, do processamento automatizado de informação e a proliferação de computadores e da Internet colocaram à nossa disposição novos métodos para aceder ao conhecimento, mas não inviabilizam ou tiram importância ao poder da narração.

As crianças gostam de ouvir histórias e a expressão “Era uma vez…” continua a ser uma fórmula mágica capaz de despertar a atenção e a vontade de descobrir o que acontecerá a seguir.

A leitura de histórias gera expectativas diversas, tais como entretenimento e encantamento, e as histórias, em particular os contos de fadas, são valiosas para ajudar as crianças a lidar com os seus conflitos internos e para a transmissão de valores universais.

Para além destas razões, outras se podem enunciar para atestar a importância da narração de histórias: 
  • As histórias motivam, desafiam e são agradáveis, podendo contribuir para desenvolver atitudes positivas; 
  • As histórias são um exercício para a imaginação. As crianças podem envolver-se na história na medida em que se identificam com as personagens e tentam interpretar a narrativa das ilustrações. A ligação entre a fantasia e a imaginação é também um estímulo para o desenvolvimento da criatividade. 
  • A narração de histórias para grupos ou em contexto de aula oferece a partilha de uma experiência social. O enredo provoca reacções como riso, tristeza, excitação e antecipação, para além de proporcionar um agradável momento de lazer, podendo ajudar a reforçar a confiança da criança e encorajar o seu desenvolvimento social e emocional. 
  • As crianças gostam de repetição. De ouvir vezes e vezes a mesma história. Esta repetição ajuda a desenvolver a linguagem e a capacidade de memorização, bem como de antecipação, encorajando a participação na narrativa. 
  • Ouvir histórias ajuda as crianças a tomar consciência do ritmo, entoação e pronunciação da linguagem. 
  • Os livros de história espelham o ambiente e a cultura dos seus autores, providenciando assim oportunidades ideais para apresentar informação cultural e encorajar o entendimento intercultural. 
Por tudo isto não devemos esquecer o poder da narração de histórias! A narração de histórias deve ser uma prática regular cheia de magia e encantamento, em que todos independentemente da idade podemos mergulhar!

Leia, porque ler é um prazer!

Bibliografia consultada:

FERRAZ, Marta Maria Pinto - Literatura na escola: os contos maravilhosos, contos populares e contos de fadas. [Em linha]. São Paulo: SPLeituras, 2012. [Consult. 12 Jun. 2014]. Disponível em www:http://www.aprendersempre.org.br/arqs/contos_maravilhosos.pdf

ELLIS, Gail; BREWSTER, Jean - Tell it Again! The Storytelling Handbook for Primary English Language Teachers [Em linha]. [S.l.]: British Council, 2014. [Consult. 24 Jun. 2014]. Disponível em http://www.teachingenglish.org.uk/sites/teacheng/files/D467_Storytelling_handbook_FINAL_web.pdf
ISBN 978-0-86355-723-1